segunda-feira, 31 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 10 - Revista da CPAD - JOVENS


A Ascensão Econômica
6 de Setembro de 2015

TEXTO DO DIA
“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui”(Lc 12.15).

SÍNTESE
A ética e a moral cristãs são tão essenciais quanto a justiça social.


TEXTO BÍBLICO

1 Timóteo 6.7-10
7 — Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele.
8 — Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
9 — Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
10 — Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

INTRODUÇÃO
Na breve lição de hoje, refletiremos acerca das mudanças políticas que vêm alterando a organização familiar e social. A implementação de novas políticas com a ascensão de governos que nunca haviam chegado ao poder surpreende, causando impacto econômico positivo. Entretanto, ao mesmo tempo em que proporcionam melhorias na qualidade de vida dos cidadãos, esses mesmos regimes introduzem políticas de minorias bastante perigosas. Até que ponto o populismo não está “dando com uma mão” para “tirar com dez outras”, fazendo com que até mesmo a moralidade seja extinta?

I. A JUSTIÇA SOCIAL E O PROFETISMO

1. O cuidado divino com a justiça social.
Desde a Queda, devido às consequências do pecado, a desonestidade e a ganância fazem parte das relações humanas. Pessoas acham-se no direito de oprimir as outras. Assim, quando da promulgação da Lei, é possível observar o cuidado divino com os menos favorecidos (Êx 22.25-27; 23.6; Lv 19.10; 23.22), diferentemente de outros códigos legislativos do mundo antigo que pouco se importavam com a situação das pessoas.

2. Justiça divina não é paternalismo.
A despeito do amor de Deus pelos órfãos, viúvas e pobres, o Senhor não age de forma paternalista, favorecendo um em detrimento do outro, pois Ele é justo (Êx 23.1-3; Lv 19.15). A Lei é tão precisa que chega a orientar o legislador a não aceitar presentes, de uma ou de outra parte, para que tenha isenção e não seja levado a favorecer alguém no processo de julgamento (Êx 23.8).

3. O ministério profético e a justiça social.
Quando no período dos reis os judeus, de forma deliberada e em demonstração de rebeldia, passaram a negligenciar o que a Lei prescrevia sobre a questão social (Êx 23.10,11; Dt 24.14-22) — sobretudo, do jubileu que incluía, entre outras coisas, a obrigatoriedade de libertar os os escravos e liquidar as contas e/ou empréstimos dos endividados (Lv 25.1-55) —, o Senhor então levantava os profetas para condenar essa postura (Jr 34.8-22).
Na realidade, é impossível não notar que o profetismo, como movimento, nasce justamente por causa da injustiça social e da falta de defesa dos menos favorecidos, pois se o próprio Deus que libertara Israel era esquecido, que dirá aqueles que, sem posse alguma, ficavam à mercê da sensibilidade dos seus irmãos no cumprimento da Lei (Is 3.12-15; 58.1-14; Dn 4.27; Am 2.6-12). O Senhor, porém, não permitiu que tal descaso ficasse impune (Sl 9.1-20; 12.5; Zc 7.5-14).

Pense!
Mudando-se o modo de a humanidade relacionar-se com Deus, isto é, havendo a graça substituído a Lei, existe ainda a necessidade de se cuidar do necessitado?

Ponto Importante
A leitura de Isaías 58.1-14 mostra claramente que Deus não se importa com ritualismo desprovido de prática.

II. A POLÍTICA ECONÔMICA

1. O governo e a justiça social.
Em qualquer civilização, existem os liderados e os que lideram (Rm 13.1-7). Um dos principais deveres dos governantes é justamente assegurar o cumprimento da ordem e do direito. Em qualquer sociedade, a dependência dos governos por parte dos menos favorecidos é uma realidade. Não havendo justiça social, as classes populares certamente serão as mais prejudicadas. No mundo antigo, cria-se que o apoio aos pobres era uma das condições para o êxito de qualquer governante (Pv 29.14). Um exemplo claro dessa verdade pode ser visto no “conselho” dado por Daniel a Nabucodonosor: “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho e desfaze os teus pecados pela justiça e as tuas iniquidades, usando de misericórdia para com os pobres, e talvez se prolongue a tua tranquilidade” (Dn 4.27).

2. O governo e as classes populares.
Quando partidos, cujas propostas de governo incluem políticas sociais voltadas ao menos favorecidos, ascendem ao poder, teoricamente acontecem melhorias que beneficiam os pobres. Estes, mesmo não realizando todos os seus sonhos, ao conseguir um pouco mais de recursos — seja através de programas sociais, seja com a geração de empregos —, veem-se como devedores dos governantes e assim passam a concordar com todas as ações do governo.

3. O perigo do populismo.
Se imediatamente o assistencialismo melhora a situação dos pobres, em longo prazo, ele em nada contribui para a efetiva ascensão social destes. Em países emergentes, o populismo proporciona a perpetuação de tais governos no poder, acabando por instaurar um despotismo em lugar da democracia. Isso porque a ajuda que deveria proporcionar as condições de as pessoas adquirirem autonomia econômica, transforma-se em moeda de troca, gerando dependência e, consequentemente, manutenção da pobreza ao mesmo tempo em que garante a perpetuação do governo.

Pense!
Em sua opinião, se o assistencialismo não fosse a política utilizada para atender as classes populares, qual seria a melhor forma de se cuidar dos menos favorecidos?

Ponto Importante
Na perspectiva do Evangelho, a justiça social precisa ser uma realidade em nosso meio.

III. O PERIGO DO CASAMENTO DA IGREJA COM O ESTADO

1. O artifício romano para obter o apoio dos líderes religiosos.
O chamado “Templo de Herodes” é a melhor explicação para o “bom relacionamento” entre os governadores romanos e os sacerdotes dos tempos de Jesus. De alguma forma, eles recebiam apoio do governo para manter o povo submisso ao jugo romano, pois, quando da acusação de Jesus Cristo, vemos claramente que havia entre eles uma ligação que transcendia a obediência estritamente civil (Lc 23.2; Jo 19.12,15).

2. A era Constantino.
Em 313, o imperador romano Constantino, depois de se tornar “cristão” de forma inusitada, decretou, no chamado Edito de Milão, a liberdade de culto, terminando por oficializar o cristianismo como uma religião estatal. Foi assim que se deu o espúrio e danoso casamento da Igreja com o Estado. Tanto é verdade que o primeiro Concílio da Igreja, ocorrido em 325, foi convocado por ele.

3. O cuidado da Igreja atual.
Tais lições da história devem servir-nos como alerta para os nossos dias. Antes, assim como a Igreja do primeiro século, éramos ignorados; hoje, devido ao número de evangélicos, os poderosos cada vez mais se aproximam de nós. Que a nossa relação com os políticos seja ética e que jamais venhamos a negociar com eles os nossos valores supremos (2Tm 2.4). Que o Senhor nos ajude a sempre agirmos assim.

Pense!
O que você acha do “casamento” da Igreja com o Estado?

Ponto Importante
Se o Estado, e a Igreja, cada qual em seus respectivos âmbitos, cumprir o seu papel, é possível haver justiça social.

CONCLUSÃO
Não há dúvida de que a função do governo é proporcionar melhores condições para a população ter assegurada a sua qualidade de vida. Não obstante, isso não pode acontecer como sistema de troca de voto para que projetos imorais sepultem os bons valores. Que possamos ser vigilantes para que isso não venha acontecer.

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 10 - Revista da CPAD - ADULTOS


O Líder Diante da Chegada da Morte
6 de Setembro de 2015


TEXTO ÁUREO
“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4.7).


VERDADE PRÁTICA

A morte do crente não é o fim, mas a passagem para a glória eterna, na presença de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


2 Timóteo 4.6-17.

6 — Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo.
7 — Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.
8 — Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda.
9 — Procura vir ter comigo depressa.
10 — Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica; Crescente, para a Galácia, Tito, para a Dalmácia.
11 — Só Lucas está comigo. Toma Marcos e traze-o contigo, porque me é muito útil para o ministério.
12 — Também enviei Tíquico a Éfeso.
13 — Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos.
14 — Alexandre, o latoeiro, causou-me muitos males; o Senhor lhe pague segundo as suas obras.
15 — Tu, guarda-te também dele, porque resistiu muito às nossas palavras.
16 — Ninguém me assistiu na minha primeira defesa; antes, todos me desampararam. Que isto lhes não seja imputado.
17 — Mas o Senhor assistiu-me e fortaleceu-me, para que, por mim, fosse cumprida a pregação e todos os gentios a ouvissem; e fiquei livre da boca do leão.

INTRODUÇÃO

Paulo tem consciência de que seu ministério está chegando ao fim. A segunda Epístola a Timóteo, na verdade é uma forma, comovente, de dizer adeus ao seu “amado filho” e à Igreja do Senhor. Paulo exorta Timóteo a respeito da responsabilidade que é estar na liderança de uma igreja e faz uma revisão do caminho que havia percorrido em sua jornada com o Salvador: “Combati o bom combate” (2Tm 4.7). Paulo não estava pesaroso com a partida, pois suas dores e sofrimentos, com certeza, foram esquecidos, diante da certeza de que fez um bom trabalho e que cumpriu a missão para qual fora designado pelo Senhor.
A morte é inevitável. Um dia líderes e liderados terão que enfrentá-la, porém, o que faz a diferença é a maneira como a encaramos.

I. A CONSCIÊNCIA DA MORTE NÃO TRAZ DESESPERO AO CRENTE FIEL


1. Seriedade diante da morte.

Enquanto Timóteo ainda era um jovem obreiro, Paulo já estava idoso (Fm 1,9), e tinha consciência de que estava no fim de sua longa, sacrificada e honrosa missão (v.6). Paulo assegura que seu sangue seria derramado como uma oferta de libação. Esta era uma oferta de caráter voluntário, “de cheiro suave ao Senhor” (Lv 2.2). Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, “libação era uma oferta líquida e consistia em derramar vinho sobre o altar como um sacrifício a Deus”. Não era uma oferta pelos pecados, mas uma oferta de gratidão ao Senhor.

2. A certeza da missão cumprida (vv.7,8).
No texto, que indica a consciência da proximidade da partida para a eternidade, queremos destacar três aspectos:
a) “Combati o bom combate”. Todos os apóstolos de Jesus eram homens que combatiam “pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3). Mas nenhum teve tantas oposições e ameaças quanto Paulo. Foi um obreiro muito perseguido, mas nunca desistiu da luta espiritual em prol do evangelho (1Tm 1.20; 2Tm 3.11,12; 4.14 ). Que você também não desista diante das dificuldades e oposições.
b) “Acabei a carreira”. O texto indica que Paulo se referia à “pista de corrida”, das competições em Atenas e em Roma. Em sua carreira ou “corrida”, ele diz que não olhava para trás, mas para as coisas que estavam diante dele, prosseguindo “para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13,14). Muitos começam a carreira da vida cristã bem, mas desistem ou recuam ante os obstáculos e os problemas que surgem. O pastor de uma igreja não pode se acovardar diante das dificuldades, mas firmado em Cristo precisa prosseguir até o final.
c) “Guardei a fé”. Isso quer dizer que Paulo foi fiel a Deus, em todas as circunstâncias de sua vida cristã. Ele não se embaraçou “com os negócios dessa vida” e militou legitimamente (2Tm 2.4,5). Guardar a fé significa guardar a fidelidade a Cristo e a seus ensinamentos. O crente precisa guardar a fé até o seu último momento de vida. Paulo ensinou a Timóteo e à Igreja do Senhor a respeito desse cuidado. O crente é consolado pela fé (Rm 1.12); a justiça de Deus é pela fé (Rm 3.22); o homem é justificado pela fé (Rm 3.28; 5.1; Gl 2.16); o justo vive pela fé (Gl 3.11); a salvação é pela fé em Jesus (Ef 2.8). Paulo sabia o que era lutar e guardar a “fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 3).

II. O SENTIMENTO DE ABANDONO


1. O clamor de Paulo na solidão.
No início da Segunda Carta, Paulo já havia demonstrado que sentia muito a falta de Timóteo: “[...] desejando muito ver-te [...]” (1.4). No final da epístola, vemos a súplica de Paulo ao seu filho na fé: “Procura vir ter comigo depressa” (4.9). Ele também revela o porquê de sua pressa em rever seu filho na fé. Vejamos:
a) Demas o desamparou. “Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica” (2Tm 4.10). Demas era um dos cooperadores de Paulo (Cl 4.14; Fm 24). Porém, será que ele havia se desviado? Não sabemos ao certo. O texto bíblico mostra que ele abandonou Paulo quando este precisava muito de sua ajuda. O versículo também afirma que no momento, Demas amava mais o “presente século” do que o amigo e irmão em Cristo. Os momentos de adversidade revelam aqueles que são realmente amigos e que nos amam.
b) Só o médico amado ficou com Paulo. Tíquico foi mandado para Éfeso (4.12) e só Lucas ficou junto de Paulo (4.11). Lucas, “o médico amado” (Cl 4.14), escritor do livro de Atos dos Apóstolos e cooperador do apóstolo (Fm 24), fez-se presente, dando toda assistência a Paulo. Sem dúvida alguma, fora providência de Deus. Em idade avançada (Fm 9), Paulo precisava de cuidados médicos, físicos e emocionais. E ali estava o doutor Lucas, seu amigo, que não o desamparou.

2. A serenidade dos últimos dias.
“Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os livros, principalmente os pergaminhos” (v.13). A prisão de Paulo se deu tão de repente que ele não teve tempo para reunir suas coisas. Agora, aproximava-se o inverno (v.21), e Paulo sentia a necessidade da capa que deixou na casa de Carpo e também dos livros. Sabemos quão rigoroso é o inverno europeu. O texto também nos mostra que até o fim de sua vida, Paulo se preocupou em ler e estudar. Tem você dedicado tempo ao estudo da Palavra de Deus?
O seu julgamento, perante a justiça de Roma, poderia demorar alguns dias ou meses. De qualquer forma, é um eloquente testemunho de que o homem de Deus, quando está seguro com o Senhor, não teme a morte ou qualquer outra adversidade.

3. Preocupações finais com o discípulo. 
Paulo alerta Timóteo a respeito de “Alexandre, o latoeiro”, que foi inimigo do apóstolo (vv.14,15). “Tu, guarda-te dele”. Segundo a Bíblia de Aplicação Pessoal, Alexandre pode ter sido uma testemunha contra Paulo em seu julgamento. O crente fiel sempre vai encontrar pessoas difíceis em sua caminhada, por isso, precisa estar preparado para lidar com toda a sorte de gente, boas e más.

III. A CERTEZA DA PRESENÇA DE CRISTO


1. Sozinho perante o tribunal dos homens (v.16).
Nem Lucas, o “médico amado” se encontrava na cidade, quando Paulo compareceu a audiência. Mas ele não era murmurador, nem guardou mágoa dos amigos ausentes. Pelo contrário, demonstrou que os perdoara, pedindo a Deus “que isto lhes não seja imputado”. A atitude de Paulo nos faz recordar a postura de Jesus na cruz, quando Ele exclamou: “[...] Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34). Podem os amigos e companheiros nos abandonar nos momentos difíceis, mas Deus é fiel e jamais nos deixa sozinho.

2. Sentindo a presença de Cristo (v.17).
Paulo não tinha a companhia dos amigos e irmãos em Cristo, mas pôde sentir, de perto, a gloriosa presença de Deus. O Senhor se fez presente e fortaleceu a alma e o espírito do seu servo. Mesmo estando preso, ele se sentia “livre da boca do leão”, o que pode referir-se ao sentimento de libertação espiritual em relação a Satanás, ou de Nero, o sanguinário imperador. Ele não foi liberto da prisão e da morte, pois suas palavras eram de despedida: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (v.7).

3. Palavras e saudações finais.
“E o Senhor me livrará de toda má obra e guardar-me-á para o seu Reino celestial [...]” (v.18). Paulo não estava se referindo ao livramento físico da morte. Ele já havia se despedido de forma muito comovente nos versículos 6 a 8. Esse texto nos mostra o quanto ele estava tranquilo, aguardando a vontade de Deus sobre sua vida e o fim do seu ministério. E conclui, saudando seu amigo e filho na fé, dizendo: “O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito. A graça seja convosco. Amém!” (v.22).

CONCLUSÃO

Os últimos trechos da Segunda Carta de Paulo a Timóteo nos ensinam que o servo de Deus que tem certeza da sua salvação, mediante a obra redentora de Cristo, não teme a morte. Paulo sabia que a morte física aniquilaria apenas o seu corpo, mas seu espírito e sua alma (o homem interior — 2Co 4.16) estavam guardados em Cristo Jesus.

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 10 - Revista da Editora Betel


O Milagre da Liberdade de Pedro

06 de setembro de 2015

Texto Áureo.
“E Pedro, tornando a si, disse: Agora sei verdadeiramente que o Senhor enviou o seu anjo, e me livrou da mão de Herodes, e de tudo o que o povo dos judeus esperava”. Atos 12.11.

Verdade aplicada.
A oração é a chave que nos dá acesso aos compartimentos mais secretos do projeto divino. Ela pode nos revelar o como, o quando e a maneira menos cansativa para a vitória.

Textos de Referência.
Atos 12.1-5
1 E por aquele mesmo tempo o rei Herodes estendeu as mãos sobre alguns da igreja, para os maltratar;
2 E matou à espada Tiago, irmão de João.
3 E, vendo que isso agradara aos judeus, continuou, mandando prender também a Pedro. E eram os dias dos ázimos.
4 E, havendo-o prendido, o encerrou na prisão, entregando-o a quatro quaternos de soldados, para que o guardassem, querendo apresentá-lo ao povo depois da páscoa.
5 Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus.

Introdução
Era um tempo de perseguição a todos aqueles que professassem o nome de Jesus. No entanto, a Igreja tinha uma arma poderosa: a oração. Através dela, Pedro foi salvo da prisão de forma sobrenatural e miraculosa.

1. A perseguição e a prisão de Pedro.
A perseguição tinha como finalidade pôr fim ao cristianismo. Para agradar aos romanos e alcançar o favor dos líderes judeus, o rei Herodes usou a estratégia de acabar com os líderes, acreditando que a morte dos pastores dissiparia o rebanho (At 12.1-3).

1.1. Herodes, o perseguidor.
O rei Herodes Agripa I reinou na Palestina por ordem do imperador Claudio, devido a serviços prestados aos romanos. Esse homem perverso era neto de Herodes, o Grande, que havia mandado matar as crianças de Belém, e sobrinho de Herodes Antipas, que havia ordenado a decapitação de João Batista (Mt 2.13-8; Mc 6.14-29). Herodes pertencia a uma família dada a intrigas e assassinatos, desprezada pelos judeus que não aceitavam a ideia de serem governados por edomitas. Como era um político habilidoso, logo descobriu a maneira fácil e barata de obter popularidade nacional: exterminar os líderes cristãos. Ele fora informado que os cristãos eram considerados uma seita fanática, apóstata, perigosa e sem possibilidade de ser recuperada para o judaísmo. E para demonstrar zelo pela religião judaica, mandou executar Tiago e encarcerou a Pedro, para mata-lo em seguida.

1.2. Dormindo na prisão.
Pedro tinha noção do risco que corria. Ele sabia que Tiago já havia sido morto e era o próximo. Mesmo assim, antes de dormir, tirou as sandálias, a capa e se preparou para uma boa noite de sono. Será que conseguiríamos dormir diante da possibilidade de sermos executados no dia seguinte? O fato é que Pedro dormiu e o sono foi tão tranquilo que o anjo teve que despertá-lo (At 12.6.7; Sl 4.8). Mesmo na prisão, Pedro entregou toda a situação ao Senhor e Deus lhe deu paz e descanso. Talvez, sua paz se originasse de saber que a Igreja fazia contínua oração a Deus por sua vida. Assim, mesmo não sabendo como ou quando Deus o livraria, sabia que o livramento estava a caminho (At 12.5).

1.3. A morte de Tiago e a prisão de Pedro.
Pedro e Tiago eram homens dedicados e ao mesmo tempo importantíssimos para a Igreja. Mas, em Sua vontade soberana, o Senhor resolveu recolher Tiago e prosseguir com Pedro. Estava se cumprindo o que pediram a Deus em oração após a segunda perseguição (At 4.29, 30). Herodes estendeu sua mão para destruir a Igreja e Deus estava estendendo Sua mão para realizar sinais e prodígios, a fim de glorificar Seu Filho. Deus permitiu que Herodes matasse Tiago, mas o impediu de fazer mal a Pedro, mostrando que era o trono celeste que estava no controle e não o governante da Terra.

2. A oração que produz o sobrenatural.
Certamente, a situação de Pedro parecia sem esperança no âmbito natural. Ele estava acorrentado entre dois soldados do lado de dentro e do lado de fora havia dezesseis soldados que guardavam a prisão. Herodes fechou todas as possibilidades humanas, só não contava com a divina, que foi movida pela contínua oração da Igreja (At 12.5).

2.1. A oração e sua eficácia.
O exercício que Jesus mais praticou quando estava entre os homens foi a oração. Ela é a comunicação direta com o Pai, tanto no sentido de comunhão, quanto das instrução, revelação, direcionamento, governo e intervenções poderosas de Deus (Mt 21.22; Fp 4.6; 1Jo 1.15; Jo 14.3). Jesus tinha por hábito orar à tarde, à noite e sempre pela manhã atuava com grande poder. Ele ensinou que a oração pode tudo (Mt 11.24). A igreja do primeiro século era alicerçada na oração e, conhecendo a maldade de Herodes, buscou em Deus um milagre (At 2.42). O pregador puritano Thomas Watson disse certa vez “Não devemos jamais subestimar o poder de uma igreja que ora!” O anjo chamou Pedro na prisão, mas foi a oração que foi buscar o anjo.

2.2. Uma luz vinda dos céus.
Deus enviou o livramento, mas o que provocou tal visitação? A intercessão da Igreja (At 12.5). Mesmo com toda a precaução tomada por Herodes, Deus prova que está no comando e, quando é acionado, envia sempre em defesa dos Seus o melhor que possui (At 12.7ª). O cárcere representa o poder das trevas, que amarra a vida humana tornando-a impotente. O poder de Deus é a luz que penetra nas trevas e liberta os encarcerados (Sl 146.7, 8; Is 61.1; Lc 4.18, 19).

2.3. O toque da liberdade.
Uma noite antes da sentença e da execução, Perro é visitado milagrosamente por um anjo (At 12.7). Antes de despertá-lo, o anjo toca Pedro na ilharga e ele foi liberto das cadeias. Logo em seguida, foi posto de pé para sair daquele cárcere. O milagre foi tão espetacular que Pedro se tornou invisível aos olhos de toda a guarnição. Tanto a de dentro quanto a de fora (At 12.9, 10). Pedro foi despertado, liberto e posto de pé. Como Pedro, muitos dormem algemados e precisam de um toque que desperte e liberte suas vidas.

3. Portas que se abrem.
“Pedro, pois, era guardado na prisão; mas a igreja fazia contínua oração por ele a Deus” (At 12.5). Esse pequeno e simples advérbio “mas” muda tudo. Significa que, se estamos em ação, Deus muda o quadro. Enquanto o inimigo se preparava para o golpe final, o Senhor se revelou e mudou a situação.

3.1. Vem e segue-me.
Para muitos. Pedro estava Preso; para Deus, ele estava guardado (At 12.5). O anjo fez tudo de modo a revelar que Deus domina as circunstâncias. Mandou Pedro se revestir, sem esquecer nenhuma peça de roupa necessária para atravessar a cidade e à noite. Os soldados não eram problema, tudo estava sob controle. Os planos e propósitos de Deus são tão firmes e seguros que não há correria! Nada de preocupação para a vida espiritual de quem está dentro de Seus planos. Pedro passou por três portões e o terceiro era de ferro (At 12.10). Não são poucas as portas de ferro postas pelo inimigo para nos impedir a libertação. Mas quando o Senhor está à nossa frente, elas se abrem naturalmente.

3.2. Pedro está às portas.
Deus faz o impossível, nos abre as primeiras portas (At 12.13-16). Mas algumas, nós mesmos temos que abrir. E por que faz isso? Ele sabe que mesmo com as nossas mais fervorosas orações ainda podemos ter um cantinho de incredulidade no coração. Parece incrível que aquele povo que orava pela libertação de Pedro não cresse que estava às portas.

3.3. Tudo é possível ao que crê.
É interessante como podemos não estar preparados para receber o que pedimos a Deus em oração (Mt 21.22). Aqueles fiéis irmãos não estavam abertos ao que Deus poderia fazer (At 12.12-16). Quando finalmente abriram a porta, aqueles santos que oravam ficaram espantados e se maravilharam diante da gloriosa libertação de Pedro, que não teria ocorrido a menos que eles agissem baseados no que acreditavam acontecer. Em cada uma de nossas comunidades, asa pessoas estão batendo à porta. Elas esperam encontrar uma Igreja convicta de que Deus deseja libertar as pessoas do cárcere de suas almas. Elas buscam esperança para o desespero, esperam encontrar em nós um refúgio para suas angústias.

Conclusão
Pedro não era apenas o refém de uma potestade governamental. Ele foi preso por uma força espiritual que manipulava um homem poderoso para fins demoníacos. Mas a Igreja fez o seu papel e Deus respondeu de forma sobrenatural. A oração pode todas as coisas (Mc 9.23).

domingo, 30 de agosto de 2015

ATUALIDADE GOSPEL - Assembleia de Deus Madureira acusada de repassar propina do petrolão a Eduardo Cunha


A denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Eduardo Cunha (PMDB-RJ) ontem, quinta-feira, 20 de agosto, implicou a igreja Assembleia de Deus Madureira, liderada pelos pastores da família Ferreira.

De acordo com o depoimento do delator Júlio Camargo, a denominação pentecostal teria intermediado o repasse de R$ 250 mil em propinas a Cunha em 2012.

Para a PGR, Cunha cometeu crime de lavagem de dinheiro e corrupção passiva, ao ter pedido e recebido o pagamento de US$ 5 milhões em propinas de contratos firmados entre a Samsung e a Petrobras.

O pagamento de parte dessas propinas teria sido feito por Camargo através de depósitos na conta da Assembleia de Deus, por orientação de Fernando Soares, o “Baiano”, que é apontado como o operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras.

“Soares teria alertado que pessoas dessa igreja iriam entrar em contato com o declarante [Júlio Camargo]. Representantes da igreja procuraram Júlio Camargo e informaram os dados bancários da Igreja Evangélica Assembleia de Deus”, diz o texto da denúncia, de acordo com informações do Uol.

Após essa aproximação, Júlio Camargo fez os depósitos na conta da igreja através de empresas de fachada que ele comandava, no dia 31 de agosto de 2012, sob a justificativa de “pagamento a fornecedores”.

Segundo a PGR, “não há dúvidas” de que os depósitos foram feitos a pedido de Cunha, para que fosse efetuada a quitação de parte dos US$ 5 milhões de propina que teria sido combinado com Camargo.

A ligação entre Cunha, que é evangélico, e a Assembleia de Deus é “notória”, na visão da PGR: “O diretor da referida Igreja perante a Receita Federal é Samuel Cássio Ferreira, irmão de Abner Ferreira, pastor da Igreja Assembleia de Deus Madureira, no Rio de Janeiro, que o denunciado [Cunha] frequenta”, aponta o texto.

Fontes: Uol e Gnotícias

sábado, 29 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 9 - Revista da CPAD


AULA EM 30 DE AGOSTO DE 2015 – LIÇÃO 9
(Revista: CPAD)

Tema: A Corrupção dos Últimos Dias

Texto Áureo: 2 Pedro 2.12
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição tenha em mente o que significa cada um dos comportamentos dos homens dos últimos dias, que Paulo menciona, para que saibas responder às perguntas surpresas.
- “Deus criou o homem bom e perfeito”, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, dessa forma ele era perfeito. Porém o ser humano pecou e sua perfeição foi corrompida.
- “Como resultado da Queda veio a morte”, a palavra Queda aparece aqui com inicial maiúscula devido a se tratar de uma doutrina.
- “a cada dia se tornando mais e mais corrupta”, essa corrupção parece não ter limites, mas pelo livro de Apocalipse sabemos que há um limite para essa corrupção humana, Será quando houver o derramar da ira de Deus.   
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I - OS TEMPOS TRABALHOSOS

1.  Nos últimos dias (v.1).
- “somente ao fim dos tempos escatológicos”, está falando dos tempos descritos no Apocalipse, muitos pensam que ao se falar do tempo do fim a Bíblia está mencionando o período do arrebatamento e juízo de Deus na Terra.
- “faz referência ao ataque gnóstico sobre a Igreja”, esses ataques ocorriam desde aquele período e como os crentes daquela época acreditavam piamente que Jesus retornaria por aqueles dias, então a referência sobre o fim dos tempos fala do período da Igreja na Terra. Obs. Os crentes da Igreja primitiva acreditavam que Jesus voltaria naquele tempo devido a palavra que Ele disse em Mt 16.28
- “buscam os seus interesses em primeiro lugar”, isso é o egoísmo que é incentivado pelo modo de vida hedonista, tão difundido pela mídia em propagandas com jargões do tipo: Você merece o melhor! Você em primeiro lugar! E por aí vai. Obs. Hedonismo é a doutrina que visa a busca pelo prazer a cima de tudo.
- “fazem a obra de Deus esperando receber bens materiais (1Tm 6.10).”, aqui está se referindo a alguns irmãos que encontraram uma forma de ganhar dinheiro com o Reino de Deus, com venda de livros e produtos, pregações pagas, campanhas para a arrecadação, etc. Grande parte dessas atividades são para enriquecimento próprio. É bom saber também que os avarentos são todos os que amam o dinheiro e não somente esses obreiros interesseiros.
- “blasfêmia contra o Espírito Santo não haverá perdão”, a blasfêmia a qual Jesus se referiu foi aquela proferida pelos fariseus na ocasião em que atribuíram a obra que Jesus fazia pelo Espírito de Deus a obras pela força de Satanás, o problema é que os fariseus fizeram isso de forma consciente de que Jesus era da parte de Deus Jo 3.2, ainda que eles não soubessem que Ele era o Messias, mas sabiam que era profeta de Deus, por isso a sua blasfêmia supera aquela que fazemos ignorância.
- “pois não honram seus pais e mães”, a ordem de Deus para que a pessoa honre os pais, reside no simples fato de que se o indivíduo não respeitar seus pais, não respeitará a mais ninguém, seus dias serão encurtados por tantos inimigos e por pessoas com má vontade em ajudar que encontrará.

2. Falsa aparência (v.5).
- “suas atitudes não condizem com a Palavra de Deus”, atitudes longe da presença dos irmãos em Cristo, geralmente em presença de não crentes, trazendo ainda mais escândalos para o povo de Deus.
- “Estes podem enganar a liderança e os crentes”, professor(a), você pode esclarecer que há uma certa divergência entre a possibilidade de se enganar a igreja. Devido a seguinte afirmação:
“O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que fala mentiras não estará firme perante os meus olhos.” Sl 101.7 Presumindo-se que todos que fazem parte da igreja estão vivendo dignamente, pois seria impossível alguém permanecer de engano na casa de Deus. Mas o texto está dizendo que “não permanecerá”, não está dizendo que nunca ocorrerá o engano. O engano poderá ocorrer, mas se ocorrer não permanecerá.
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II - PAULO, UM EXEMPLO DE OBREIRO EM TEMPOS DIFÍCEIS

1. Um obreiro exemplar (v.10).
- “procurasse pregar a Palavra de Deus”, somos úteis para o Reino de Deus,   quando fazemos o que Jesus mandou, Quando alguém não faz aquilo para o qual foi separado para fazer, essa pessoa se sente vazia ou incompleta.
- “Paulo era um exemplo a ser seguido”, mesmo se sentindo falho, Paulo continuava sendo esse exemplo. Mostrando que mesmo com falhas podemos ser exemplos em nossa comunidade cristã.

2. Modo de viver.
- “pregam com muita desenvoltura”, isso devido à eloquência, com eloquência se consegue enganar muitos crentes. Um eloquente usando a Bíblia faz as pessoas entregarem até o que não tem.
- “testemunho vivo do poder transformador”, isso devido ao fato de Paulo ter sido um perseguidor dos crentes, e por onde ele passava após ter sido transformado, as pessoas ficavam admiradas do que aquela fé poderia fazer.
- “Sede também meus imitadores”, por mais que alguém pense que não, é possível um homem ou mulher de Deus falar assim no mundo em que vivemos.

3. Intenção, fé longanimidade e amor.
- “Ele era um homem de fé, por isso, pôde suportar”, de acordo com as palavras de Paulo em Efésios 6.16 a fé é uma das partes da armadura de Deus, exatamente o escudo, que nos protege das lanças do inimigo. Todas as partes da armadura são para proteção do corpo, e de todas, o escudo é a mais resistente.
- “Ser longânimo é ter paciência”, a etimologia da palavra seria “longo ânimo”, pessoa de animo longo, que não se altera ou desiste facilmente, é pessoa paciente. Para um líder, ter paciência é essencial para exercer a liderança.
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III - O ENSINO DA PALAVRA DE DEUS EM TEMPOS DIFÍCEIS 

1. O valor do ensino bíblico.
- “invistam recursos e tempo no ensino da Palavra de Deus”, embora essa seja uma grande verdade, hoje encontramos muitos líderes que querem ganhar dinheiro com essa obra e não investir nela.
- “ensino bíblico ortodoxo”, ortodoxo é aquilo que segue o padrão aceitável e tradicional, é o ensino bíblico das doutrinas tradicionais.
- “instrução que leva o homem a viver de modo justo”, a instrução dá a pessoa informações para a vida cristã, para o serviço na obra de Deus.  Essas instruções dão à pessoa uma base sólida que a ajudará nos ventos e tempestades da vida cristã.
- “necessitamos de líderes dedicados ao estudo e ensino”, pela experiência sabemos que os membros seguem o líder, se o líder não se importa com o ensino, falta as aulas da EBD e não investe na qualidade dela, então os membros farão o mesmo e os superintendentes e professores ficarão com dificuldades.

2. Combatendo o “espírito do Anticristo” com a Palavra de Deus.
- “o Anticristo ainda não está no mundo”, segundo o que se entende da escatologia do Novo Testamento o Anticristo será uma pessoa, um líder mundial que em um dado momento se levantará contra tudo que provém do Senhor.
- “muito de seus seguidores”, o comentarista está se referindo a pessoas, de acordo com o texto de João que está aí na referência, onde diz que “muitos se têm feito anticristos”, João está se referindo a pessoas.
- “convencendo as pessoas de que nada é errado, tudo é relativo”, essa é a pregação do relativismo, dizem que para se definir o errado depende de pontos de vista, culturas e épocas. Nós os cristãos acreditamos que existem as verdades absolutas. Ex. Uma verdade absoluta: o homossexualismo é errado!, no relativismo vai depender da época, para os relativistas chegará o tempo em que o homossexualismo será a coisa mais normal que existe.

3. A Palavra de Deus e seus referencias éticos
- “referenciais éticos e morais”, são as leis e comportamentos que a Bíblia faz referência. Ex. a Bíblia manda que o marido ame a sua esposa e isso é um referencial ético, o respeito a isso trás felicidade para a família em qualquer cultura ou época.
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CONCLUSÃO
- “Ela é um guia seguro para conduzir o crente”, muitos crentes que não leem a Bíblia fazem a obra de Deus pelo que observam os outros fazendo, o problema é que as pessoas erram.
- “sal da terra” e “luz do mundo””, o sal para tornar agradável e a luz para tornar viável a caminhada no mundo. São exemplos que ilustram a importância do povo de Deus na terra.
Marcos André – professor

Boa Aula!


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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 9 - Revista da Editora Betel



AULA EM 30 DE AGOSTO DE 2015 – LIÇÃO 9
(Revista: Editora Betel)

Tema: A Irreverência Destruiu Ananias e Safira

Texto Áureo: Atos 5.11
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição recomendo que você de uma olhada nas referências que eu separei aqui no esboço e leia com atenção todo o capítulo 5.
- “quando tentamos aparentar ser o que não somos”, alguns tentam também mostrar ter o que não tem. Nesses últimos dias as pessoas preservam demasiadamente a imagem e por ela alguns mentem e escondem o verdadeiro eu.
- “dissimulação deliberada”, dissimulação significa ocultar os verdadeiros sentimentos e deliberado é aquilo que é feito de propósito.
- “fazer as pessoas acreditarem que somos mais espirituais do que somos”, esse foi o problema de Ananias e Safira, tentaram mostrar que tinham espiritualidade fazendo o que muitos crentes naquele tempo estavam fazendo, mas eles não eram tão espirituais em seus corações. Dessa forma o melhor é mostrarmos o que somos e não apresentar uma imagem. Precisamos nos preocupar mais com o conteúdo do que com a imagem.
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1. A GRAÇA É INTERROMIDA PELO JUÍZO
- “um meio de se infiltrar”, essa é a especialidade do inimigo, a infiltração, ele tem a habilidade de se achegar sem ninguém perceber. A Igreja precisa de pessoas com visão espiritual para identificar essas infiltrações de Satanás.

1.1. Ananias e Safira.
- “a oferta de Barnabé”, professor(a), faça perguntas simples só para ver se os alunos leram a lição ou se entenderam. Aqui você pode perguntar: qual foi a oferta de Barnabé?
- “buscavam reconhecimento entre os apóstolos”, quer dizer que eles buscavam reconhecimento diante das autoridades eclesiásticas. Hoje essas autoridades seriam os pastores e líderes, muitos tentam apresentar espiritualidade a esses homens.
- “forma instigados por Satanás”, Satanás através de elementos externos tem acesso ao coaração humano. Ele influencia através de amizades, apelos midiáticos e outros eventos do cotidiano.
- “planejaram uma estratégia”, na justiça dos homens, um crime premeditado tem muito mais peso na hora do julgamento do que aquele que ocorre de forma espontânea. Ananias e Safira premeditaram o iriam fazer e isso é grave.

1.2. A palavra de juízo.
- “sem que sua falsidade fosse percebida”, as atividades da igreja proporcionavam isso, eles viviam em comunidade e em constante oração, além da perseguição iminente. Só os crentes verdadeiramente espirituais conseguiam se adaptar a isso.
- “o dom de discernir os espíritos”, esse dom é listado por Paulo em 1 Co 12.10 e já era conhecido de Pedro devido ao fato ocorrido em Mt 16.22,23. Esse dom consiste em conhecer a ação espiritual por trás das palavras e atitudes.
- “teriam se tornado pessoas influentes dentro da Igreja”, hoje em dia, devido a muitas igrejas não terem esse dom, existem pessoas influentes em seus ministérios, mas com um coração mau como o de Ananias e Safira.

1.3. A providência divina.
- “quando estes penetrarem em seu seio”, infelizmente é que mais o inimigo tem feito, ele tem entrado em muitos ministérios devido a tolerância com o erro. Para Satanás importa mais desviar as pessoas dentro das igrejas.
- “o zelo de Deus está sobre ela”, zelo é o ciúme cuidadoso, Deus tem ciúme de Sua Igreja, cada igreja local está abrangida por esse ciúme, desde que a liderança esteja preocupada em agradar a Deus.
- “é apenas mais uma religião no mundo”, ou mais uma instituição para fazer número a tantas outras.
- “coluna e baluarte da verdade”, coluna é o que sustenta e baluarte é como uma fortaleza, dessa forma a Igreja sustenta e fortalece o mundo com a verdade. A humanidade está entrelaçada na mentira, mas a Igreja sustenta a verdade.
- “ele deseja se mudar para dentro dela para roubar sua perfeição”, o inimigo não pode atingir a Deus, mas tenta afetar o que Deus ama, a Sua Igreja e os seus servos que congregam nela.
- “o exército de Deus”, uma exército para combater as forças das trevas, mas os agentes de Satanás estão se infiltrando para aliciar alguns crentes, esses aqui são classificados como traidores.
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2. Uma cultura orgulhosa e materialista
- “a viver em comunhão e a dividir seus bens”, era um modelo parecido com o socialismo, onde todos eram igualados em suas posses e a pessoa é valorizada pelo que é e não pelo que possui.
- “desafiava o espírito ambicioso dos moradores de Jerusalém”, a atitude de vender tudo e entregar para a comunidade cristã não era uma obrigação, mas provavelmente as pessoas que aceitavam a nova fé eram estimuladas pela atitude dos outros a fazerem o mesmo.

2.1. Uma cultura arrogante.
- “Roma estava no poder”, Roma era império que dominava quase o mundo inteiro.
- “uma cultura de orgulho, arrogância e materialismo”, a cultura mais marcante da época era a grega que se caracterizava pelo egocentrismo e hedonismo, esses são comportamentos materialistas.
- “os oprimidos, as viúvas, órfãos e os pobres não tinham vez”, sabemos pelo Antigo Testamento que o cuidado com os órfãos e as viúvas faz parte da vontade de Deus.
- “líderes religiosos se inclinavam para a aquisição das riquezas”, esses líderes eram os escribas, sacerdotes e os principais das sinagogas, alguns eram fariseus e outros saduceus.
- “artimanhas legais para roubar as casas das viúvas”, esses líderes se apresentavam como auxiliadores espirituais, mas tinham outros interesses, Jesus os denunciou em Lc 20.46,47

2.2. Pregando sem palavras.
- “uma qualidade de vida contagiante”, se referindo a vida em comunidade dos primeiros crentes, onde o pobre e o necessitado era atendido At 4.34 essa prática dos crentes contagiava a todos veja:
“Louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” At 2:47 a porção sublinhada significa que todo o povo gostava dos crentes.
- “crentes que amavam uns aos outros”, professor(a), convém lembrar aos alunos que essa é a marca de Cristo na vida de seus servos, veja:
“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” Jo 13:35
- “uma carta lida”, metáfora para representar a vida de um servo de Deus que é observado por todos e dessa forma passa a dar testemunho do que é servir a Deus, ou seja, pregando sem palavras.

2.3. Servindo com reservas.
- “servem a Deus com reservas”, servindo a Deus, mas reservando áreas para continuarem no erro.
- “por causa de um pedaço físico de terra”, isso porque alguém pode pensar que a punição tivesse a ver com a herdade ou o valor que eles receberam.
- “A ganância em seus corações”, O início do problema não foi a ganância e sim o menosprezo ao Espírito Santo. Eles não pareciam gananciosos pelo fato de terem entregue uma parte do valor, eles não tinham fé e não tiveram respeito ao Espírito Santo, Pedro chega a dizer que eles não precisariam ter entregue valor nenhum. At 5.4  
Esse fato não serviu para mostrar a comunidade a importância de se entregar ofertas, mas sim o respeito ao Espírito de Deus.
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3.  Lições de um juízo inesperado
3.1. Juízo em tempo de graça.
- “período de graça com ausência de santidade divina”, isso porque na graça Deus executa pouco juízo como fazia no tempo da lei, fazendo com que alguns pensem que não precisam se preocupar com a santidade.
- “Embora não sejam comuns tais juízos”, isso devido ao fato de o Senhor ser paciente e estar trabalhando em um propósito, salvar o ser humano. No Antigo Testamento havia uma lei e para que ela funcionasse deveria haver punição, mas no tempo da graça o que estar em destaque é a misericórdia de Deus. Não querendo dizer que não haverá juízo, basta lermos Apocalipse.
- “mas ele descobriu que Deus também é santo”, a Bíblia afirma que “Deus não se deixa escarnecer” Gl 6.7 significa que se a pessoa fizer algo errado e não sofrer nenhuma consequência seria como zombar de Deus. O caso de Ananias e sua esposa é um modelo para aprendizado da Igreja, mas não pode ser tomado para se detalhar regras de ação de Deus. A verdade é que nem todos os que desrespeitam a Deus serão punidos da mesma forma ou descobertos com a mesma rapidez que eles foram.

3.2. O temor do Senhor.
- “misturam o santo com o profano”, significa que praticam a obra de Deus e também as obras da carne, buscam ser crentes sem deixar seus velhos hábitos mundanos pecaminosos.
- “em que se vive uma graça sem responsabilidade”, a velha pregação de que precisamos ter o coração transformado antes de mais nada, está sendo mal usada de forma diferente, porque as pessoas se preocupam somente com o coração, mas não se preocupam em mostrar com o seu comportamento, obras e atitudes aquilo que pregam ou que dizem acreditar.
- “Temor não é medo, é respeito, reverência!”, por isso que Deus hoje em dia não está matando a todos que o desrespeitam, e olha que são muitos, se não haveria mortes quase todos os dias nas igrejas.
- “eu quero dar isso!”, ninguém precisa ser grande ofertante ou o mais colaborador de todos, Deus que apenas que sejamos verdadeiros naquilo que somos.
- “Morreram por querer aparentar o que não eram”, na verdade o motivo pelo qual morreram foi por desrespeitarem o Espírito Santo e o que motivou eles a isso foi essa vontade de mostrar o que não são.

3.3.  Ananias e Safira foram salvos?
- “Somente Ele viu realmente o que havia em seus corações”, em outras palavras, não podemos afirmar se foram salvos ou não.
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CONCLUSÃO
- “nos ensina que ninguém deve brincar com o Espírito Santo”, ensina também que tentar enganar a igreja ou sua liderança é tentar enganar o Espírito Santo.

Marcos André – professor

Boa Aula!

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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da Editora Betel


A Irreverência Destruiu Ananias e Safira
30 de agosto de 2015


Texto Áureo.
“E houve um grande temor em toda a igreja, e em todos os que ouviram estas coisas”.Atos 5.11


Verdade Aplicada.

Deus conhece o interior da alma de cada ser humano, Ele jamais é injusto. Quando age com juízo, é porque viu o que nenhum de nós poderia ter visto.

Textos de Referência.



Atos 5.3-5, 9
3 Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?
4 Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.
5 E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.
9 Então Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti.

Introdução.

Corremos grandes riscos quando tentamos aparentar ser o que não somos. Tal ação e denominada hipocrisia. É a dissimulação deliberada. É a tentativa de fazer as pessoas acreditarem que somos mais espirituais do que somos.

1. A GRAÇA É INTERROMPIDA PELO JUÍZO
Em tempos de grande avivamento, Satanás encontrou um meio de se infiltrar e lançar uma semente maligna na Igreja, para manchar sua credibilidade e conter seu avanço. Analisemos como nasceu o desejo desse casal, a providência divina e a sentença profética de Pedro.

1.1. Ananias e Safira.

Lucas faz questão de relatar a oferta de Barnabé antes da oferta de Ananias e Safira (At 4.36,3 7). Seu intento é mostrar a motivação do casal, os quais buscavam reconhecimento entre os apóstolos. Ananias e Safira forma instigados por Satanás a buscarem glória humana e, tomados pelo orgulho, cederam e planejaram uma estratégia (At 5.3). Satanás sabe que não pode destruir a Igreja, por isso, tenta misturá-la perder a credibilidade (At 20.28-31.

1.2. A palavra de juízo.

A igreja vivia um altíssimo nível espiritual naquele tempo e qualquer pessoa que fizesse parte dela não conseguira participar da comunhão por muito tempo sem que sua falsidade fosse percebida. A intervenção poderosa de Pedro condenou a raiz do pecado e manifestou um dom pouco ativado pelos cristãos em nossos dias: o dom de discernir os espíritos, que é a habilidade ou capacidade, dada por Deus, de se reconhecer a identidade, a personalidade e a condição dos espíritos em suas diferentes manifestações ou atividades. Ananias e Safira teriam se tornado pessoas influentes dentro da Igreja, caso Pedro não discernisse e a palavra de juízo os julgasse (1Co 12.1-11; 1Jo 4.1).

1.3. A providência divina.

Enquanto os ataques do inimigo forem externos, a Igreja estará segura, mas, quando estes penetrarem em seu seio, esta ação deve ser cortada. A Igreja foi comprada com o precioso sangue de Jesus e o zelo de Deus está sobre ela (At 20.28; Ef 5.25). Satanás tem por finalidade destruí-la ou enfraquecê-la com sua mentira, porque uma Igreja sem poder é apenas mais uma religião no mundo (Jo 8.44; 10.10). Três qualidades distinguem a Igreja e, por isso, é vítima dos ataques inimigos. Primeiro, ela é coluna e baluarte da verdade (1Tm 3.15), por isso é atacada com as mentiras de Satanás. Em segundo lugar, a Igreja é o templo de Deus, onde Ele habita (1Co 3.16), por isso, ele deseja se mudar para dentro dela para roubar sua perfeição. Por último, a Igreja é o exército de Deus e Satanás procura se infiltrar nela para seduzir o maior número possível de traidores (2Tm 2.1-5).

2. Uma cultura orgulhosa e materialista.

A nova vida produzida pelo Espírito Santo capacitava os primeiros cristão a viver em comunhão e a dividir seus bens para suprir a necessidade dos menos favorecidos. Esta atitude desafiava o espírito ambicioso dos moradores de Jerusalém, lugar onde o Espírito Santo imprimia em cada cristão um modelo de Cristo (1Co 11.1).

2.1. Uma cultura arrogante.

Na época do derramamento do Espírito, Roma estava no poder e disseminava uma cultura de orgulho, arrogância e materialismo, onde os oprimidos, as viúvas, órfãos e os pobres não tinham vez (Sl 9.6). Por toda a extensão do império encontravam-se monumentos e palácios que foram construídos para os heróis de guerra. Porém, não havia qualquer preocupação com os pobres (Sl 9.18). Do lado judeu, a cobiça e o orgulho também predominavam. Os líderes religiosos se inclinavam para a aquisição das riquezas e de propriedades (Ec 5.10; 1Tm 6.10). Enquanto isso os fariseus viviam de artimanhas legais para roubar as casas das viúvas. Assim, os órfãos eram abandonados e os desabrigados sofriam ofensas.

2.2. Pregando sem palavras.

Durante centenas de anos, os pobres haviam sido desprezados, mas, de repente, o Espírito Santo soprou uma qualidade de vida contagiante, onde as pessoas vendiam propriedades, compartilhavam suas alegrias e tinham tudo em comum (At 2.43-46). O mundo presenciou o surgimento de crentes que amavam uns aos outros, eram cheios de poder, não estavam presos a bens materiais e se preocupavam com os necessitados. O Espírito Santo queria que eles fossem uma carta lida, um testemunho vivo do amor de Deus para o mundo (2Co 3.2). Eles pregavam sem palavras, com atos.

2.3. Servindo com reservas.

Muitas pessoas servem a Deus com reservas, não permitindo que o Senhor preencha as áreas escuras de suas almas. Ananias e Safira não foram punidos por causa de um pedaço físico de terra, o juízo tem a ver com o território interno dos seus corações. Eles se rebelaram contra a verdade. Acreditaram que podiam servir a Deus e estar agarrados a alguma coisa. Pedro afirma que mentiram ao Espírito Santo (At 5.3). A ganância em seus corações foi a chave que deu acesso legal à entrada de Satanás e, com obstinada desobediência, permitiram que o inimigo enchesse seus corações (Pv 26.2; Ef 4.7).

3. Lições de um juízo inesperado.

O testemunho que se espalhou por toda Jerusalém é a mensagem que o Espírito Santo desejava disseminar em todo o mundo. Somente o poder de Deus poderia suplantar aquele espírito de materialismo que há séculos asfixiava Israel.

3.1. Juízo em tempo de graça.

Algumas pessoas confundem período de graça com ausência de santidade divina. Embora não sejam comuns tais juízos. Deus ainda os executa em nossos dias. Ninguém, exceto Deus, conheceu o que havia de tão horrendo no coração de Ananias e Safira. Todavia, não há dúvidas de que eles mexeram em casa de maribondo quando tentaram enganar a todos, inclusive a Deus (At 5.3, 4). Ananias significa “Deus é cheio de graça”, mas ele descobriu que Deus também é santo. Safira significa “bela” mas o pecado tornou seu coração repugnante. Um avivamento não nos isenta de ter no seio da Igreja pessoas com essa estirpe.

3.2. O temor do Senhor.
Vivemos tempos difíceis onde as pessoas misturam o santo com o profano, onde tudo é muito comum. Tempos em que se vive uma graça sem responsabilidade, onde o temor a Deus parece não fazer parte da vida de muitos cristãos. O que o Espírito Santo está tentando nos comunicar com o juízo sobre esse casal? Será que sabemos o que significa temor? Temor não é medo, é respeito, reverência! Eles tentaram enganar a Deus como se Deus fosse uma pessoa qualquer! Eles não precisavam dar nada, a propriedade lhes pertencia. Também não precisavam forjar valores. Era somente dizer: “eu quero dar isso!”. Morreram por querer aparentar o que não eram. Por isso, eles se tornaram exemplo para que todos vissem o quanto Deus é santo (Jó 28.28; Pv 1.7; 10.27).

3.3. Ananias e Safira foram salvos?
A irreverência matou Ananias e Safira. No entanto, o grande questionamento é se foram ou não salvos. Segundo o que as Escrituras nos informam, poderíamos acreditar que não (1Co 6.9, 10; Ap 22.15). Todavia, o que convém é entendermos que Deus é soberano e não precisa dar explicação de Seus atos. Somente Ele viu realmente o que havia em seus corações e se agiu dessa forma é porque viu muito mais além daquilo que vemos (Jr 17.10).

Conclusão.
O juízo sobre a vida de Ananias e Safira nos ensina que ninguém deve brincar com o Espírito Santo, nem deixar de levar a sério a importância de se dizer a verdade. A graça é a oportunidade para se viver retamente; o juízo é a resposta para quem se utiliza da graça para ser desonesto.