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segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da Editora Betel


A relevância dos milagres em nossos dias
28 de dezembro de 2014


TEXTO ÁUREO

“Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai” Jo 14.12



VERDADE APLICADA

Uma igreja viva e atuante traz consigo além de uma poderosa mensagem de impacto, uma manifestação contagiante que aproxima as pessoas de Deus.


Textos de referência
1Co 2.4-8

4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder,
5 para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.
6 Todavia, falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam;
7 mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória;
8 a qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.


INTRODUÇÃO

Embora seja dotada de uma revelação progressiva e de um vasto conhecimento teológico, a igreja do século 21 é carente demais de uma manifestação do poder de Deus como registrado na Bíblia. Assim, nasce uma pergunta: milagres são possíveis em nossos dias? Se forem possíveis, como fazê-los emergir?


1. Por que a igreja carece de milagres?

Vivemos um tempo muito difícil, onde tudo parece ser comum para muita gente, inclusive, para a comunidade cristã. É num tempo como esse que precisamos assumir nossa postura e combater não somente com palavras, mas com demonstração de poder (1Co 2.4), esses agentes tão ofensivos a fé cristã. Vejamos por que carecemos de milagres.


1.1 Porque a ordem natural está invertida

Vivemos em uma sociedade violenta onde os jovens deixaram de ser a esperança da nação para se tornarem o seu terror. Não é a ordem natural os pais sepultarem os seus filhos. Mas, essa é uma dura realidade em nossos dias. Não podemos somente culpar a educação de nosso país, sabemos que esse é um fator de ordem espiritual (2Tm 3.1), que não se resolve com alfabetização, é caso de libertação mesmo. Enquanto as meninas se tornarem mães aos onze anos, os adolescentes comandarem o tráfico, e os jovens morrerem antes de completar a maior idade, a sociedade estará fadada ao fracasso. Não vemos em nossos jovens uma perspectiva do futuro, eles apenas sobrevivem. A Bíblia nos ensina que os filhos desobedientes, que não honram seus pais, além de serem infelizes, serão tragados pela morte antes do tempo (Êx 20.2; Ef 6.2-3).

1.2 Porque a manifestação dos filhos da desobediência é uma realidade
O capítulo primeiro da carta de Paulo aos crentes de Roma traz uma descrição completa da situação que vivemos atualmente em todas as partes do mundo, a perversão da sexualidade. Como se não bastasse os altos índices da indústria sexual (pornografia, prostituição, pedofilia e o turismo sexual) os governantes tornaram legal no mundo aquilo que Deus declarou ilícito (o homossexualismo), que é digno de juízo tanto quem o pratica quanto quem o consente (Rm 1.32). Nós cristãos não temos que aceitar, nem achar comum esta prática. Embora tenhamos o dever de amar o próximo, o que é abominação para Deus, deve ser uma lei para todos nós. Nosso pior problema hoje é que, no mundo espiritual Satanás tem direito legal para agir nessa área, porque esse direito foi dado por uma autoridade constituída por Deus (Rm 13.1-2).


1.3 Porque a corrupção está generalizada

A corrupção em nosso país já chegou a níveis absurdos. É claro que não podemos generalizar e dizer que todos são corruptos, mas a grande maioria dos líderes são os culpados pelo caos da sociedade. A lei se afrouxa diante de pessoas de alto escalão, os que deveriam nos defender nos oprimem, e não existe segmento da sociedade em que não haja corrupção, inclusive no meio do povo de Deus, que traz em seu bojo pessoas em fase de libertação, e muitos, apenas com o desejo de tornar o evangelho uma fonte de lucro (1Tm 6.5, 7-10).


2. Motivos pelos quais precisamos de uma visitação

Precisamos urgentemente de uma obra sobrenatural da parte do Espírito Santo, que traga poder à pregação da Palavra para motivar os crentes da nossa nação (1Co 2.4). Com esse impacto a vaidade de nossos dias seria atraída para a oração, e pelo desejo ardente da presença de Deus.


2.1 A adulteração das Santas Escrituras

Há centenas de anos, Charles Spurgeon já havia detectado esse adultério: “Na atualidade, não conhecemos uma doutrina bíblica que não tenha sido prejudicada por aqueles que deveriam defendê-las. Existem muitas doutrinas preciosas a nossas almas que foram negadas por aqueles cujo ofício seria proclamá-las, necessitamos com urgência de um retorno as nossas antigas origens”. E, concluiu: As Escrituras têm de se tornar o infalível alicerce de todo o ensino da igreja, sabemos que se os crentes perderem sua firmeza, a igreja será arremessada de um lado para o outro, por isso, cada cristão precisa fazer a diferença, para que a igreja continue viva, (Mt 5.13).


2.2 A ausência do culto doméstico

A Bíblia nos ensina que o primeiro lugar onde a vida cristã deve estar alicerçada é no lar (1Tm 3.4-5). Um dos maiores desafios de nosso tempo tem sido a família cristã. Embora tenhamos tantas pregações e inúmeros seminários e encontros sobre a família, nosso problema reside na realização do ensino cristão e da adoração no lar. Não podemos esperar que nossas famílias sejam transformadas apenas durante um culto. Uma planta necessita ser regada para viver, precisamos erigir um altar em nossas casas. Como podemos esperar que o reino de Deus prospere, quando os discípulos de Cristo não ensinam o evangelho a seus próprios filhos?


2.3 Pessoas superdependentes de outras

A parábola das dez virgens apresenta um quadro interessante onde havia uma reserva de azeite trazida pelas prudentes, e nos informa que as néscias dormiram, certamente confiando que as prudentes iriam lhes emprestar de seu azeite (Mt 25.3-9). Até hoje a expressão “dai-nos do vosso azeite” é uma constante na vida de muitos cristãos que jamais entenderam que cada um dará conta de si a Deus, que a unção é pessoal, que não se pode viver na dependência do ministério de outros (Rm 14.12). Temos uma gama de crentes “caroneiros”, pessoas que somente possuem vida nos cultos, mas fora deles, não regam suas vidas espirituais, não leem a Bíblia, e não separam tempo para se dedicar a oração.


3. O que a Bíblia reservou para nós nesse tempo?

Escrevendo aos crentes de Corinto, Paulo expõe claramente a questão da cegueira espiritual dos judeus e o que está reservado para todos aqueles que são guiados pelo Espírito de Deus. Vejamos:


3.1 Uma glória permanente

Até hoje o mundo relata os fatos acontecidos no Egito na época de Moisés. São feitos maravilhosos que todos conhecemos, e mesmo não os tendo visto, sabemos que foram reais ao ponto de anuncia-los geração após geração. Parece que nossos antepassados vivenciaram um sonho quando lemos as páginas da Sagrada Escritura. Porém, de forma ousada, Paulo nos afirma que toda essa glória não passava de uma sombra do que ainda aconteceria em nossos dias, que o que Deus deseja derramar sobre seus filhos é superior a tudo o que já aconteceu no passado, e que esteve contido na época de Moisés porque deveria acontecer nos dias da igreja (2Co 3.10). Paulo classifica os milagres de Moisés como transitórios, e nos revela que sobre a igreja existe uma glória permanente (2Co 3.7-12).


3.2 O ministério da glória do Espírito Santo

“Porque, se o que era transitório foi para glória, muito mais é em glória o que permanece (2Co 3.11). O tempo do verbo nesta passagem é crítico: “o que se desvanecia”. Paulo o escreveu num período histórico de sobreposição de eras. Nesse tempo os judaizantes desejavam que os cristãos voltassem a viver sob o jugo da Lei, que mesclassem as duas alianças. Paulo está dizendo: “por que voltar ao que é temporário e que se desvanece?”, vivam na glória da nova aliança que é cada vez maior. A glória da Lei é apenas a glória da história passada, enquanto a glória da nova aliança é a glória da experiência presente. Deus preparou algo grandioso para nossos dias, mas o véu da revelação ainda está encoberto para muitos.


3.3 A glória permanente tem um alvo específico e primordial

“Mas todos nós, com o rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor (2Co 3.18). Paulo nos revela que toda essa glória tem como objetivo nos tornar em imagem e semelhança de Deus, ou seja, parecidos com Jesus. Lá no Éden o homem se desfigurou perdendo a semelhança: no calvário, Cristo tomou de volta o que foi perdido (Lc 19.10; 1Co 15.45-48); e o alvo final do cristianismo é que todos os filhos de Deus se tornem semelhantes a Ele no dia do encontro (1Jo 3.2). SE fizermos tudo e não nos tornaremos semelhantes a Cristo toda a nossa vida terá sido em vão.


CONCLUSÃO

O Senhor reservou todo o seu melhor para esses últimos dias da igreja, o próprio Jesus nos revelou ser possível realizar grandes feitos. O princípio ainda é o mesmo: a santidade, a fé, e a separação de tudo aquilo que se chama pecado. Deus ainda é o mesmo e ainda realiza grandes feitos (Hb 13.8).

sábado, 20 de dezembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Lista de Esboços do 4º Trimestre de 2014


LIÇÃO 10 - CENTRAL GOSPEL
LIÇÃO 11 - CENTRAL GOSPEL
LIÇÃO 12 - CENTRAL GOSPEL (NOVO)

ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 2º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 3º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 4º TRIMESTRE 2013
ACESSAR AS LIÇÕES DO 1º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 2º TRIMESTRE 2014
ACESSAR AS LIÇÕES DO 3º TRIMESTRE 2014

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ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 12 - Revista da Central Gospel


AULA EM___DE______DE 2014 - LIÇÃO 12
(Revista: Central Gospel - nº 40)

Tema: OS MAUS LAVRADORES E IGREJA

Texto Áureo: Mateus 21.44
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição apresente a correta tipologia e feche falando da Pedra que é Jesus.
- “narrada por Mateus...”, esses são os evangelhos sinóticos, são semelhantes por terem sido extraído de um mesmo documento fonte.
- “enviou por último, o seu filho”, o envio do filho é o ponto máximo da mensagem dessa parábola, por isso todos os evangelistas não deixam de afirmar isso.
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1. A PROPOSTA DA PARÁBOLA
- “edificou uma torre”, essas torres eram para montar guarda, só o fato de se ter uma torre na vinha já dava uma ideia de que o lugar estava guarnecido.

1.1. Tipos e figuras
- “mensageiros que o Eterno enviara”, são os profetas do Antigo Testamento.
- “formada pelos gentios”, os gentios são os outros povos, a palavra “gentio” deriva do termo “as gentes” são pessoas de fora do reino de Israel.

1.2. Contexto histórico
- “plantar vinhas”, vinhas eram as plantações de uvas, muito comum na palestina daquele tempo.

1.3. A viticultura
- “videiras”, videira é a árvore que dá as uvas.
- “produção abastada”, seria uma produção para fins lucrativos, uma boa produção.
- “pai de família”, Jesus usa esse termo para designar o cidadão comum e que nessa história é a representação de Deus.
- “aparato necessário”, necessitava de muita coisa, porque na vinha a uva era processada para se extrair o suco, era uma plantação diferente.

1.3.1. A cerca
- “cercada pela Lei”, na Lei havia a ordenanças de festas memoriais e rituais que enchiam de importância as coisas de Deus, isso fazia com que eles não se esquecesse de quem eram, dessa forma o povo judeu estava isolado do resto do mundo.
- Para as igrejas hoje é necessário um certo legalismo de forma equilibrada, precisamos valorizar os nossos rituais de Santa Ceia, do Batismo, do casamento e outros. Esse legalismo valoriza o nome de Deus e nos traz a memória a mensagem.

1.3.2. O lagar
- “as uvas eram amassadas”, era como uma banheira redonda, no método antigo as uvas eram jogadas ali e pisadas pelos trabalhadores para librerarem o mosto.
- “mosto”, é o suco de uva fresca.

1.3.3. A torre
- “uma representação do Senhor”, a simples presença da torre já indicava que havia alguém cuidando da vinha e isso afastava os salteadores, assim também a presença de Deus no meio do povo indicava para os inimigos que aquele povo estava sendo cuidado. Assim também para as igrejas hoje, se uma igreja é cheia do Espírito Santo, então a simples presença Dele já vai afastar os nossos inimigos.
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2. O DONO DA VINHA, OS ARRENDATÁRIOS E OS SERVOS
- “levantaram-se contra o patrão”, eles queria tomar posse da vinha e ter domínio sobre tudo que ela produzia. Essa é atitude de Satanás que tentou ser maior que Deus e tomar posse do céu.

2.1. Os arrendatários
- “referência aos príncipes de Israel”, esses lavradores locatários representam o os líderes da nação, pois levaram o povo para fora da presença de Deus, cuidaram mal da vinha do Senhor.
- “o próprio Reino”, a nação de Judá.
- “o Grande Proprietário”, esse representa o próprio Senhor que foi quem edificou a vinha (Israel).

2.2. Os servos comissionados
- “empregados do dono”, esses empregados estariam junto ao dono da vinha e eram enviados por ele para a sua vinha a fim de requerer sua parte.
- “representam os profetas”, Jesus constantemente denunciava que os religiosos de Judá mataram os profetas de Deus.

2.2.1. Os profetas
- “Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.”
Mateus 23:35
- Quando Jesus fez isso Ele enquadrou todos os homens de Deus até aquele momento como tendo sofrido nas mãos deles. Os fariseus entenderam que eles eram os lavradores maus da parábola.
“E os príncipes dos sacerdotes e os fariseus, ouvindo estas palavras, entenderam que falava deles;”
Mateus 21:45
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3. A PEDRA DE ESQUINA E OS NOVOS ARRENDATÁRIOS
- “Seu único herdeiro”, uma alusão clara a Jesus, mas os fariseus não entenderam que Jesus seria esse herdeiro, o próprio Filho de Deus.
- “apoderemos de sua herança”, eles acreditavam que matando o único herdeiro eles poderiam tomar posse da vinha, mas se esqueceram do dono.

3.1. O Herdeiro rejeitado
- “que tivesse prestígio”, qualquer um que fosse enviado da parte de Deus, ganhava logo o carinho do povo, pois eles estavam a 400 anos sem profeta. Por isso quando ficaram sabendo de João Batista foram logo ao seu encontro no deserto.

3.2. A pedra de esquina
- “deseja fazer justiça”, querem justiça para os outros, pois se eles soubessem que eram eles teria desconversado.
- “vaticinaram”, profetizaram.
- “dará a vinha a outro”, aqui esta a grande revelação dessa parábola. A responsabilidade da obra de Deus passaria da nação de Israel para outro povo.
- A pedra de esquina era uma pedra que fazia referência para outras pedras em uma construção daquela época, Jesus é a pedra que eles rejeitaram, mas foi usado para a obra da Igreja. É a nossa refeência.

3.3. Os novos arrendatários
- “a geração Eleita”, fomos eleitos por Deus para levarmos adiante a mensagem da salvação de Deus ao mundo. Somos os novos arrendatários de Jeová.
- “ligados a Videira verdadeira”, é Jesus essa Videira e dele temos a seiva que nos fortalece para a grande obra.
- “negar ao Senhor da ceara”, Ele sempre nos cobra os frutos, precisamos apresentar. Crente que não dá fruto deve saber:
“Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador.
Toda a vara em mim, que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto.”
João 15:1-2
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CONCLUSÃO
- “ficou encarregado de dar testemunho”, o mundo ficaria sabendo da existência de um Deus criador através dos judeus. Era responsabilidade deles.
- “YHWH”, esses é o tetragrama sagrado formado pelas letras da frase “Eu Sou!” que Deus disse a Moisés, quando ele lhe perguntou o nome.
- “frase paradoxal”, quer dizer que apresenta paradoxos, ou seja, ideias divergentes. “quem cair sobre ela...sobre quem ela cair...”.
- “Israel caiu sobre a pedra”, é ser condenado pelas verdades que essa pedra propõe, a pedra é Jesus e Ele é a proposta de salvação, se o negar, estará então caindo sobre Ele.
- Professor(a), faça o seu resumo e repasse os principais pontos para a classe e corrija as perguntas da lição.

Boa aula!


Marcos André – professor

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

ATUALIDADE GOSPEL - Achado Arqueológico Confirma Existência do Rei Davi



Uma rocha encontrada em Israel e que está em exposição no Metropolitan Museum of Art de Nova York, oferece novas evidências sobre a descrição bíblica sobre o reinado de Davi, afirmam especialistas em arqueologia. A peça mede 13 por 16 centímetros e tem 13 linhas de texto que ainda podem ser lidas.

Eles acreditam que o texto mencionando o rei Davi descreveu a dinastia davídica como “extraordinária”, sendo uma das raras peças que substanciam uma das narrativas bíblicas mais questionadas justamente pela falta de registro fora das Escrituras. Estima-se que ela foi talhada cerca perto de 830 a.C., uns 150 anos depois do período em que reinou Davi.

A inscrição vem de Tel Dan, região norte de Israel e comemora as conquistas de Hazael, rei da Síria, inimigo dos antigos reinos de Israel e Judá. Hazael afirma ter matado Jorão, rei de Israel, e Ahaziahu, rei da “Casa de Davi” (ou Judá). O fato de Judá ser reconhecida por uma fonte não judaica como “Casa de Davi” é importante porque seria a única evidência arqueológica do gênero, acabando com uma disputa que dura séculos sobre a existência de um rei chamado Davi.

A Agência Telegráfica Judaica (JTA) informou que a rocha é “a mais antiga referência extra bíblica” ao rei Davi. “Não há dúvidas que a inscrição é um dos artefatos mais importantes já encontrados em relação à Bíblia”, asseverou Eran Arie, curador no Museu de Israel.

No catálogo do museu para a exposição, Arie escreveu que a inscrição com o nome de David é uma “indicação clara de que a” Casa de Davi “era conhecido em toda a região e que a reputação do rei não foi uma invenção literária de um período muito mais tarde.”

As fissuras na pedra não obstruíram a clara menção, que continua “intacta e clara”, disse Ira Spar, professor de história e estudos antigos em Ramapo College, em New Jersey, um especialista em pesquisa sobre a Assíria.

Steven Fine, professor de história judaica na Universidade de Yeshiva e diretor do Centro de Estudos de Israel, acredita que a exposição irá gerar grande interesse de estudiosos e no público em geral.

O ano de 2014 termina oferecendo grandes contribuições para a arqueologia bíblica, oferecendo evidências que suprem uma grande lacuna e objeto de disputa entre estudiosos. Tanto descobertas que confirmam o reinado de Salomão, seu templo e que reforçam descobertas de situações parecidas em 2013.

Os reinados de Davi e Salomão, que são de grande importância para o Antigo Testamento, não tinham até recentemente comprovação arqueológica que realmente existiram. Tudo que se sabe deles vem da Bíblia. Pelo menos até agora. O argumento era a inexistência de monumentos que detalhem as realizações do rei, como era costume na época. Teoria agora que parece definitivamente superada.

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 12 - Revista da CPAD



AULA EM 21 DE DEZEMBRO DE 2014 – LIÇÃO 12
(Revista: CPAD)

Tema: Um Tipo do Futuro Anticristo

Texto Áureo: 2 Tessalonicense 2.3
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição ensine o quanto a Palavra de Deus é exata e perfeita, dê destaque especial ao cumprimento das profecias de Daniel. Aproveite também para ensinar sobre o caráter e as ações do Anticristo.
- “no período interbíblico”, esse é o período que vai do ultimo profeta do Antigo Testamento ao advento de Cristo, um total de 400 anos.
- “prefigura o Anticristo”, o mal que Antíoco fez em Israel se assemelha ao que o Anticristo fará.
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1. PREDIÇÕES PROFÉTICAS CUMPRIDAS COM EXATIDÃO (11.2-20)
- “período interbíblico”, esse período recebe esse nome por estar entre as bíblias do Antigo Testamento e o Novo. Nesse período o Senhor não enviou nenhum profeta até Jesus.

1. A revelação sobre o fim do Império Medo-Persa (11.2).
- “Dario, o medo”, foi o rei que assumiu o trono em Babilônia no lugar de Belsazar.
- “desmoronamento do reino de Alexandre”, se refere a morte do general Alexandre e a partilha do império entre seus generais.
- “seria partido aos quatro ventos do céu”, o reino foi dividido entre os quatro generais de Alexandre.

2. Um rei valente (11.3).
- “que seria levantado era Alexandre Magno”, a classificação de valente se deve ao fato de o general Alexandre ter se destacado pela sua habilidade em liderança no combate.
- “reinos gentílicos”, são os reinos estrangeiros, em especial os que eram generais de Alexandre.

3. A divisão do reino entre quatro generais (11.4-20).
- “Alexandre morreu na Babilônia”, ele morreu após vários dias de febre, é possível que tenha contraído malária, febre tifoide ou envenenamento.
- “porque falam do Império Grego”, o livro de Daniel foi escrito quase 400 anos antes desses acontecimentos, não tem como duvidar da mão de Deus no destino das nações e na confecção da Bíblia.
- “um tipo do Anticristo”, assim como Moisés é um tipo de Cristo, pela sua obra de libertação do povo, também esse Antíoco é um tipo do Anticristo pela sua obra semelhante a daquele.
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2. O CARÁTER PERVERSO DE ANTÍOCO EPIFÂNIO (11.21-35)

1.  Antíoco Epifânio foi um rei perverso e bestial.
- “o que é uma contradição”, dessa forma seu nome significaria “adversário ilustre”, o que arremete ao Anticristo, pois ele se mostrará uma pessoa ilustre e querida, mas depois se revelará um adversário do povo de Deus.
- “fingindo amizade e aliança, entrou no Egito”, confirma a tipologia, pois assim agirá o Anticristo, ele se aproximará das nações fingindo ser aliado e as dominará.

2.  Antíoco Epifânio invadiu Jerusalém (11.28).
- “investir contra a Terra Santa”, a Terra Santa compreende toda a região da Palestina, Antioco não odeia a Terra Santa, ele odeia o povo de Deus, assim como o Anticristo odiará.
- “profanação do Templo”, o ato de profanar um lugar religioso é fazer algo imundo sobre ele. A história conta que Antioco mandou sacrificar uma porca e com os excrementos retirados do animal ele mandou sujar as paredes do Templo.
- “Houve resistência da parte de judeus fieis”, a partir desse ato de Antíoco começou um sentimento de revolta que mais tarde culminou com a revolta dos Macabeus.
- “ordenou o sacrifício de porcos sobre o altar sagrado”, o porco é um animal considerado imundo pela Lei de Moisés, por isso essa atitude profanava o altar do Templo e o tornava imundo para sacrifícios a Deus.

3.  Antíoco Epifânio era cruel (vv.31-35).
- “regulamentações contra a circuncisão”, a circuncisão é a marca do povo de Deus feito em todo judeu homem ao oitavo dia de idade,  a ideia de Antíoco Epifânio era mudar a cultura da região da Palestina, ele queria implantar a cultura grega e por isso ele impunha essas leis.
- “outras práticas dietéticas”, é aquilo que se refere à dieta alimentar do povo, pois o povo não poderia comer alimento impuro.
- “um altar a Zeus”, Zeus é a divindade máxima da mitologia grega. Ele queria passar a mensagem de que Zeus é maior do que Deus.
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3.  ANTÍOCO EPIFÂNIO, TIPO DO ANTICRISTO
1. O “ homem vil” que chega ao poder.
- “vil”, é aquilo que não tem valor.
- “segundo a sua própria vontade”, demonstra a insubordinação desse ser que não seguirá a nenhuma autoridade.
- “se opõe contra tudo que se chama Deus”, o Anticristo se levantará na Grande Tribulação contra os judeus e os crentes que não tiverem subido no arrebatamento.

2. O futuro governante mundial no “tempo do fim”.
- “a grande batalha do Armagedom”, as forças da coligação das nações que se unirão contra Israel estarão lideradas sob o domínio do Anticristo.
- “na Segunda Vinda de Cristo”, a Segunda Vinda de Jesus ocorrerá em duas fases, na primeira, Jesus arrebatará a Sua Igreja como um ladrão Ele chegará de surpresa e na segunda, ele virá em defesa do povo de Israel.
- “a grande batalha do Armagedom”, será a batalha entre as forças do Anticristo e as forças do Senhor Jesus na sua segunda vinda, a palavra "Armagedom" em hebraico Har Megiddo, que significa Monte Megido. É um monte situado no vale de Jezreel, conhecido como planície de Esdraelom (nome grego), ou ainda planície ou vale de Megido, por causa da cidade de Megido que fica a oeste da planície.

3. Precisão profética.
- “provocará o grande conflito com Israel”, conflito que terminará no vale de Megido, será a famosa batalha do Armagedom.
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CONCLUSÃO
- “sem que primeiro venha a apostasia”, essa passagem revela que antes do advento do Anticristo virá a apostasia na qual muitos serão enganados.
- “a Igreja do Senhor não estará mais na Terra”, é a crença da escola pré-milenista que acredita que o arrebatamento ocorrerá antes da Grande Tribulação.

Marcos André – professor

Boa Aula!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 12 - Revista da Editora Betel



AULA EM 21 DE DEZEMBRO DE 2014 – LIÇÃO 12
(Revista: EDITORA BETEL)

Três jovens e o milagre da fornalha
Texto Áureo: Tiago 2.14
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 INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição ressalte o ensino de fé que os jovens deram para nós povo de Deus.
- “nem mesmo a morte poderá amedrontar”, esse é o grande ponto dessa impressionante história, eles consideraram a possibilidade de morrer.
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1.   Fiéis não se vendem nem retrocedem diante do fogo
- “faculdade gratuita”, eles estudavam com os melhores sábios do reino.
- “que os cativos se esquecessem de sua terra”, a ideia era tirar a cultura de origem introduzindo a babilônica no lugar, por isso eles tiveram seus nomes trocados.
- “abandonando suas raízes e se tornando parte de seu reino”, nesse ponto Nabucodonosor era um tipo de Satanás, que até hoje visa tenta fazer os jovens cristãos esquecerem-se de suas raízes cristãs e se integrarem no reino das trevas.

1.1.  Nabucodonosor e seu inferno particular
- “obstinado coração”, a obstinação é o desejo ardente por algo e o esforço sobre-humano em alcançá-lo.
- “para forçar seus súditos a adorá-lo”, os reis daquele período tomavam essa atitude porque conseguirem apoio incondicional do povo, pois sendo vistos como divindades eles conseguiriam obediência total da população.
- “tinha uma banda”, se referindo aos músicos com seus instrumentos.
- “uma lei”, se referindo ao decreto para se adorar a imagem.

1.2.  Sadraque, Mesaque e Abedenego
- “alicerçados nos ensinos de sua família”, desde de pequenos eles eram instruídos nos mandamentos da Lei de Moisés, tinham um alicerce difícil de ser rompido, era o alicerce da Palavra.
- “um lugar ostentador”, era um lugar onde o luxo e a riqueza imperavam, o ambiente induzia a pessoa a desejar as riquezas e a se esquecer de suas raízes.
- “entre eles estavam alguns de ordem semita”, os semitas são os descendentes de sem, os judeus e os árabes, entres os instrumentos de Nabucodonosor estavam alguns dos semitas (judeus), por isso entende-se que outros jovens haviam se rendido e adorado à imagem de Nabucodonosor.
1.3. Babilônia, o sistema de Satanás
- “Ela representa um sistema Satânico”, isso é melhor apresentado nos textos de Apocalipse como em Apocalipse 17.5.
- “Babilônia se iniciou através da obra de Ninrode”, Ninrode construiu uma torre na cidade de Babel, ali mais tarde seria a cidade de Babilônia.
- “desejava conquistar o mundo através do esforço humano”, Ninrode desejava manter o povo unido para não cumprir o propósito de Deus de povoar a Terra.
- “um esquema centrado no homem”, Nabucodonosor era vaidoso e altivo, queria ser adorado como um deus. Dessa forma ele tenta atrair muitas pessoas para seu sistema de vaidade.
- “Ela finge ser o caminho para o céu”, atualmente muitas novas teologias adentram as igrejas com propostas de serem revelação de Deus, mas são somente parte do sistema babilônico.
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2.        As promessas de uma fornalha em chamas
- “Ele deu outra chance aos jovens”, aqueles jovens eram como um troféu, para o rei seria mais proveitoso se aqueles jovens se curvassem do que matá-los.

2.1.  Seguir ao Senhor não nos isenta de uma fornalha
- “diversas formas de fornalha”, essa fornalha representa os problemas da nossa vida, aqueles em que nos encontramos num ponto de decisão, onde temos a nossa fé provada.
- “não está isento da provação”, existem dois extremos, aqueles que afirmam que tudo dará certo para os servos de Deus, e que se não der é porque a nossa fé é fraca e o outro extremo afirma que sempre teremos provas, que o crente que não está passando pela prova está fora da visão espiritual.
- “nos absorver e nos desvincular de nossa profissão de fé”, para Satanás hoje não interessa matar os crentes, ele tenta fazer o mundo adentrar nas igrejas e fazer com que os servos de Deus se agreguem nele.
- “sabendo que a fornalha seria aquecida além do normal”, o rei acreditava que o fato de a fornalha estar sobremaneira aquecida amedrontaria os jovens, mas não amedrontou. Muitas vezes vem umas lutas sete vezes forte do que o normal para nos amedrontar nesse momento a nossa fé é provada.

2.2. O Senhor jamais nos abandona durante a provação
- “somente as cordas se queimaram”, então o fogo queimou algo, isso quer dizer que o fogo não teve as suas propriedades modificadas, mas foram os jovens que foram transformados para assumirem a natureza do quarto homem que apareceu na fornalha.
- “pode não impedir que entremos na fornalha”, aqui a fornalha é considerada a representação das lutas que passamos na vida, está sendo afirmado que o Senhor não impede que entremos nessas lutas, mas Ele entra conosco.
- “nem cheiro de fogo passou sobre eles”, isso comprova que eles estavam com um corpo espiritual 1 Coríntios 15.44 pois o odor só fica impregnado nas superfícies materiais.

2.3. A fornalha produz um nível de crescimento
- “nos tornamos cônscios da presença”, adquirimos a maturidade, passamos a considerar que Cristo está ao nosso lado nas provas.
- “antes mesmo dEle revelar-se para o mundo”, esses fatos se deram a pouco mais de 500 anos antes de Jesus vir ao mundo.
- “os livrou de suas amarras”, havia algo que os prendia de exercer a sua fé na essência, assim muitos irmãos estão presos por amarras invisíveis, só uma fornalha pode livrar-lhes, pois ao passarem por essas fornalhas eles deixam aquilo que os prendem e passam a fazer a obra do Pai.
- “e deu-lhes honras”, o rei não honrou somente aos jovens, mas honrou o seu Deus, obrigando todos a adorarem somente ao Senhor.

3. Forjados pelo fogo da provação

3.1. Somos mais que vencedores
- “consolide nosso caráter espiritual”, a palavra consolidar aqui dá a ideia de completar, de se estabelecer, de se confirmar.
- “confirmar nossa vida espiritual”, se vivêssemos um evangelho somente de bonança, jamais teríamos noção de quem somos e o que podemos fazer de verdade, nossa vida cristã seria somente teoria e não prática.
- “fogo para o metal mais precioso”, no caso do ouro, o fogo derrete o metal separando-o da sujeira e deixando-o mais brilhoso.
- “contados entre as mais preciosas bênçãos”, devemos enxergá-los algo de bom para a nossa vida espiritual.
- “é usado para nos treinar”, se refere ao que Satanás faz perseguindo o povo e preparando-o para ir morar no céu, cada provação nos deixa mais habilitados.

3.2. Deus age no meio do fogo
- “ele sempre está criando oportunidades”, essas oportunidades surgem de várias formas, são as lutas que surgem, são as oportunidades que aparecem, são as decisões difíceis que temos de tomar, etc.
- “que sua fé era coerente”, quer dizer que demonstraram que acreditavam em um Deus verdadeiro e que livra o Seu povo.
- “fidelidade inegociável”, alguns dos que estavam presentes se venderam por cargos elevados, por salários e outras coisas, entre os que se curvaram diante da imagem do rei estavam alguns judeus, como se percebe do texto.

3.3. A última fornalha
- “nos dias da Grande Tribulação”, são os dias em que o anticristo estará governando o mundo após o arrebatamento da Igreja, dê uma lida nos textos da referência da lição.
- “serão protegidos durante a tribulação”, o anticristo fará guerra contra Israel porque ele não estará de acordo com esse líder mundial.
- “Daniel não estava presente”, a Bíblia não afirma o paradeiro de Israel, provavelmente se ele estivesse presente ele não se encurvaria, outra hipótese seria que pela sua posição elevada no reino, talvez ele não precisasse comparecer naquela reunião no campo de Dura, isso é só uma suposição!
- “quando a Igreja estiver fora da terra”, existem algumas correntes teológicas que acreditam que a igreja estará ainda na Terra quando a Grande Tribulação ocorrer.

CONCLUSÃO,
- “mas libertação das amarras”, se refere as amarras das mãos dos jovens que se queimaram no fogo.
- A fornalha também foi uma oportunidade de eles mostrarem a sua fé.
- “mais seguros dentro da fornalha”, pois dentro da fornalha estava o Senhor Jesus, e o lugar mais seguro é onde está o Mestre. É melhor estar no fogo com Jesus do que ao lado de Nabucodosor.

Boa aula!

Marcos André – Editor
José Evaldo Barbosa - Colaborador

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 12 - Revista da Editora



Três jovens e o milagre da fornalha
21 de dezembro de 2014

TEXTO ÁUREO
“Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?” Tg 2.14

VERDADE APLICADA
Jamais saberemos o alcance da nossa fé até que sejamos postos diante de uma escolha que peça a renúncia daquilo que mais estimamos e revele quem somos diante da circunstância.

Textos de referência

Dn 3.13-16
13 Então, Nabucodonosor, com ira e furor, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E trouxeram a esses homens perante o rei.
14 Falou Nabucodonosor e lhes disse: É de propósito, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses nem adorais a estátua de ouro que levantei?
15 Agora, pois, se estais prontos, quando ouvirdes o som da buzina, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, para vos prostrardes e adorardes a estátua que fiz, bom é; mas, se a não adorardes, sereis lançados, na mesma hora, dentro do forno de fogo ardente; e quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?
16 Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e disseram ao rei Nabucodonosor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio.

INTRODUÇÃO
Poucas pessoas podem compreender até que ponto a fé pode ser capaz de renunciar. A magnífica história de Sadraque, Mesaque e Abednego nos ensina que quando o assunto é fidelidade ao Senhor, nem mesmo a morte poderá amedrontar aos que nEle estão alicerçados. (Sl 125.1).

1. Fiéis não se vendem nem retrocedem diante do fogo
Nabucodonosor era um rei sagaz que oferecia aos príncipes escravos uma faculdade gratuita, uma posição de destaque no reino, e um salário digno. Esse tipo de persuasão fazia com que os cativos se esquecessem de sua terra e vivessem sob a égide de seu domínio, abandonando suas raízes e se tornando parte de seu reino.

1.1 Nabucodonosor e seu inferno particular
Nabucodonosor já havia reconhecido o Senhor como um grande Deus através da revelação de Daniel (Dn 2.47). Porém, não se arrependeu e essa verdade não alcançou seu obstinado coração. Em vez disso, confeccionou uma estátua de ouro com sua imagem para forçar seus súditos a adorá-lo, e aquele que lhe desobedecesse deveria ser lançado na fornalha de fogo ardente. Essa é a forma como age o coração humano quando não glorifica a Deus: o homem glorifica a si mesmo e tenta fazer com que todos o adorem. Como toda religião, Nabucodonosor tinha uma banda, uma lei, um ídolo para adorar, e um inferno particular (a fornalha) que condenava quem não se entregasse a seu credo. Seu maior problema foi achar que mesmo comprando o caráter de alguns, todos eram da mesma estirpe se curvando ao seu sistema.

1.2 Sadraque, Mesaque e Abedenego
Não foi fácil para Sadraque, Mesaque e Abedenego permanecerem de pé enquanto todas as outras pessoas “dançavam conforme a música”. Eles desafiaram o sistema porque eram firmes e alicerçados nos ensinos de sua família e embora, fosse a Babilônia um lugar ostentador, eles jamais trocariam sua comunhão com Deus por lisonjas ou posições. Um fato curioso que mostra o poder envolvente da Babilônia e que alguns judeus já haviam se vendido, é a qualidade dos instrumentos que deveriam tocar para que todos se curvassem, entre eles estavam alguns de ordem semita como: a flauta, a harpa e o saltério (Dn 3.5).

1.3 Babilônia, o sistema de Satanás
Na Bíblia “Babilônia” é mais que uma cidade ou império; Ela representa um sistema Satânico. Babilônia se iniciou através da obra de Ninrode, que com um audacioso projeto, desejava conquistar o mundo através do esforço humano, sendo impedido por Deus, que confundiu às línguas e dispersou seu reino pelo mundo afora por causa da sua arrogância (Gn 10.8-10; 11.1-9). Nabucodonosor desejava fazer o mesmo, ele possuía um esquema centrado no homem, que tentava conquistar o coração, a mente, e o corpo das pessoas, e nesse sistema não havia espaço para Deus. O nome “Babel” significa: “portão de Deus”. Ela finge ser o caminho para o céu. No entanto, é o caminho para o inferno.

2. As promessas de uma fornalha em chamas
O rei ficou enfurecido ao saber que seu decreto foi desobedecido. Ele deu outra chance aos jovens. Mas eles preferiram antes enfrentar o fogo a ter que se curvar a seu ídolo. Assim, eles foram lançados na fornalha amarrados com as próprias vestes. Três promessas se destacam nessa história. Vejamos:

2.1 Seguir ao Senhor não nos isenta de uma fornalha
Não existe evangelho fácil. Ser um autêntico cristão é conviver com diversas formas de fornalha. Todo aquele que se dedica ao Senhor não está isento da provação. Nós estamos no mundo, mas não somos amigos dele, somos a contramão de um sistema que a cada dia tenta nos absorver e nos desvincular de nossa profissão de fé (Jo 15.18-20; Fp 1.29). Esses três jovens desafiaram o sistema, envergonharam o rei diante de todos, eles preferiram morrer a negar seu Deus. Eles são um exemplo para todos aqueles que creem; que ainda não se deixaram levar pelo sistema; que não negaram a fé. Mesmo sabendo que a fornalha seria aquecida além do normal, eles confiaram no Senhor, acreditaram que pela vida ou pela morte o Senhor não os deixaria.

2.2 O Senhor jamais nos abandona durante a provação
Fogo que Deus se faz presente sempre tira de nós o que nos impede de caminhar. Eles foram lançados no fogo amarrados, de repente, foram vistos passeando dentro do fogo. O que nos prova que somente as cordas se queimaram (Dn 3.25). Nabucodonosor avistou uma pessoa a mais com eles a passear, Deus nunca abandona os seus quando passam por provações aterradoras. Ele pode não impedir que entremos na fornalha, mas entrará conosco e nos preservará para sua glória (Is 43.2). Os homens que lançaram eles no fogo morreram queimados instantaneamente, eles, porém, além de não sofrerem nenhuma lesão, nem cheiro de fogo passou sobre eles (Dn 3.22-27). Deus sabe preservar os que lhe são fiéis (Hb 11.30-34).

2.3 A fornalha produz um nível de crescimento
Somente quando atingimos o fogo é que nos tornamos cônscios da presença do companheiro Divino andando ao nosso lado, mostrando aos nossos inimigos Sua grandeza. Que privilégio para esses jovens! Eles receberam uma revelação pessoal do Cristo Salvador antes mesmo dEle revelar-se para o mundo. O que uma fornalha não pode nos revelar? O fogo os livrou de suas amarras da mesma forma que sofrer por Cristo, hoje, nos liberta jubilosamente do pecado e do mundo. A experiência deles glorificou a Deus diante dos outros (1Co 6.19-20), e o rei os promoveu e deu-lhes honras. Primeiro, o sofrimento; depois, a glória (1Pe 5.1,10-11).

3. Forjados pelo fogo da provação
Nabucodonosor foi publicamente envergonhado, mas também ficou maravilhado com o que viu na vida desses três jovens. Ele se aproximou da fornalha e não se queimou (Dn 3.26), uma prova real de que a confiança em Deus nos exalta diante dos nossos inimigos. Vejamos três aspectos importantes desse capítulo.

3.1 Somos mais que vencedores
“Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou” (Rm 8.37). Como podemos nos tornar tão grandes vencedores? Quando durante os grandes conflitos de nossas vidas adquirirmos uma disciplina que não somente fortaleça a nossa fé, mas que consolide nosso caráter espiritual. A tentação se faz necessária para firmar e confirmar nossa vida espiritual, ela é como o fogo para o metal mais precioso, que além de purifica-lo, o torna flexível. Nossos conflitos espirituais devem ser contados entre as mais preciosas bênçãos, porque neles aprendemos que o grande adversário é usado para nos treinar para a sua própria derrota (Dn 3.28-29).

3.2 Deus age no meio do fogo
“Falou Nabucodonosor, dizendo: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abedenego, que enviou o seu anjo, e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois violaram a palavra do rei, preferindo entregar os seus corpos, para que não servissem nem adorassem algum outro deus, senão o seu Deus” (Dn 3.28). Em todos os lugares difíceis a que Deus nos leva, ele sempre está criando oportunidades para que a nossa fé possa ser exercitada. Esses jovens pareciam iminentemente derrotados enquanto os inimigos observavam para vê-los arder naquelas chamas. Ao fim da provação nem um fio de cabelo foi atingido (Dn 3.22-27). Eles sacrificaram seus corpos, demonstrando aos seus algozes que sua fé era coerente e sua fidelidade inegociável, que lição para aqueles que sacrificam o sagrado!

3.3 A última fornalha
O capítulo três de Daniel é uma tipologia profética de Israel nos dias da Grande Tribulação (2Ts 2.1-12; Ap 13.1-18). Nabucodonosor simboliza o anticristo; sua estátua representa a imagem do anticristo que será erigida; e os três hebreus representam os crentes judeus que serão protegidos durante a tribulação. O milagre da fornalha tipifica um retrato dos eventos nos últimos dias. Daniel não estava presente quando essas coisas aconteceram. Em sua ausência o rei confeccionou seu perverso ídolo. Isso ilustra o arrebatamento da Igreja: quando a Igreja estiver fora da terra, então Satanás poderá levar avante seus planos diabólicos a fim de escravizar a mente e o corpo das pessoas.

CONCLUSÃO
A fornalha não trouxe morte, mas libertação das amarras, revelação pessoal de um Deus justo, e honra diante dos inimigos. A tribulação produz sempre paciência, experiência, esperança (Rm 5.3-4). Parece incrível, mas esses jovens estavam mais seguros dentro da fornalha do que fora dela. Deixemos o fogo cortar nossas cordas impeditivas!