ESTUDOS TEOLÓGICOS, INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA, ESBOÇO PARA AULAS DA ESCOLA DOMINICAL, ETC

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sábado, 13 de setembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 3º Trimestre de 2014



ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 2º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 3º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 4º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 2º TRIMESTRE 2014

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sexta-feira, 12 de setembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 11 Revista da CPAD


AULA EM 14 DE SETEMBRO DE 2014 – LIÇÃO 11
(Revista: CPAD)

Tema: O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus

Texto Áureo: Tiago 4.12
  
INTRODUÇÃO
- Amado(a) professor(a), nesta lição fale sobre relacionamentos sociais entre os irmãos na igreja.
- “relação social entre os irmãos”, relacionamento deles entre si, como um grupo social.
- “de maneira conflituosa”, em conflitos constantes.
- “de acordo com a soberana vontade de Deus”, se chama soberana porque não depende de ninguém Ele decide o que quer e quando quer. Nossa vontade deve estar de acordo com a Dele e não o contrário.
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1. O PERIGO DE COLOCAR-SE COMO JUIZ (Tg 4.11,12)

1.   A ofensa gratuita.
- “parece ser uma questão cultural”, talvez o comentarista quis dizer que esse tipo de comportamento está regulado pela educação que se aprende tanto dentro como fora da igreja. De fato existem alguns ímpios que se comportam melhor que alguns crentes nessa área.
- “insinuações maldosas”, é a pessoa falar algo e querer dizer outra coisa, grandes conflitos começam com insinuações assim.
- “agressões gratuitas”, interessante perguntar, o que significa “agressões gratuitas”? A resposta é, uma agressão em que o agressor não ganha nada em fazê-la.
- “contendas são como ferrolhos”, isso é um alerta para os crentes que receberam a missão de evangelizar, quer dizer que uma pessoa magoada é muito mais difícil de abrir o coração para Jesus.

2.  Falar mal dos outros e ser juiz da lei (Tg 4.11).
- “coloca-se como o juiz do outro”, se refere ao ato de tentar definir se tal irmão é espiritualmente correto ou não, se ele está na presença de Deus ou não. Existem muitos assim dentro das igrejas. Analisam a vida dos irmãos e tecem seus julgamentos em forma de comentários.
- “busca estabelecer condições para amar”, só amam os espirituais, e os não problemáticos e deixam de lado os mais inconstantes na fé. Lembremos que o Senhor Jesus nunca fez qualquer acepção de pessoas, mas lavou os pés dos doze apóstolos, inclusive  os de Judas.
- “numa posição de Juiz”, sabemos que o Senhor nos trata na posição de advogado 1 João 2.1, se Ele nos julgasse pelos nosso erros hoje, com certeza seriamos condenados.

3. O autêntico Legislador e Juiz pode salvar e destruir (Tg 4.12).
- “recorda do quanto somos pecadores”, às vezes o Senhor precisa nos lembrar disso. Às vezes nos vemos a ponto de cair nos pecados que condenamos nos outros. Devemos levar isso em consideração, somos tão fracos quanto todos os crentes.
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2. A BREVIDADE DA VIDA E A NECESSIDADE DO RECONHECIMENTO DA SOBERANIA DIVINA (Tg 4.13-15)

1. Planos meramente humanos (Tg 4.13).
- “daqui tantos anos vou fazer isso”, esse tipo de afirmação ocorre ainda hoje por força do hábito. As pessoas acabam se esquecendo de Deus e de Seu grande poder.
- “deve ser feito com a sabedoria do alto”, é a sabedoria que leva Deus em conta, considera a Sua vontade e Seu propósito.
- “tem de ser consultado”, os verdadeiros servos de Deus devem se ater a isso. Decisões como casamento, viagem, sociedade, proposta de emprego devem ser apresentadas aos pés do Senhor em oração e aguardar a resposta.

2.  A incerteza e a brevidade da vida (Tg 4.14).
- “é um vapor que aparece por um pouco”, essa conclusão se chega ao comparar a vida aqui com a eternidade. Perto da eternidade a nossa vida é pequenina.
- “ninguém tem a certeza do futuro”, por isso ninguém deve arriscar alto, investir em algo sem consultar ao Senhor, pois Ele é o único que conhece o futuro.

3.  O modo bíblico de abordar o futuro (Tg 4.15).
- “Após compreendermos”, isto é, após termos aceitado a Cristo e aprendido pela Palavra sobre sua vida e missão, então deveremos nos preocupar com a nossa conduta aqui.
- “a existência humana é finita”, o ser humano nessa forma atual (corpo,alma e espírito) terminará com a morte, permanecerá apenas a alma, essa é eterna.
- “transitoriedade”, é o mesmo que temporariedade, é algo passageiro.
- “Tal postura não é falta de fé”, existem alguns segmentos cristãos que afirmam que o crente deve determinar sobre os propósitos, e aqui o apóstolo manda colocar a condicionante “se”, se Deus quiser, se Ele permitir, se for da vontade do Senhor.
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3. OS PECADOS DA ARROGÂNCIA E DA AUTOSSUFICIÊNCIA DO SER HUMANO (Tg 4.16,17)

1. Gloriar-se nas presunções (Tg 4.16a).
- “presunção orgulhosa”, presunção é a pessoa pensar que é algo sem, no entanto, ser coisa alguma. É a pessoa presumir ser algo.
- “como se fosse possível deixá-lo fora do curso”, ninguém pode ignorar Deus, Ele está em todo lugar, e Sua mão age em tudo, nada acontece sem a permissão Dele.
- “Não sejamos presunçosos e arrogantes”, alguns crente acreditam que são tão fortes espiritualmente que desprezam os outros e agem com arrogância diante de Deus.

2. A malignidade do orgulho das presunções (Tg 4.16b).
- “a história do rei de Tiro.”, segundo os antigos teólogos essa passagem exemplifica a presunção no coração de Lúcifer e a sua queda. Quando um crente se apresenta de maneira arrogante, ele demonstra ter as qualidades de Satanás.

3.  Faça o bem (v.17).
- “não sermos apenas ouvintes, mas praticantes”, as doutrinas bíblicas não servem para coisa alguma se não forem praticadas. Quando alguém conhece muito da Bíblia, sem praticar o que sabe, essa pessoa usa seu conhecimento para debater e acusar, ficando arrogante e presunçoso.
- “pecado de omissão”, se omitir é deixar de fazer algo que deve ser feito.
- “perseverar em perseguir o alvo”, em todo o tempo a Bíblia nos exorta a sermos trabalhadores, esforçados e perseverantes. Fazer a vontade de Deus requer esforço.
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CONCLUSÃO
- “quase que naturais na atualidade”, quer dizer que atualmente essas coisas acontecem de forma quase natural. Existem pessoas que se comportam de forma arrogante como se isso fosse a coisa mais normal do mundo.
- “a vontade de Deus é sempre o melhor”, convém lembrar que os planos devem ser submetidos ao Senhor, devemos buscá-lo em oração para perguntar-lhe sobre nossas ações futuras. Qual direção e estratégias. Podemos e devemos elaborar estratégias, mas nunca podemos deixar Deus de fora delas.
- Professor(a) faça seu resumo e passe com a classe.

Marcos André – Superintendente e professor
Gustavo Matos – Cooperador

Boa Aula!

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 11 - Revista da Editora Betel


AULA EM 14 DE SETEMBRO DE 2014 – LIÇÃO 11
(Revista: EDITORA BETEL)

Pecados capitais de uma liderança
Texto Áureo: Judas v.2
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 INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição você esclarecerá aos alunos sobre os perigos de uma liderança mal feita, pois o líder que não vigia pode cair em alguns desses pecados narrados aqui.
- “pecados capitais”, capital é aquilo que causa a morte.
- “hamartia”, o estudo sobre a doutrina do pecado se chama “hamartiologia”.
- “errar o alvo”, é não cumprir o objetivo, sair da direção.
- “aquele que está ativo no exercício de liderança”, essa liderança deve ser considerada como todo aquele que tem a função liderar um grupo, uma igreja, uma mesa de oração, um ministério de louvor, etc. O professor é um líder em sala de aula.
- “sob a pressão da tentação”, a tentação é mais intensa para quem está de frente, até mesmo porque se o inimigo atinge um líder ele prejudica todo o grupo.
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1. Pecados emocionais
- “os pecados têm algum peso emocional”, afetam a emoção de alguma forma.

1.1.  Soberba
- “o mais sutil e mais perigoso.”,  quer dizer que ele chega com sutileza, bem devagar, por isso é tão perigoso, quando o líder ou qualquer crente percebe já está soberbo.
- “origem no próprio Satanás”, quer dizer que Satanás foi o primeiro soberbo e por isso quando alguém é soberbo, ele passa a lembrar Satanás, pois começa a agir como ele.
- “desfigurar a imagem daqueles que galgam posições elevadas”, aqueles que galgam posições elevadas podem se tornar presas fáceis para o inimigo.
- “acham que sabem tudo”, esse tipo de soberba é muito comum nos nossos dias. Alguns só demonstram e soberba ao assumirem a função de liderança.

1.2. Mau humor
- “relacionamento interpessoal”, é o relacionamento entre duas ou mais pessoas.
- “trocar informações sobre o trabalho”, se dentro do grupo ou igreja não houver esse relacionamento então haverá distância do líder e de seus liderados.
- “motivo das pessoas entrarem e também de saírem”, quando um líder é comunicativo e carismático, as pessoas se sentem a vontade para se abrirem e se sentirão bem na igreja liderada por alguém assim.
- “abandonem as empresas por causa de seus gestores”, na obra de Deus não é muito diferente, algumas pessoas não conseguem manter bons relacionamentos e por isso afastam muitos membros do grupo ou da igreja.

1.3.  Coração impiedoso
- “Quem não experimenta graça não pode dispensar graça”, esse “dispensar” significa “dar” ou “dispensar a outro”, essa frase diz que quem não experimentou a graça de Deus, não pode dar graça a ninguém.
- “um coração misericordioso e perdoador”, a aplicação da disciplina é excelente, mas o uso da misericórdia produz um sentimento de gratidão que leva a pessoa a obedecer a liderança.

2.   Pecados relacionais
- ...

 2.1.  Centralização excessiva
- “nada de errado em ser centralizador”, claro que isso depende do tamanho do grupo a ser liderado. Se for um grupo ou igreja pequena é possível, mas se for um grupo grande, então será preciso uma delegação de poderes.
- “que teme ser superado e perder sua posição”, alguns líderes identificam possíveis potenciais, ou seja, irmãos que são promissores no ministério e por isso adotam a postura semelhante a de Saul, até mesmo usando de perseguições.
- “não são democráticos quanto ao conhecimento”, a democracia é a forma de governo onde todas as classes tem acesso às oportunidades e até mesmo a possibilidade de mudar de classe. Ser democrático quanto ao conhecimento é abrir a oportunidade para todos de se adquirir o conhecimento. 

2.2. A cobiça pelo reconhecimento
- “Ligado à soberba”, são pecados que tem a mesma origem, o interior da alma humana.
- “está possuída desse desejo de reconhecimento”, vira realmente uma possessão, onde a pessoa foca suas energias em ser reconhecido, e quando o reconhecimento não acontece vem a seguir, a frustração e o desânimo.
- “e sim as pequenas”, os pequenos erros causam mais dano porque nunca tomamos muita cautela com eles, exatamente por serem pequenos.
- “acham que sempre se livrarão de cordas”, essa autoconfiança foi o que destruiu Sansão. Muitos crentes e líderes adquirem autoconfiança nos moldes da que destruiu Sansão.

2.3.  Agressividade
- “de natureza verbal”, pelo uso de palavras ofensivas.
- “desprezo à ideia de outro”, há ocasiões em que um liderado deseja ajudar a sua liderança e se anima em algo, apresenta a ideia para os líderes e alguns resolvem desprezar sem sequer analisar as ideias.
- “assédio moral”, são as perseguições que alguns líderes promovem contra algum irmão por não concordar com ele ou por julgá-lo mal.
- “longanimidade e a paciência”, na verdade a longanimidade já é uma palavra que significa paciência. Sua etimologia é a união de duas palavras longo + ânimo, é a pessoa de longo ânimo, que tarda a perder o controle.
- “assim é, para o famoso em sabedoria e em honra, um pouco de estultícia”, quer dizer que assim como a mosca morta coloca todo trabalho do perfumador a perder, assim também um pouco de estultícia (ignorância ou tolice) acaba o ministério de um sábio e honrado líder.

3.  Pecados laborais
- “laborais”, vem de “labor” que significa trabalho.

3.1. Luxúria
- “incontinência”, é o descontrole corporal. O incontinente dá lugar a concupiscência carnal.
- “dissolução”, é a ação praticada pelo dissoluto, que é aquele contrária aos bons costumes, o libertino ou devasso.
- “sejam ocasionalmente”, ocasionalmente, significa “de vez em quando”, é a pessoa que pratica a luxuria em algumas situações apenas.
- “ou como um estilo”, se refere às pessoas que tem a luxúria como seu modo de viver.
- “improbidade administrativa”, é a má conduta, ou conduta inadequada de um agente da administração. No caso da igreja esse agente da administração é o líder.
- “assédio a funcionário (a) ou membro de equipe”, esse assédio é a perseguição que alguns líderes fazem a algum liderado. Juridicamente o assedio pode ser moral ou sexual. O “assedio moral” é a perseguição a fim de prejudicar o liderado, já o “assedio sexual” ocorre quando um líder ou chefe dá em cima de funcionário ou liderado.  

3.2.  Negligência
- “negligência é a negação de tudo isso”, pode ser a falta de zelo ou até mesmo o negar-se a tomar uma atitude necessária.
- “pela falta de energia”, podemos dizer que o negligente é geralmente um preguiçoso.
- “Nunca planeje metas se não está disposto”, e quem não está disposto a planejar é melhor que não assuma liderança de nada.

3.3. Falta de ética (no falar)
- “maldizer com base em inverdade”, também pode ser caracterizado pelo simples fato de se comentar algo da vida de alguém, a fim de se passar uma informação particular. Em outras situações ocorre o aumento dos fatos, vindo a denegrir a imagem da pessoa vítima.
- “obter alguma vantagem”, talvez para derrubar alguém do cargo ou para impedir que alguém desenvolva sua vida espiritual.
- “geram desrespeito”, os liderados perdem a confiança de comentar qualquer coisa com seu líder.
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CONCLUSÃO
- “prudência na conduta”, a prudência é a cautela, é o cuidado ao se tomar decisões ou administrar alguma situação.
- “momento devocional consistente”, se refere à prática do culto a Deus, o líder deve estar em constante contato com o Senhor, principalmente nas ministrações.
- Faça o resumo e apresente à classe.

Boa aula!

Marcos André – editor
Gustavo Matos – colaborador

Luiz Evaldo Barbosa - colaborador

terça-feira, 9 de setembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 11 - Revista da CPAD


O Julgamento e a Soberania Pertencem a Deus

14 de Setembro de 2014

TEXTO ÁUREO
“Há só um Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?” (Tg 4.12).

VERDADE PRÁTICA
Não podemos estar na posição de juízes contra as pessoas, pois somente Deus é o Justo Juiz.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tiago 4.11-17.
11 - Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão e julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.
12 - Há só um Legislador e um Juiz, que pode salvar e destruir. Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?
13 - Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos.
14 - Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece.
15 - Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo.
16 - Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções; toda glória tal como esta é maligna.
17 - Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado.

INTRODUÇÃO
A lição dessa semana é a continuação dos conselhos práticos de Tiago aos seus leitores. Os assuntos com maior destaque são a “relação social entre os irmãos” e o “planejamento da vida”. Aprenderemos que, uma vez nascidos de novo, não podemos nos relacionar de maneira conflituosa com os outros. Outro aspecto importante que estudaremos é que o planejamento da nossa vida tem de estar de acordo com a soberana vontade de Deus — único legislador e juiz da vida. Ele é quem sempre terá a última palavra.

I. O PERIGO DE COLOCAR-SE COMO JUIZ (Tg 4.11,12)

1. A ofensa gratuita.
Não há postura mais problemática em uma igreja local quanto a do “disse-me-disse”. Infelizmente, tal comportamento parece ser uma questão cultural. Algumas pessoas parecem ter satisfação em destilar palavras que machucam. O que ganham com isso? Um ambiente incendiado por insinuações maldosas, onde elas mesmas passam a maior parte das suas vidas sofrendo e levando outros a sofrerem. Assim, Tiago inicia a segunda seção bíblica do capítulo quatro abordando o relacionamento interpessoal entre os crentes (v.11). Devemos evitar as ofensas e as agressões gratuitas, pois o “irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio” (Pv 18.19). As ofensas só trazem angústias, tristezas e desgraças.

2. Falar mal dos outros e ser juiz da lei (Tg 4.11).
O pecado de falar mal do outro foi por Tiago tratado com clareza ainda no versículo 11. Quem empresta os seus lábios para caluniar e emitir falso testemunho, além de estar pecando, coloca-se como o juiz do outro, mas não cumpridor da lei. Nós, servos de Cristo, fomos chamados para ser discípulos, não juízes. Quem busca estabelecer condições para amar o próximo não pode ser discípulo de Jesus de Nazaré. Já imaginou se hoje, Deus, o nosso Pai, tratasse-nos numa posição de Juiz? Provavelmente estaríamos perdidos!

3. O autêntico Legislador e Juiz pode salvar e destruir (Tg 4.12).
Com o objetivo de demonstrar o porquê de não podermos nos colocar como juízes dos outros, o texto bíblico recorda do quanto somos pecadores e declara que há apenas um Legislador (criador das leis) e Juiz (apto para julgar a todos) (v.12). Apenas o Criador tem o poder de salvar e destruir. Portanto, antes de emitir uma palavra de julgamento contra uma pessoa, responda a esta questão: “Tu, porém, quem és, que julgas a outrem?”.

II. A BREVIDADE DA VIDA E A NECESSIDADE DO RECONHECIMENTO DA SOBERANIA DIVINA (Tg 4.13-15)

1. Planos meramente humanos (Tg 4.13).
É comum algumas vezes falarmos “daqui tantos anos vou fazer isso”, “em 2018 eu farei aquilo”, etc. É verdade que precisamos planejar a vida. Entretanto, todo planejamento deve ser feito com a sabedoria do alto. Isto é uma dádiva de Deus. Todavia, infelizmente nos acostumamos à mera rotina e tendemos a planejarmos o futuro sem ao menos nos lembrarmos de que Deus, o autor da vida, tem de ser consultado, pois tudo o que temos é fruto da sua bondade e misericórdia.

2. A incerteza e a brevidade da vida (Tg 4.14).
“A vida é um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece”. Eis uma séria advertência de Tiago para nós! O ser humano muitas vezes se esquece da sua real condição. Fazemos os planos para amanhã ou depois, mas ninguém tem a certeza do futuro que lhe espera. A nossa vida é breve, passa como a fumaça. Lembre-se de que a nossa existência terrena é passageira e que, por isso, devemos viver a vida segundo a vontade de Deus, esperança nossa.

3. O modo bíblico de abordar o futuro (Tg 4.15).
Após compreendermos que a existência humana é finita e Deus é o infinito Absoluto, o versículo 15 nos ensina a ter um estilo de vida diferente. A consciência da nossa limitação, bem como da transitoriedade e a brevidade da vida, deve incidir sobre o nosso modo de viver ao mesmo tempo em que deve servir como ponto de partida para confiarmos ao Senhor todos os nossos planos. Só com essa consciência, buscaremos realizar a vontade de Deus que é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2). Portanto, agiremos assim: “Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou não”. Tal postura não é falta de fé, ao contrário, é fé na Palavra de Deus.

III. OS PECADOS DA ARROGÂNCIA E DA AUTOSSUFICIÊNCIA DO SER HUMANO (Tg 4.16,17)

1. Gloriar-se nas presunções (Tg 4.16a).
Pensar que podemos controlar a nossa vida é de uma presunção orgulhosa que afronta o próprio Deus. Nós somos as criaturas e Deus, o Criador. Infelizmente, muitos fazem os seus planos desprezando o Senhor como se fosse possível deixá-lo fora do curso da nossa vida. Não sejamos presunçosos e arrogantes! Reconheçamos as nossas fragilidades, pois somos pó e cinza (Gn 18.27; Jó 30.19). Mas Deus, o nosso Pai, é tudo em todos por Cristo Jesus, o nosso Senhor (Cl 3.11).

2. A malignidade do orgulho das presunções (Tg 4.16b).
A gravidade da presunção e da arrogância humana pode ser comprovada na segunda parte do versículo dezesseis: “toda glória tal como esta é maligna”. O livro de Ezequiel conta-nos a história do rei de Tiro. Ali, a malignidade, a arrogância e o orgulho humano levaram um poderoso rei a perder tudo o que tinha. Ele era poderoso em sabedoria e entendimento, acumulando para si riquezas e poder. Mas seu coração tornou-se arrogante, enchendo o interior de violência, iniquidades, injustiças do comércio e profanação dos santuários (Ez 28.4,5,16,18). Em pouco tempo o seu fabuloso império desmoronou. Não há ser humano no mundo que resista às tentações da arrogância, do poder e do orgulho. Triste é o final de quem se entrega à malignidade do orgulho das presunções humanas.

3. Faça o bem (v.17).
Fazer o bem é uma afirmação da Epístola de Tiago que lembra as suas primeiras recomendações de não sermos apenas ouvintes, mas praticantes da Palavra (Tg 1.22-25). Ora, se nós ouvimos, entendemos, compreendemos e podemos fazer o que deve ser feito, mas não o fazemos, estamos em pecado. Deus condena o pecado de omissão! Não sejamos omissos quanto àquilo que podemos e devemos fazer! Como discípulos de Cristo não podemos recuar. Antes, temos de perseverar em perseguir o alvo que nos foi proposto até o fim (Fp 3.14).

CONCLUSÃO
Vimos nesta lição as duras advertências de Tiago. Infelizmente, as transgressões descritas na epístola são quase que naturais na atualidade. Não são poucos os que difamam, caluniam e falam mal do próximo. Comportam-se como os verdadeiros juízes, ignorando que com a mesma medida com que medem os outros, eles mesmos serão medidos (Mc 4.24). Vimos também que ainda que façamos os melhores planos para a nossa vida, devemos nos lembrar de que a vontade de Deus é sempre o melhor. Que aprendamos com Tiago a perdoar ao outro e submetermo-nos à vontade do Pai.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 11 - Revista da Editora Betel


Pecados Capitais de uma Liderança
14 de setembro de 2014

TEXTO AUREO

“Ai deles! Porque prosseguiram pelo caminho de Caim, e, movidos de ganância, se precipitaram no erro de Balaão, e pereceram na revolta de Corá”. Jd v.ll



VERDADE APLICADA

A vigilância e a prudência são ingredientes essenciais na vida de todo aquele que milita na obra do Senhor.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ne 5.14 - Também desde o dia em que fui nomeado seu governador na terra de Judá, desde o vigésimo ano até ao trigésimo segundo ano do rei Artaxerxes, doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o pão devido ao governador.
Ne 5.15 - Mas os primeiros governadores, que foram antes de mim, oprimiram o povo e lhe tomaram pão e vinho, além de quarenta siclos de prata; até os seus moços dominavam sobre o povo, porém eu assim não fiz, por causa do temor de Deus. 
Ne 5.16 - Antes, também na obra deste muro fiz reparação, e terra nenhuma compramos; e todos os meus moços se ajuntaram ali para a obra.
Ne 5.17 - Também cento e cinquenta homens dos judeus e dos magistrados e os que vinham a nós, dentre as gentes que estavam ao nosso redor, eram meus hóspedes.


INTRODUÇÃO

A definição básica de pecado no grego é “hamartia”, e significa: “errar o alvo”. Pecar é desvincular-se do propósito original de Deus, que é alcançar determinado objetivo. Com o pecado não se brinca, e aquele que está ativo no exercício de liderança deve trabalhar preventivamente vigiando. Quem está sob a pressão da tentação deve se resguardar orando, resistindo ou até mesmo fugindo (ICo 6.18), dependendo da natureza da tentação. Portanto, é imprescindível conhecermos os principais pecados ligados à liderança e algumas de suas consequências.


1. Pecados emocionais

Assim como alguém definiu que há virtudes ligadas à emoção tais como o amor, a alegria e a paz interior, há logicamente seus contrapontos e contrastes em sentido pecaminoso. Nossa lista está longe de ser perfeita, e até sabemos que todos os pecados têm algum peso emocional, mas destacaremos aqueles que precisam ser considerados no estudo desta lição.

1.1. Soberba
De todos os pecados enumerados na Palavra de Deus, a soberba é provavelmente o mais sutil e mais perigoso. Ela tem origem no próprio Satanás (lTm 3.6), e é usado por ele como uma armadilha no coração humano para desfigurar a imagem daqueles que galgam posições elevadas. O que começa a ser uma obra para a glória de Deus pode, de forma rápida e fácil, converter-se em glória para si mesmo. A soberba faz com que seu possuidor tenha um elevado conceito de si mesmo, colocando-se acima das demais (Pv 21.24). Geralmente, as pessoas que possuem tal sentimento costumam não ouvir os outros, acham que sabem tudo, eles dispensam bons conselhos porque acreditam que os outros não sabem de nada. A soberba é tida como a mãe de todos os outros pecados. Quem age assim cometerá sérios erros em sua liderança e trará sérios riscos e prejuízos a sua organização. A Bíblia é clara quando afirma que a soberba precede à ruína (Pv 16.18).


1.2. Mau humor

O relacionamento interpessoal é, sem sombra de dúvida, um dos fatores que influenciam no dia a dia e no desempenho de um grupo, daí surge à necessidade de trocar informações sobre o trabalho e de cooperar com a equipe, o que, sem um bom relacionamento, fatalmente prejudicará a organização. E importante saber conviver com as pessoas, primeiro porque a Bíblia ordena, e também, porque necessitamos de uma intensa interação devido às mudanças que ocorrem em todos os seguimentos da sociedade, da cultura ou até mesmo diante de troca de lideranças. O líder pode ser o motivo das pessoas entrarem e também de saírem das organizações. Disse Oscar Wilde: “algumas pessoas proporcionam felicidade aonde vão, outras proporcionam felicidade quando se vão”. Algumas fontes estimam que 65 por cento das pessoas abandonem as empresas por causa de seus gestores.


1.3. Coração impiedoso

Só quem nunca ofendeu alguém é que nunca precisou de perdão. Todos os seres humanos, de alguma maneira, ofenderam alguém, principalmente o próximo a quem se ama. Um líder deve antecipadamente ter o seu coração tratado e curado pela graça de Deus, afim de que sua vida dentro de uma organização cristã seja a mais sadia possível (Mt 12.35). Quem não experimenta graça não pode dispensar graça, senão acusações, rancor e sentimento de vingança (Lc 6.45). E imprescindível que um líder tenha um coração misericordioso e perdoador, principalmente quando alguém diz compor uma organização cristã. Jesus não especificou um limite para o perdão, mas deixou claro que devemos perdoar quantas vezes se fizer necessário (Mt 18.21 e 22).


2. Pecados relacionais

Como já dissemos acima, a soberba é a mãe de todos os demais pecados. Os pecados a serem comentados a seguir não fogem a regra. Veremos como um líder pode pecar tão seriamente contra Cristo, contra si mesmo e a organização a qual pertence.


2.1. Centralização excessiva

A princípio não há nada de errado em ser centralizador, o problema está em centralizar as coisas por orgulho. Existem líderes que são excessivamente centralizadores com o fim de impedir ou sonegar determinadas informações aos seus liderados. Esse é um tipo inseguro, que teme ser superado e perder sua posição. Na verdade, não podemos generalizar. Mas aqueles que agem assim não são democráticos quanto ao conhecimento, e quando se trata de Reino de Deus, podemos dizer que tais atitudes impedem a chegada de novos valores, desestimulam aqueles que sonham e almejam desenvolver uma visão dada por Deus, e impedem que outras ideias sejam colocadas, as quais poderiam até ser melhores e mais eficazes que a do atual líder.


2.2. A cobiça pelo reconhecimento

Ligado à soberba está a sede pelo reconhecimento. Também não há nada errado em fazer as coisas pensando em ter reconhecimento alheio. O perigo reside quando uma pessoa está possuída desse desejo de reconhecimento como foi o caso de Caim, que, dando lugar à ira, matou seu próprio irmão (Gn 4.6-8). A cobiça é como uma bola de neve, ou seja, começa como algo muito pequeno e termina como uma grande avalanche, algo que pode causar grande destruição. Afinal de contas, não são as grandes raposas que destroem as vinhas, e sim as pequenas (Ct 2.15). Temos exímio cuidado com as grandes rochas, porém, são as pequenas pedras que sempre nos fazem tropeçar. Muitos caem nos laços da cobiça, simplesmente porque os ignoram. Sansão é um exemplo clássico daqueles que acham que sempre se livrarão de cordas frágeis. Ainda que algo pareça muito insignificante não devem ser ignoradas. A Bíblia nos adverte: “não deis lugar ao diabo” (Ef 4.26).


2.3. Agressividade

A agressividade é mais uma consequência de outros pecados sérios como a soberba, o ser cobiçoso de vanglorias e a inveja, como dissemos acima. A agressividade costuma ser na maioria das vezes de natureza verbal através de humilhações a alguém, o desprezo à ideia de outro, ofensas verbais, assédio moral, etc. Seu mau humor bem como a sua agressividade faz com que este indivíduo não permaneça muito tempo na organização. Todo líder vive exposto a grande pressões, por isso deve exercitar a longanimidade e a paciência (2Tm 3.10, Hb 12.1) para evitar a agressividade. Observe o que nos ensina a Escritura: “Assim como as moscas mortas fazem exalar mau cheiro e inutilizar o unguento do perfumador, assim é, para o famoso em sabedoria e em honra, um pouco de estultícia” (Ec 10.1).


3. Pecados laborais

Agora trataremos de alguns pecados que se relacionam diretamente com o trabalho: a luxúria, a negligência e a preguiça.


3.1. Luxúria

Olhando rapidamente, parece que a luxúria não tem a ver com o trabalho. Ela é definida como “comportamento desregrado quanto aos prazeres do sexo”, seu sinônimo é lascívia, que, de igual modo, refere-se à incontinência, dissolução, corrupção. Todavia, aqueles que dão vazão à luxúria, sejam ocasionalmente ou como um estilo de vida acabam, por fim, afetando a sua vida em varias esferas, incluindo a profissional e como líder. Para sustentar a luxúria ou lascívia, o indivíduo se vê obrigado a tomar algumas atitudes, que certamente vão gerar consequências desastrosas. A maneira como alguns encontram para isso é laborando mais, o que talvez seja uma mínima minoria. O mais comum é a prática da exploração alheia em todos os sentidos, a prática da corrupção e improbidade administrativa. E também caracterizada por assédio a funcionário (a) ou membro de equipe, gerando o escândalo dentro da organização, seu enfraquecimento e até mesmo a sua dissolução.


3.2. Negligência

Enquanto a diligência é fazer as coisas com zelo, dedicação e amor, a negligência é a negação de tudo isso. Enfim, podemos dizer que a negligência é a maneira relaxada, desleixada e preguiçosa de fazer as coisas. Em qualquer organização eclesiástica ou secular, isso é percebido pela falta de comprometimento, pela falta de entusiasmo, pela falta de energia. Quem é negligente tende a desperdiçar oportunidades e o próprio crescimento na igreja ou outra organização a que pertença (Pv l8.9). Nunca planeje metas se não está disposto a tomar atitudes para realizá-las. Veja a parábola do servo que recebeu um único talento sem nada produzir. E por que não o fez? Porque era negligente e mau. Note que seu fim não foi dos melhores (Mt 25.24-29).


3.3. Falta de ética (no falar)

A principal falta de ética no falar se chama fofoca ou mexerico. E a atitude de maldizer com base em inverdade sobre determinada coisa ou sobre alguém. Tal estilo prejudica a organização como um todo. Há pessoas que fazem isso procurando logicamente obter alguma vantagem, mas por ser um comportamento que cedo ou tarde será descoberto, acaba se voltando contra a própria pessoa. Em nossos dias, isso já se tornou um padrão de vida para muitos, até mesmo líderes, os quais se envolvem em fofocas, e causam intrigas ao levantar questões da vida alheia, as quais muitas vezes visam destituir alguém de sua posição, seja por inveja ou falta de afinidade. Líderes que agem assim apenas geram desrespeito, estresse e má vontade em seus liderados.


CONCLUSÃO

Enfim, existem algumas atitudes que são fundamentais para que o líder possa encarar tais pecados e evitá-los, a saber: prudência na conduta pessoal sempre, orar, vigiar e ter um momento devocional consistente para resistir as astutas ciladas do diabo (Ef 6.11).