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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 8 / 1º Trim 2025


AULA EM ____ DE ______________ DE ______ - LIÇÃO 8

(Revista Editora Betel)

Tema: NAUM, PROCLAMANDO A SEVERIDADE DE DEUS



Texto de Referência: Na 1.3 

VERSÍCULO DO DIA
"O Senhor é bom, uma fortaleza no dia da angústia, e conhece os que confiam nele", Na 1.7.

VERDADE APLICADA
Deus envia uma ríspida ameaça seguida de uma dadivosa oferta de misericórdia à Nínive infratora.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Mostrar o contexto histórico do livro de Naum;
 Lembrar que o Senhor é um Deus de justiça;
✔ Anunciar que Deus continua disciplinando o Seu povo.
 
MOMENTO DE ORAÇÃO 
Ore para que o Senhor continue usando os Seus profetas com mensagens de consolo.
 
LEITURA SEMANAL
Seg Na 1.2 O Senhor é Deus zeloso.
Ter  Na 1.3 O Senhor é tardio em irar-se.   
Qua 
Na l.6 Nínive seria envergonhada.
Qui Na l.1 Uma cidade mergulhada em roubos.
Sex  Na 1.7 O Senhor conhece os que nEle confiam.  
Sáb 
Na 2.5 As defesas de Nínive e todo seu poderio serão em vão.

INTRODUÇÃO 
Professor(a), essa aula dá continuidade ao estudo dos profetas menores, para o início é sempre bom transmitir para a classe o contexto histórico do profeta que está sendo estudado. No caso de Naum, ele profetiza no momento em que só existia o reino do Sul (Judá), pois a Assíria já havia levado Israel em cativeiro e ameaçava Jerusalém.  
Nesta lição, veremos que o povo de Nínive havia evidenciado o quanto Deus é amoroso, ao se arrependerem dos seus pecados nos dias do profeta Jonas e serem salvos do juízo divino. Entretanto, o tempo passou e a nova geração se transformou em uma cidade ensanguentada e cheia de mentiras e de rapina (Na 3.1). Nínive era a capital da Assíria, e como sabemos, quando o Senhor queria falar contra uma nação, geralmente se referia a sua capital, por isso Naum começa o livro falando assim:
"Peso de Nínive. Livro da visão de Naum, o elcosita.", Naum 1.1
Nínive havia se convertido pelo profeta Jonas, que profetizou uns 150 anos antes de Naum, no entanto, outras gerações surgiram e tudo aquilo foi esquecido.

Ponto-Chave
"A Assíria é vista nas Escrituras como um dos povos mais desumanos na Bíblia. Seu exército tornou-se uma máquina de combate que não conhecia misericórdia.".

1. UM BREVE RESUMO DO LIVRO 
No capítulo 1, Naum nitidamente transmite a fúria de Deus contra a cidade de Nínive, um protesto de análise contra o governo cruel e a indecência política. No capítulo 2, profetiza a urgente reprovação da cidade, certificando que Nínive será assaltada e desmoronará. Já no derradeiro capítulo, Naum expõe, com particularidades, como será o seu desmoronamento. 

1.1. Um povo cruel e sanguinário 
Para o povo de Judá, a notificação da destruição dos ninivitas veio como um refrigério devido à opressão que sofriam deste povo. Sobre esse povo, o Bispo Abner Ferreira, (IBE - Geografia Bíblica pp.59.60), nos diz que: "Os assírios não conheciam a misericórdia. A Assíria, em sua primeira fase, não visava destruir a nação subjugada, mas, sim, subordiná-la através de pesados impostos e constantes ameaças de represálias. Na antiguidade, uma nação ao dominar outra, geralmente tinha a intenção de transformar o país dominado em vassalo, cobrando impostos e explorando seus recursos.
O tratamento oferecido aos escravizados e aos expatriados é aludido em numerosos documentários sejam epigráficos ou iconográficos - as inscrições reais e os baixos-relevos. Ao cair em suas mãos, qualquer povo passava por duras torturas; por isso eram implacáveis."
Aqui, o comentarista menciona "documentários epigráficos e documentários iconográficos", vejamos o que são:
Documentários epigráficos, é o que se atém ao estudo da epigrafia, ou seja, estudo sobre as placas de argilas, metais, pedras e outros itens com inscrições, encontrados pela arqueologia. Eram documentos que autoridades utilizavam para transmitir suas ordens.
Documentários iconográficos, são os que estudam as gravuras deixadas pelos povos antigos, pinturas, desenhos e símbolos nas paredes de cavernas ou construções como as pirâmides, por exemplo.
Esse subtópico aponta que, o problema é que o povo Assírio gostava da prática de tortura de seus inimigos.

1.2. O Justo Juízo sobre Nínive
De acordo com Norman A Shields (Conheça os Profetas Menores, 2012, p. 135) o nome Naum parece significar algo como "consolador" e pode ter surgido como uma espécie de cognome ou apelido indicando a função de Naum como profeta do Senhor. Sendo uma obra riquíssima em cada detalhe, em seus escritos, o profeta faz uso de uma linguagem brilhante, de uma dicção exemplar e inspiradora com o caráter dos juízos proféticos para comunicar o tema da condenação que se aproximava de Nínive (Na 3.1-3). O profeta apontou que o motivo da destruição era devido à multidão de pecados dessa cidade (Na 3.4). Na antiguidade e até depois, era comum entre os judeus, a pessoa modificar o seu nome, em razão de um fato marcante ou uma mudança em sua vida, e pode ser que esse tenha sido o caso de Naum, pois o significado de seu nome é "aquele que consola", isso tem a ver com a sua mensagem, pois era um consolo para os judeus, saber da destruição de Nínive.
Convém acrescentar que, o Espírito Santo, que é quem inspirava Naum a escrever, deixa claro o porquê o Senhor iria fazer tudo aquilo:
"3 O cavaleiro levanta a espada flamejante, como a lança relampejante, e ali haverá uma multidão de mortos, e abundância de cadáveres, e não terão fim os defuntos; tropeçarão nos seus corpos;
Por causa da multidão dos pecados da meretriz mui graciosa, da mestra das feitiçarias, que vendeu as nações com as suas fornicações, e as famílias pelas suas feitiçarias.", Naum 3.3,4 (grifo meu)
Deus é justiça, e não faz nada sem um justo motivo.  

Refletindo
"O profeta caracteriza sua mensagem inspirada tanto como uma "sentença" quanto como uma "visão", algo que ele experimentou e viu."
Warren W. Wiersbe

2. A CIDADE DO PROFETA
A Bíblia menciona Naum como elcosita (Na 1.1), fazendo menção à sua cidade de origem ou de atuação profética. Não se sabe com exatidão onde fica este local, mas alguns estudiosos acreditam que ficava na Galileia, em Cafarnaum, que em hebraico significa "Vila de Naum".

2.1. Uma mensagem de esperança para Judá
O Pastor Antônio P. Antunes (Revista Betel Dominical - 3º Trimestre de 2023, p.53), nos diz que: "A profecia de Naum é um fôlego de esperança para Judá, que havia sofrido por muito tempo sob o domínio da Assíria. A destruição da opressora Assíria foi descrita pelo profeta de forma tão detalhada que traz ao leitor a impressão de algo já acontecido na época em que o livro foi escrito (Na 1.15)". Conforme é possível apurar: para os ninivitas a palavra era de preocupação e de aniquilamento, enquanto para Judá era uma profecia de alívio e esperança sobre a interferência de Deus em favor do Seu povo (Na 1.13-15). Veja como Deus declara a alegria do povo:
"Eis sobre os montes os pés do que traz boas-novas, do que anuncia a paz! Celebra as tuas festas, ó Judá, cumpre os teus votos, porque o ímpio não tornará mais a passar por ti; ele é inteiramente exterminado.", Naum 1.15 
Dessa vez Deus não enviou o profeta Naum para Nínive anunciar a destruição, como fez com Jonas, pois, provavelmente o Senhor já sabia que eles não se arrependeriam dessa vez e que matariam o profeta, por isso Deus dá a sentença definitiva. O Senhor ainda esperou 150 anos desde que Jonas pregou em Nínive. 
Não desejamos o peso da mão de Deus sobre ninguém, mas há ocasiões em que é um alívio saber que o Senhor está cuidando de nós. Fale aos alunos para nunca pedirem que Deus pese Sua mão sobre alguém:
"Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo.", Hebreus 10.31
E nem é permitido que eles mesmo se vinguem, sendo assim, o melhor é deixar nas mãos do Senhor:
"Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.", Romanos 12.19

2.2. Deus expõe onde Nínive falhou 
Por mediação do profeta Naum, Deus apresenta como Nínive fracassou tão densamente em suas ações. O profeta, após descrever a desgraça que sobrevirá sobre o povo como consequência do seu pecado, expõe os efeitos de quando fracassamos em nossa liderança: 1) Os líderes locais tornaram-se cegos e fracassaram no estágio de suas obrigações (Na 3.18); 2) O povo se espalhou, e ninguém obteve sucesso em ajuntá-los (Na 3.18); 3) O povo não tinha consolo ou cura para os ferimentos (Na 3.19); 4) Todos os que escutassem sobre o caos de Nínive bateriam palmas e triunfariam (Na 3.19). A maior parcela de culpa sempre será da liderança, pois foram eles que corromperam o povo, por isso o Senhor inicia falando aos líderes:
"Contra ti, porém, o Senhor deu ordem, que mais ninguém do teu nome seja semeado; da casa do teu deus exterminarei as imagens de escultura e de fundição; ali farei o teu sepulcro, porque és vil.", Naum 1.14
E uma outra terrível falha de qualquer pessoa é fazer inimigos por toda parte, veja:
"Não há cura para a tua ferida; a tua chaga é dolorosa; todos os que ouvirem a tua fama baterão as palmas sobre ti; porque sobre quem não passou continuamente a tua malícia?", Naum 3.19 (grifo meu)
Por isso, ainda que não concordemos com as pessoas, não precisamos afrontá-los com as nossas atitudes. A paz é o melhor caminho.

3. A RESIGNAÇÃO E O PODER DE DEUS 
Naum revela que, mesmo sendo Deus paciente, como recusaram a Sua misericórdia, conheceram a Sua soberania e O viram executar a justiça, pois ao culpado Deus não tem por inocente (Na 1.3). 

3.1. A metodologia de disciplina de Deus
Deus emprega muitos meios para disciplinar quando o povo peca, até mesmo nações pagãs como Assíria são disciplinados por Ele (Na 2.13). Naum nos ensina que, sendo Deus Soberano, Ele tem todo o poder de corrigir a quem Ele achar apropriado (Na 1.2). Chama atenção no livro de Naum, que o profeta não só narra a história, mas também revela principalmente o grande julgamento de Deus sobre os Assírios. Não podemos esquecer que a disciplina do Senhor é para o nosso bem: "Filho meu, não rejeites a correção do Senhor, nem te enojes da sua repreensão. Porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem", Pv 3.11,12. Muitas pessoas querem ser julgadoras de Deus, condenando o Senhor pelos métodos de disciplina utilizados no Antigo Testamento, pois muitas pessoas morriam no processo. 
Primeiramente é bom saber que não se deve julgar o Antigo Testamento com a mentalidade que se tem hoje, pois no AT, prevalecia a Lei, e hoje prevalece a Graça. E uma verdade que também não podemos esquecer, é que a vida pertence a Deus, por isso, é Dele o direito de tirá-la quando Lhe convier.
E concluindo, se Deus deixar de nos repreender, é porque já nos largou de mão e isso é pior do que qualquer castigo.

3.2. Ao culpado, Deus não tem por Inocente
Naum nos faz acordar para um problema. Deus não tolera o mal e não compactua com os injustos. Dentro da perspectiva do livro, aprendemos que, ao culpado, Deus não tem por inocente (Na 1.2,3). Naum expõe o conceito de que Deus não admite ou compartilha de ações impuras. O Bispo Oídes do Carmo (Revista Betel Dominical - 2º Trimestre de 2008, p.22), nos fala que os ninivitas só perceberam que a paciência do Senhor se fora, quando a severa justiça divina veio, irremediavelmente, sobre a cidade. E termina nos alertando a tomarmos isso como aviso. Atualmente estamos no tempo da Graça, e por isso, Deus não está punindo os maus, porque está exercendo Sua paciência. Porém, é bom saber que a paciência de Deus também acaba. O problema é que, por Deus não estar punindo alguns pecados nos dias de hoje, muitos os deixam escondidos, achando que Deus não está se importando. Mas só porque não foi punido, não significa que foi apagado. E nessa lição temos o aviso:
"2 O Senhor é um Deus zeloso e que toma vingança; o Senhor toma vingança e é cheio de furor; o Senhor toma vingança contra os seus adversários e guarda a ira contra os seus inimigos.
3 O Senhor é tardio em irar-se, mas grande em força e ao culpado não tem por inocente; o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés.", Naum 1.2,3
Por isso, se alguém tem pecado oculto, confesse logo ao Senhor e deixe o pecado, enquanto há tempo.
"O que encobre as suas transgressões nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.", Provérbios 28.13

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Embora o relato de Naum seja mais gráfico e revelador, seu registro é congruente com a história das Crônicas Babilônicas. A força de coalizão entre a Média e Babilônia sitiaram Nínive: O rei de Acade [conduziu] seu exército e [Ciaxares] o rei de Mandahordes (Ummanmanda) marchou em direção ao rei de Acade. [no] ... eles se conheceram. [...] transportou em balsa e eles marcharam (rio acima) na barragem do Tigre e. [acampamento montado] contra Nínive. Mas elas vêm tropeçando; correm para a muralha da cidade para formar a linha de proteção (Na 2.5b).
Nínive é destruída e saqueada enquanto alguns assírios fogem. [...] As comportas dos canais são abertas, e o palácio desaba (Na 2.6,7).
Fonte: (Manual de Arqueologia Bíblica Thomas Nelson. 2020. pp.185,186).  

CONCLUSÃO
Em Naum fica evidenciado o peso da "sentença divina" por ser uma mensagem pesada e difícil, contudo deveria ser entregue. Por isso, o livro além de promulgar sua ruína, ainda a festeja. 
Professor(a), para esse encerramento, é bom salientar que Naum estava escrevendo primeiro para o povo de Deus, por isso o motivo da comemoração, pois era livramento de Deus. Aprendemos assim, que Deus é zeloso para com os Seus. 
- revise os pontos e ideias mais importantes comentados; 
- elabore perguntas para os alunos, se houver tempo; 
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.
  
Complementando
Os destinatários da mensagem do profeta Naum eram os povos oprimidos de Israel e Judá, os quais sofriam com as perversões violentas geradas pelas forças armadas assírias. Essa exploração obteve seu ponto alto em 722 a.C, quando os assírios aniquilaram Samaria completamente e transportaram o povo de Israel para o Cativeiro.
 
Eu ensinei que:
Naum, em seus textos, trata da ruína iminente de Nínive. O profeta descreve enfaticamente o fim do Império, proporcionando nas entrelinhas a brutalidade exercitada pelos assírios. 

Fonte: Revista Betel Conectar

 
ATENÇÃO: ESTE SUBSÍDIO É GRATUITO PARA OS USUÁRIOS DO CLUBE DA TEOLOGIA

 
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Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)

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