ESTUDOS TEOLÓGICOS, INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA, ESBOÇO PARA AULAS DA ESCOLA DOMINICAL, ETC

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sexta-feira, 24 de outubro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 4 - Revista da Editora Betel


AULA EM 26 DE OUTUBRO DE 2014 – LIÇÃO 4
(Revista: EDITORA BETEL)

ANA, E O MILAGRE DA CURA DA ESTERILIDADE
Texto Áureo: Efésios 3.20
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 INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição passe os ensinamentos que a irmã Ana nos traz.
“atraiu Ana para si através de sua dor", são nos momentos de dor que o ser humano geralmente recorre a Deus, alguns abandonam o Senhor após a tempestade, mas outros ficam.
"alterou o curso da história", por providência divina o Senhor trouxe a Samuel e através dele ungiu dois reis, surgindo assim a monarquia judaica.
"chafurdava no pecado e na corrupção", se refere ao período dos juízes em que a nação não tinha uma liderança permanente, não tinha um rei. O povo pecava, vinha a adversidade e buscava a Deus, ao serem livrados por um juiz que Deus designava eles tornavam a pecar.
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1. ANA, UMA MULHER ATRIBULADA
atribulada de espírito", com essas palavra Ana resume seus problemas, note que Ana não estava interessada em contar sua vida pessoal e nem apontar os culpados, pois sabia quem poderia dar-lhe a vitória e de qual vitória ela precisava.

1.1.  Ana, Penina e Elcana 
- “era a primeira esposa", seria aquela com quem ele se casara por amor.
- "casou com Penina para ter filhos", em Israel naquela época era visto como amaldiçoado o homem que não tivesse filhos, por isso eles se casavam com uma segunda esposa.
- "Alfred Edersheim", foi um escritor e historiador judeu do século XIX que se converteu ao cristianismo.
- "em nenhuma parte aprovava sua prática", Deus permitiu a poligamia, mas ela não estava no coração do Senhor, por isso Ele fez apenas uma mulher para Adão.
"prática dos afortunados", eram as pessoas que possuíam condições financeiras para tal. Contrair matrimônio sempre foi dispendioso.
- "porções especiais", se refere à parte do sacrifício que era dividida na família.
1.2. O Senhor lhe havia cerrado a madre
- “Deus precisava de um sacerdote"Deus poderia ter levantado qualquer sacerdote naquela época, porém Ele queria levantá-lo em circunstâncias especiais, mas o motivo não sabemos.
- "Deus não tinha uma sucessão sacerdotal", a sucessão aconteceria na casa do sacerdote Eli, mas os filhos dele não eram dignos e por isso o Senhor intenta retirar o sacerdócio de sobre a casa de Eli.
1.3. A lâmpada de Deus se apagava
- “era de muita valia", quer dizer que tinha muito valor, devido a estar raro se ouvir a vós de Deus.
- "juízo sobre toda a casa de Eli", Eli demonstrou ser fraco na disciplina dos filhos e o escândalo que eles promoviam atingia o nome do Senhor. Às vezes a nossa falta de ação para com nossos filhos causam vergonha ao nome do Senhor.
"Quando Deus fala que a lâmpada de Deus estava se apagando", na verdade essa lâmpada de Deus se refere à chama do castiçal, pois ela era acesa pela manhã e ficava até a noite, quando acabava o óleo e ela ia se apagando. Esse fato pode representar à falta de se ouvir a voz de Deus e como essa voz estava se extinguindo com os filhos de Eli.

2.  ANA ENTREGA AO SENHOR SEU BEM PRECIOSO
"subida e descida a Siló", naquele tempo o tabernáculo estava em Siló e a Arca de Deus ficava nele.

2.1. Ana consagra a Deus seu fruto mais desejado
“quando Ana entendeu o propósito divino", na verdade o texto não fala que Ana tenha entendido o propósito divino, isso é uma suposição do comentarista. Ana chegou a um ponto que o que importava era retirar a sua vergonha de não ter filhos, por isso a entendeu que a vitória dela não era o filho, mas a fertilidade de seu ventre.
- "era tornar-se a mãe da história de seu próprio povo", professor(a), essa é uma suposição do comentarista, é muito improvável que Ana tenha entendido o plano de Deus, pois o Senhor não o revelou a ninguém.

2.2. Nasce Samuel
- "restabeleceu o sacerdócio", o sacerdócio estava sobre a casa de Eli, mas ele se perderia com seus filhos rebeldes, pois era passado de pai para filho, por isso foi necessário levantar um sacerdote que não fosse da mesma ordem, por isso dizemos que Samuel é um tipo de Cristo, pois Jesus foi um sacerdote de uma ordem diferente da de Arão Hebreus 5.10.
"profetismo", é o estabelecimento do ministério dos profetas com Samuel, pois ele estabelece a escola dos profetas.
"um profeta tão poderoso", Samuel era centralizou a mensagem de Deus, antes dele os profetas eram usados esporadicamente. Depois dele tudo mudou, ele se tornou reconhecido como o profeta de Deus.
"deixar de se importar com nossas Peninas", seria deixar de se amargurar pelas afrontas e fazer algo a mais pela obra de Deus, como o exemplo de Ana.

2.3. Ana deixou de chorar para cantar
"até a estéril deu luz a sete filhos", é possível que Ana se refira a ela mesma na terceira pessoa, porém se assim for, a conta de sete filhos não bate com o relato do versículo 21 do capítulo 2.
"monturo", era o lugar de se colocar lixo ou lixão como é conhecido por aqui.

3. AS LIÇÕES DO INESPERADO
"mais três filhos e duas filhas", somando com Samuel dá seis filhos e não sete como afirma o canto de Ana. Nesse caso é provável que o canto registrado no capitulo 2.4-8 tenha sido escrito depois do relato dos filhos que ela teve.

3.1. Voto cumprido é recompensa certa
"quando obtém o desejado se esquecem", o ser humano se esquece muito rápido do bem recebido e dos votos e promessas feitas na crise.
Ana assumiu um compromisso com Deus ao fazer o voto. Existem nesse momento muitas pessoas que buscam a Deus por uma cura, mas não assumem um compromisso com o Criador.
"e que seu se tornaria profeta e sacerdote?", Ana jamais saberia, mas ela conseguiu o seu objetivo quando decidiu dar o seu melhor para Deus.
"Deus sabe honrar a quem renuncia por sua causa", ela não pediu a vingança contra Penina, o que ela pediu foi que Deus retirasse a sua vergonha dando-lhe um filho varão. Aqueles que só tinham filhas eram vistos como desfavorecidos de Deus, por isso Ana pede um filho homem.

3.2. Ana, uma mulher de oração
-...

3.3. Buscar ao Senhor de forma deleitosa 
- "não significa estar isento de tristeza", alguns triunfalistas afirmam que o crente não pode ficar triste, mas devemos lembrar que o servo de Deus é um ser humano sujeito as mesmas limitações de todos os demais. Porém a tristeza dos crentes não é permanente.
"aliviá-la de sua carga a não ser o Senhor", muitas pessoas buscam em políticos e empresários e só depois de não conseguirem é que vão ao Senhor.
"deletada da história", termo incomum para esse tipo de lição, perfeitamente entendível para os jovens, significa que Penina deixou de ser lembrada.
"para toda porta que está fechada", existem portas na nossa vida que não podemos abrir para nós mesmos, mas existem outras que não abrimos para Deus. Ana precisava de uma porta, mas decidiu abrir uma para Deus.

CONCLUSÃO
"fechou algo para que venhamos a Sua presença", foi isso o que aconteceu com Ana, teve uma porta fechada por Deus (sua madre) e assim ela foi a Ele. Às vezes o Senhor nos impede de algo para que nos cheguemos a Ele. Deus não faz isso com qualquer um, existem pessoas que estão chorando hoje pelas portas fechadas, porque não sabem o quanto são importantes para Deus.
"seus projetos a nosso respeito.", a sabedoria de Deus é infinitamente superior a nossa e a de Satanás, Ele nos faz participantes de seus projetos antes mesmo de algo acontecer, Deus usa até o inimigo. Até Penina foi instrumento de Deus para que Ana o buscasse devido a sua afronta.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

PEDIDO

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PAZ DE CRISTO

Marcos André - Editor
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terça-feira, 21 de outubro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel


ANA, E O MILAGRE DA CURA DA ESTERILIDADE
26 DE OUTUBRO DE 2014

 TEXTO ÁUREO
“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” Ef 3.20
VERDADE APLICADA
Deus tem sempre um meio de nos atrair para sua presença com a intenção de revelar-se de forma milagrosa e com projetos audaciosos que jamais pensamos em realizar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
1Sm 1.1 - Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu.
1Sm 1.2 - E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina.
1Sm 1.3 - E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha.
Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli.
1Sm 1.4 - E sucedeu que no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas.
1Sm 1.5 – Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o Senhor lhe tivesse cerrado a madre.

INTRODUÇÃO
Deus atraiu Ana para si através de sua dor e sofrimento, Ele não somente mudou sua vida pessoal, mas alterou o curso da história dos judeus, que naqueles dias passavam por um declínio espiritual terrível, pois a nação vergonhosamente chafurdava no pecado e na corrupção.

1. ANA, UMA MULHER ATRIBULADA
Com suas próprias palavras, Ana define o momento que está vivendo diante do sacerdote Eli: “... sou uma mulher atribulada de espírito [...] porém, tenho derramado a minha alma perante o Senhor” (1Sm 1.15). Da multidão de seus sofrimentos e de sua vergonha o Senhor planejava atraí-la para si e restaurar sua nação.

1.1. Ana, Penina e Elcana
Ana era uma mulher judia piedosa, devota, que estava numa posição desagradável de ter que dividir o marido com outra esposa. A maioria dos comentaristas acredita que Ana era a primeira esposa de Elcana, mas devido sua esterilidade ele se casou com Penina para ter filhos. Alfred Edersheim escreveu: “a Lei de Moisés tolerava a poligamia, porém, em nenhuma parte aprovava sua prática”. A poligamia era uma prática dos afortunados. Elcana era um homem bom, que amava sua mulher, e por ela oferecia porções especiais (1Sm 1.5,8). Ana era uma mulher triste, não somente por não ter filhos, mas porque todos os dias era afrontada por Penina, sua rival, que excessivamente a irritava (1Sm 1.6).

1.2. O Senhor lhe havia cerrado a madre
O texto deixa muito claro que foi o próprio Senhor quem fechou a madre de Ana, e quando Deus fecha algo é porque alguma lição espiritual deseja ensinar (1Sm 1.5; Ap 3.7). Se Deus fechou é porque tinha um propósito a realizar, e Ana, a cada subida iria descortinar o grande projeto que o Senhor lhe havia destinado. Ana precisava de um filho, e Deus precisava de um sacerdote cuja voz profética fosse ativada. Embora parecesse que somente Ana precisava de algo; Deus não tinha uma sucessão sacerdotal e precisava de uma voz profética que fizesse o povo se voltar para as coisas sagradas. É das entranhas de uma mulher sofrida e humilhada que vai surgir o homem que Deus estava a procurar.

1.3. A lâmpada de Deus se apagava
“... E a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta” (1Sm 3.1). Eis aqui uns dos grandes motivos pelo qual o Senhor resolveu trabalhar a vida de Ana. Era um tempo difícil, os filhos de Eli, Hofnis e Finéias estava se prostituindo no templo, usurpando a oferta de manjares, e por não repreender seus desaprovados filhos, o Senhor estava prestes a trazer juízo sobre toda a casa de Eli (1Sm 2.12-17;22-25). Quando Deus fala que a lâmpada de Deus estava se apagando, aponta para algo terrível, está claramente nos dizendo que a vida de Deus se esvaía no templo, a lâmpada de Deus fala de revelação, por isso, não havia visão manifesta, e um povo sem revelação é um povo sem amanhã (1Sm 3.3).

2. ANA ENTREGA AO SENHOR SEU BEM PRECIOSO
Após muitos anos de subida e descida a Siló, Ana toma uma atitude intrigante, consagrar seu filho, que ainda não havia nascido ao Senhor. O que teria levado Ana a mudar de opinião, abrindo mão do filho que tanto desejava, e que era o motivo pelo qual vivia sendo molestada? Algo falou profundamente ao seu coração. Vejamos:

2.1. Ana consagra a Deus seu fruto mais desejado
Qual mulher que orando a Deus por um filho, após receber o milagre, o consagraria ao Senhor sabendo que não o teria mais de volta? Segundo os estudiosos rabinos, a busca incessante de Ana por um milagre durou vinte e cinco anos. Mas o que aconteceu com ela durante esse tempo para resolver deixa-lo no templo e consagrá-lo ao Senhor? Precisamos entender que tudo aquilo que se consagra não retorna mais para o dono, porque passa a ser propriedade exclusiva de Deus (1Sm 1.11;Lv 27.28-29). Deus tinha um projeto e Ana tinha a chave em seu ventre. Deus usou a dor para atraí-la, e quando Ana entendeu o propósito divino, descobriu que mais importante que seu orgulho ferido por Penina, e a ansiedade de tornar-se mãe, era tornar-se a mãe da história de seu próprio povo.

2.2. Nasce Samuel
O nascimento de Samuel não somente restabeleceu o sacerdócio e o profetismo em Israel, trouxe também o povo de volta ao Senhor. Ele foi um profeta tão poderoso que nenhuma de suas palavras deixou de se cumprir (1Sm 3.19). Com o surgimento de Samuel Deus intencionava o estabelecimento da monarquia, e Samuel foi a peça chave para a consagração de Davi. O que Deus planejou no ventre de Ana? Gerar um homem segundo o seu coração para ungir um rei também segundo o seu coração (1Sm 2.35;13.14). O que Deus pode estar gerando através de nossas vidas através de tudo o que temos passado? Será que não seria hora de deixar de se importar com nossas Peninas e consagrar a Ele o melhor que temos?

2.3. Ana deixou de chorar para cantar
Foram vinte e cinco anos de busca incessante, e de revelações poderosas. Ao fim de sua provação, Ana cantou, e pôde finalmente abrir a boca e dizer: “O arco dos fortes foi quebrado, e os que tropeçavam foram cingidos de forças... até a estéril deu luz a sete filhos, e a que tinha muitos filhos enfraqueceu. O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para fazer assentar entre os príncipes...” (1Sm 2.4-8). Ana perseverou, jamais desistiu. Seu cântico expressa sua alegria, e a grandeza de um Deus que sabe honrar aqueles que se derramam diante dEle em oração(Jr 33.3).

3. AS LIÇÕES DO INESPERADO
Ana foi atraída e atingida pela vontade de um Deus surpreendente, que a convenceu a se desfazer de seus sonhos para ofertar o que tinha de mais valor. Como recompensa ela se tornou mãe de mais três filhos e duas filhas (1Sm 2.21), a nação ganhou Samuel, e Deus tornou a reacender a chama do templo.

3.1. Voto cumprido é recompensa certa
Ana soube honrar ao Senhor. Estava convicta da decisão que deveria tomar e de como deveria renunciar. Ela não agiu como algumas pessoas que na hora da dor e da angústia firmam alianças com Deus, e quando obtém o desejado se esquecem de tudo o que lhe prometeram (Ec 5.4-5). Deus sempre nos recompensa acima das nossas expectativas, Ele sempre nos surpreende (Ef 3.20). Quando Ana poderia pensar que seu sofrimento fazia parte de um plano que iria restabelecer o sacerdócio de uma nação, e que seu se tornaria profeta e sacerdote? Será que ela pensaria um dia em ser mãe de mais três filhos e duas filhas após Samuel? Deus sabe honrar a quem renuncia por sua causa.

3.2. Ana, uma mulher de oração
Ana era uma mulher triste e angustiada (1Sm 1.15-16), que se chegou a Deus não só porque precisava de um filho, mas para satisfazer também seu ego que estava ferido diante da humilhação de ter que dividir o marido com uma mulher fértil que sempre a irritava por não poder gerar filhos. Em Siló, Ana aprendeu coisas com Deus através de sua comunhão e quebrantamento em oração. O tempo passou e Ana encontrou em Deus respostas que foram além da importância de ser mãe, e de dar uma resposta a Penina. Deus tinha nas mãos uma chave que não somente lhe abriria a madre, mas lhe ser a protagonista de um grande avivamento na nação.

3.3. Buscar ao Senhor de forma deleitosa
Estamos habituados a chegar diante do Senhor em grupo louvando-o, com o bater de palmas e cheios de alegrias. Mesmo assim todos tendemos a nos encolher diante do Senhor durante os nossos períodos de tristeza. Ir ao Senhor com deleites não significa estar isento de tristeza e aflição. Ana não temeu dirigir-se a presença de Deus, era sabia que ninguém poderia aliviá-la de sua carga a não ser o Senhor; e à medida que mantinha uma comunhão íntima e perseverava em oração, o Senhor lhe trouxe a paz restaurando sua alegria (1Sm 1.18). Penina foi esquecida, deletada da história. Ana homenageada por todos porque Samuel se tornou um homem de Deus com prestígio e notoriedade. Deus tem a resposta para toda porta que está fechada em nossas vidas.

CONCLUSÃO
Ana nos ensina que devemos ser perseverantes, mesmo quando as circunstâncias dizem que não podemos mais avançar, nos revela que Deus tem propósitos específicos, e que se Ele fechou algo para que venhamos a Sua presença, isto é sinal de que nossas vidas jamais serão as mesmas quando conhecermos seus projetos a nosso respeito.

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da CPAD

A PROVIDÊNCIA DIVINA NA FIDELIDADE HUMANA 
26 de Outubro de 2014

TEXTO ÁUREO
“Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei" (Dn 3.17)

VERDADE PRÁTICA

Se formos fiéis, a providência divina jamais faltará

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


Daniel 3.1-7,14


INTRODUÇÃO

A história narrada no capítulo três ocorreu possivelmente no final do reinado de Nabucodonosor. O texto é mais uma prova de que vale a pena ser fiel a Deus até mesmo quando somos desafiados em nossa fé. Nabucodonosor já havia se esquecido da manifestação do poder de Deus na revelação dos seus sonhos (Dn 2.1-49). Tornou-se um déspota que exigia dos seus súditos um servilismo irracional. No meio da multidão dos súditos, porém, estavam os três jovens hebreus, fiéis ao Deus de Israel, do qual não transigiram de modo algum.

I. A TENTATIVA DE SE INSTITUIR UMA RELIGIÃO MUNDIAL


1. A grande estátua.

Embriagado pelo poder e pelo fulgor de sua própria glória, o rei caldeu chegou ao ápice da presunção, não se contentando em ser apenas "a cabeça de ouro" da grande estátua do seu "primeiro" sonho (Dn 2.36-45). Nabucodonosor perdeu o bom senso e construiu uma enorme estátua de ouro maciço (Dn 3.1). Também ordenou que os representantes das nações, súditos seus, se ajoelhassem e adorassem a estátua que o representava.
A grande estátua de Nabucodonosor remete-nos a uma outra estátua que será erguida pelo último império mundial gentílico, profetizado como o reino do Anticristo que aparecerá no "tempo do fim" (Ap 13.14,15).

2. A diferença entre as estátuas.
É necessário destacar a diferença entre a estátua do capítulo dois e a do capítulo três de Daniel. Enquanto a estátua do capítulo dois era simbólica e apareceu no sonho de Nabucodonosor, a do capítulo três era literal, construída por ordem do rei caldeu. A estátua erigida tinha a forma de um obelisco que revelava, segundo se supõe, a intenção vaidosa de Nabucodonosor em autodeificar-se (cf. Dn 4.30).

3. A inauguração da estátua de ouro.
Com o coração engrandecido, Nabucodonosor desejou ser adorado como deus (vv.1-5). Não lhe bastou a revelação de que o único Deus verdadeiro triunfaria na história (Dn 2.47). Ele preferiu exaltar a si mesmo e aos seus deuses. O objetivo era escravizar todos os seus súditos e obrigá-los a servirem as divindades caldeias. Ele queria uma religião totalitária em que as pessoas obedecem não pela lealdade, mas pela força bruta (vv.5,6).

II. O DESAFIO À IDOLATRIA


1. A ordem do rei a todos os seus súditos (vv.4-7).
Nabucodonosor teve duas motivações principais para construir a grande estátua (v. 1). Uma das motivações era exibir-se perante os povos do mundo representados naquele evento. As dimensões e a magnitude da estátua eram impressionantes: Aproximadamente 27 metros de altura por 6 de largura. A soberba, arrogância e insolência do rei não tinham limites. A Bíblia diz que "a soberba precede a ruína" (Pv 16.18). A segunda motivação de Nabucodonosor era o anelo de ser adorado como divindade pelos seus súditos. Por isso, ele deu ordens para que todos os oficiais do reino se reunissem a fim de adorarem a sua estátua (Dn 3.1-7).

2. A intenção do rei e o espírito do Anticristo.
A intenção de Nabucodonosor prenunciava o espírito do Anticristo, que levantará a imagem da Besta para ser adorada no tempo do fim (Mt 4.8-10; Ap 13.11-17). A intenção do rei era impor a religião diabólica de sua imagem para dominar o mundo, não só nos campos material e político, mas também no espiritual.

3. Coragem para não fazer concessões à idolatria (Dn 3.12).
Os três jovens hebreus estavam naquele local por força da ordem do rei. Todos os grandes nomes do país, os chefes de governos, os sátrapas, os governadores das províncias, os sábios, os sacerdotes dos vários cultos pagãos, todos estavam lá. A ordem era que quando a música fosse tocada todos deveriam ajoelhar-se e adorar a estátua do rei. Quem não obedecesse seria lançado na fornalha de fogo ardente. Como sabemos, os três jovens hebreus preferiram morrer queimados a negar a fé no Deus de Israel. (Dn 3.13-27)

III. A FIDELIDADE A DEUS ANTE A FORNALHA ARDENTE (DN 3.8-12)


1. Os jovens hebreus foram acusados e denunciados (vv.8-12).
O rei foi informado da desobediência dos judeus. Ele ficou enfurecido e mandou que eles fossem trazidos à sua presença. Os jovens hebreus foram interrogados, mas mantiveram sua fidelidade ao Deus de Israel. Eles não se intimidaram diante das ameaças, porque sabiam que Deus poderia intervir naquela situação.

2. A resposta corajosa dos jovens hebreus (Dn 3.16-18).
Aqueles jovens sabiam que a fidelidade a Deus é algo inegociável. A lealdade desses jovens era mais que uma qualidade de caráter. Era uma confiança inabalável em Deus. A resposta resultava também do conhecimento que tinham do primeiro mandamento do Decálogo (Êx 20.3-5). Deus busca homens e mulheres que lhe sejam fiéis mesmo quando ameaçados. Por isso, mesmo inquiridos pelo rei caldeu, Hananias, Misael e Azarias não se intimidaram e mantiveram sua posição (Dn 3.16-18).

3. Reação à intimidação (Dn 3.16-18).
Ao perguntar-lhes: "Quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?" (Dn3.15), Nabucodonosor afrontou os jovens em sua fé. Eles não tiveram dúvida de que valia a pena permanecer fiéis ao Todo-Poderoso. Então, sem temor e com grande fé, responderam ao rei: "Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste" (Dn 3.17,18). Os três jovens não cederam às ameaças e não ficaram livres da fornalha, pois Deus já os esperava ali. A companhia do quarto homem visto pelo rei dentro da fornalha foi suficiente para que eles saíssem ilesos e sem um único fio de cabelo queimado.
Esta resposta dos jovens hebreus confronta a posição de muitos crentes de hoje. Quão facilmente cedemos e até negamos a fé, fugindo do caminho da provação. Todavia, Deus conta com crentes fiéis que sejam capazes de responder às ameaças sem temer.

CONCLUSÃO

A grande lição que aprendemos com esses três jovens é que "eles confiaram suas vidas a Deus e não se preocuparam com as consequências da fornalha". Mesmo que Deus não os impedissem de morrer queimado eles não negariam a fé! Que tenhamos essa mesma fé para enfrentar as tribulações da vida.

sábado, 18 de outubro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 4º Trimestre de 2014



ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 2º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 3º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 4º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 2º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 3º TRIMESTRE 2014

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ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 3 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2014 - LIÇÃO 3
(Revista: Central Gospel - nº 40)

Tema: O FARISEU, O PUBLICANO E A JUSTIFICAÇÃO
  
Texto Áureo: Tiago 1.26
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição aponte o perigo de se exaltar diante das pessoas.
- "autojustificação", é a pessoa se justificar, se considerar justa. Se refere ao fato de algumas pessoas acharem que estão bem com a justiça de Deus, assim como o fariseu da parábola.
- "crendo que eram justos, e  desprezavam os outros", o perigo da pessoa se considerar justa está possibilidade de surgir a soberba no coração e consequentemente o desprezo pelos outros.
- "modelo de vida proposto", uma das características do modelo de vida proposto por Jesus é a humildade e considerar os outros superiores a nós, entre muitas outras.
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1. CLASSES DA SOCIEDADE JUDAICA
- “atividade comum em sua época", Jesus sempre usava situações do contexto social da época, a história podia ser fictícia mas fatos semelhantes a esse ocorriam e ocorrem todos os dias.
- "um publicano", publicano era um nome pejorativo dado aos coletores de impostos que eram judeus a serviço de Roma. Eram considerados traidores de Israel.

1.1. Os fariseus
- "partido-seita", os partidos eram organizações de pessoas comum propósito comum, só que alguns deles eram seitas do judaísmo, como os fariseus e saduceus, outros eram apenas partidos como os zelotes e herodianos.
- "torah, (a Lei)", é o conjunto dos cinco primeiros livros da Bíblia.
- "rótulo pejorativo", é um título dado a alguém ou coisa com o objetivo de denegrir a imagem.

1.2. Os publicanos
- “coletores de impostos", Roma ao conquistar as nações permitiam-lhes ter sua religião e tradições culturais, mas cobrava-lhes impostos, para isso nomeava os coletores, de preferência dentre as pessoas da própria nação dominada.

1.3. A proposta da parábola
- "ele não poderia ser comparado aos roubadores", a proposta da parábola não era apresentar a maneira certa ou errada de orar, mas de apresentar o comportamento errado e o certo na obra do Senhor.
- "tem misericórdia de mim", essas palavras demonstram o modo correto de orar, com humilhação e reconhecimento de somos devedores de Deus e que nossas obras, por melhores que pareçam, não pagam o preço da dívida. E como Jesus pagou a nossa dívida devemos a Ele agora a nossa gratidão e submissão.
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2. NO TEMPLO ATITUDES INESPERADAS
- “contraste", quando duas situações ou imagens opostas são colocadas no mesmo plano, se refere ao fato de um fariseu e um publicano subirem ao templo para orar e o publicano sair justificado e o fariseu não. 
- "cerimonialmente puro", quer dizer que foi purificado pela cerimonia de consagração ou em alguma outra para esse fim.

2.1. A oração do fariseu
- "primeira pessoa do singular", o pronome da primeira pessoa do singular é o "eu", quando alguém chama muita a atenção para o eu, tentando mostrar aquilo faz e não o que Deus faz, essa pessoa está com um desvio de conduta. Muitos pregadores hoje possuem esse comportamento.

2.1.1. Ele inicia com ação de graças
- "verdadeira gratidão não fazia parte", quer dizer que ele não estava realmente agradecido, a sua intenção era de se colocar acima das demais pessoas.

2.1.2. Ele relata os pecados que não comete
- ...

2.1.3. Ele sublinha o jejum para dar apoio a sua pretensa superioridade sobre o publicano
- "formalismo religioso", é aquilo tem caráter cerimonial e é mostrado de forma bela e agradável.
- "desfiguravam o rosto", para serem vistos como indivíduos altamente religiosos diante do povo.

2.1.4. Ele apresenta sua posição de dizimista assíduo para, hipocritamente, exaltar-se
- "cumpriam a lei do dízimo", por entregar o dízimo ele acreditava estar melhor do que o publicano, mas o dízimo não serve para modificar a situação da pessoa. Quem entrega o dízimo acreditando que poderá ser aceito por Deus por isso, está enganado.

2.1.5. Exclusão e discriminação
- "o fariseu era considerado justo", é um tipo de preconceito positivo, pois se tinha um conceito dele sem conhece-lo na intimidade. O publicano era considerado impuro, era um preconceito negativo, ele era conceituado por ser publicano.
- "era excludente", a conduta do fariseu excluía as pessoas, alguns crentes tem comportamento semelhante ao do fariseu, até mesmo sem perceber.
- "isolara-se", esse é o comportamento excludente mais comum atualmente, alguns se separam dos pecadores dentro da igreja, sendo dentro da igreja aonde os pecadores devem ser abraçados e outros se unem a outros fariseus formando um grupinho de religiosos que se afeiçoam.

2.2. A oração do publicano
- "a única qualidade", Deus só precisa de uma qualidade para fazer a multiplicação, Ele pega a única qualidade da pessoa e a transforma em muitas outras.

2.2.1. Temor e humildade
- "limitação humana", todos tem, mas só alguns reconhecem que tem e foi o caso do publicano.
- "seus predicados", predicado é aquilo que se diz do sujeito, e aquele sujeito só tinha coisas boas a dizer dele mesmo.
- Note as qualidades da oração do publicano, tinha temor, não julgou o outro e tinha arrependimento.

3. RELIGIOSIDADE
- "pensamento religioso ortodoxo", é pensamento religioso tido como correto.

3.1. A religião proposta por Cristo
- "é vivificadora", a oração do publicano é a oração que todos podem fazer, por isso dizemos que a salvação é de graça, enquanto a oração do fariseu só alguns religiosos dedicados podem fazer, é uma oração que carece de boas obras e por isso poucos podem fazer.
- "axioma moral", axioma é uma verdade inquestionável, Jesus apresentou muitos axiomas.

CONCLUSÃO
- "forma como enxergamos", as pessoas ao nosso redor estão cheias de erros e falhas e também com qualidades, a forma como as enxergamos influenciará o nosso tratamento em relação a elas.
- Prepare o resumo e faça o questionário.

Boa aula!

Marcos André - Professor