INICIE CLICANDO NO NOSSO MENU PRINCIPAL

quarta-feira, 1 de julho de 2026

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdos para a Revista da Escola Dominical da Editora CPAD - 3º Trimestre de 2026 - ADULTOS



Lição: 2 - A porta da fé se abre entre os gentios - Subsídio
_____________________________

CONTEÚDOS ANTERIORES







ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 1 / ANO 3 - N° 10


 A Natureza Bíblica da Oração

TEXTO BÍBLICO BÁSICO 

Salmo 27.4 
4 - Uma coisa pedi ao Senhor e a buscarei: que possa morar na Casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Se-nhor e aprender no seu templo. 
Mateus 6.6-7 
6 - Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai, que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará. 
7 - E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos. 
Romanos 8.26-27 
26 - E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; por- -que não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. 27 - E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos. 
Hebreus 4.15-16 
15 - Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. 
16 - Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.

TEXTO ÁUREO 
Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde. 
Salmo 141.2

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - Salmo 42.1-5
A alma que anseia por Deus
3ª feira - Lucas 11.1-4
O ensino de Jesus sobre como orar
4ª feira - Daniel 9.3-6
A oração de confissão e humildade
5ª feira - Atos 4.23-31
A oração da Igreja em meio à perseguição
6ª feira -  1 Samuel 1.10-18
O clamor sincero de Ana
Sábado - Lucas 18.1-8
A parábola da oração persistente

OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: 
  • compreender a oração como um movimento intencional e verdadeiro em direção a Deus, que transcende técnicas ou rituais;
  • identificar as múltiplas dimensões da oração bíblica — súplica, adoração, clamor e intercessão —, centradas no relacionamento com Deus; 
  • reconhecer a oração como uma experiência trinitária, com acesso ao Pai pelo Filho e auxílio do Espírito Santo, mesmo na fraqueza.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 
    Prezado professor, esta lição é o alicerce da revista: a oração é uma vida voltada para Deus, não uma técnica. Comece corrigindo distorções comuns, como a ideia de oração como ordem ou como repetição vazia. Enfatize a postura do quarto de Jesus (cf. Mt 6.6): um coração sincero, sem máscaras nem pressa.     Ao longo da aula, mostre que a oração vai além de pedir coisas; trata-se de buscar a presença e a orientação do Senhor (cf. Sl 27.4), estabelecendo um relacionamento contínuo, e não apenas um recurso de emergência. Prepare a turma para a experiência da fraqueza na oração, lembrando que o Espírito Santo nos auxilia (cf. Rm 8.26-27) quando faltam palavras. Isso reforça que a oração é comunhão, não desempenho. Uma sugestão é iniciar a aula com uma pergunta prática: O que vem à sua mente ao pensar em oração? 
    Boa aula! 

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
  O que realmente define a oração bíblica? Para muitos estudiosos da Bíblia, ela se caracteriza por simplicidade, sinceridade e profunda confiança filial. É comum ouvirmos que oração é falar com Deus. De fato, é isso. Mas essa definição, embora verdadeira, não consegue revelar toda a importância e profundidade da oração nas Escrituras. 
    Tanto o Antigo quanto o Novo Testamento utilizam diversos verbos e substantivos para descrever a oração. Cada termo acrescenta uma nuance, mostrando que falar com Deus pode acontecer de modos, circunstâncias e propósitos diferentes. O mais importante é perceber que essas formas não são tipos rivais; elas se somam, como peças que compõem a mesma imagem. Nesta lição, à luz dos principais termos bíblicos, procuraremos ver a oração em toda a sua riqueza, como um movimento vivo do coração em direção a Deus (cf. Sl 34.4-6). 

 1.  ORAÇÃO À LUZ DOS TERMOS DO ANTIGO TESTAMENTO 
    Para compreender melhor essa riqueza de sentidos, é preciso começar pelos termos usados no Antigo Testamento. 

1.1. É súplica que sobe como sacrifício 
    O primeiro termo para oração é ʿātar, que aparece cerca de 20 vezes no Antigo Testamento. A ênfase da palavra recai na ação de “suplicar”: um clamor real que busca encontrar uma resposta favorável da parte de Deus (cf. Êx 8.30-31; 2 Sm 21.14). Um texto que mostra isso com clareza é Gênesis 25.21: “E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril [...]” (grifo do autor). 
    Como observa Brannan, embora pouco frequente, o vocábulo é muito expressivo, pois evoca a ideia de fumaça, de um aroma que se dissipa no ar — ecoando a imagem bíblica de qĕṭōret (cf. Sl 141.2). Quando aproximamos essa imagem do tema da oração, ela se torna muito significativa: a súplica é apresentada como algo que se eleva diante de Deus. O termo ʿātar, portanto, traz a ideia de oração sacrificial, que sobe como petição, enquanto a resposta de Deus desce como intervenção graciosa. 
    Ao orar, oferecemos um sacrifício a Deus, que nos julga não apenas pelas palavras que pronunciamos, mas pelo cheiro da santidade que exalamos. A resposta do Senhor, porém, não vem como pagamento pelo sacrifício; vem como expressão livre da Sua Graça soberana. 

1.2. É apresentação de uma causa diante de um juiz 
    O segundo significado para oração surge de dois termos: o verbo pālal (cf. 1 Sm 2.25) e o substantivo tĕpillâ (cf. 1 Rs 8.28-29). Essas são as palavras mais usadas para oração no Antigo Testamento, aparecendo, respectivamente, 85 vezes e 80 vezes. Como destaca VanGemeren, esses termos pertencem ao campo jurídico e envolvem ideias como “intervir”, “arbitrar” e “decidir a favor de alguém”. A frequência com que aparecem indica que a oração, na Bíblia, muitas vezes é descrita como o ato de comparecer diante de um juiz com uma situação real, concreta e bem definida.
    Orar, nesse sentido, é apresentar uma causa a Deus, esperando que Ele julgue com justiça e misericórdia. A Escritura ilustra bem essa ideia: “Pecando homem contra homem, os juízes o julgarão; pecando, porém, o homem contra o Senhor, quem rogará por ele?” (1 Sm 2.25a; grifo do autor). Com base nesses termos, quem roga atua como um advogado, enquanto Deus é apresentado como o Juiz supremo, que escuta, julga e retribui segundo a Sua justiça (cf. 1 Rs 8.32).

1.3. É meditação, conversa e queixa diante de Deus 
    Chegamos ao terceiro grupo de termos: o verbo śîaḥ e o substantivo śîḥâ. Essa família de palavras é fascinante, pois mostra que falar com Deus é uma atividade extremamente diversa. 
    A princípio, envolve “pensar diante do Senhor”, “ruminar a Palavra”, “falar com o coração”. É o que vemos no salmo 119.15: “Em teus preceitos meditarei e olharei para os teus caminhos” (grifo do autor). Aqui, o termo śîaḥ descreve o ato da meditação piedosa. 
   Já no salmo 105.2, o termo passa a indicar “conversa” e “testemunho”, fazendo com que os pensamentos transbordem em palavras: “Cantai-lhe, cantai-lhe salmos; falai de todas as suas maravilhas” (grifo do autor).
    Por outro lado, quando a experiência é marcada pela dor, śîaḥ assume a forma de “queixa”, como em Jó 7.11: “Por isso, não reprimirei a minha boca; [...] queixar-me-ei na amargura da minha alma” (grifo do autor). Como observa Brannan, esses termos variam conforme o contexto, indo da meditação ao lamento.     Esses usos revelam que, no Antigo Testamento, a oração não se limita à petição formal. Ela inclui o silêncio reflexivo, a conversa consciente e o lamento sincero. Orar é viver em diálogo contínuo com Deus — às vezes com a alma ferida e, outras vezes, sem palavras. 

1.4. É a busca de alguém com a intenção de pedir algo
    O quarto termo é o verbo aramaico beʿāʾ, que aparece principalmente no Livro de Daniel. Ele é importante porque descreve a oração como um ato intencional: não uma busca vaga ou automática, mas a decisão de dirigir-se a alguém movido por uma necessidade. 
    Como observa Brannan, esse termo pode significar “dirigir-se a Deus com um pedido”, “expressar uma necessidade ou desejo”, ou “pedir informação”: “Ó Deus de meus pais, [...] agora, me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei” (Dn 2.23; grifo do autor). Orar, nesse sentido, é recorrer ao Senhor, reconhecendo-O como Aquele que pode responder à nossa demanda.  
__________________________________
    Em Daniel 6, o vocábulo beʿāʾ aparece no contexto de um decreto que proibia qualquer pedido que não fosse dirigido ao rei (cf. Dn 6.7). Mesmo assim, Daniel manteve sua prática devocional (cf. Dn 6.10).
__________________________________

 2.  ORAÇÃO À LUZ DOS TERMOS DO NOVO TESTAMENTO 
    Se no Antigo Testamento a oração é apresentada por imagens ricas e variadas, no Novo Testamento ela ganha contornos ainda mais claros a partir dos termos usados pelos escritores sagrados. 

2.1. É um movimento intencional em direção a Deus
    O verbo mais frequente no Novo Testamento para expressar a ideia de oração é proseúchomai — cerca de 90 ocorrências (cf. Lc 6.12; Mt 6.9; Mc 1.35). Como registra Hunter, essa era a palavra preferida do apóstolo Paulo para tratar da oração (cf. Ef 1.16; Cl 1.9). Strong observa que o verbo grego resulta da junção de prós, “em direção a”, com eúchomai, “orar”, sugerindo a ideia de “dirigir orações a”. Brown e Coenen confirmam esse sentido ao afirmar que o termo não se limita ao ato verbal, mas envolve uma aproximação da pessoa em direção a Deus. 
    A partir dessas definições, pode-se concluir que orar é uma postura de colocar a vida diante de Deus. A oração, portanto, não começa nas palavras, mas na direção interior assumida pelo coração. 
    Quem ora eficazmente se entrega integralmente nos braços de Deus, com mente, vontade e coração. Orar é responder à iniciativa divina de aproximação. Quem ora está dizendo com a própria existência: Eis-me aqui, pronto para ouvir e para obedecer (cf. 1 Sm 3.10; Is 6.8; At 9.10-11).

2.2. É adoração e rendição
    Outro termo fundamental para entendermos a oração é proskynéō. Como observa Greeven, em contextos antigos esse vocábulo podia indicar um gesto externo de reverência — como “beijar em direção a”, “curvar-se” ou até “beijar a terra” — diante de alguma autoridade. Seu sentido literal é “prostrar-se”, “inclinar-se” e “assumir uma postura de rendição diante de alguém reconhecido como soberano”. No Novo Testamento, o termo aparece cerca de 60 vezes, sendo frequentemente traduzido por “adorar” — por exemplo: quando os magos chegam até o menino, eles se prostram em adoração (cf. Mt 2.2, 11); quando o Tentador exige de Jesus esse tipo de reverência, Ele o rejeita (cf. Mt 4.9-10); Pedro também recusa tal gesto (cf. At 10.25-26); e até o anjo repele essa forma de honra (cf. Ap 19.10). 
    Proskynéō mostra que o fim primeiro da oração não é usar Deus para alcançar objetivos pessoais, mas colocar-se diante d’Ele em atitude de entrega e submissão. O ato de orar não começa com pedidos, mas com o reconhecimento de quem Ele é — e com adoração: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome(Mt 6.9; grifos do autor).

2.3. É pedido dependente e confiante 
    De forma simples, pode-se dizer que a oração é um pedido — e sabemos bem disso. Dois verbos são especialmente importantes para a construção desse conceito: aiteō e erōtáō. No caso de aiteō, o sentido básico é “pedir” ou “requerer” e, no contexto religioso, está associado à oração (cf. Jo 16.23; Tg 1.5). Alguns intérpretes observam que Jesus jamais usou essa palavra em Suas próprias orações, possivelmente porque esse termo carrega uma tonalidade menos familiar. 
    Já o verbo erōtáō tem tanto o sentido de “perguntar” ou “buscar informação” (cf. Mt 19.17; Mc 8.5), como o de “rogar”. Era a palavra empregada para pedidos feitos em um ambiente de relacionamento próximo (cf. Jo 14.16; 16.26; 17.9). 
    Enquanto aiteō enfatiza o pedido de quem necessita, erōtáō traz consigo a ideia de proximidade, o que ajuda a explicar seu uso nas falas de Jesus com o Pai.
_________________________________________
    Como observam Brown e Coenen, os verbos gregos aiteō e erōtáō expressam duas dimensões complementares do pedir cristão. Juntos, eles corrigem tanto a autossuficiência de quem pensa que orar é dar ordens a Deus quanto a falta de confiança de quem, sentindo-se indigno, não pede. A oração cristã une dependência humilde (aiteō) e segurança filial (erōtáō).
_________________________________________

2.4. É a súplica do necessitado
    Outro verbo significativo é déomai, que aparece cerca de 25 vezes no Novo Testamento. Como observa Strong, seu campo de sentido envolve ideias como “carecer”, “necessitar”, “desejar”, “ansiar por”, “pedir” e “suplicar”. Ou seja, déomai não descreve um pedido protocolar, feito em tom formal, mas um clamor que brota da própria necessidade, feito no limite humano, em meio à dor e à urgência. 
    Um exemplo claro encontra-se nesta passagem: “[...] Eis que um homem cheio de lepra, vendo a Jesus, prostrou-se sobre o rosto e rogou-lhe, dizendo: Senhor, se quiseres, bem podes limpar-me” (Lc 5.12; grifo do autor). E é esse mesmo verbo que o apóstolo Paulo usa quando, sob custódia romana, pede ao comandante permissão para falar ao povo (cf. At 21.39)
    Nesse sentido, orar é a confissão da nossa incapacidade de lidar com determinados problemas. Orar não é disfarçar a dor nem fazer de conta que está tudo bem; é levar nossa dor à presença de Deus em súplica. 

2.5. É uma intercessão em favor de alguém 
    Por fim, o Novo Testamento nos apresenta a oração como “intercessão” (entynchánō). Como observam Brown e Coenen, esse verbo descreve a ação de colocar-se entre a necessidade humana e Deus — Aquele que pode resolvê-la. Trata-se de um termo que também pertence à linguagem do direito, com o sentido de “apresentar uma causa em favor de alguém”. 
    O apóstolo Paulo dá um passo ainda mais significativo ao usar o composto raríssimo hyperentynchánō, aplicando-o ao Espírito Santo: “[...] Porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26; grifo do autor). 
    A intercessão cristã nunca é solitária. O Filho intercede à direita do Pai; o Espírito intercede no interior do crente; e nós somos convidados a participar dessa dinâmica trinitária.

CONCLUSÃO 
    Diante de todo esse rico testemunho, pode-se formular a seguinte definição integradora: oração, na perspectiva bíblica, é o movimento intencional do crente em direção a Deus, como resposta à iniciativa divina, no qual ele se dirige ao Pai com fé e quebrantamento, por meio do acesso aberto pelo Filho e sustentado pela intercessão do Espírito. É súplica, adoração, clamor, pedido e meditação, vividos em um relacionamento contínuo com Deus. 
    A oração se revela, do início ao fim das Escrituras, como um fenômeno profundamente trinitário. O ser humano ora ao Pai (proseúchomai), com a liberdade e o acesso conquistados pelo Filho (erōtáō), enquanto é auxiliado e sustentado pelo Espírito Santo, que intercede de modo perfeito (hyperentynchánō). 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. De acordo com a lição, quais dimensões principais da oração aparecem no testemunho bíblico?
R.:A oração envolve diferentes dimensões, como súplica, adoração, clamor, pedido, meditação e intercessão, expressando o relacionamento do crente com Deus. 
2. Desafio prático: Nesta semana, separe diariamente um tempo intencional para pôr em prática o que você aprendeu sobre oração. Comece em silêncio, reconhecendo que Ele está presente. Adore com rendição, expressando quem Deus é para você. Só então, apresente seus pedidos com fé e simplicidade, sem rodeios.

Fonte: Revista Central Gospel

Índice Escola Dominical - 3º Trim 2026


Conteúdos para a aula da EBD do dia 12 de Julho de 2026 - Lição 2:

Revistas
Revista CPAD Jovens - A iniciar
Revista Betel Conectar - A iniciar
Revista Central Gospel - A iniciar

Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Finalizando
Subsídio Betel AdultosEditando
_____________________________________

Conteúdos para a aula da EBD do dia 5 de Julho de 2026 - Lição 1:

Revistas
Revista CPAD JovensPublicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Indisponível
Subsídio Betel Conectar - Indisponível
_____________________________________

Se você deseja ajudar esse ministério de ensino, pode fazer doação de qualquer valor para a chave pix 48998079439 - Marcos André

Obs: Peço que não faça doação de valor muito elevado, pois não há necessidade. O que importa é ser cooperador(a) do ensino, independente do valor.
_____________________________________


____________________________

terça-feira, 30 de junho de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 1 / 3º Trim 2026


AULA EM 5 DE JULHO DE 2026 - LIÇÃO 1

(Revista Editora Betel)

Tema: A Sabedoria Prática do livro de Provérbios
  



TEXTO ÁUREO
"Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência", Provérbios 1.2

VERDADE APLICADA
Busquemos diariamente do Senhor mais sabedoria, para vivermos no presente século segundo a Sua vontade.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Enfatizar a aplicação do Livro de Provérbios como fundamento para uma vida.
- Reconhecer o Livro de Provérbios como uma fonte de sabedoria.
- Identificar os princípios do Livro de Provérbios no NT.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
PROVÉRBIOS 1
2. Para se conhecer a sabedoria e a instrução; para se entenderem as palavras da prudência;
3. Para se receber a instrução do entendimento, a justiça, o juízo e a equidade;
4. Para dar aos simples prudência, e aos jovens conhecimento e bom siso;
5. Para o sábio ouvir e crescer em sabedoria, e o entendido adquirir sábios conselhos;
6. Para entender provérbios e sua interpretação, como também as palavras dos sábios e suas adivinhações.
7. O temor do Senhor é o princípio da ciência; os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda | Pv 1.7 Um guia para viver bem.
Terça| Pv 1.2 Um aprendizado para a vida.
Quarta | Pv 18.15 A importância do conhecimento.
Quinta | Pv 22.3 Um livro de instruções sábias. 
Sexta | Pv 1.3 Aprendendo a proceder bem.
Sábado | Pv 3.19 Deus fez o mundo com sabedoria.

HINOS SUGERIDOS
111, 113, 147

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja de Cristo caminhe com sabedoria neste mundo.

PONTO DE PARTIDA
Conhecendo o Livro de Provérbios.

INTRODUÇÃO
Professor(a), estamos iniciando mais um trimestre e o ideal é apresentar a revista, os temas das lições e o comentarista, dando destaque para as lições mais interessantes. E para esta primeira lição deixarei conteúdos relevantes que acrescentarão ao que já está na revista. Meus comentários estão em azul para diferenciar dos conteúdos da revista.
O Livro de Provérbios está entre os Livros Sapienciais, ou livros de sabedoria, e é reconhecido como um verdadeiro manual da sabedoria bíblica pela diversidade de temas que apresenta, tanto para a vida pessoal quanto para a convivência coletiva. Constitui-se em uma admirável fonte de conselhos firmes e práticos, oferecendo direção segura para a caminhada cristã.
O livro de Provérbios, assim como o de Eclesiastes, não é um livro de mandamentos de Deus, mas de conselhos, os quais podem ou não ser seguidos. No entanto, quando o leitor de Provérbios deixa de seguir seus conselhos, vai enfrentar dificuldades na vida, que não enfrentaria se tivesse colocado em prática as sábias orientações desse manual. Se olharmos com atenção, o livro de Provérbios não possui um contexto único e a maioria de seus versículos não estão dentro de contextos imediatos, sendo assim, quase sempre podemos extrair um provérbio do livro sem alterar seu sentido.

1- INTRODUÇÃO AO LIVRO DE PROVÉRBIOS
Provérbios é um livro prático. À medida que o estudamos, descobrimos ensinamentos que direcionam a vida cristã. Os Provérbios Bíblicos nos auxiliam a valorizar a sabedoria, os bons conselhos e as palavras de prudência (Pv 1.2). Assim, encontramos no Livro de Provérbios orientações valiosas para uma vida bem-sucedida.

1.1. Um dos Livros Poéticos
Provérbios - juntamente com Jó, Salmos, Eclesiastes e Cantares de Salomão - faz parte da coletânea dos Livros Poéticos, ou Sapienciais, encontrados no AT, assim chamados devido ao estilo com que foram produzidos originalmente. São textos que, em geral, recorrem à linguagem figurada e a outros recursos literários para nos transmitir a Palavra de Deus. Esses cinco livros, portanto, são ricos em sabedoria divina para o nosso bom viver (Pv 1.33).
Quando falamos de Livros Poéticos, costumamos associar à poesia da língua portuguesa, no entanto há uma grande diferença entre a poesia hebraica dos tempos bíblicos e a poesia da literatura portuguesa. Pois, a poesia da nossa literatura visa dar beleza e profundidade ao conteúdo, diferentemente da poesia hebraica do Antigo Testamento, que visava mais transmitir o conteúdo espiritual. Vejamos esse exemplo prático:
"Toda mulher sábia edifica a sua casa, mas a tola derriba-a com as suas mãos.", Provérbios 14.1
Embora esse verso seja considerado poético, note que ele passa uma interpretação simples e objetiva, pois o propósito é trazer o sentido prático. 

ATENÇÃO: 

PARA RECEBER ESSE SUBSÍDIO COMPLETO NO WHATSAPP OU E-MAIL, SIGA ESSES DOIS PASSOS SIMPLES:

1. ENVIE UMA PEQUENA CONTRIBUIÇÃO DE R$ 4,00 PARA A CHAVE PIX 48998079439 (Marcos André)

2. ENVIE O COMPROVANTE OU INFORME O PAGAMENTO PARA O CONTATO WHATSAPP 48 998079439

Obs: lhe enviaremos O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, os arquivos PDF e editável do subsídio, para o whats ou email.

Se desejar, pode fazer um único pix, agendando o restante nas lições do trimestre, neste caso o valor fica de R$ 3,50 por lição.
___________________________________________________________

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)

ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 1 / 3º Trim 2026


AULA EM 5 DE JULHO DE 2026 - LIÇÃO 1
(Revista Editora CPAD)
Tema: O chamado para os gentios



TEXTO ÁUREO
“E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.” (At 13.2).

VERDADE PRÁTICA
Quando a igreja ouve o Espírito, o Evangelho avança e vidas são alcançadas para a glória de Deus.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — At 1.8 Sem o Espírito Santo não há missão verdadeira
Terça — At 11.26 A identidade e a missão caminham juntas
Quarta — Mt 6.16-18 O jejum fortalece nossa sensibilidade espiritual
Quinta — Is 61.1 O ministério de Jesus começou pela unção do Espírito
Sexta — At 4.31 A Igreja Primitiva avançava porque estava cheia do Espírito
Sábado — Rm 10.14,15 Como ouvirão, se não há quem pregue?

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 13.1-12.
1 — Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo.
2 — E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.
3 — Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.
4 — E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre.
5 — E, chegados a Salamina, anunciavam a palavra de Deus nas sinagogas dos judeus; e tinham também a João como cooperador.
6 — E, havendo atravessado a ilha até Pafos, acharam um certo judeu, mágico, falso profeta, chamado Barjesus,
7 — o qual estava com o procônsul Sérgio Paulo, varão prudente. Este, chamando a si Barnabé e Saulo, procurava muito ouvir a palavra de Deus.
8 — Mas resistia-lhes Elimas, o encantador (porque assim se interpreta o seu nome), procurando apartar da fé o procônsul.
9 — Todavia, Saulo, que também se chama Paulo, cheio do Espírito Santo e fixando os olhos nele, disse:
10 — Ó filho do diabo, cheio de todo o engano e de toda a malícia, inimigo de toda a justiça, não cessarás de perturbar os retos caminhos do Senhor?
11 — Eis aí, pois, agora, contra ti a mão do Senhor, e ficarás cego, sem ver o sol por algum tempo. No mesmo instante, a escuridão e as trevas caíram sobre ele, e, andando à roda, buscava a quem o guiasse pela mão.
12 — Então, o procônsul, vendo o que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina do Senhor.

HINOS SUGERIDOS
24, 340 e 358 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Professor(a), estamos iniciando mais um trimestre, e como sempre vamos manter e até aumentar o nível de preparo para as nossas EBD. Recomendo que, você cumprimente a sua classe, apresente a nova revista e o comentarista. Destaque algumas lições mais interessantes do trimestre e faça um breve comentário sobre o que os alunos irão aprender, pois isso ajudará a despertar o interesse deles pelos temas. Meus comentários estarão em azul para acrescentar conteúdos à sua ministração. Bons estudos!
Lucas registra o cumprimento progressivo da promessa de Jesus em Atos 1.8: o Evangelho alcançaria Jerusalém, Judeia, Samaria e chegaria aos confins da Terra. Os capítulos 13 a 28 marcam a grande virada da narrativa, quando o foco deixa de ser Jerusalém e passa a Antioquia. É dessa igreja, caracterizada por diversidade, sensibilidade espiritual e prática missionária madura, que o Espírito Santo convoca Paulo e Barnabé para a evangelização dos gentios. A partir desse ponto, o ministério de Paulo torna-se central, e o Espírito é mostrado como o verdadeiro condutor da expansão cristã. A Missão Gentílica nasce, portanto, não como estratégia humana, mas como resposta ao chamado direto do Espírito para alcançar as nações.
Convém acrescentar que o propósito que estava no coração do Senhor Jesus desde o início era a expansão do Evangelho para as outras regiões, até chegar no mundo inteiro, e o Senhor havia deixado isso bem claro nessa afirmação:
"Mas recebereis o poder do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra.", Atos 1.8
No entanto, quando os discípulos iniciaram o trabalho na Igreja Primitiva, não houve um movimento no sentido de expandir o Evangelho. Por isso, vemos o Senhor preparando tudo para impulsionar aquela obra a partir de Antioquia. É bom salientar também, que embora muitos pensem que a perseguição foi o que fez eles se espalharem e levar o Evangelho para outros locais, na verdade o grande diferencial foi a ação do Espírito Santo. 

Palavra-Chave:
GENTIOS

I. O NASCIMENTO DA MISSÃO GENTÍLICA

1. Antioquia: um centro escolhido por Deus (v.1). 
Fundada por Seleuco Nicátor em 300 a.C., Antioquia da Síria tornou-se a terceira maior cidade do Império Romano, atrás apenas de Roma e Alexandria. Culturalmente greco-helenista, abrigava significativa população judaica e exercia forte influência intelectual e comercial, contando com o porto de Selêucia (At 13.4). 
Naquela cidade havia uma grande diversidade cultural, com muitos judeus e gregos, por conta disso, as autoridades possuíam uma certa tolerância com as religiões estrangeiras. Sendo assim, os cristãos puderam instalar uma grande igreja ali, que se tornou o primeiro centro missionário da história da Igreja. Quando começou a perseguição em Jerusalém, muitos irmãos se abrigaram ali, e os discípulos que estavam em Jerusalém enviaram Barnabé para consolidar aquela obra:
"22 E chegou a fama destas coisas aos ouvidos da igreja que estava em Jerusalém; e enviaram Barnabé a Antioquia.
23 O qual, quando chegou, e viu a graça de Deus, se alegrou, e exortou a todos a que permanecessem no Senhor, com propósito de coração;", Atos 11.22,23 
Foi ali que os discípulos foram chamados “cristãos” pela primeira vez (At 11.26). Não por acaso, Deus escolheu Antioquia como base da missão gentílica, transformando aquela igreja em um centro de envio para as nações — uma verdadeira base missionária de envio às nações.
Foi o próprio Barnabé quem levou Saulo para Antioquia, e ali o Espírito Santo o chamou para a grande obra de Missões, mantendo ele e Barnabé juntos para aquela chamada. Quando deixamos o Espírito Santo conduzir a igreja local, Ele a coloca no centro da vontade de Deus, que é o ganho de almas. Mas, quando a liderança quer fazer tudo de acordo com os desejos humanos, a congregação fica longe dos propósitos divinos e passa a deixar as almas de lado.

ATENÇÃO: 

PARA RECEBER ESSE SUBSÍDIO COMPLETO NO WHATS OU E-MAIL, SIGA ESSES DOIS PASSOS SIMPLES:

1. ENVIE UMA PEQUENA CONTRIBUIÇÃO DE R$ 4,00 PARA A CHAVE PIX 48998079439 (Marcos André)

2. ENVIE O COMPROVANTE OU INFORME O PAGAMENTO PARA O CONTATO WHATSAPP 48 998079439

Obs: Lhe enviaremos O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL, os arquivos PDF e editável do subsídio, para o whats ou email.

Se desejar, pode fazer um único pix, agendando o restante nas lições do trimestre, neste caso o valor fica de R$ 3,50 por lição.
___________________________________________________________

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)

segunda-feira, 29 de junho de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Lição 1 / 3º Trim 2026


AULA EM 5 DE JULHO DE 2026 - LIÇÃO 1
(Revista Editora CPAD)

Tema: O Livro de Juízes: quando cada um fazia o que parecia certo

TEXTO PRINCIPAL
“Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos.” (Jz 17.6).

RESUMO DA LIÇÃO
Deus cumpre seus propósitos por meio de instrumentos humanos, escolhidos e capacitados por Ele, apesar da fraqueza do homem.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA — Js 1.1-9 Tende bom ânimo
TERÇA — Js 3.1-17 A travessia do Jordão
QUARTA — Js 23 Um chamado à fidelidade exclusiva a Deus
QUINTA — Hb 11.32 Juízes como heróis da Fé
SEXTA — Rm 13.1,2 Toda autoridade é constituída por Deus
SÁBADO — At 2.14-21 Liderando no poder do Espírito

OBJETIVOS
COMPREENDER o papel de Josué na conquista da Terra Prometida;
IDENTIFICAR o contexto histórico e espiritual do livro de Juízes;
APLICAR a mensagem do livro de Juízes para o tempo presente.

INTERAÇÃO
Prezado(a) professor(a), com gratidão a Deus, iniciamos mais um trimestre de estudos bíblicos, e desta vez nos dedicaremos ao livro de Juízes que retrata um período crítico da história de Israel, logo após a entrada na Terra Prometida. Com a morte de Josué, o povo encontrava-se desorientado, sem uma liderança central e diante de dois grandes desafios: conquistar plenamente a terra e permanecer fiel ao Senhor em meio a influências pagãs. É nesse cenário que Deus levanta juízes, líderes temporários e capacitados por seu Espírito com a finalidade de libertar, conduzir e corrigir o povo. Ao longo das aulas, veremos que o livro de Juízes é um chamado à vigilância espiritual, à obediência e à confiança contínua em Deus.
O comentarista das lições deste trimestre é o Pr. Valmir Nascimento, mestre em Teologia e doutor em Filosofia. Pastor auxiliar na Assembleia de Deus em Cuiabá (MT), ele também preside o Conselho de Educação e Cultura local e estadual, além de ser autor de diversas obras publicadas pela CPAD.
Que o Senhor abençoe ricamente sua jornada de ensino e que suas aulas sejam instrumento de edificação, despertamento espiritual e transformação de vidas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), nesta primeira aula apresente a relevância do livro de Juízes para os dias em que estamos vivendo. Em seguida, mostre as características do livro usando a tabela abaixo.

O LIVRO DE JUÍZES
A. Título: Juízes é um livro histórico do AT que aparece entre os Profetas Anteriores do cânon hebraico. Nos documentos judaicos mais antigos, ele recebe o nome de sepher sophetim, ou “um livro de juízes ou governadores” ou simplesmente shophetim, “juízes e governadores”. Orígenes transliterou este título, mas as versões modernas seguiram a Septuaginta, o Peshita e a Vulgata como base para traduzi-lo.
B. Autoria: Não se sabe quem é o autor de Juízes. Já se supôs que cada um dos juízes escreveu sua própria história e que a obra atual representa uma coleção desses relatos individuais. Outros estudiosos já atribuíram a autoria a Fineias, Ezequias e até mesmo a Esdras. O Talmude considera que Samuel é seu autor.
C. Propósito: O propósito do livro ao apresentar esta história é definitivamente didático - ensinar a retribuição divina sobre um povo pecador, a misericórdia de Deus sobre o arrependimento, e a futilidade de governos idólatras que são centrados no homem.

TEXTO BÍBLICO
Josué 24.26-30; Juízes 1.1; 17.6.

Josué 24
26 — E Josué escreveu estas palavras no livro da Lei de Deus; e tomou uma grande pedra e a erigiu ali debaixo do carvalho que estava junto ao santuário do Senhor.
27 — E disse Josué a todo o povo: Eis que esta pedra nos será por testemunho; pois ela ouviu todas as palavras que o Senhor nos tem dito; e também será testemunho contra vós, para que não mintais a vosso Deus.
28 — Então, Josué despediu o povo, cada um para a sua herdade.
29 — E, depois destas coisas, sucedeu que Josué, filho de Num, o servo do Senhor, faleceu, sendo da idade de cento e dez anos.
30 — E sepultaram-no no termo da sua herdade, em Timnate-Sera, que está no monte de Efraim, para o norte do monte de Gaás.

Juízes 1
1 — E sucedeu, depois da morte de Josué, que os filhos de Israel perguntaram ao Senhor, dizendo: Quem dentre nós primeiro subirá aos cananeus, para pelejar contra eles?

Juízes 17
6 — Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada qual fazia o que parecia direito aos seus olhos.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos o livro de Juízes, que retrata um período marcante na história do povo hebreu, logo após o início da conquista da Terra Prometida. Sem uma liderança centralizada, e cercado por povos pagãos, Israel enfrentou grandes desafios para preservar sua identidade, sobrevivência e fidelidade ao Senhor. Diante desse cenário de crises espirituais e morais, Deus levantou líderes capacitados pelo Espírito do Senhor, denominados juízes, para libertar o povo da opressão e conclamá-lo ao arrependimento e à obediência. Na primeira lição, teremos um panorama geral do livro. Aprenderemos sobre o seu contexto histórico, estrutura e mensagem central: um convite à fidelidade a Deus em meio à instabilidade e à cultura que tenta afastar o povo da vontade divina.

I. JOSUÉ E A CONQUISTA DA TERRA PROMETIDA

1. A conquista da Terra Prometida. 
Iniciamos nossa jornada pelo livro de Juízes, relembrando seu cenário histórico. Sob a liderança de Josué, sucessor de Moisés, o povo de Israel avançou para conquistar a Terra Prometida, Canaã. Para que a nação fosse vitoriosa diante de seus inimigos, Deus requereu esforço, bom ânimo e obediência à sua Palavra (Js 1.1-9). Como líder corajoso e fiel à missão divina, Josué conduziu o povo durante a travessia do rio Jordão (Js 3.14-17) e iniciou o processo de conquista e repartição do território entre as Doze Tribos de Israel.

2. Deus é o Conquistador. 
Josué conduziu a nação de Israel com coragem e temor a Deus. Ao final da sua vida, ele fez questão de enfatizar que todas as vitórias de Israel sobre as nações que habitavam Canaã se deram em razão da intervenção divina (Js 23.3). Com ele, aprendemos a reconhecer a graça de Deus sobre as nossas vidas e nossas conquistas. Não é sobre a nossa capacidade de fazer, mas sobre a misericórdia de Deus em nos usar como instrumentos de bênção. O segredo do êxito estava essencialmente em ser obediente a Jeová e amá-lo (Js 23.11). Por isso que o povo não poderia adorar os falsos deuses e nem seguir os caminhos das nações que ainda restavam naquela terra. Diante disso, no capítulo 23, Josué faz um chamado à fidelidade exclusiva a Deus, rejeitando os deuses estrangeiros e, após trazer à memória do povo tudo o que Deus tinha feito por eles, declara solenemente que ele e sua casa serviriam ao Senhor (Js 24.15).

3. A morte de Josué. 
O livro de Josué termina, e o de Juízes inicia destacando a morte deste grande líder (Js 24.29; Jz 1.1). Porém, diferentemente de Moisés, que havia deixado um sucessor, agora não havia ninguém que pudesse assumir essa posição de líder espiritual, social e político. As tribos deveriam completar a conquista de suas respectivas porções de terra (Js 13.1), com a responsabilidade de viver de acordo com a aliança e a Lei de Deus. Com isso, há um vazio na liderança, deixando a nova geração desorientada e sem referência. Josué estava morto, mas Deus continuava vivo. Ele havia conduzido o seu povo para dentro da Terra Prometida e levantaria outras pessoas para cumprirem os seus desígnios.

SUBSÍDIO I
“O livro de Juízes está conectado ao livro de Josué pela menção da morte de Josué na primeira sentença. Josué, para tomar posse da Terra Prometida, conquistara de início os cananeus, mas grandes áreas continuavam inabitadas e possuídas pelas doze tribos. Canaã, situada entre o mar Mediterrâneo a oeste e o deserto árabe a leste, estava estrategicamente localizada para se beneficiar das rotas de comércio ligando o Egito, no Sul, e os impérios assírio e hitita, no Norte, bem como as nações menores entre estas. Apesar de Canaã ser habitada por uma variedade de grupos étnicos e religiosos e estar cercada por impérios maiores, potencialmente ameaçadores, nenhum destes dominavam a região. Não obstante, as crenças e as práticas idólatras de todas as culturas pagãs que Israel não conseguiu destruir ameaçavam sua identidade característica como o povo vivendo em um relacionamento com lavé, o único e verdadeiro Deus, fundamentado na aliança.
Israel, depois da morte de Josué, deveria funcionar como uma teocracia — uma nação sob o governo supremo de Deus. Iavé dera aos israelitas a lei da aliança e estabelecera o sacerdócio. As tarefas dos sacerdotes incluíam não só executar as prescrições de Deus para a adoração no Tabernáculo, mas também ensinar a lei ao povo (Lv 10.11; Dt 3.10). Viver em meio ao povo em um total de 48 ‘cidades levitas’ tornava possível essa educação espiritual (Nm 35.1-8; Js 21.1-41). Além da liderança dos sacerdotes, os ‘anciãos’ eram responsáveis pelo governo local. Quando aqueles representando ‘todo o povo’ de Israel se reuniam, eles também podiam tomar decisões nacionais (Êx 19.7; Dt 19.12; 21.2,18-20; 22.15; 25.7; 31.9). No entanto, as doze tribos tendiam a operar de modo independente ou como uma coalizão de forças, em vez de uma nação unificada.
O Senhor, de acordo com Juízes 2.20-23, deixou inimigos da terra a fim de testar seu povo e ensiná-los a confiar nEle. No entanto, essa geração seguinte falhou em servir ao Senhor e adotou prontamente as práticas pagãs de seus vizinhos. Deus, por causa da desobediência deles, disciplinou-os ao entregá-los a opressores, e o povo sofreu muitíssimo. Não obstante, Deus foi fiel ao povo de sua aliança e proveu líderes para libertá-los.” (PATTERSON, Dorothy Kelley e KELLEY, Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Antigo Testamento. Volume 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.413,414).

II. O LIVRO DE JUÍZES

1. Uma geração desorientada. 
Dentro deste cenário, o livro de Juízes abrange o período que vai da morte de Josué (Jz 1.1) até os primeiros passos rumo à monarquia, antes da ascensão de Saul como rei, narrada em 1 Samuel. Esse intervalo, que ultrapassa três séculos, é marcado por um ciclo recorrente de infidelidade, opressão, arrependimento e livramento. O povo de Israel enfrentou sucessivas crises, experimentou o declínio espiritual e sofreu derrotas diante das nações pagãs. Muitas vezes, os israelitas se deixaram influenciar pela cultura e idolatria religiosa dos cananeus (habitantes de Canaã), afastando-se do propósito estabelecido por Deus. A síntese do livro encontra-se em Juízes 21.25: “Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”. Tais palavras revelam a desunião e a falta de valores comuns. Não obstante, em sua fidelidade à aliança e misericórdia, o Senhor levantou juízes para restaurar a justiça e dar livramento a Israel.

2. Os Juízes. 
O título do livro, em hebraico Shophetim, não tem a mesma acepção do termo atualmente empregado para designar magistrados que atuam na esfera judicial. Naquele tempo, o título designava pessoas para exercer liderança na nação, no sentido de governar, comandar batalhas, julgar e dar livramento ao povo. Os juízes foram pessoas levantadas e capacitadas sobrenaturalmente por Deus para serem usadas como instrumentos de libertação contra os povos que procuravam oprimir Israel (Jz 2.16; 3.9). Em muitos casos, eles também tinham uma função espiritual, ao exortar o povo à fidelidade ao Senhor Deus. Os juízes de Israel não pertenciam a uma tribo específica nem seguiam uma linha de sucessão hereditária, como ocorria com reis ou sacerdotes. Eram escolhidos pela vontade de Deus, que os capacitava para cumprir feitos extraordinários em favor do povo. A diversidade de suas origens, qualidades e métodos de atuação revela que Deus usa quem Ele quer, e ninguém é insignificante para Ele. Se você se considera irrelevante, lembre-se dessa verdade bíblica!
No livro, são mencionados doze juízes, geralmente divididos em dois grupos, conforme a extensão e o destaque dado a suas histórias: os juízes maiores e os juízes menores. Entre os juízes maiores estão: Otniel, Eúde, Débora, Gideão, Jefté e Sansão. Já entre os juízes menores, citados de forma mais breve, estão: Sangar, Tola, Jair, Ibsã, Elom e Abdom.

3. Heróis, porém falhos. 
As pessoas as quais Deus levantou para serem juízes nesse período, expressaram virtudes dignas de verdadeiros heróis, como coragem, valentia, sabedoria, obediência, humildade e fé intensa. Contudo, por suas limitações humanas, eles também expressaram falhas de caráter e fraquezas. O livro de Juízes, portanto, não é o enredo de uma aventura em que os heróis salvam e libertam o povo por suas próprias forças. Na verdade, o texto mostra que, a despeito de suas falhas, Deus pode usar homens e mulheres, em razão da sua graça e misericórdia. Aprendemos que as pessoas, a quem Deus usa, são limitadas e carentes, e que somente o Senhor é o verdadeiro libertador e o Juiz perfeito. O escritor deixa claro que a salvação de Israel ocorria enquanto Deus estava sobre a vida do juiz (Jz 2.18).

SUBSÍDIO II
“A porção da narrativa de Juízes descreve a história cíclica da desobediência de Israel. O tema recorrente no livro é a apostasia de Israel e seus resultados desastrosos. Deus puniria seu povo desobediente ao entregá-lo nas mãos de um opressor. O povo, nesse momento, clamaria ao Senhor pedindo ajuda. E este, movido à misericórdia pela miséria deles, enviaria a seguir um libertador (um ‘juiz’). Daí o ciclo se repetiria mais uma vez.
O tema mais proeminente nesse livro é a infidelidade repetida e persistente do povo de Deus à sua aliança. As narrativas iniciais relatam vitórias relevantes dos israelitas, mas eles logo começam a decair paulatinamente até que atingem o ponto culminante com os eventos chocantes do final do livro. Deus, apesar da idolatria, desobediência e apostasia do povo, enviava libertadores repetidas vezes para resgatar israelitas da opressão. No entanto, o pecado contínuo do povo resultou em caos político e moral, e causou imenso sofrimento e tristeza. Embora a graça redentora de Deus seja vista em ação, você também pode observar as consequências devastadoras da rebelião e pecado sobre o povo.
Uma mensagem central do livro é que a fidelidade a Deus resulta em bênçãos enquanto a desobediência converte-se em fracasso e disciplina divina. Essas histórias mostram apenas o quanto esse período foi perverso e pernicioso. [...] Esses dias revelam uma necessidade por governantes que liderariam Israel em devoção e justiça.
Outro tema em Juízes é a necessidade de liderança devota. A Escritura não esconde as fraquezas humanas, e Deus obviamente pode usar qualquer pessoa para realizar seus propósitos. Os juízes, apesar de suas fragilidades humanas, foram escolhidos para executar os propósitos de Deus naquela época. Os juízes não governavam por hereditariedade nem por sucessão. [...]” (PATTERSON, Dorothy Kelley e KELLEY, Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Antigo Testamento. Volume 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.415,416).

III. A MENSAGEM DE JUÍZES PARA O TEMPO PRESENTE

1. “Quando cada um fazia o que parecia certo”. 
Apesar do seu estilo narrativo, voltado para uma fase específica do povo israelita, o livro de Juízes nos oferece vários ensinos que se conectam ao tempo presente. Um aspecto central deste livro é advertir que cada pessoa fazia o que parecia certo (Jz 17.6; 21.25). Isso revela uma época de caos generalizado e falta de liderança que deixou o povo desunido e sem referência moral, espiritual e política. Essa referência bíblica ecoa para os dias atuais com diversas mensagens de advertências:
a) O perigo da ausência de liderança. A falta de líderes consagrados por Deus deixou o povo de Israel desorientado e vulnerável. De modo semelhante, em nossos dias, cresce uma cultura perigosa que busca desconstruir toda forma de autoridade. O pensamento pós-moderno frequentemente questiona ou despreza as figuras de liderança, ao promover uma visão que enfraquece o papel de pais, mestres, pastores e governantes.
b) O valor da autoridade. O estudo de Juízes nos relembra do ensino das Escrituras a respeito do valor das autoridades constituídas por Deus, na família (Ef 6.1-4; Cl 3.18-21; Pv 22.6), no governo (Rm 13.1,2; 1Pe 2.13,14) e na igreja (Hb 13.17; 1Co 14.40).
c) A consequência do relativismo moral. Sem referência e liderança moral, o povo fazia o que parecia certo aos seus olhos. Essa é uma descrição de uma sociedade relativista, hedonista e individualista, na qual cada pessoa faz o que acha ser o mais adequado. O cenário da época de Juízes é o retrato do mundo contemporâneo que não aceita a existência da verdade, e da moral absoluta, que advém da revelação de Deus em sua Palavra. Cada um procura fazer o que lhe parece certo em termos de decisões sobre a vida, em geral. Nesse sentido, a decisão ética acaba se tornando uma questão de conveniência pessoal.

2. O ciclo da libertação. 
Um aspecto central na narrativa do livro de Juízes é o ciclo repetitivo que marca a história espiritual de Israel, e revela tanto a fragilidade moral do povo, quanto a fidelidade graciosa de Deus. O ciclo geralmente começa com a infidelidade do povo, que abandona o Senhor e se volta à idolatria, servindo aos deuses das nações vizinhas (Jz 2.11-13). Como consequência, Deus permite que Israel caia sob opressão de inimigos estrangeiros, como forma de juízo e disciplina (Jz 2.14,15). Após um tempo de sofrimento, o povo se arrepende e clama por socorro ao Senhor (Jz 3.9; 10.10). Em resposta, Deus, movido por compaixão, levanta um juiz para libertar Israel da opressão e restaurar a paz (Jz 2.16; 3.15).

3. No poder do Espírito. 
O livro de Juízes destaca a atuação do Espírito do Senhor na vida dos líderes levantados. Embora fossem pessoas comuns, e muitas vezes improváveis aos olhos humanos, os juízes eram capacitados sobrenaturalmente pelo Espírito, que lhes concedia sabedoria, coragem e poder para libertar Israel de seus opressores. Em vários momentos no texto, a expressão “o Espírito do Senhor se apoderou de...” aparece, indicando que o poder para julgar, guerrear e liderar não vinha da habilidade natural, mas da intervenção divina (Jz 3.10; 6.34; 11.29; 13.25; 14.6).

CONCLUSÃO
O livro de Juízes nos alerta sobre os perigos de sermos seduzidos pelo ambiente ao nosso redor e de assimilarmos valores contrários aos de Deus. Em meio a uma cultura corrompida e espiritualmente caída, Deus sempre preserva um grupo fiel. Mesmo nos tempos mais sombrios, o Senhor levanta homens e mulheres comprometidos com Sua vontade, por meio dos quais Ele cumpre os seus propósitos eternos.

HORA DA REVISÃO
1. Sob a liderança de quem o povo de Israel avançou para conquistar a Terra Prometida?
Josué.
2. Quem foram os juízes, no que diz respeito às suas funções?
Os juízes foram pessoas levantadas e capacitadas sobrenaturalmente por Deus, para serem usadas como instrumentos de libertação contra os povos que procuravam oprimir Israel.
3. Geralmente, como são divididos os juízes?
Geralmente são divididos em dois grupos, conforme a extensão e o destaque dado a suas histórias: os juízes maiores e os juízes menores. Entre os juízes maiores estão: Otniel, Eude, Débora, Gideão, Jefté e Sansão. Já entre os juízes menores, citados de forma mais breve, estão: Sangar, Tola, Jair, Ibsã, Elom e Abdom.
4. Quais eram as virtudes dos juízes, dignas de verdadeiros heróis?
As pessoas as quais Deus levantou para serem juízes nesse período, expressaram virtudes dignas de verdadeiros heróis, como coragem, valentia, sabedoria, obediência, humildade e fé intensa.
5. De que forma o livro de Juízes destaca a atuação do Espírito Santo?
Em vários momentos no texto, a expressão “o Espírito do Senhor se apoderou de...” aparece, indicando que o poder para julgar, guerrear e liderar não vinha da habilidade natural, mas da intervenção divina.

Fonte: Revista CPAD Jovens
___________________________________________________________

Qualquer problema com este conteúdos, por favor entre em contato pelo Whatsapp 48 998079439