BEM-AVENTURADOS OS PACIFICADORES
Texto de Referência: 1 Pe 3.11
“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. Mt 5.9
VERDADE APLICADA
Em um mundo repleto de guerras e conflitos, os cristãos são chamados a serem pacificadores.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
✓ Identificar o significado bíblico de “pacificador”;
✓ Reconhecer a bênção prometida aos pacificadores;
✓ Ressaltar que Deus chama os cristãos para serem pacificadores no mundo.
MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que sejamos pacificadores neste mundo violento e instável.
LEITURA SEMANAL
Seg Hb 9.15 O fruto da justiça semeia-se na paz.
Ter Rm 3.24 O pacificador é capaz de dar de comer e beber ao inimigo.
Qua Cl 1.14 Ser Bem-Aventurado é ter paz e comunhão com Deus.
Qui Sl 40.8 Somos chamados a viver em paz com todos.
Sex Gn 3.15 Cristo é o Grande Pacificador, o Príncipe da Paz.
Sáb Sl 119 Como pacificadores, levamos as Boas-Novas do Evangelho.
INTRODUÇÃO
Deus usa Sua Igreja para pregar o Evangelho, que promove a pacificação entre os homens. O salmista escreveu que o Senhor é quem pacifica os seus termos (Sl 147.14a), e o Senhor disse: “Eu faço a paz”, Is 45.7.
Ponto-Chave
“Ser pacificador é uma responsabilidade de todos os cristãos, que devem se esforçar para promover a paz em todas as situações.”
1- CONHECENDO OS PACIFICADORES
No grego, eirene significa “paz”, que em hebraico é shalom. Essa Bem-Aventurança contraria a realidade do mundo contemporâneo, que apresenta indivíduos cada vez mais agressivos.
1.1 O pacificador se assemelha a Cristo
O cristão que não se esforça pela paz não se assemelha a Jesus Cristo, o Príncipe da Paz (Is 9.6). O Apóstolo Paulo escreveu: "E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos", Cl 3.15. Evitar conflitos e violências faz parte da vida cristã, e isso inclui manter a paz em todos os âmbitos que frequentamos: família, círculo de amigos, ambiente de trabalho religioso.
1.2. O pacificador tem domínio próprio
O pecador não conhece o caminho da pacificação nem tem temor a Deus (Rm 3.17,18), porque não experimenta da paz que Cristo proporciona aos Seus. Essa paz inunda o interior do crente, proporciona comunhão com Deus e purifica o coração do pecado e da crueldade. E é a paz de Cristo, que excede o entendimento humano (Fp 4.7), que proporciona equilíbrio e domínio próprio ao cristão para que ele solucione os conflitos da vida.
Refletindo
“O maior Pacificador é Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. Ele estabelece a paz entre Deus e o homem ao remover o pecado, que é o motivo do afastamento.” D. A. Carson
2- O CRISTÃO É UM PACIFICADOR
O pacificador procura estabelecer a paz com e entre todos (Hb 12.14). Ele vive em harmonia, promove a reconciliação e o amor com suas ações e palavras. Inspirado pelo exemplo de Cristo, o pacificador semeia a harmonia e reflete a Graça de Deus num mundo de conflitos.
2.1 A necessidade de pacificadores
Somente a paz que Cristo oferece pode nos tornar pacificadores (Fp 4.6,7), que visam o bem-comum por meio de um convívio equilibrado, a conscientização de direitos e deveres e, principalmente, a proclamação do Evangelho da paz. Os pacificadores, portanto, são essenciais para promover o entendimento mútuo. Com empatia e coragem, eles constroem pontes e transformam discórdias em oportunidades de reconciliação.
2.2 O Espírito Santo nos faz pacificadores
A presença do Espírito Santo em nós nos habilita a promover a paz em qualquer lugar que estejamos, uma vez que Ele nos selou pela fé em Cristo. A Bíblia associa a paz ao Espírito Santo em várias passagens (Rm 8.6; 15.13). Em Gálatas 5.22, a paz é vista como uma ação do Espírito Santo no coração dos crentes. Assim, temos paz com Deus e o próximo, o que nos faz pacificadores por excelência.
3. A BEM-AVENTURANÇA DOS PACIFICADORES
Ser pacificador é uma vocação nobre, que reflete o coração de Deus em um mundo dividido. Pacificadores são aqueles que, com empatia, sabedoria e coragem, buscam apaziguar conflitos, promover reconciliação e construir harmonia onde há discórdia. Eles não apenas resolvem disputas, mas plantam sementes de amor e compreensão, vivendo como verdadeiros embaixadores da paz (Is 52.7).
3.1 Uma virtude do Espírito Santo
O Espírito Santo produz em nós virtudes que nos tornam mais semelhantes a Cristo. A paz é uma das virtudes do Fruto do Espírito, sendo também a expressão do Caráter de Deus e da Presença do Espírito Santo em nossa vida. Mesmo em meio às adversidades, podemos usufruir dessa quietude interior e atuar como pacificadores, dando de comer e beber ao nosso inimigo (Rm 12.20), transformando vidas e impactando o mundo ao nosso redor.
3.2 Os pacificadores serão chamados filhos de Deus
De todas as Bem-Aventuranças, esta é a única que promete: “serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9), precisamente pelo fato de o Pai ter dado Seu Filho para reconciliar o mundo com Ele (2Co 5.18). Com o coração guiado pela compaixão e pela justiça, os pacificadores buscam reconciliar pessoas, apaziguar tensões e construir pontes de entendimento como um reflexo do amor e da bondade de Deus. Isso os eleva à honra de serem chamados filhos de Deus, pois, ao semearem harmonia, espelham o caráter reconciliador do Pai, trazendo luz e esperança a um mundo necessitado de paz.
SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Descobrimos, em 2 Coríntios 5.18-20, que Deus nos nomeou pacificadores seus. Três vezes, nesses versículos, Paulo ressalta que nós que fomos levados à paz com Deus fomos feitos pacificadores. Devemos levar os homens separados de Deus a saberem como ter paz com Ele e como sentir essa paz. Para ser pacificador, o homem precisa conhecer apenas uma verdade fundamental: Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia para podermos ter paz com Deus. O pacificador deve conhecer essa verdade e, então, comunicá-la aos que se encontram alienados de Deus. O homem não está separado apenas de Deus, mas também do próprio homem, o crente pode estar separado de outro crente. Esse não é o propósito de Deus. Depois de nosso Senhor ter falado da obra do pacificador (Mt 18.12-14), levar os perdidos a terem paz com Deus, Ele se referiu ao dever do pacificador de preservar a unidade na comunhão de crentes. (J. Dwight Pentecostal. O Sermão da Montanha. Miami, Florida: Editora Vida, 1988, pp.56,57.).
CONCLUSÃO
O pacificador é alguém que, antes de qualquer coisa, tem paz consigo mesmo. Ele promove a reconciliação de outros com Deus, ocasionando neles um juízo de retidão e conformidade pela mensagem do Evangelho.
Complementando
Martin Luther King Jr. entrou para a história como um exemplo do que é ser pacificador. Revestido de coragem e compromisso com os princípios bíblicos de justiça e igualdade, King buscou unir pessoas de todas as raças durante o Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos no século XX.
Eu ensinei que:
A paz é uma das virtudes do Fruto do Espírito, que expressa tanto o Caráter de Deus quanto a Presença do Espirito Santo na vida de um servo fiel.
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