segunda-feira, 3 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 6 - Revista da Editora Betel


O Segredo dos Milagres Apostólicos
9 de agosto de 2015


Texto Áureo.

“Mas recebereis virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”. At 1.8.


Verdade Aplicada.
Os milagres autenticam a pregação e são o cartão postal de uma Igreja viva e movida pelo Espírito santo.


Textos de Referência.

Atos 1.1-4
1 Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar,
2 Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera;
3 Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias e falando das coisas concernentes ao Reino de Deus.
4 E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que, disse ele, de mim ouvistes.


INTRODUÇÃO
Esse livro da Bíblia sagrada recebe o nome de “Atos” porque mostra exatamente o que os apóstolos começaram a realizar movidos pelo poder do Espírito santo e alicerçados na ressurreição de Cristo (At 1.8).


1. Poder para testemunhar.
Lucas começa a dissertação discorrendo acerca das coisas que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar (At 1.1). Aqui se finda Seu ministério terreno e tem início o ministério dos apóstolos. Veremos como foram instruídos antes da Sua ascensão e como deveriam agir após ser recebido nos céus.


1.1. Poderosas testemunhas
Como testemunhas, os apóstolos deveriam atuar em uma série de círculos concêntricos em continua expansão. Primeiro, Jerusalém, depois através da Judeia; passando por Samaria, um estado semi judeu, que seria uma espécie de ponte que ligaria o mundo pagão; e, finalmente, deveriam testemunhar até os confins da terra (At 1.8). Por não se tratar de uma fácil missão, eles deveriam primeiro ser revestidos de um poder sobrenatural, pois sem ele a missão estaria ameaçada (At 1.4,5).


1.2. Convicção para prosseguir.
Durante três anos e meio Jesus mostrou através de sinais e maravilhas que havia um governo de trevas que dominava os homens e cegava seus entendimentos (2Co 4,4). Eles sabiam que havia um poder contrário, um governo de trevas sobre o mundo e eles deveriam desapossá-lo. Mas sem poder isso seria impossível. Por esse motivo, Jesus ficou com eles por espaço de quarenta dias falando somente acerca do Reino de Deus. Jesus lhes revelou que havia outro reino, o das trevas (At 26.18; Cl 1.13; 26-29). Para que o Reino de Deus fosse bem sucedido, era preciso que tivessem a convicção de quem eram a partir de então e como deveriam agir (Ef 6.10, 12). Porque melhor do que agir é saber o porquê da ação! Talvez esse seja nosso maior problema nesse mundo. Saber quem somos e o que podemos fazer.


1.3. Entendendo o porquê do revestimento.
Por que Jesus gastou tantos dias de revelação e ordenou que esperassem o revestimento do Espírito Santo antes de qualquer missão? O termo grego usado para “testemunha” é “martyr”. Alguns estudiosos entendem que o significado da missão dada por Jesus seria originalmente que Seus apóstolos morreriam defendendo a fé. Eles seriam mártires. Por isso, deveriam estar revestidos (At 1.3, 4). Um único destino lhes esperava, era a morte pela propagação da verdade e deveriam estar prontos para isso (At 1.8).


2. A paciência de esperar antes de avançar.
Sabemos que toda grande construção deve haver um grande alicerce. É o alicerce que garante o peso que poderá suportar. Jesus sabia muito bem disso. Ele sempre falou em calcular antes de construir (Lc 14.26-32). O que estava em jogo naqueles quarenta dias era o futuro da Igreja e o projeto necessitava estar sólido antes da execução.


2.1. Quarenta dias de seminário.
Mediante manifestações da vida ressurreta, durante 40 dias, Jesus se revelou aos Seus discípulos, aparecendo e desaparecendo. Seu intento era leva-los gradualmente a perceber que Ele pode estar presente no Espírito, embora ausente no corpo. Não sabemos o que Jesus falou. Mas sabemos que era tão grande, que foram capazes de esperar e depois rasgaram os arquivos de suas vidas passadas, se importando apenas com a missão que lhes fora outorgada. A priori pensavam que o Reino de Deus se expressaria pela restauração de Israel (At 1.7). Mas Jesus os fez entender que Seu plano abrangia o mundo e não apenas um país. Como resposta às suas curiosidades receberam uma promessa e uma comissão (At 1.8).


2.2. A arte de esperar.
Há várias maneiras de se esperar e a melhor de todas é quando sabemos que o que esperamos vai melhorar para sempre nossas vidas. Até Jesus esperou. Ele viveu durante trinta anos observando injustiças e vendo pessoas enfermas sem poder fazer nada por elas porque não havia chegado o momento (Jo 2.4). Se até o próprio Jesus precisou atuar movido pelo Espírito Santo, não seria diferente com os apóstolos que escolhera (At 1.2). Jesus revelou a Seus discípulos o caráter e o objetivo do Reino, e lhes fez entender que estavam ligado a Ele, sendo pessoalmente o principal responsável tanto antes quanto depois de Sua morte. É importante saber o que se espera, pois a esperança não traz confusão (Pv 10.28; Rm 5.5a).


2.3. A promessa do Pai.
Jesus traça um contraste entre o batismo de João e o revestimento do Espírito Santo que deveriam aguardar (At 1.5). O batismo em água era oferecido somente àqueles que davam provas de verdadeiro arrependimento, pois atuava externamente (Lc 3.8). Jesus estava lhes falando de mudança interior. Em muitas situações passadas, esses homens haviam fraquejado, mas revestidos se tornariam despertos para com a presença do Espírito e mais receptivos à Sua presença e poder.


3. Não somente ver, mas realizar.
Lucas começa o diálogo falando acerca do que Jesus fez e ensinou a fazer. O que fez e o que disse são coisas inseparáveis. O que Ele fez deve ser interpretado à luz do que disse; e o que Ele disse deve ser interpretado à luz de tudo o que Ele fez. O que se seguiu no movimento Cristão teve lugar por causa daquilo que Jesus fizera e dissera (At 1.1).


3.1. Parem de olhar para cima.
Jesus deu as coordenadas, mas parece que faltava algo para impulsionar os discípulos a marchar. As palavras dos anjos soam como uma última advertência: “é hora de dar segmento a obra, parem de olhar para cima, mais tarde ele vai voltar” (At 1.10,11). Existe o perigo de nos ocuparmos com os mistérios da Trindade e nos esquecermos do próprio Senhor. De nos dedicarmos ao estudo da expiação e nos esquecer daqueles pelos quis Jesus morreu.


3.2. Testemunho de poder.
O Evangelho sem milagres é como um mar de peixes. Durante três anos e meio o mundo se maravilhou com o ministério de Jesus aqui na Terra e, após Sua ascensão, os discípulos testemunhavam Sua ressurreição com grande poder (At 4.33). É impossível entender como alguém pode falar de Cristo e não fazer uso do poder de Seu nome para libertar oprimidos, curar enfermos e operar maravilhas, prodígios que atraem as multidões (Jo 6.2). Esse foi o modelo ensinado por Jesus e não adianta inventar outra forma de apresentar o cristianismo. Ele afirmou que se crêssemos faríamos obras ainda maiores (Jo 14.12). O tempo passou e, em vez de homens poderosos, nos tornamos hábeis pensadores. Para que esse tempo volte, precisamos não de reforma, mas sim, de retorno (At 11.15).


3.3. O segredo do sucesso apostólico.
Até hoje vivemos a nos perguntar como esses homens alcançaram tão grande feito em seus dias. E aqui está a resposta: eles fizeram coisas extraordinárias. Mas, por que fizeram? Porque se prepararam antes de agir. E qual foi o preparo? Deixar de amar a própria vida por causa da missão. Eles trocaram a vida pela glória (Lc 14.33). Nós saímos do mundo, é certo que tanto nossa influência quanto resistência dependem de nossa separação e renúncia. É preciso entender que o sal vem do mar, mas se outra vez for misturado com a agua desaparecerá (Lc 14.34).


CONCLUSÃO
Os evangelhos relatam o que Jesus Cristo fez através de um corpo mortal. No entanto, o livro de Atos apresenta o que Ele fez por meio da Igreja que é o Seu Corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos (Ef 1.23).

domingo, 2 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 6 - Revista da CPAD - JOVENS


O Avanço Científico
9 de Agosto de 2015

TEXTO DO DIA
“E, de mais disso, filho meu, atenta: não há limites para fazer livros, e o muito estudar enfado é da carne.” (Ec 12.12).


SÍNTESE
A igreja não é contrária ao saber, mas este não pode servir às ideologias que têm como finalidade desacreditar a existência de Deus.

TEXTO BÍBLICO

Eclesiastes 1.13,14,16-18.
13 — E apliquei o meu coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; essa enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.
14 — Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.
16 — Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim, em Jerusalém; na verdade, o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e a ciência.
17 — E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras e vim a saber que também isso era aflição de espírito.
18 — Porque, na muita sabedoria, há muito enfado; e o que aumenta em ciência aumenta em trabalho.

INTRODUÇÃO
A presente lição tem como finalidade estudar alguns dos principais avanços científicos ocorridos nesta primeira década do século 21. Diferentemente do que se ouve por aí, a igreja não é contrária ao avanço científico, ao conhecimento e ao saber.
No início deste novo século, deu-se a conclusão do mapeamento do genoma humano. A bioética nunca foi tão popular quanto agora. Há pouco tempo, discussões envolvendo as células-tronco foram acompanhadas por todo o país, quando o Supremo Tribunal Federal decidiu aprovar a utilização das pesquisas com células-tronco.
Esta e muitas outras questões eram inexistentes há poucos anos, porém, a igreja da atualidade não pode esquivar-se de, à luz da Palavra de Deus, oferecer respostas às grandes e inquietantes indagações que desafiam nossos filhos, desde a infância até a fase adulta na universidade, a responderem com “mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança” que neles — e em nós — há (1Pe 3.15).

I. A OBSESSÃO PELO SABER

1. Investigar o mundo.
Conhecer e produzir conhecimento são capacidades dadas por Deus ao ser humano. Adão, por exemplo, recebeu a ordem de administrar a terra, iniciando pela nominação dos animais (Gn 1.26-28; 2.5-20). Esse trabalho certamente demandou, além de tempo, muita observação e esforço.

2. Salomão, o homem que se dedicou a pensar e a conhecer.
Conhecido como o homem mais sábio que já existiu (1Rs 4.29-34), Salomão denota em Eclesiastes que, apesar de ter dedicado a sua vida à investigação de tudo quanto acontece “debaixo do céu”, tal exercício é, assim como as demais atividades humanas, “correr atrás do vento” (Ec 1.14,17,18 — ARA). Seria tal expressão um desincentivo à busca do saber? Evidentemente que não, mas uma forma de dizer que a vida não pode apoiar-se sobre a investigação puramente humana, pois isso não lhe trará sentido.

3. A obsessão pelo saber.
Se a busca pelo saber é legítima, as motivações que a impulsionam nem sempre o são. Escrevendo aos coríntios, Paulo diz que o conhecimento de alguns os tornavam inchados, ou seja, orgulhosos e sem amor (1Co 8.1-13). Semelhantemente, muitos cientistas fazem do seu ateísmo a fundamentação filosófica para produzir ciência, visando influenciar as pessoas a desacreditar em Deus (Rm 1.22).

Pense!
Por causa da incredulidade de alguns dentistas, devemos desprezar o conhecimento?

Ponto Importante
A busca pela aquisição do saber é legítima e uma das características humanas.

II. O CRISTIANISMO E A CIÊNCIA

1. A ciência e sua importância.
Em sua obra E agora, como viveremos? (CPAD), Charles Colson e Nancy Pearcey afirmam que a “ciência afeta toda a nossa visão de mundo — não só as ideias sobre a religião e a ética, mas também sobre a arte, a música e a cultura popular”. Uma vez que a ciência tem tamanha repercussão sobre a nossa vida, indiscutivelmente, ela deve ser considerada à luz da Bíblia (2Co 10.5), evitando-se os equívocos ou extremos que ora a demonizam, ora a divinizam. Isso porque, como qualquer outra atividade humana, ela não é, em si mesma, boa ou má, podendo ser usada para o bem, ou para o mal, dependendo da intenção e caráter de seus agentes.

2. Os pressupostos do cristianismo possibilitaram a criação da ciência moderna.
Desde a criação da chamada “ciência moderna”, o homem vive a ilusão de que pode viver de maneira autônoma e à parte de Deus (Sl 14.1). Pouquíssimas pessoas, porém, sabem que o que possibilitou à ciência moderna tornar-se uma realidade devido aos pressupostos do pensamento cristão.
A visão mítica e animista de mundo, que prevaleceu por séculos na antiguidade, passou a ser questionada por cientistas cristãos que diziam que a terra não era uma divindade, mas criação de Deus (Gn 1.31 — 2.3). Logo, ela poderia — e deveria! — ser pesquisada e administrada através do trabalho e do conhecimento. Copérnico, Galileu, Keplere Newton são alguns exemplos de cientistas cristãos que possibilitaram, a partir de sua fé, as condições para que a ciência moderna viesse a ser criada.
Baseados no caráter do Deus apresentado na Bíblia, cuja criação não fora um castigo, mas sim um projeto intencionalmente executado para a glória dEle (Sl 148), esses cientistas propuseram suas teorias que explicavam cientificamente o funcionamento do universo, deixando de vê-lo como algo “divino” e, portanto, inescrutável e imprevisível.

3. Resgatando a relação do cristianismo com a ciência.
Devido ao fato de a ciência em si mesma não ser boa nem má — e sim o que os cientistas fazem com ela é que podem torná-la uma ou outra coisa (Tt 1.15) —, é necessário que a igreja apoie os seus membros que militam nessa área.
É preciso que os cristãos resgatem o princípio exposto pelo inventor da tabela periódica, Mendeleev, que dizia que a “função da ciência é descobrir a ordem que governa o mundo e as causas dessa ordem”. É urgente reformar a ciência para que ela volte a servir para o melhoramento da qualidade de vida e ao cuidado com o meio ambiente, sem comprometer-se com a tirania do mercado ou com a inventividade que visa modificar o estado normal das coisas a fim de afrontar o Criador (Rm 1.19-28). Se os cristãos não ocuparem os espaços de produção científica, outros o farão (Pv 28.12; 29.2).

Pense!
Você acha que estudar e adquirir conhecimento contribui para que as pessoas se tornem incrédulas?

Ponto Importante
A boa ou má utilização da ciência e do saber depende do caráter do pesquisador, portanto, quanto mais pessoas que conhecem a Deus tivermos nessa área, melhor.

III. DESAFIOS CIENTÍFICOS À ÉTICA CRISTÃ

1. Avanços científicos da primeira década do século 21.
Ficções científicas estão se tornando realidade. A fusão híbrida entre homem e máquina está cada vez mais próxima. Recentemente, a Revista Science, publicação norte-americana destinada à divulgação científica, listou as dez maiores áreas em que aconteceram descobertas científicas na primeira década do século: cosmologia, DNA antigo, água em Marte, reprogramação celular, micróbios, exoplanetas, inflamações, metamateriais, mudanças climáticas e Genoma “Escuro”.
Tais avanços não aconteceram a partir do “nada”; eles só foram possíveis devido às descobertas que os precederam. Infelizmente, há muito tempo grande parte da comunidade científica se “esqueceu” do objetivo da ciência e passou a desenvolver seu trabalho motivado por propósitos que não dignificam a atividade e ainda menos o ser humano (Rm 1.22).
Ademais, a tentativa de desacreditar Deus parece ser uma das bandeiras mais ostentadas pela comunidade científica. Como já foi dito, quanto menos servos de Deus houver entre os cientistas, pior será. Cabe à igreja incentivar os que estão se formando nas áreas de biologia e física, pois tais cristãos podem — e devem — glorificar a Deus com suas profissões (Ef 6.6-8; Cl 3.23).

2. Conclusão do sequenciamento do genoma humano e células-tronco.
O sequenciamento do genoma humano que foi iniciado em 1990 e teve o seu primeiro rascunho anunciado em 1999 só foi concluído em 2003. A ideia de que a vida tenha se desenvolvido por um processo aleatório e cego só pode continuar dominando a mentalidade nos círculos científicos por opção ideológica, mas não por evidências, pois, ao final do referido projeto, um dos seus diretores, o cientista Francis Collins, de ateu tornou-se cristão. Sua conversão foi o resultado, entre outras coisas, do fato de o referido cientista concluir que o código genético possui tal ordenação e planejamento que seria impossível não ter sido projetado por um Ser Inteligente. Por outro lado, outros cientistas usam a mesma lógica para defender o ateísmo e a descrença (Sl 14.1; 53.1).
Apesar de a pesquisa com células-tronco ter sido iniciada no outro século, somente neste é que o seu uso tornou-se, de fato, amplamente conhecido. Com a promessa de substituir células que o organismo deixou de produzir por alguma deficiência, ou em tecidos lesionados ou doentes, as pesquisas com células-tronco sustentam a esperança de encontrar tratamento, e talvez até mesmo cura, para doenças que até pouco tempo eram consideradas incontornáveis, como diabetes, esclerose, infarto, distrofia muscular, Alzheimer e Parkinson.
A polêmica em torno do uso das células-tronco refere-se apenas às embrionárias, pois as do cordão umbilical e em tecidos adultos (como o sangue, a medula óssea e o trato intestinal, por exemplo), não encontram barreira ética alguma (Sl 139.13-16).

3. Engenharia genética.
Tais avanços, para ficar apenas no campo biológico, possibilitaram determinadas manipulações que esbarram na ética da vida e, obviamente, na cristã. Se por um lado a ciência deve melhorar a vida humana, por outro, ela não pode servir de desculpa para acabar com essa mesma vida, como é o caso da utilização de células-tronco embrionárias. Sabe-se que atualmente a engenharia genética já tornou possível a escolha do sexo do bebê e também a seleção de embriões sem distúrbios graves. De certa forma, isso significa que a humanidade já é capaz de decidir como serão os novos habitantes do planeta. Esse “poder”, longe de servir ao bem, lamentavelmente servirá ao mal por mentes inescrupulosas e sem temor. Não nos enganemos, a vida pertence a Deus (1Co 6.20).

Pense!
A engenharia genética pode ser usada para a glória de Deus?

Ponto Importante
Os desafios trazidos pelos avanços científicos, obriga-nos a estar prontos, inclusive cientificamente, para continuar instruindo as novas gerações.

CONCLUSÃO
É imprescindível que a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo ocupe posições sociais estratégicas por meio de seus membros. Somente pessoas que se veem dependentes da graça divina poderão desenvolver ciência como forma de glorificar o nome do Senhor.

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 6 - Revista da CPAD - ADULTOS


Conselhos gerais
9 de Agosto de 2015


TEXTO ÁUREO
“Olhai, pois, por vós e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos [...]” (At 20.28).


VERDADE PRÁTICA

O pastor precisa cuidar das ovelhas do Sumo Pastor com o mesmo zelo com que cuida de sua família.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



1 Timóteo 5.17-22; 6.9-10.

1 Timóteo 5
17 — Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina.
18 — Porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: Digno é o obreiro do seu salário.
19 — Não aceites acusação contra presbítero, senão com duas ou três testemunhas.
20 — Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor.
21 — Conjuro-te, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, e dos anjos eleitos, que, sem prevenção, guardes estas coisas, nada fazendo por parcialidade.
22 — A ninguém imponhas precipitadamente as mãos, nem participes dos pecados alheios; conserva-te a ti mesmo puro.

1 Timóteo 6
9 — Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
10 — Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje estudaremos partes do capítulo cinco e seis da primeira Epístola de Timóteo. Neste capítulo Paulo dá a Timóteo instruções mais específicas quanto à liderança da igreja. Paulo deseja que o jovem pastor prossiga alegremente e de modo irrepreensível. Como pastor, Timóteo precisava aprender a lidar com os idosos e com todas as demais faixas etárias que compunham a igreja. O pastor precisa cuidar, apascentar o bebê, a criança, o adolescente, o jovem, o adulto e o ancião, pois todos fazem parte do rebanho do Senhor.
No capítulo seis Paulo vai dar prosseguimento as suas recomendações quanto ao relacionamento de Timóteo com as ovelhas.

I. O CUIDADO COM O REBANHO


1. O cuidado com os anciãos (5.1).

O pastor precisa se relacionar bem com os membros de diferentes idades. Paulo procurou ensinar a Timóteo a maneira correta de lidar com as pessoas mais velhas. Todavia, isso não significa dizer que o pastor não deve corrigir, disciplinar os mais velhos, porém segundo o Comentário Bíblico Beacon o conselho de Paulo a Timóteo é: “Em vez de repreender o mais velho, solicite-lhe; apela a ele como se fosse teu pai”.

2. O cuidado com as mulheres idosas e viúvas (5.2).
As mulheres idosas deveriam ser tratadas como mães, ou seja, membros da família. O pastor deve proteger as irmãs idosas e ajudá-las para que continuem a crescer na graça e no conhecimento de Jesus Cristo.
Paulo também dá a Timóteo algumas orientações para que ele pudesse resolver as questões das viúvas na igreja (5.3-8). No mundo antigo, as viúvas enfrentavam uma situação difícil. Não havia o serviço de previdência social e quando o marido morria, se os filhos e parentes não cuidassem delas, elas passavam por sérias dificuldades financeiras. Não havia espaço para a mulher viúva no mercado de trabalho, por isso, a igreja deveria sustentar aquelas que não tinham nenhum parente.

3. O cuidado com os ministros fiéis (v.17).
Os líderes que são fiéis ao Senhor e à Igreja devem ser estimados e apoiados. Sabemos que não é fácil agradar a todos e que os líderes sempre acabam sendo alvo de críticas. Como temos tratado os líderes de nossas igrejas? Com estima e apreço? Assim como os primeiros apóstolos, muitos dos obreiros de Éfeso deixaram tudo para seguir a Cristo, vivendo exclusivamente da igreja e para a igreja. O cuidado espiritual e econômico fazia parte das recomendações de Paulo a Timóteo. Aos coríntios, ele fez observações idênticas, revelando seu zelo pela manutenção dos obreiros (1Co 9.6-10).

II. O TRATO COM O PRESBITÉRIO


1. Acusação contra os presbíteros.
Os presbíteros, ou pastores, não são isentos de falhas. Eles estão sujeitos a pecar, por isso, precisam vigiar e orar ainda mais (Mt 26.41). Nenhum obreiro pode pensar que é infalível. Sabemos que os líderes cristãos são alvo de críticas, calúnias, injúrias e difamações, por isso, Paulo dá orientações importantes quanto aos pastores dizendo: “Não aceites acusação contra presbítero, senão com duas ou três testemunhas” (1Tm 5.19 cf. Dt 19.15). Mas, se o líder for realmente culpado, precisa se arrepender, confessar, deixar os seus pecados e ser disciplinado (Pv 28.13). Encobrir os erros daqueles que pecaram não é a solução, pois “Deus não tem o culpado por inocente” (Nm 14.18).

2. A repreensão aos presbíteros.
“Aos que pecarem, repreende-os na presença de todos, para que também os outros tenham temor” (5.20). Aqui, Paulo ensina a respeito da forma como aqueles que pecaram e tiveram suas faltas comprovadas por testemunhas, devem ser disciplinados. O pastor que aplica a disciplina precisa ter muito cuidado para agir conforme a reta justiça. A disciplina deve ser feita de maneira criteriosa, com sabedoria e amor.

3. O cuidado com a saúde (v.23).
Paulo aconselhou Timóteo a não beber somente água pura, mas misturar um pouco de vinho à água. Não sabemos ao certo o porquê de tal conselho, mas sabemos que naquele tempo as pessoas não podiam contar com os medicamentos que temos hoje. Sabemos também que o crente não deve beber vinho. Encontramos na Palavra de Deus inúmeras advertências a respeito do vinho (Lv 10.9; Pv 20.1; 23.31 e Ef 5.18). O importante aqui é ressaltar que esse texto contraria a ideia de que o crente não pode adoecer. Certamente Paulo sofreu algum tipo de enfermidade (Gl 4.13); seus companheiros, como Trófimo, adoeceram (2Tm 4.20). Essas pessoas não tinham fé? Estavam em pecado? De forma alguma! O líder também está sujeito a enfermidade, por isso, precisa cuidar da sua saúde física e emocional a fim de que possa cuidar do rebanho do Senhor.

III. CONSELHOS GERAIS


1. Aos que não respeitam a sã doutrina (6.3,4).
Doutrina “é a exposição sistemática e lógica das verdades extraídas da Bíblia”. Na igreja em Éfeso havia alguns falsos mestres que resolveram disseminar falsos ensinos. Algumas igrejas, infelizmente, têm sucumbido aos apelos dos falsos mestres que deturpam a sã doutrina (1Tm 1.10), falsificando a Palavra (2Co 4.2), e seguindo os ensinos de Balaão. Para piorar ainda mais a situação, essas igrejas, à semelhança de Tiatira, acabam tolerando a imoralidade (Ap 2.14,15,20,22). Porém, a autêntica noiva de Cristo mantém-se fiel às Escrituras (Jo 14.15,21,23; Tt 1.9), pois, é “a igreja do Deus vivo a coluna e firmeza da verdade” (1Tm 3.15).

2. Aos que querem ser ricos (6.9,10).
É muito eloquente a exortação de Paulo acerca dos que buscam riquezas. Ele se refere aos “que querem ser ricos” ou que vivem buscando bens materiais, não dando valor às coisas de Deus. São como o rico da parábola, de quem Jesus disse: “Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus” (Lc 12.21). Paulo não é contra o possuir bens materiais, pois estes podem ser usados para o Reino de Deus, beneficiando a obra do Senhor. Paulo fala aqui do desejo de ser rico a qualquer custo. Ele fala do amor ao dinheiro e da cobiça. A Palavra de Deus nos ensina que a cobiça leva a todos os tipos de males: adultério, roubo, corrupção, suborno, etc.

3. Conselhos aos ricos (6.17-19).
Paulo aconselha aos ricos que não sejam arrogantes e não depositem sua esperança na riqueza. Os bens materiais são efêmeros, pois não vamos levar nada quando partirmos desta vida (6.17). Paulo exorta aos ricos que “façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis” (6.18). As boas obras não salvam ninguém (Ef 2.8,9), mas são necessárias ao bom testemunho cristão e fazem parte da vida cristã (Ef 2.10). O crente sábio não entesoura para esta vida, mas para a futura (Mt 6.19-21).

CONCLUSÃO

Paulo era cuidadoso em sua missão pastoral. Ele se preocupava com diversos assuntos de interesse da igreja, de sua liderança e de seus membros. Deu especial importância à manutenção dos obreiros, discorreu sobre a questão da disciplina dos líderes, especialmente dos presbíteros que vierem a falhar. De forma bem clara, doutrinou igualmente sobre o relacionamento humano, na igreja local, entre servos e senhores.

ARTIGO - Teologia da Libertação x Igreja Católica

 Segundo publicação do Mensageiro da Paz de Julho de 2015, o papa Francisco demonstrou simpatia pela Teologia da Libertação, que foi desprezada por João Paulo 2º. 

O atual líder da igreja Católica tem se reuniu com o padre Gustavo Gutíerrez, que é um dos fundadores da Teologia da Libertação. O papa Francisco também é favorável à beatificação de Óscar Romero, que é um dos símbolos da ideologia pregada por essa doutrina.

A Teologia da Libertação é a doutrina católica que visa interpretar a Escritura através do sofrimento dos pobres, sendo uma doutrina humanista, teve sua origem na América do Sul em meados dos anos cinquenta. Essa teologia foi reforçada em 1968 na Segunda Conferência dos Bispos da América Latina, na Colômbia. A ideia era estudar a Bíblia e lutar por justiça social nas comunidades cristãs (católicas)

No Brasil o maior divulgador dessa teologia é Leonardo Boff, autor de diversos livros sobre o assunto e que foi excomungado pelo Vaticano em 1984.

A igreja Católica tem aberto os olhos para uma realidade que se torna notória a cada dia: há uma grande perda de membros em todo o mundo, principalmente no Brasil e na Alemanha e diversas regiões.

Diante dessa situação as lideranças católicas tem mudado o discurso em relação a alguns grupos que sempre foram considerados rebeldes ou hereges, na tentativa de se fortalecer e evitar a grande evasão que ocorre no mundo inteiro.

Marcos André - Editor
AINDA ESTÁ SENDO EDITADO O ESBOÇO PARA A LIÇÃO 5 DA REVISTA DA CENTRAL GOSPEL - ATRASO DEVIDO À ATIVIDADE DE RETIRO DA IGREJA

sábado, 1 de agosto de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 5 - Revista da CPAD


AULA EM 2 DE AGOSTO DE 2015 – LIÇÃO 5
(Revista: CPAD)

Tema: Apostasia, Fidelidade e Diligência no Ministério

Texto Áureo: 1 Timóteo 4.1
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição procure dar aos alunos um contexto da época de Paulo comparando com os dias atuais.
- “os líderes devem ter com os falsos mestres”, na igreja primitiva esses falsos mestres eram os que ensinavam aos crentes doutrinas falsas, afirmando serem cristã, eram muitas vezes ensinos gnósticos.
- “falsos mestres e suas heresias”, a heresia é um ensino ou afirmação antibíblica, do qual se afirma ser tirado da Bíblia. Muitos atualmente elaboram teorias novas, separam uma meia dúzia de versículos sem contexto para basear suas afirmações e difundem suas ideias contrárias à sã doutrina.
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I - A APOSTASIA DOS HOMENS

1. A apostasia.
- “A igreja em Éfeso estava sob o ataque”, essa igreja é uma das sete igrejas que receberam cartas de Jesus na visão do Apocalipse Ap 2.1-7, a igreja de Éfeso recebe essa carta uns 35 anos depois de Timóteo assumir. Na carta o Senhor chama a atenção para ela voltar ao primeiro amor, e elogia o fato de ela odiar as obras do nicolaítas, que Jesus também odiava Ap 2.6, então a missão de Timóteo foi bem cumprida.
- “todas as providências necessárias”, uma das providências que Paulo estava tomando era essa de enviar a Timóteo.
- “apostatar da fé cristã”, significa abandonar a fé, sair da presença do Senhor de forma consciente.
- “premeditado e consciente”, quer dizer que a pessoa não é enganada, ela sai sabendo que esse é o único caminho, sai consciente, sai porque de desanima e perde a esperança. A falsa doutrina não tira a pessoa de imediato, mas a pessoa perde unção do Senhor, pois Deus retira a proteção daqueles que se associam às heresias e luta contra eles:
“Assim tens também os que seguem a doutrina dos nicolaítas, o que eu odeio.
Arrepende-te, pois, quando não em breve virei a ti, e contra eles batalharei com a espada da minha boca.” Apocalipse 2:15,16

2. Doutrinas de demônios (v.1).
- “cujo líder e fundador dizia ser Jesus Cristo”, se refere ao porto-riquenho José Luis de Jesús Miranda fundador da igreja Crescendo em Graça que já conta com mais de dois milhões de membros.
- “faleceu há pouco tempo”, ele morreu de cirrose hepática no dia 13 de agosto de 2013. E não ressuscitou rsrsrs.
- “a Palavra de Deus diz que...identifica “a besta””, o problema é que muitos não leem a Bíblia ou fazem parte de igrejas que tem pouquíssimo ensino da Palavra, como identificarão esses falsos líderes com suas falsas mensagens?

3. Espíritos enganadores.
- “iludir os crentes a fim de que estes abandonem a fé”, são várias frentes de atuação de Satanás nessa área, em uma delas ele tenta agregar elementos mundanos a nossa fé, coisas que não foram ensinadas por Cristo e nem pelos apóstolos. Uma outra atuação de Satanás é encher o crente de conceitos, imagens, sons do mundo, fazendo com que ele se torne um crente mundano dentro das igrejas.
- “vem sendo incentivado pelos meios de comunicação”, existe no nosso país uma minoria de homossexuais em meio a uma massa de heterossexuais, porém esses poucos gays se esforçam arduamente para difundirem as práticas homossexuais a fim de torná-las uma coisa comum e sem importância. Os meios de comunicação fazem essa divulgação de forma eficaz, por meio das novelas, telejornais, etc.
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II - A FIDELIDADE DOS MINISTROS

1. O bom ministro (v.6).
- “dar instruções ao rebanho do Senhor”, um crente sem a devida orientação daquele que foi colocado por Deus para liderá-lo, pode cair em muitas armadilhas do Diabo. O pastor que não ensina suas ovelhas, não terá muitas ovelhas por muito tempo.
- “estar firmado na fé e na doutrina cristã”, não adianta ter uma boa demonstração de fé, mas não ter o conhecimento das doutrinas, o crente deve ter equilíbrio entre a graça e o conhecimento.
- “O pastor precisa ser um estudioso da Bíblia”, pelo menos deveria ser assim, mas isso não acontece na realidade. Existem muitos pastores que não se esforçam em aprender da Palavra de Deus e geralmente os membros não corrigem seus pastores e muitos deles não aceitam a correção, ainda mais de um membro.

2. Rejeitando as fábulas profanas.
- “superstições”, são crendices populares que geram o temor daqueles que lhes dão crédito.
- “mitos”, são narrativas utilizadas para explicar fatos que ocorreram no passado e que refrete hoje, sem qualquer comprovação da veracidade.
- “que tais crendices são profanas”, profano é tudo quilo que mistura o pecado às coisas santas, por exemplo, para alguém profanar um local sagrado no Antigo Testamento bastava misturar coisas imundos sobre esses locais, como restos de ossadas por exemplo, veja:
“E, virando-se Josias, viu as sepulturas que estavam ali no monte; e mandou tirar os ossos das sepulturas, e os queimou sobre aquele altar, e assim o profanou, conforme a palavra do Senhor, que profetizara o homem de Deus, quando anunciou estas palavras.” 2 Reis 23:16
As crendices eram profanas porque misturava elementos das crenças populares às doutrinas bíblicas.
- “emocionalismo e modismos nos cultos”, emocionalismo são as manifestações religiosas geradas pelas emoções humanas, parecendo ser algo espiritual, às vezes são apresentados como tal, mas não passam de emoções afloradas nos eventos, muitas vezes com lágrimas e extravagâncias. Ninguém é proibido da manifestar suas emoções em um evento religioso, mas é errado passar isso como algo espiritual.
Os modismos são comportamentos que e novidades que aparecem de forma avassaladora ficam por um tempo e depois desparecem.

3.  O exercício físico e a piedade (v.8).
- “comunidade que valorizava excessivamente os exercícios”, se refere aos gregos, eles valorizavam ao extremo as formas humanas.
Note que Paulo não está proibindo o exercício físico, ele apenas cita isso porque havia dito no verso 7 para Timóteo se exercitar em piedade. Por isso faz menção do exercício físico, para concluir sua ordenança sobre a piedade e não porque tivesse focado em proibir o exercício físico.
- “é templo do Espírito Santo, por isso, precisa ser bem cuidado”, os exercício físicos são essenciais para a manutenção desse templo do Espírito, mas cada um deve se avaliar sobre os motivos pelo qual fazem seus exercícios.
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III - A DILIGÊNCIA NO MINISTÉRIO 

1. O ensino prescritivo.
- ...

2. O exemplo dos fiéis (v.12).
- “uma igreja, onde já havia anciãos ou presbíteros”, apesar de Timóteo ser jovem, ele tinha a experiência de que a obra precisava, ele havia ajudado a Paulo na administração da doutrina nas igrejas, e Paulo percebeu que ele tinha o dom e o chamado para aquela obra. Às vezes, um certo irmão não tem a idade para a experiência, mas tem algo que outros não tem, o dom e o chamado.
- “O pastor, não importa a idade que tenha”, o conceito de pastor daquela época não é igual ao de hoje, não havia recompensas materiais, nem reconhecimento diante da sociedade, era perseguido e por isso deveria estar pronto para morrer a qualquer momento.

3. O cuidado que o ministro deve ter com o aprendizado.
- “precisa estar constantemente estudando”, um ministro do evangelho deve conhece bem a Palavra de Deus, não precisa ser um expert em teologia, mas é necessário saber do que está falando quando estiver fazendo uso das Escrituras.
- “para que possa exortar”, exortar é chamar a atenção para a correção de atitudes.
- “que nunca leram a Bíblia toda”, quer dizer que pode acontecer de um membro querer tirar uma dúvida sobre um assunto e o pastor nunca ter ouvido falar.
- “ensinar” tem o sentido de instruir doutrinariamente”, ensinar aqui não se refere ao ofício de professor, mas sim de doutrinador, por isso não quer dizer que o pastor deve ter habilidade de falar a uma classe de alunos, mas que ele deve ser capaz de doutrinar quantos for necessário nas verdades sagradas.
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CONCLUSÃO
- “O pastor e seus auxiliares”, como o pastor consagra aqueles que estarão ao seu lado, ele deve exortar aos que estarão para serem consagrados que conheçam a Palavra de Deus e evitar consagrar aquele que não gosta de ler ou aprender sobre a Bíblia. Uma coisa triste é saber que existem obreiros que não gostam de ir a Escola Dominical. Ainda que o Senhor tenha um chamado de obreiro na vida de algum irmão, é necessário que haja outros critérios para a consagração, o próprio Senhor gosta de organização e crente que não lê a Bíblia não deve ser obreiro e muito menos pastor.
- “precisam conhecer as doutrinas bíblicas”, as principais são fé, amor, salvação, pecado, arrebatamento, serviço cristão, e outras.
- Elabore o resumo e apresente e não se esqueça de corrigir os exercícios.
Marcos André – professor

Boa Aula!


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sexta-feira, 31 de julho de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 5 - Revista da Editora Betel



AULA EM 2 DE AGOSTO DE 2015 – LIÇÃO 5
(Revista: Editora Betel)

Tema: O Milagre do Perdão

Texto Áureo: João 20.23
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição mostre a importância de se perdoar, tente conseguir algum testemunho de perdão para apresentar a classe.
- “decisão moral de remover o ódio”, quando ocorre o perdão ocorre também o alívio da alma, pois a pessoa que alimenta uma ira, um rancor, passa a manter um peso dentro de si.
- “Se aprendermos a orar pelos nossos inimigos”, isso porque orar pelos inimigos parece tão difícil quanto perdoar. Porém quem perdoa vai descobrir o bem que isso faz para sua vida, família e ministério.
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1. Entendendo o conceito do perdão
- “imperfeito e sujeito a erros”, essa imperfeição veio depois da Queda. Às vezes achamos que nossos familiares e principalmente nossos líderes precisam ser perfeito, e acabamos cobrando mias deles. Mas infelizmente eles não são perfeitos.

1.1. O conceito de Amós.
- “se agarravam ao conceito de Amós”, os rabinos tinham suas tradições a partir de interpretações das Escrituras.
- “que um homem fosse mais piedoso do que Deus”, eles entendiam que esse fosse o limite da piedade de Deus. Não conheciam a Jesus Cristo.
- “se limitava o perdão a três ofensas”, um padrão para o tempo da Lei e o interessante é que atualmente esse padrão legalista para estar na moda pelo mundo.
- “coloca um fim em regras humanas”, Jesus não está nos dando um número de perdão possível. Ele está usando o exagero para nos ensinar que devemos perdoar sempre. No tempo da Lei o que opera são as regras, os protocolos e as leis, mas no tempo da Graça o que opera é a misericórdia e o amor.

1.2.  Quem não perdoa não é perdoado.
- “o homem deve perdoar para ser perdoado”, Deus não quer somente que sejamos perdoados e salvos, Ele quer que sejamos exemplos vivos da obra que Ele faz. Como poderemos dar testemunho da obra de perdão se não sabemos perdoar.
- “porque eles alcançarão misericórdia”, a misericórdia é sentimento de dor e solidariedade com relação a alguém que sofre algo ruim. Na passagem em questão está afirmando que todos aqueles que praticam a misericórdia receberá misericórdia, então nesse caso ter misericórdia é mais do que ter amor é ter também sabedoria, pois em algum momento da vida poderemos precisar da misericórdia de alguém.
- “se perdoardes aos homens as suas ofensas”, o perdão é uma das manifestações do misericordioso por isso ele alcança a misericórdia. Não há lógica em perdoar alguém que não perdoa o próximo.

1.3. Os malefícios da falta de perdão.
- “Dr. Fred Luskin”, é um consultor sênior em promoção de saúde da universidade de Stanford.
- “reduz o estresse”, o estresse é um desgaste físico-mental que resulta em vários sintomas no corpo humano. Esse desgaste pode ter várias causas, uma delas é essa, a falta de liberar o perdão.
- “limita a ruminação que leva o sentimento de impotência”, ruminar significa mastigar de novo, aqui está se referindo à pessoa que fica remoendo as ofensas na mente, enchendo o coração de maus sentimentos. O sentimento de impotência ocorre quando percebemos que as coisas estão fora do nosso controle.
- “reduz a capacidade de alguém cuidar de si mesmo”, e se não puder cuidar de si mesmo, também não cuidará da família e nem tão pouco das coisas de Deus. A falta de perdão mexe com tudo na vida da pessoa.
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2. A importância do perdão.

2.1. Sem perdão, sem misericórdia.
- “superava o valor do resgate de um rei”, o valor da dívida era de dez mil talentos.
- “contraste entre as dívidas era esmagador.”, fazendo uma tipologia, a primeira dívida representa a nossa dívida com Deus, ela era impagável, mas o Rei pagou ela para nós. A segunda dívida são as dívidas que as pessoas fazem conosco, quando nos ofendem e nos maltratam, são dívidas menores.
- “comparar em forma vaga ou remota com o que nos perdoou”, isso mostra que a dívida era muito grande, concluímos que se o Senhor nos perdoou uma tão grande dívida, devemos então perdoar as dívidas que as pessoas tem para conosco.

2.2. O perdão abre a porta para o reino de Deus.
- “a mensagem do perdão divino”, era uma mensagem que ia contra tudo o que a Lei ensinava, pois era uma mensagem da Graça. A mensagem do perdão da nossa dívida com Deus, proporcionando que possamos ser aceitos em Sua morada outra vez.
- “veio a esse mundo para quitar essa dívida”, a partir do momento em que o Mestre pagou a nossa dívida passamos a ter com Ele uma dívida de consciência, onde o servimos pelo reconhecimento de tudo o que Ele fez por nós.
- “reconciliando consigo o mundo”, a partir do pecado de Adão o Senhor expulsou o primeiro casal de Sua presença e selou o caminho de retorno para que o homem não voltasse. Gn 3.24 Mas em Jesus esse caminho de retorno foi de novo aberto.

2.3. O perdão é a quitação completa da dívida.
- “cédula de acusação contra nós foi cravada na cruz”, nessa afirmação Paulo faz um trocadilho com o costume dos romanos de fixarem na cruz dos condenados uma inscrição com a condenação da vítima. Semelhante à que Pilatos mandou fixar na cruz de Jesus. Jo 19.19
- “o Senhor levou para a cruz essa sentença”, afirmativa metafórica que afirma que Jesus pagou a nossa dívida, sendo condenado por algo que nós fizemos, pois não cometeu pecado algum.
- “até mesmo, os que ainda viriam a existir”, essa afirmação pode ser comprovada por essa passagem:
“Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.” Jo 10.16 E também i simples fato de Jesus ordenar que o evangelho fosse pregado aos confins da Terra, já demonstra que Ele tinha um projeto um mundial para todas as épocas.
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3. O maior de todos os milagres
- “é o maior de todos os milagres”, na verdade o maior milagre é a salvação, o perdão é a ação que conduz a ela. A salvação e o perdão são maiores do que acalmar a tempestade ou resuscitar mortos. O que se leva em consideração para se afirmar isso são dois elementos: o efeito que eles causam e a dificuldade para se obter. O efeito, o perdão e a salvação podem transformar uma vida e vai afetar no mínimo duas (um que perdoa e um que é perdoado) ou mais pessoas. E quanto a dificuldade para se obter, o perdão, além da fé, envolve também o livre arbítrio. Se a pessoa não quiser perdoar, o perdão não vai ocorrer, Deus não obriga ninguém a perdoar, apenas avisa que não há perdão para quem não perdoa.
3.1. O milagre do perdão.
- “professor(a), esse tópico nos mostra a grandeza do milagre da salvação e que é necessário para que ele ocorra.
- “ser curada de câncer e morrer afastada”, a cura de uma enfermidade tem mais valor quando promove a libertação da alma, e o perdão tem esse poderoso efeito. Muitos ao receberem a cura de uma enfermidade vão aos poucos se afastando de Deus, quem recebe o perdão dificilmente se abandona Aquele que deu o perdão.

3.2. O perdão nos coloca no âmbito da felicidade.
- “ foram tentados a colocar o motivo de suas alegrias”, quer dizer que eles foram tentados a se alegrarem somente com o sucesso da obra. Mas veja a resposta de Jesus:
“Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.” Lucas 10:20
- “de nada adiantou tanto esforço”, no tempo presente, esse problema apontado por Jesus está ocorrendo grandemente. Muitos obreiros se alegram com o sucesso que fazem e se esquecem de se alegrar pela salvação de suas almas, deixaram tanto esse importante negócio que muitos já até perderam a salvação.

3.3. O propósito do poder sobrenatural de Deus.
- “isso não é uma utopia”, utopia é um sonho ou desejo irrealizável, como por exemplo, o desejo de flutuar, sendo que para o ser humano é impossível flutuar. Para o não crente, o arrebatamento é uma utopia, mas para o povo de Deus é tão real que podemos sentir se aproximar.
- “não entende a verdade da cruz”, a cruz é a maior mensagem de amor e perdão que já tenha sido enviado para a humanidade. Se alguém afirma seguir ao Cristo da cruz e não perdoa o próximo, é porque não serve a Jesus de verdade, mas está se enganando e tentando enganar aos outros.
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CONCLUSÃO
- “nos livrarmos de todo sentimento ruim”, isso porque aqueles que não perdoam e nem buscam o perdão, guardam a mágoa e o rancor e esses sentimentos tendem a se extravazarem de alguma forma, em alguns casos se transformam em doenças.
- “reconhecer os erros”, esse é o primeiro passo para que haja o desejo de se buscar o perdão.
- “pedir perdão é recomeçar”, muitos projetos, ministérios e empreendimentos ficam travados devidos a falta do concerto entre irmãos.
- Talvez após um problema entre dois irmãos, e a liberação do perdão, as coisas não voltem como estava. Isso é porque a amizade e confiança se conquista com o tempo, mas o perdão é uma obrigação que todo crente deve imputar a si mesmo.
- Professor(a), recomendo que você faça o seu resumo e corrija os exercícios.

Marcos André – professor

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