segunda-feira, 27 de abril de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 5 - Revista da Editora Betel


Moisés, o guia dos filhos de Israel

03 de maio de 2015


Texto Áureo

“Guiaste o teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão.” Sl 77.20



Verdade Aplicada

Moisés teve o privilégio de guiar o povo hebreu, honra que seria lembrada de geração em geração.


Textos de referência

Êx 16.4-7

4 Então, disse o SENHOR a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus, e o povo sairá e colherá diariamente a porção para cada dia, para que eu ponha à prova se anda em minha lei ou não.
5 Dar-se-á que, ao sexto dia, prepararão o que colherem; e será o dobro do que colhem cada dia.
6 Então, disseram Moisés e Arão a todos os filhos de Israel: à tarde, sabereis que foi o SENHOR quem vos tirou da terra do Egito,
7 e, pela manhã, vereis a glória do SENHOR, porquanto ouviu as vossas murmurações; pois quem somos nós, para que murmureis contra nós?


INTRODUÇÃO

Guiar o povo de Deus em meio ao deserto não foi uma tarefa fácil, mas Moisés pediu a ajuda do Eterno e, assim, foi capaz de prover as necessidades do povo. Suas virtudes, aliada à sua intimidade com Deus, foram essenciais para a condução dos filhos de Israel até a entrada da Terra Prometida.


1. Seu senso de orientação.

Todo o senso de orientação de Moisés procedeu de sua chamada e comunhão com Deus. Ele estava responsável não apenas em libertar do cativeiro os israelitas, mas conduzi-los pelo deserto até, finalmente, alcançarem a Canaã. De onde veio o senso de direção de Moisés? Como se comportou? É o que aprenderemos a seguir:


1.1. A escolha da rota.

Moisés dá uma nota de explicação quanto à rota tomada por eles e os filhos de Israel (Êx 13.17). Os filisteus estavam muito bem preparados para a guerra, porem Israel não estava, e esse era o grande problema caso se enfrentassem. Outro objetivo dessa rota era a necessidade de que os hebreus, e os que com eles estavam, fossem fortalecidos e cristalizassem uma fé definitiva no Deus de Israel. Isso fica claro à medida em que eles vão caminhando, pois demonstram volubilidade ao desejarem retornar ao Egito. O Senhor sempre nos conduzirá pelo melhor caminho, mesmo que, aos nossos olhos, este seja incômodo, difícil e demorado. Ele conhece nossa estrutura e nosso amanhã (Sl 139).


1.2. Orientação e presença.

A presença palpável de Deus foi demonstrada pela coluna de nuvem durante o dia e coluna de fogo a noite (Êx 13.21; Nm 9.16). a nuvem representava a constante presença de Deus sobre o Seu povo. Como no deserto a temperatura sofre variações, durante o dia, ela fazia o papel de sombra para refrigerá-los; à noite ela se tornava um aquecedor tanto para aquecê-los quanto para afugentar os animais selvagens. Os filhos de Israel sempre seguiam essa nuvem sobrenatural. Quando a nuvem se levantava sobre o tabernáculo, as pessoas arrancavam as estacas e a seguiam. E quando na nuvem parava, o povo também parava e armava suas tendas. Eles se moviam ou paravam de acordo com esse claro direcionamento dela. Os israelitas eram cuidadosos em mover-se apenas se a nuvem se movesse, porque sabiam que isso era a provisão de Deus (Nm 9.18-23).


1.3. Ouvindo Deus.

Atualmente existe uma grande quantidade de cristãos que está tomando decisões sem consultar o Espírito Santo. Muitos estão agindo com medo e desespero, sem fé nas promessas de Deus. Eles simplesmente decidem o que fazer por conta própria, baseados no que pensam ser o melhor para suas vidas. O que acontece quando os servos de Deus operam fora do completo governo divino? Quando planejam seus próprios planos, recusando render suas vidas à liderança e direção do Espírito Santo? Todos nós sabemos que o resultado é sempre sofrimento, dores e muita confusão. O senso de orientação de Moisés vinha pelo fato de ele ouvir Deus falar. Seus ouvidos estavam abertos e sua pessoa atenta a obedecer às orientações de Deus em meio aqueles desafios (Êx 15.26).


2. O trabalho em busca da provisão.

Moisés enfrentou um grande desfio ao guiar o povo através do deserto: a provisão de suas necessidades. Mais difícil que salvá-los das garras de Faraó era ter que alimentá-los. Apenas saber para onde iriam não era o suficiente, eles tinham de providenciar água e comida. Vejamos como ele resolveu essas questões.


2.1. Mara e a transformação profética.

Existe um paralelo perfeito entre a caminhada do povo de Israel até a terra prometida e a Igreja (Êx 15.22-27). O caminho de três dias nos fala profeticamente da morte e ressurreição do Senhor Jesus. Após três dias de caminhada, o suprimento acabou e o Senhor orienta a Moisés para que tomasse o lenho e jogasse sobre as águas; e a água amarga se tornaria em água doce (Êx 15.25). Esse ato representa profeticamente a amargura do pecado do homem que estava sobre Jesus quando tomou o nosso lugar na cruz do Calvário, levando sobre si a amargura da morte (IS 53.4). O Senhor mostrou a Moisés o lenho que seria usado para transformar a água amarga (figura da morte) em doce (a vida), mostrando a participação da Trindade no projeto da salvação, ou seja, o Pai, na eternidade, orienta a Moisés (Espírito Santo) para que usasse o recurso que Deus preparou, ou seja, o lenho, que é a figura de Jesus Cristo homem (o Filho). O lenho não tinha valor algum aos olhos da razão humana, era desprezível, mas trazia consigo o extraordinário poder da transformação (Is 53.20).


2.2. Maná, o pão sobrenatural.

A escravidão produz um ritmo costumeiro no ser humano denominado de “institucionalização”. É muito comum um criminoso sair em condicional e tornar a cometer os mesmos erros. Em muitos casos, eles cometem um crime na presença da polícia e, mesmo sabendo que há câmeras que possam captar sua imagem, eles não se incomodam em esconder o rosto. Isso parece loucura, mas a “instituição” mudou todos os seus hábitos e, por isso, eles não funcionam mais como pessoas livres na sociedade. De modo semelhante, o povo viveu quatrocentos e trinta anos no Egito e a “instituição” já dominava seus hábitos. No decorrer de toda sua caminhada, eles sempre estavam ameaçando voltar ao Egito e reclamavam por qualquer situação. Deus usou o método da dependência, o qual incluía uma dieta, onde a comida terrena deveria ser substituída pela celestial, trabalhando neles de dentro para fora. Todavia, nem eles nem seus pais jamais puderam compreender o privilégio daquela comida (Dt 8.3).


2.3. Codornizes pela providência divina.

Nada era por acaso no deserto e apesar de serem escravos no Egito havia nos israelitas uma arrogância misturada a acomodação. O Egito lhes havia doutrinado a uma forma de vida em nível de extinção, havia neles um misto de revolta e insubordinação que aflorou tremendamente no deserto. A liberdade de Israel findaria em Canaã, mas chegara terra exigia uma completa descontaminação e o deserto foi o meio utilizado por Deus para todo o ego de suas vidas fosse exposto e corrigido para se tornarem dignos da salvação recebida (Dt 8.2). Eles pediram carne e o Senhor lhes atendeu. O Senhor queria que entendessem que o mesmo poder demonstrado sobre as forças da natureza no Egito para libertá-los era o que também estava naquele deserto para supri-los.


3. Virtudes práticas.

Observemos agora três virtudes práticas na vida de Moisés, essenciais para aquele momento. Tais atributos são fundamentais à vida cristã e para todo líder chamado por Deus. Vejamos sua importância.

3.1. Senso de dependência.
A vida prática de Moisés é uma eterna lição de dependência. O quebrantamento realizado por Deus na vida do libertador foi tão incisivo que Moisés não atuava sem antes perguntar ao Senhor o que fazer (Êx 33.12-15). É claro que, até mesmo para um homem de sua estirpe, era impossível estar diante de um povo obstinado como Israel sem cometer deslizes. Moisés estava consciente de que, sem a presença de Deus na sua vida, não poderia percorrer o caminho que o conduziria ao livramento (Êx 33.15). Este é o grande dilema dos cristãos hoje em dia: as pessoas querem andar à sua vontade, sozinhas, sem a presença de alguém que os comprometa ou controle os seus passos e suas ações. A presença do Senhor significa comunhão, segurança e descanso, mas também assegura-nos a vitória sobre os nossos inimigos (Êx 14.19).


3.2. Paciência nas adversidades.

Todos nós gostaríamos de um relacionamento com o Senhor isento de tribulações, mas essa sempre foi uma exigência da escolha formadora divina (Rm 5.3-5). As idas e vindas de Moisés diante de Faraó poderiam ter sido evitadas. Deus jamais precisou de tanto rodeio para operar. Havia a necessidade de uma pedagogia insistente e progressiva para o ensino de todo o mundo através daqueles fatos. Isso exigiu de Moisés muita espera e paciência. Na relação descrita por Paulo (Rm 5.3-5), o que gera a paciência é a tribulação, ou seja, não existirão pessoas pacientes que não sejam antes submetidas ao terror. Essa paciência vai gerar experiência. Entenda que não é o tempo que gera experiência, a paciência é gerada pela tribulação. Por fim, o resultado do sofrimento não é a incredulidade ou o desânimo, mas sim a esperança. Para acreditar naquilo que não se vê, é necessário trilhar um caminho de tribulação.


3.3. Sensibilidade para a situação.

Na jornada de Moisés com os filhos de Israel pelo deserto quase nada se repetia. Cada situação tinha um modo peculiar de ser resolvido e isso exigia uma sensibilidade bem apurada para cada uma delas, tanto em relação às provisões, da organização da adoração, quanto às questões jurídicas, etc. Moisés tinha como função principal ser profeta do senhor, mas esse encargo se desdobrava em vários outros. Tudo isso porque, em vez de cooperar com ele, o povo era totalmente dependente de seu agir. Deus sempre apresentou coisas novas a Moisés. Devemos tomar como lição que certas coisas na obra de Deus não devem ser como carimbos com imagem fixa. Existem coisas que utilizamos em nosso tempo que foram apenas uma figura do que passou. Sendo assim, estejamos sensíveis para entender que não podemos acender a fogueira de hoje com as cinzas de ontem.


CONCLUSÃO

Guiar o povo segundo a vontade de Deus no deserto foi uma tarefa hercúlea para Moisés, o deserto foi o melhor lugar para que os filhos de Israel fossem reeducados para um autoconhecimento, conhecimento da vontade de Deus e a cristalização de uma adoração exclusiva ao Deus vivo.

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 5 - Revista da CPAD


Jesus Escolhe seus Discípulos

3 de Maio de 2015


TEXTO ÁUREO

"E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo."
(Lc 14.27)



VERDADE PRÁTICA

O chamado para a salvação é de graça, mas o discipulado tem custos.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Lucas 14.25-35

25 - Ora, ia com ele uma grande multidão; e, voltando-se, disse-lhe:
26 - Se alguém vier a mim e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.
27 - E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo.
28 - Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se tem com que a acabar?
29 - Para que não aconteça que, depois de haver posto os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a escarnecer dele,
30 - dizendo: Este homem começou a edificar e não pôde acabar.
31 - Ou qual é o rei que, indo à guerra a pelejar contra outro rei, não se assenta primeiro a tomar conselho sobre se com dez mil pode sair ao encontro do que vem contra ele com vinte mil?
32 - De outra maneira, estando o outro ainda longe, manda embaixadores e pede condições de paz.
33 - Assim, pois, qualquer de vós que não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo.
34 - Bom é o sal, mas, se ele degenerar, com que se adubará?
35 - Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.


INTRODUÇÃO

Como crentes, temos consciência do valor que a pregação da Palavra tem para a construção do Reino de Deus. Todavia, quando lemos os Evangelhos, acabamos descobrindo que Jesus, durante o seu ministério terreno, ensinou mais do que pregou. Na verdade, suas pregações, mesmo quando proclamações, eram recheadas de conteúdo pedagógico. Esses fatos nos mostram a importância que o ensino tem para um aprendizado eficiente. Nesta lição, aprenderemos com o Mestre dos mestres como Ele ensinou os seus seguidores e como, dentre eles, formou seus discípulos.


I - O MESTRE



1. Seu ensino.

Jesus, o homem perfeito, foi o Mestre por excelência. A maior parte do seu ministério foi dedicada a ensinar e a preparar os seus discípulos (Lc 4.15,31; 5.3,17; 6.6; 11.1,2; 13.10; 19.47). Portanto, o ministério de Jesus foi centralizado no ensino. As Escrituras registram que as pessoas ficavam maravilhadas com o ensino do Senhor (Lc 4.22). Elas já estavam acostumadas a ouvir os mestres judeus ensinando nas sinagogas (Lc 4.20). Porém, quando ouviram Jesus ensinando, logo perceberam algo diferente! (Mt 7.28,29) O que era? Ele as ensinava com autoridade, e não apenas reproduzindo o que os outros disseram. A natureza de seu ensino era diferente - seu ensino era de origem divina (Jo 7.16).


2. Seu exemplo.
Jesus ensinou seus discípulos através do exemplo: "Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.15). Isso o distanciou dos escribas e fariseus que ensinavam, mas não praticavam o que ensinavam (Mt 23.3). Os discípulos se sentiram motivados a orar quando viram seu Mestre orando (Lc 11.1-4). As palavras de Jesus eram acompanhadas de atitudes práticas. De nada adianta a beleza das palavras se elas não vêm acompanhadas pelas ações (Tg 1.22). O povo se convence mais rápido pelo que vê do que pelo que ouve. Por isso, o Mestre exortou os seus discípulos a serem exemplos (Mt 5.16).


II - O CHAMADO



1. O método.
Os teólogos têm observado que o método usado por Jesus para recrutar seus discípulos é variado. De fato, a Escritura mostra que algumas vezes a iniciativa do chamamento parte do próprio Senhor Jesus. Enquanto pregava e ensinava, Jesus observava as pessoas a quem iria chamar (Mc 1.16-20). Em alguns casos, o chamamento veio através da indicação do Batista (Jo 1.35-39). Houve também pessoas que se ofereceram para serem seguidoras de Jesus (Lc 9.57,58,61,62). E, finalmente, existiram os que foram conduzidos até Jesus por intermédio de amigos (Jo 1.40-42,45,46). Dessa forma, todas as classes foram alcançadas por Jesus. E foi dentre esses seguidores que Jesus chamou doze para serem seus apóstolos (Lc 6.13-16).


2. O custo.
Jesus deixa bem claro quais são as implicações envolvidas na vida daquele que aceitasse o chamado para ser seu discípulo. Tornar-se discípulo é bem diferente de se tornar um simples aluno. No discipulado, o seguidor passa a conviver com o mestre, enquanto na relação professor-aluno essa prática não está presente. O aprendizado acontece diuturnamente, e não apenas durante algumas aulas dadas em domicílio ou numa sala. Quem quiser segui-lo deve, portanto, avaliar os custos. Seguir a Cristo envolve renúncia, significa submissão total a Ele. Jesus lembrou as pessoas desse custo, pois não queria que o seguisse apenas por empolgação (Lc 14.25-27). Muitos querem ser discípulos mas não querem renunciar nada. Às vezes precisamos sacrificar até mesmo o nosso relacionamento religioso na família, abrir mão de algumas coisas para seguir a Jesus. O que o Mestre está requerendo de você?


III - O TREINAMENTO



1. Mudança de destino.
No treinamento dado aos discípulos, a cruz ocupa um lugar central nos ensinamentos do Mestre (Lc 9.23; 14.27). A cruz de Cristo aparece como um divisor de águas na vida dos discípulos. Uma mudança de rumo ou destino. A vida com Cristo é cheia de vida, na verdade vida em abundância (Jo 10.10). Mas por outro lado, é uma vida para a morte! Quem não estivesse disposto a morrer, não poderia ser seu seguidor autêntico. A cruz muda o destino daquele que se torna seguidor de Jesus. Ela garante paz e vida eterna, mas somente para aqueles que morrerem para este mundo.


2. Mudança de valores.
 Lucas mostra Jesus instruindo os Doze antes de enviá-los em missão evangelística (Lc 9.1-6) e, posteriormente, enviando outros setenta após dar-lhes também instruções detalhadas (Lc 10.1-12). Para chegar a esse ponto, muitas coisas precisaram ser mudadas na vida desses discípulos. Uma delas, e muito importante, foi a mudança de mentalidade dos discípulos. Jesus mudou a forma de pensar deles. Seus discípulos não poderiam mais, por exemplo, possuir uma mente materialista como os gentios, que não conheciam a Deus (Lc 12.22,30). Quem conhece a Jesus de verdade não fica preocupado com o amanhã, com as coisas deste mundo, pois sabe que Ele, o Bom Pastor, supre cada uma das nossas necessidades


IV - A MISSÃO



1. Pregar e ensinar.
Já foi dito que o ministério de Jesus consistia no ensino da Palavra de Deus, na pregação do Evangelho do Reino e na cura dos doentes (Mt 4.23; Lc 4.44; 8.1). No texto de Lucas 9.1,2, vemos Jesus enviando os doze: "E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios e para curarem enfermidades; e enviou-os a pregar o Reino de Deus e a curar os enfermos". "Pregar" é a tradução do verbo grego kerysso, que possui o sentido de "proclamar como um arauto". Jesus treinou seus discípulos com uma missão específica - serem proclamadores da mensagem do Reino de Deus. Proclamar o Evangelho do Reino ainda continua sendo a principal missão do Corpo de Cristo! Quando a Igreja se esquece desse princípio, ela perde o seu foco.


2. Libertar e curar.
O Evangelho de Cristo provê tanto a cura para a alma como também para o corpo. O Evangelho de Mateus revela com clareza que o Senhor Jesus proveu tanto a cura como a libertação para todos aqueles que se achegavam a Ele com fé e contrição (Mt 8.16,17). Frank Stagg, teólogo americano, observa que embora a obra redentora de Cristo tenha o seu centro na cruz, Ele já era redentor da doença e do pecado durante o seu ministério terreno. Os discípulos, portanto, precisavam levar à frente essa verdade a todos os locais.


CONCLUSÃO

Aprendemos nesta lição sobre a importância que o ensino tem na formação do caráter cristão. Jesus ensinou os seus discípulos, mas não os ensinou de qualquer forma nem tampouco lhes deu qualquer coisa como conteúdo. Ele lhes ensinou a Palavra de Deus. Mas até mesmo o ensino da Palavra de Deus, para ter eficácia, precisa ser acompanhada pelo exemplo, valer-se de recursos didáticos eficientes, firmar-se em valores e possuir um objetivo claro e definido. Tudo isso encontramos com abundância nos ensinos de Jesus. Ao seguir seus ensinos, temos a garantia de que o hiato existente entre o professor e o aluno, entre o educador e o educando, desaparecerão. Dessa forma teremos um ensino eficiente.

domingo, 26 de abril de 2015

INTERPRETAÇÃO BÍBLICA - Quatro coisas sábias



Vamos meditar nestes versículos:

“Estas quatro coisas são das menores da terra, porém bem providas de sabedoria: As formigas não são um povo forte; todavia no verão preparam a sua comida;
Os coelhos são um povo débil; e contudo, põem a sua casa na rocha; Os gafanhotos não têm rei; e contudo todos saem, e em bandos se repartem; A aranha se pendura com as mãos, e está nos palácios dos reis.” Provérbios 30:24-28

Para entender a mensagem que Salomão nos transmite nessa passagem de Provérbios precisamos dividi-la em quatro partes a fim de extrairmos a sabedoria que Salomão viu. 

Cada uma parte expressa a sabedoria observada nas atitudes de cada um desses animais mencionados. Salomão não quis dizer que o animal é sábio, mas ele observou mensagens sábias nas atitudes deles. Vejamos cada uma dessas mensagens:

1º) Salomão viu que as formigas não são fortes, mas ele observou que elas se preparam para o inverno, ou seja elas não desperdiçam seus recursos no tempo da bonança, mas guardam para o futuro. A sabedoria aqui é a “prevenção”, assim o crente deve estar prevenido para o tempo da adversidade.

2º) Salomão observou que os coelhos, apesar de sua debilidade constroem a casa na rocha, mostrando que eles tem “prudência”, e dessa forma os predadores não conseguirão destruir suas casas e famílias. Aí está mais um exemplo de sabedoria para o cristão, pois se Jesus é a Rocha eterna, então devemos ter nossa casa firmada Nele.

3º) Salomão também observou que os gafanhotos não tem um rei, ou seja não possui uma liderança, mas montam estratégias e executam, Salomão viu a “iniciativa” ele viu a “proatividade”, os gafanhotos já sabem o que fazer e não esperam que ninguém ordene. A proatividade é o grande diferencial entre os bons funcionários e os melhores. Cada homem de Deus já recebeu a sua missão e por isso já devem partir para a ação; e

4º) E por fim, ele notou que apesar da dificuldade de locomoção das aranhas, que se penduram com as mãos, elas estão nos palácios dos reis. Ele observou a “excelência”, ele ressaltou a qualidade de se buscar o melhor. Dessa forma aprendemos que é sábio fazer o melhor, não são dignos de menção honrosa aqueles que fazem as coisas mais ou menos, ou pela metade, ou somente o necessário para cumprir uma meta. Cada servo de Cristo deve buscar fazer o melhor.


Conclusão:

 A sabedoria que Salomão viu naqueles animais foram: prevenção, prudência, iniciativa e excelência. Cada um analise-se e aprenda com essas atitudes de animais tão insignificantes, mas com grandes exemplos de sabedoria.


Marcos André - Evangelista

PREGAÇÃO ÁUDIO - A Cura do Cego de Betsaida

Pregação: A Cura do Cego de Betsaida

Ministrada pelo Evangelista Marcos André no Culto de Libertação da Assembleia de Deus Ministério Meritiense em São João de Meriti-RJ


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sábado, 25 de abril de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços para o 2º Trimestre de 2015


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ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 4 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2015 - LIÇÃO 4
(Revista: Central Gospel - nº 42)

Tema: UMA HISTÓRIA DE AMOR EM BELÉM

Texto Áureo: Juízes 21.25
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição apresente a misericórdia de Deus nessa história, expressada pela tipologia dos personagens e pelas leis em favor das viúvas e órfãos.
- “dias em que os juízes julgavam sobre Israel”, logo depois que Josué faleceu nenhum líder se levantou e o Senhor ungia homens para liderar o povo nos momentos em que eles clamavam e se concertavam com Deus.
- “densa degradação moral e espiritual”, isso é representado pelo texto que afirma que cada um fazia aquilo que parecia correto a seus olhos. Jz 21.25
- “em razão de sua fé”, devido a essa fé semelhante a fé de Abraão, foi que Rute recebeu a grande benção de fazer parte da descendência que traria o Filho de Deus ao mundo. Mt 1.5
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1. INRODUÇÃO AO LIVRO DE RUTE
- “Malom (hb. doente) e Quiliom (hb. definhando)”, provavelmente esses nomes foram colocados no período da fome em Belém, devido ao costume de os judeus usarem os nomes de acordo com a situação.
- “seus filhos tomaram para si mulheres moabitas”, essa era uma transgressão da Lei, isso mostra que a falta de fé Elimeleque acarretou que a sua casa inteira transgredisse a Lei de Deus.

1.1.  Morte e separação
- “deixando três viúvas desamparadas”, naquela época não havia programas sociais de apoio às viúvas e órfãos. Elas só poderiam contar com a boa vontade de homens, mas havia uma chance caso elas fossem para Israel, pois a Lei de Moisés ordenava a ajuda dos ricos aos pobres e miseráveis.

1.2.  A dor de uma viúva
- “pediu para não mais ser chamada de Noemi”, o judeu poderia manter seu nome original na família e ser chamado por um novo nome, a fim de expressar sua situação. No nosso país isso é proibido.
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2. RUTE, UMA TIPIFICAÇÃO GENTIA
- “convencer Rute a voltar para Moabe”, Rute era jovem e bonita poderia casar-se de novo e assim seguir a sua vida.

2.1. Rute, a moabita
- “incesto cometido por Ló”, esse incesto partiu das filhas de Ló, para evitar que a sua casa se acabasse por não ter ele descendente homem.

2.2. Uma confissão de fé e amor
- “evidencia tanto a realidade de sua fé”, a fé de Rute era semelhante a de Abraão por ter acreditado em Deus sem está vendo Ele. Rute deu atenção e acreditou nas histórias dos feitos de Deus que ouviu na casa de Noemi.
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3. BOAZ, UM HOMEM COMPASSIVO
- “uma esperança de resgate”, de acordo com a lei do resgate se águem perdesse sua terra, e essa pessoa tivesse um parente com condições de reaver a terra, o comprados deveria revender para a família de volta. Isso para evitar que as gerações futuras das famílias que receberam a herança ficassem sem a terra.

3.1. A Lei da respiga
- “o direito legal de apanhar espigas”, essa lei mandava que os donos das propriedades que produziam alimentos não colherem todas as espigas ou frutos da lavoura para que o pobre e os órfãos possam colher também. Dt 24.19-21
Só em Israel havia esse tipo de Lei.

3.2. A Lei do Levirato
- “preservar a memória de determinado clã”, o clã era composto de uma família e outras famílias menores que advinham dessa.
- “a Lei do Levirato”, de acordo com essa Lei se um homem morresse sem filhos homem, o seu irmão ou parente deveria tomar a viúva por mulher e gerar descendência em nome do irmão. Dt 25.5,6

4. O PLANO DE NOEMI
- “Noemi. Então planejou como Rute”, nada como alguém experiente e com conhecimento da Lei do Senhor para orientar os mais novos a agirem.
- “o pedido de ele estender sobre ela a sua capa”, essa tradição representava a proteção do homem sobre a mulher, tomando-a por esposa.

4.1. O parente remidor
- “um parente ainda mais próximo”, Boaz não queria fazer nada fora da lei.
- A Lei da remissão dava o direito de retorno da terra que foi vendida, caso algum parente próximo pudesse comprar de volta. Está expressa em Lv 25.25.

4.2. O casamento
...

4.3. Tipologia bíblica
- Dentro dessa tipologia apresentada o elemento que possibilita a existência dos outros elementos da tipologia é o casamento. O casamento de Rute com Boaz proporcionou que essa tipologia tivesse sentido. Esse casamento é também uma tipologia do casamento de Cristo com a Igreja (gentios).
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CONCLUSÃO
- “YHWH”, tetragrama sagrado que significa o nome de Deus.
- “protegia Seu povo em detrimento de todos”, os judeus acreditavam que Deus não se importava com os demais povos, mas o caso de Raabe e de Rute mostraram que Deus usa a todos.
- “contrasta com as disputas”, e mostra a misericórdia de Deus em relação ao ser humano.

Boa aula!


Marcos André – professor

ATUALIDADE GOSPEL - Comentário do Pr Silas Malafaia após o programa Na Moral, onde esteve debatendo.

O pastor Silas Malafaia publicou em sua conta no Youtube um vídeo em que comenta sua participação no programa Na Moral da Rede Globo de TV que foi ao ar na madrugada de Quinta para Sexta-feira onde ele debateu sobre o tema "Quais os limites da moral na TV e como esses limites evoluíram ao longo dos anos?". 

Veja o comentário do pr Silas: