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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 5 / 1º Trim 2026

   

BEM-AVENTURADOS OS MANSOS


Texto de Referência: Mt 11.29

VERSÍCULO DO DIA
"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mt 5.5).

VERDADE APLICADA
A humildade e a submissão à vontade de Deus, em vez de arrogância e violência, conduzem à verdadeira bênção e à recompensa eterna.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Destacar o poder transformador das palavras de Jesus;
✔ reconhecer a natureza e a importância das Bem-aventuranças;
✔ identificar a didática de Jesus ao ensinar sobre a mansidão.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que Jesus nos dê um coração manso e humilde como o dEle.

LEITURA SEMANAL
Seg 1Jo 4.7 Revestindo-se de mansidão.
Ter Sl 86.15 Jesus, o exemplo perfeito de mansidão.
Qua Mq 7.18 Felizes são os mansos.
Qui Sl 136.1 Devemos corrigir com mansidão.
Sex Rm 5.8 Devemos seguir a mansidão.
Sab 1Jo 4.16 A mansidão é preciosa diante de Deus.

INTRODUÇÃO
O termo grego praus, que significa "manso", aparece algumas vezes no Novo Testamento. Duas vezes ele é empregado em referência ao próprio Jesus (Mt 11.29; 21.5) e também aparece na Primeira Carta de Pedro (1Pe 3.4). O apóstolo Paulo, ao falar do Fruto do Espírito (Gl 5.22), usou o termo grego praotēs para designar mansidão.

Ponto-Chave
"Ser manso é ser humilde, gentil e submisso a Deus, buscando manter a paz mesmo em momentos de conflito."

1- OS MANSOS DE CORAÇÃO
O cristão não deve se angustiar nem se revoltar diante das tempestades da vida. Em meio a situações estressantes, devemos exercitar a mansidão e manter a calma. Para tanto, é preciso estar sempre em comunhão com Jesus, para que Ele traga quietude à nossa alma.

1.1. Trilhando o caminho da mansidão
É bom estar perto de uma pessoa mansa, que tem o coração afável. Os mansos atraem a atenção por sua presença agradável e serena. São pessoas afetuosas, compreensivas e calmas. Por outro lado, os ríspidos tendem a nos afastar, pois são rudes e indelicados na maior parte do tempo. Por isso, o apóstolo Paulo nos recomenda andar como é digno da vocação com que fomos chamados, com humildade e mansidão, suportando uns aos outros em amor (Ef 4.1,2).

1.2. Ser manso não significa ser covarde
A mansidão não é sinal de fraqueza ou medo; pelo contrário, é uma virtude divina. Cristo, embora sendo Todo-Poderoso, tinha um caráter manso (Mt 11.29). O bispo Abner Ferreira, em *Pregando sobre os problemas da vida – Reflexões* (v. 1, Editora Betel, 2024, p. 191), observa que não devemos entender uma pessoa mansa como covarde. Infelizmente, o manso é visto atualmente como alguém boboca, ingênuo e fácil de ludibriar. Entretanto, isso tem mais a ver com o domínio da própria bravura. A mansidão, portanto, não é característica de pessoas covardes nem passivas, mas de quem sabe canalizar a ira, mostrando-se forte nos momentos de crise.

Refletindo
"A única vingança do manso é amontoar brasas vivas sobre a cabeça do seu adversário, fazendo todo o bem que pode em retribuição ao mal que o outro lhe fez." C. H. Spurgeon

2. CULTIVANDO UM CORAÇÃO MANSO
A mansidão é resultado de uma vida governada por Deus, pela ação do Espírito Santo. Ao olhar para a vida de Jesus, contemplamos Sua mansidão, pois Ele era cheio do Espírito Santo (Lc 4.1). O apóstolo Paulo, na Segunda Carta a Timóteo, ressaltou: "E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor, instruindo com mansidão os que resistem" (2Tm 2.24,25). Aos de coração manso, Cristo deixou uma belíssima promessa: eles herdarão a terra (Mt 5.5).

2.1. O Espírito Santo nos faz mansos
A mansidão é uma virtude cristã, uma característica de quem busca ser cheio do Espírito Santo, que transforma o nosso coração e nos ajuda a manter os sentimentos sob controle. Ele nos capacita a controlar impulsos egoístas, a confiar em Deus e a refletir a mansidão de Cristo (Mt 11.29). Por meio de Sua presença, somos guiados a viver com gentileza e submissão à vontade de Deus, tornando-nos aptos a herdar a terra, uma bênção prometida em Mateus 5.5.

2.2. Moisés, um homem manso
Moisés foi confrontado injustamente por seus irmãos, Arão e Miriã; ainda assim, ele manteve a calma, pois era varão mui manso (Nm 12.1-3). Apesar de sua autoridade como líder de Israel, ele também demonstrava paciência e gentileza diante das rebeliões e murmurações do povo. A mansidão de Moisés não era fraqueza, mas uma força interior que se refletia na intercessão pelo povo e na obediência à vontade de Deus.

3- OS MANSOS HERDARÃO A TERRA
Davi, no Salmo 37, declarou: "Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz" (Sl 37.11). Mais tarde, no Sermão da Montanha, Jesus revela a bênção destinada aos mansos.

3.1. A natureza da mansidão
A mansidão é uma das virtudes do Fruto do Espírito, como descrito em Gálatas 5.22, a qual capacita o crente a tomar decisões sábias e equilibradas, que agradam a Deus. Uma pessoa mansa acolhe a vontade de Deus independentemente das circunstâncias, como disse Jó: "Receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal?" (Jó 2.10). A mansidão, portanto, nos leva a renunciar ao orgulho e à autossuficiência, escolhendo obedecer e servir com amor mesmo em meio aos desafios da vida.

3.2. A promessa da herança
A expressão "herdarão a terra" aponta para a bênção de receber a promessa de Deus tanto na vida presente quanto na futura. Para os mansos, isso significa encontrar paz espiritual no presente e, no futuro, participar do Reino Eterno de Deus, onde a justiça e a harmonia prevalecerão de maneira plena (Sl 37.11).

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Sobre o exemplo de mansidão, podemos dizer que ninguém jamais foi manso como o Senhor Jesus Cristo. O maior exemplo de mansidão nos foi dado por Ele. Em um mundo onde as pessoas vivem com um nível de estresse altíssimo, muitas com os nervos à flor da pele, Ele ensinou e viveu de maneira mansa. Parece-me apropriado dizer que aprendemos a ser manso contemplando a figura de Jesus em cada detalhe. No Sermão da Montanha, Ele ensinou: "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mt 5.5). Se prestarmos bem atenção, Jesus reproduz a fala do rei Davi no Salmo 37.11, quando declara que os mansos herdarão a terra, e continua com uma menção descrita pelo profeta Jeremias (Jr 6.16): "[...] e achareis descanso para as vossas almas [...]". Vemos que, na contramão deste mundo, Jesus apresentou a mansidão como um dos componentes da felicidade plena.(Bispo Abner Ferreira. *Pregando sobre os problemas da vida – Reflexões*. Vol. 1. Editora Betel, 2024, p. 194).

CONCLUSÃO
A mansidão é uma virtude que faz parte da vida cristã. A promessa em Mateus 5.5 revela o valor da mansidão como uma atitude que combina humildade, paciência e submissão a Deus. Longe de ser um sinal de fraqueza, a mansidão reflete tanto a capacidade de controlar as próprias emoções diante de qualquer adversidade quanto a confiança que temos nas promessas divinas, o que nos faz ser bem-aventurados.

Complementando
Os pré-requisitos do discipulado cristão não podem ser desempenhados sem o exercício da mansidão. Ela é necessária para que sejamos bem-sucedidos, seja em assuntos pessoais ou espirituais, e possamos lidar com os desafios e as adversidades da vida de maneira sábia e equilibrada, como agrada a Deus.

Eu ensinei que:
Vivemos em um mundo hostil, onde os violentos muitas vezes prevalecem. Porém, na contramão dessa realidade, Jesus nos ensina que há felicidade e recompensa eterna na mansidão.

Fonte: Revista Betel Conectar

domingo, 25 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL EDITORA BETEL - Lição 5 / 1º Trim 2026

A importância do jejum na vida dos discípulos de Cristo
1º de Fevereiro de 2026


TEXTO ÁUREO
"E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum", Marcos 9.29.

VERDADE APLICADA
O jejum bíblico é um exercício espiritual que expressa nosso interesse em buscar primeiro o Reino de Deus e da nossa completa dependência do Senhor.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que Jesus afirmou a relevância do jejum.
- Reconhecer o valor espiritual de jejuar e orar conjuntamente.
- Identificar o jejum como uma prática vista em toda a Bíblia.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MATEUS 4
1. Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 
2. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 
3. E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. 

MATEUS 6 
16. E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 
17. Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, 
18. para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Ed 8.21 Proclamando o jejum.
TERÇA | Dn 9.3 Buscando a Deus em oração e jejum.
QUARTA | 2Cr 20.3 A busca pelo Senhor em jejum.
QUINTA | Mt 6.16 O jejum não visa recompensas humanas.
SEXTA | Jl 2.12 Deus se agrada do jejum de Seus servos.
SÁBADO | Ne 1.4 O jejum nos fortalece espiritualmente.

HINOS SUGERIDOS: 5, 88, 370

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja de Cristo continue a jejuar em consagração a Deus.     

INTRODUÇÃO
Jesus não somente jejuou, como também ensinou a maneira correta de fazê-lo. Aliás, a Bíblia está cheia de citações de pessoas que fizeram uso desta disciplina espiritual e nos instrui quanto à maneira correta de praticá-la. Assim, por toda sua relevância, nesta lição, analisaremos essa experiência espiritual à luz da Palavra de Deus.    

PONTO DE PARTIDA – Aspectos bíblicos sobre o jejum.

1. Compreendendo o jejum 
O jejum é uma das disciplinas e práticas espirituais que têm acompanhado o povo de Deus desde o Antigo
Testamento, como uma expressão de fé, contrição, total dependência de Deus, arrependimento, devoção. Veremos neste tópico a importância de conhecermos o que a Bíblia diz sobre o jejum, para evitarmos os extremos de praticar sem o necessário discernimento ou desprezar esta prática presente na vida de Jesus Cristo após o batismo em águas e na igreja primitiva.

1.1. O jejum bíblico. 
O jejum bíblico pode ser definido como a abstinência de alimentos por um período de tempo com finalidades espirituais (Jl 2.12). Essa disciplina espiritual não deve ser usada para conseguir alguma coisa de Deus, como se fosse uma barganha, mas como uma expressão de humilhar-se diante de Deus (At 3.19,20).

Bíblia do Culto do Ministro (Editora Betel, 2022, p.272): "Os fariseus jejuavam duas vezes por semana (Lc 18.12), isto é, no quinto dia da semana, quando Moisés subiu ao Monte Sinai, e no segundo dia, quando imaginaram que ele desceria (Mt 9.14). Enquanto permaneceu com Seus discípulos, o Senhor não ordenou que jejuassem (Mt 9.15); mas também não condenou esse costume (Mt 6.16-18); antes de iniciar o Seu ministério, ele mesmo jejuou (Mt 4.2). Os primeiros cristãos jejuaram, como na ocasião de serem separados Paulo e Barnabé para a obra missionária e quando os anciões foram eleitos (At 13.2,3;14.23). Talvez os jejuns de Paulo, mencionados em 2Co 6.5 e 11.27, fossem de natureza voluntária”. 

1.2. O jejum dos hipócritas. 
O jejum praticado por quem se mostra abatido, com o semblante descaído, é uma hipocrisia, pois o objetivo de quem age assim é se mostrar espiritual para os demais. Isso, porém, é algo que а Bíblia condena (Mt 6.16-18). Quem jejua não precisa tornar isso público, é entre você e Deus. 

Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical - 3º Trimestre de 2016- Lição 7): "A maneira correta de jejuar trará ao servo de Jesus Cristo uma recompensa. Todavia, para que isso suceda, precisamos entender que o jejum é uma arma secreta; que, se usada ocasionalmente, assim como o esmolar, deve ser um ato alegre. Uma vez definido o alvo do jejum, que pode ser mostrar a Deus tristeza pelo pecado ou preparar-se para maiores desafios espirituais, devemos fugir de todo orgulho espiritual. A maneira de jejuar ensinada pelo Senhor Jesus é proceder como se fôssemos a uma festa, ou seja, "unge a tua cabeça e lava o teu rosto". Parafraseando o que foi dito: "Tome um banho e passe um bom perfume, como se você fosse a uma festa". 

1.3. Humilhando-se diante de Deus. 
O jejum é uma maneira de nos humilharmos diante de Deus. Esdras disse: "Apregoei ali um jejum [...] para nos humilharmos diante da face do nosso Deus", Ed 8.21. Neemias reuniu o povo "com jejum e pano de saco", e os israelitas estavam abatidos por seus pecados (Ne 9.1-3). Naquele momento, o jejum e o pano de saco representavam submissão a Deus e arrependimento. 

Pastor Adalberto Alves (Revista Betel Dominical - 4° Trimestre de 2018 - Lição 9): "A narrativa bíblica diz que os filhos de Israel se juntaram com jejum e pano de saco, além de trazerem terra sobre si (Ne 9.1). Todos os que pertenciam à linhagem de Israel se apartaram de todos os estranhos que viviam ao redor e se humilharam perante o Senhor, confessando os seus pecados e as iniquidades de seus pais (Ne 9.2). A partir do anúncio da Раlavra, o povo foi quebrantado e, com jejum e oração, reconheceu e arrependeu-se de seus pecados. Ainda hoje, a Palavra de Deus, a oração e o jejum são recursos relevantes para nós, pois nos ajudam a ter disciplina e santidade na caminhada crista". 

EU ENSINEI QUE: 
Jejuar é abster-se de alimentos por um período de tempo com o objetivo de nos aproximarmos de Deus. 

2. A importância do jejum 
No jejum, fortalecemos o espírito para que ele prevaleça sobre as coisas da carne. Essa prática nos ajuda a dizer não para os desejos e anseios humanos e nos ajuda a priorizar os valores eternos. 

2.1. Jejum e arrependimento. 
Não podemos achar que o jejum é sinônimo de arrependimento ou contrição. Lembremos que Jezabel convocou um jejum (1Rs 21.9). Em Isaías 58.1-14, о profeta denunciou a conduta do povo, pois a essência do jejum que agrada a Deus não se resume a abster-se de alimento ou subjugar o corpo. А mensagem de Isaías confirma o que o salmista declara, ou seja, o jejum não deve ser uma prática isolada de outras atitudes (Sl 66.18). O jejum precisa ser acompanhado de humildade, contrição e oração, além de expressar disposição de mudança, de concerto e de negar-se a si próprio. 

O Profeta Isaías nos mostrara que o povo não tinha aprendido nada sobre o sentido espiritual do jejum, pois a razão principal dos seus dias de jejum era para o próprio contentamento (Is 58.3). Eles jejuavam e participavam de contendas e debates (Is 58.4), ou seja, jejuavam, mas não havia mudança de comportamento. 

2.2. Jejum e oração. 
A Bíblia traz muitas passagens em que o jejum está associado à oração. De acordo com as Palavras de Jesus, há ocasiões nas quais a oração deve ser acompanhada de jejum, uma vez que há castas de demônios que só podem ser expulsas com oração e jejum (Mt 17.21). Contudo, não encontramos nas Escrituras uma ênfase no jejum como há em relação à oração. E, quando jejuamos, não devemos considerar que essa prática nos faz merecedores de ser atendidos em nossas orações. Na parábola de Jesus, o fariseu que orava e jejuava não foi justificado (Lc 18.11-14). 

Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical - 3° Trimestre de 2016 - Lição 7): "O jejum é uma prática frequentemente mencionada na Bíblia e geralmente vinculada à oração. Davi jejuou quando seu filho recém-nascido adoeceu gravemente (2Sm 12.16). Daniel jejuava quando buscava uma orientação especial da parte de Deus (Dn 10.3). A igreja estava jejuando quando enviou Paulo e Barnabé para o campo missionário (At 13.2,3)". 

2.3. Jejum e domínio próprio.
Em um tempo com tantas distrações e ativismo, a prática do jejum e da oração pode contribuir muito para exercitarmos a autodisciplina. Paulo menciona as competições atléticas para enfatizar a importância do domínio próprio (1Сo 9.24-27). Ele se esforçava para não ser dominado pelos desejos carnais. Assim, a prática do jejum bíblico está entre as disciplinas espirituais que o discípulo de Cristo pode praticar para aumentar o autocontrole diante das tentações e adversidades da vida. 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 3º Trimestre de 2022 - Lição 7): "Da mesma forma que ajudar os necessitados e orar, o jejum também deve ocorrer na privacidade do coração do discípulo (Mt 6.17,18; Lc 2.37). Visto que o jejum requer autocontrole rigoroso, é uma tentação importante comunicar sutilmente nossos esforços ou vitórias aos outros. Embora isso possa ser feito de maneira inocente, Jesus nos avisa que revelar nosso jejum pode se tornar uma forma perigosa de orgulho e autoengano espiritual. O jejum pode ser individual ou coletivo (Jn 3.5). O individual trata com o particular de cada um, o coletivo visa sempre encorajar a Igreja a concentrar-se na Obra de Deus, pedir direcionamento, expressar a tristeza pelo pecado, a buscar o perdão na comunidade". 

EU ENSINEI QUE: 
A Bíblia traz muitas passagens em que o jejum está associado à oração. 

3. Relatos de pessoas que jejuaram 
Deus não decretou o jejum como algo obrigatório, mas muitos de Seus filhos jejuavam voluntariamente: Moisés (Dt 9.9); Davi (2Sm 1.12; 3.35; 12.16); Josafá (2Cr 20.3); Esdras (Ed 10.6); Neemias (1.4); Ester (Et 4.16); Daniel (Dn 9.3; 10.3); Jesus (Mt 4.2). Veremos, neste tópico, as lições que podemos extrair dos relatos do jejum de Ester, Josafá e Daniel.

3.1. Ester enfrentou o desafio com jejum. 
Vemos, na atitude de Ester, que jejuar é mais do que se abster de alimentos, é um propósito espiritual profundo na busca por intervenção divina. Ester pediu aos judeus da cidade de Susã que jejuassem por três dias, e eles assim fizeram (Et 4.16). О propósito daquele jejum foi pela sua ida até a presença do rei Assuero pаra pedir a intervenção dele diante do decreto de morte aos judeus imposto por Hamā (Et 4.1-3). 

Bispo Abner Ferreira (Ester. Editora Betel, 2020, p. 90): "Ester foi uma mulher que verdadeiramente consagrou-se ao Senhor; ela era, sem dúvida, repleta do Espírito Santo (Et 4.16). Ela tinha algo dentro dela que sobrepujava todos os seus sentimentos e todas as suas fraquezas. Algo tão profundo que sustentava sua confiança em Deus. Ester buscava a face do Senhor através de jejuns e de orações, e teve uma intimidade profunda com Ele". 

3.2. Josafá buscou a Deus com oração e jejum. 
Os exércitos dos amonitas e moabitas, além de alguns outros, ameaçaram o Reino do Sul. Com a união desses povos, o exército inimigo tornou-se bem superior ao do Reino do Sul (2Cr 20.2). Receoso, Josafá orou, buscou a ajuda de Deus e decretou um jejum nacional. O povo de todas as cidades de Judá se uniu para buscar a ajuda do Senhor. Josafá, diante do cerco dos inimigos, voltou-se para Deus, que o socorreu (2Cr 20.3,4). 

Bispo Abner Ferreira (Transformando as Adversidades em cenários de Milagres e Vitórias: Lições de соmo heróis superaram os desafios em tempos de escassez, guerras e angústias. Editora Betel, 2020, p. 88): "Assim com Josafá, aproxime-se de quem te fortalece nos momentos difíceis, não se afaste do Senhor Deus! [...] Utilizando as armas da oração e jejum, Josafá se fortaleceu e pôde encontrar em Deus proteção contra o inimigo, que marchava confiante. Nenhum dia é igual ao outro, mas você pode fazer de todos uma conquista". 

3.3. Daniel jejuou por amor à sua nação. 
Daniel meditava nos escritos do Profeta Jeremias, que diziam que Jerusalém teria que ficar em ruínas durante setenta anos. Mesmo morando no palácio, Daniel não se esqueceu de suas origens e continuava a amar o seu povo. Então, ele recorreu ao Senhor Deus: orou com dedicação e sinceridade, vestiu-se de panos de saco, e jejuou sobre cinzas, derramando о coração e abrindo a alma para Deus (Dn 9,2.3). A ruína de Jerusalém levou o profeta à angústia de alma, que ele expressou a Deus com jejum e oração. 

Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2005 - Lição 10): "Podemos perceber, em todo o Livro de Daniel, a razão porque este profeta alcançou muitas vitórias (Dn 9.3). Primeiro Daniel procurou, através das Escrituras, o que Deus dissera sobre o assunto. Ele possuía uma biblioteca onde estudava. Ele disse: "Entendi pelos livros". Em seguida orou, jejuou e rogou humilhado, vestido em pano de saco e com cinzas". 

EU ENSINEI QUE: 
Jejuar é mais do que se abster de alimentos, é um propósito espiritual profundo na busca por intervenção divina.
 
CONCLUSÃO 
Em tempos de tantas ocupações, que o Espírito Santo nos ajude a priorizar em nosso viver momentos de oração e jejum, como expressão de um sincero interesse em buscar primeiro o Reino de Deus, nossa dependência completa da graça do Senhor, buscar aguçar nossa sensibilidade espiritual, procurar conhecer e receber mais do Senhor e o desejo em exercitar a autodisciplina.
  

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS SUBSÍDIO - Lição 4 / 1º Trim 2026


AULA EM 25 DE JANEIRO DE 2026 - LIÇÃO 4
(Revista Editora CPAD)

Tema: O Deus que justifica

 

TEXTO PRINCIPAL 
“Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5.1).

RESUMO DA LIÇÃO
O jovem cristão, que entende a realidade da Justificação pela fé, vive com ousadia, gratidão e santidade, sabendo que foi perdoado, regenerado e capacitado para vencer em Cristo.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Rm 5.1 Temos paz com Deus por Jesus
TERÇA — Rm 4.3 É Deus quem justifica
QUARTA — Rm 8.1 Quem está em Cristo não vive mais debaixo da condenação
QUINTA — Rm 8.16 O Espírito Santo confirma a nossa nova identidade
SEXTA — Rm 8.17 Herdeiros de Deus
SÁBADO — 2Co 5.17 A Justificação nos dá uma nova vida

OBJETIVOS
APRESENTAR o que é a Justificação pela fé;
EXPLICAR como Deus justificou Abraão;
CONSCIENTIZAR sobre o livramento da culpa e das consequências eternas do pecado.

INTERAÇÃO
[...]

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
[...]

TEXTO BÍBLICO

Romanos 4.1-8.
1 — Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?
2 — Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus.
3 — Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.
4 — Ora, àquele que faz qualquer obra, não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida.
5 — Mas, àquele que não pratica, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.
6 — Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo:
7 — Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos.
8 — Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO 
Professor(a), nesta lição veremos uma doutrina essencial para a vida cristã, pois muitos novos convertidos deixam a obra de Deus por não a entender mais detalhadamente. E nesse material de apoio vamos aumentar as tuas opções de assuntos para a ministração, dando mais qualidade para a aula.
A doutrina bíblica da Justificação pela fé é uma das verdades centrais da fé cristã. Segundo as Escrituras, ela ensina que a salvação não se baseia em méritos humanos, mas exclusivamente na justiça de Jesus Cristo. Assim, é Deus quem nos justifica. Nesta lição, estudaremos a Justificação como parte essencial da obra redentora e refletiremos sobre seu significado prático para aqueles que creem na obra consumada pelo Senhor Jesus.
Convém acrescentar nesta introdução, que se tornar justo significa estar livre de condenação, ou seja, quer dizer que a pessoa não tem crime que lhe possa ser imputado. 
No meio secular, se uma pessoa cumpriu pena por um crime no passado, essa pessoa está livre da justiça, pois o seu crime já foi punido. E no contexto cristão segue o mesmo princípio, isto é, se uma pessoa pagou por seus pecados, então foi justificada diante de Deus, no entanto, o preço pelo pecado é a morte, sendo assim o pecador deve morrer, e é aí que entra o sacrifício de Jesus, pois Ele morreu no lugar dessa pessoa.

I. O QUE É A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

1. Conceito. 
A palavra “justificação” refere-se à mudança na condição do pecador diante de Deus. Antes, estávamos mortos “em ofensas e pecados” (Ef 2.1), mas, ao experimentarmos a Justificação, nossa posição é completamente transformada: de culpados, Deus nos declara inocentes; de condenados, Ele nos absolve. Isso acontece por causa da obra satisfatória de Cristo no Calvário e mediante a fé nEle (Rm 1.17).
Por isso, fomos “justificados pela fé” e, assim, “temos paz com Deus” (Rm 5.1). Isso significa que Deus nos concede a justiça de Cristo quando cremos (Rm 3.21-26). Portanto, é Deus quem justifica o pecador.
O detalhe é o seguinte: É Deus quem justifica, mas isso não acontece inexplicavelmente, existe um processo para que essa justificação ocorra. Pra começar, a justificação faz parte de um plano maior, que chamamos de "Plano da Salvação", elaborado antes de o homem pecar no Éden e a justificação é o meio pelo qual, o homem se torna apito a alcançar a salvação. O processo pelo qual veio a nossa justificação foi a crucificação de Cristo. Conforme o comentarista afirmou, a justificação não depende do ser humano, ou seja, não é uma obra humana, mas sim, divina.  

2. O ato da Justificação. 
O ato de justificar é uma obra invisível, que muda a nossa condição de pecadores, herdada desde o Éden. Trata-se de uma obra milagrosa, já que, contra o pecado, não há nada que possamos fazer por nós mesmos. Mas quando cremos em Cristo e em sua obra consumada no Calvário, nossa condição humana é transformada diante de Deus. Na Regeneração, nossa vida interior é profundamente restaurada (2Co 5.17); na Justificação, nossa posição diante de Deus é completamente alterada (Rm 8.1). Assim, Deus olha para nós e, sob o seu olhar, está a justiça do seu Filho, Jesus Cristo. Isso é a graça de Deus em ação!
Ou seja, a justificação não é uma ação que percebemos, e o outro processo para a salvação da alma humana mencionada neste subtópico é a regeneração, e essa ação nós percebemos, pois ocorre de forma contínua no interior, mas refletindo no exterior do ser humano. 
Assim, no momento da conversão, a pessoa é justificada pelo sacrifício de Cristo, mudando sua posição de condenado para salvo e a partir daí começa a ocorrer a regeneração no interior desse novo convertido. 
Convém lembrar que, quem opera a regeneração é o Espírito Santo:
"Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,", Tito 3.5

3. Uma experiência real. 
A doutrina da Justificação não é apenas uma teoria, mas uma experiência real. Quando você compreende que foi justificado pela fé, passa a viver com uma nova identidade, tanto psicológica, no tocante às emoções e à personalidade, quanto espiritual. Não há razão para viver como alguém condenado. Não há por que carregar culpa que o pecado colocou sobre nós. A Justificação pela fé encoraja você a viver como alguém perdoado, aceito e capacitado para servir a Deus no poder do Espírito Santo (Rm 8.1). Portanto, se você crê em Cristo e em sua obra consumada no Calvário, viva com gratidão e ousadia, sabendo que sua culpa foi retirada — e, pela graça, Deus o aceitou (Rm 5.1). Por isso, não aceite viver como alguém condenado, mas alegre-se por ser justificado e amado. Viva essa verdade com fé e esperança.
[...]

SUBSÍDIO I
[...]

II. DEUS JUSTIFICOU ABRAÃO

1. O exemplo do pai da fé. 
Em Romanos 4.1-8, o apóstolo Paulo usa o exemplo de Abraão para ensinar a doutrina da Justificação pela fé. O texto explica que, muito antes da Lei ser dada, Abraão já havia crido em Deus — e por causa dessa fé, Deus o declarou justo (Rm 4.3). Isso mostra que o ensino bíblico de ser salvo pela fé não começou no Novo Testamento. Desde o Antigo Testamento, Deus já estava revelando que o caminho da salvação não depende do que fazemos, mas da fé nEle. Abraão não foi escolhido por merecimento, mas porque confiou em Deus. Nesse contexto, a fé ocupa um lugar central no plano divino de salvação.
A diferença na obra de justificação do Antigo Testamento para o Novo Testamento, é que Jesus ainda não havia sido entregue por nós, assim, era apenas uma promessa, mas tanto no Antigo quanto no Novo Testamento o meio pelo qual nós alcançamos essa justificação é a fé. No Antigo Testamento a pessoa precisava crer nas promessas de Deus, já no Novo Testamento a pessoa precisa crer na pessoa de Cristo e na Sua obra na cruz.
Convém acrescentar que, Abraão é o nosso pai da fé, porque foi o primeiro a crer em algo que não via, isto é, na promessa de Deus:
"1 Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?
2 Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus.
3 Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.", Romanos 4.1-3 

2. O lugar da fé. 
No plano divino, tanto o crer quanto o agir têm lugar na obra da salvação. No caso de Abraão, a fé dele foi determinante para sua justificação diante de Deus. Contudo, seus atos também fazem parte dessa economia salvífica, como expressão concreta da fé. Sim, Abraão só deixou sua terra porque, primeiro, creu na promessa de Deus (Gn 12.1). Na Justificação, o princípio é o mesmo: primeiro se crê; depois, o justificado manifesta, por meio de sua conduta, os frutos dessa fé. Por isso, a fé ocupa um lugar central no ato divino de justificar o pecador. Ela é o gesto de plena dependência de Deus para viver neste mundo.
Ou seja, não são as obras que conduzem a pessoa à fé, mas a fé a conduz às obras. Assim, se um cristão trabalha na igreja local, anuncia Jesus aos que estão próximos e dá o exemplo de servo de Cristo no seio familiar, ele só faz isso porque primeiro creu na obra de Cristo. E por essa fé, ele foi justificado, e a partir daí, essa pessoa começa a manifestar as obras dessa fé.

3. O sentido prático dessa doutrina. 
A principal implicação desse ensino é que a salvação não se baseia em uma performance meramente religiosa, sem vida e mecânica. Nossa salvação está firmada em uma confiança viva em Jesus Cristo. Por isso, essa fé não é passiva, inerte ou morta — ela produz frutos visíveis na maneira de viver. Uma vez justificados pela fé, desejamos andar no Espírito, viver no Espírito e nos comunicar no Espírito (Rm 8.5). Por isso, é uma bênção viver uma vida santa a partir de um encontro real com Deus mediante a fé em Cristo. Por outro lado, é uma maldição tentar aparentar uma “vida santa” sem ter experimentado a Salvação, a Regeneração e a Justificação em Cristo. Nesse caso, em vez de uma vida autêntica, o que resta é religiosidade vazia, profanação e autoengano. Temos vivido uma fé que transforma? Ou só tentamos manter uma aparência de fé?
Ou seja, em um sentido prático a justificação precisa ser demonstrada com frutos visíveis, por exemplo: alguém que aceitou Jesus como Salvador, entrou para o rol de membros de uma igreja, então essa pessoa deve praticar as obras que um salvo em Cristo pratica, anunciando o Evangelho; se afastando do pecado; evitando as más companhias; renunciando aos vícios; não proferir palavras torpes; ajudando ao próximo e outras práticas que são frutos de uma vida cristã. 
João Batista chamava esses frutos de frutos de arrependimento:
"7 E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?
8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento.", Mateus 3.7,8
E note que os religiosos que não tinham esses frutos, ele chamou de "raça de víboras", será que temos esses frutos, ou somos raça de víboras?

SUBSÍDIO II
[...]

III. O LIVRAMENTO DA CULPA E DAS CONSEQUÊNCIAS ETERNAS DO PECADO

1. A Justificação traz um grande livramento. 
A doutrina bíblica da Justificação pela fé traz consigo o livramento da condenação eterna e da culpa que o pecado impõe sobre a vida humana (Rm 8.1). Vivemos em um mundo onde não faltam pessoas prontas para acusar, nem circunstâncias arquitetadas pelo Inimigo para escravizar vidas: vícios, traumas, erros e conflitos familiares. Tudo isso revela situações e ambientes em que o domínio do pecado ainda atua. Mas aqueles que estão em Cristo, uma vez justificados pela fé, já romperam essas amarras e foram completamente libertos.
[...]

2. Livres da culpa. 
A culpa causada pelo pecado oprime muitas pessoas que vivem aprisionadas no passado, marcadas por palavras ditas e ouvidas em meio a conflitos familiares; outras permanecem paralisadas no presente por causa das acusações relacionadas aos erros cometidos na vida. No entanto, a condenação que estava sobre nós foi anulada, vencida e apagada por Deus (Rm 8.31). E isso é suficiente! Trata-se de um chamado, não para a prática do pecado, mas para o privilégio de viver segundo os propósitos de Deus. Por isso, a culpa não tem mais domínio sobre quem foi justificado. Essa pessoa foi perdoada, liberta, regenerada e declarada justa diante de Deus.
Aqui está um dos motivos de se ensinar isso aos novos convertidos, pois, como dissemos antes, muitos deles retornam para o pecado ao não entenderem a justificação. O que acontece é o seguinte, quando alguém se converte, muitos parentes, vizinhos e colegas não aceitam, acreditando que a conversão é falsa, e que a pessoa está apenas fingindo ter sido transformada. E muitos desses antigos "amigos" e parentes proferem palavras, que muitas vezes são ofensivas, e se o novo convertido não receber a instrução sobre a salvação, regeneração e justificação, acaba por aceitar tais palavras, acreditando até mesmo que não tem mais jeito para sua vida e retorna para o mundo.
Mas devemos ensinar-lhes que na condição humana sempre iremos falhar, mas Deus está sempre pronto a nos receber e nos perdoar:
"Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.", Romanos 8.33

3. O testemunho interior do Espírito Santo. 
Finalmente, a experiência da Justificação pela fé é acompanhada pelo testemunho interior do Espírito Santo (Rm 8.16). O jovem que compreende essa realidade espiritual caminha com firmeza, mesmo diante de pressões externas e dos inúmeros desafios ao longo da jornada cristã. Ele sabe que, se é filho de Deus, então também é herdeiro de Deus e coerdeiro com Cristo (Rm 8.17). Essa verdade impacta diretamente a nossa identidade como seguidores de Cristo neste mundo, pois é afirmada, em nosso coração, pelo próprio Espírito Santo.
Ter o Espírito Santo habitando em nosso interior é essencial para uma vida cristã saudável. Por isso, todo crente deve buscar a presença do Espírito de Deus em orações, jejuns e meditação na Palavra, isso acalma as tempestades interiores, curando traumas e desfazendo o efeito das palavras contrárias. O problema é que muitos ministérios não estimulam os jovens a buscar o batismo com o Espírito Santo; não organizam eventos de oração e nem retiros espirituais. Alguns ministérios buscam atrair jovens com festividades, rodízioa de pizza, festival de cachorro quente, cinema, etc., deixando os devocionais de lado.
O Espírito Santo habitando no interior do jovem dá a ele a certeza da paternidade divina:
"15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.", Romanos 8.15,16

SUBSÍDIO III
[...]

CONCLUSÃO
A justificação é o alicerce sobre o qual se edifica toda a vida cristã. Ao crer em Jesus, somos declarados justos diante de Deus — não por nossos méritos, mas pela justiça de Cristo imputada a nós. Isso nos dá segurança, paz com Deus e acesso à vida eterna. Creia com todo o seu coração que você foi justificado(a) pela fé. Viva com ousadia e gratidão, sabendo que sua identidade não está no passado que você viveu, mas na nova posição que você tem em Cristo. E lembre-se: a fé que justifica é também a fé que santifica, sustenta e conduz à vitória.
Professor(a), após essa conclusão, se desejar siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

HORA DA REVISÃO
1. O que significa ser justificado diante de Deus, segundo a doutrina bíblica?
Significa que Deus nos concede a justiça de Cristo quando cremos.
2. Por que a doutrina da Justificação não é apenas uma teoria?
A doutrina da Justificação não é apenas uma teoria, mas uma experiência real. Quando você compreende que foi justificado pela fé, passa a viver com uma nova identidade, tanto psicológica, no tocante às emoções à personalidade, quanto espiritual.
3. Qual é o lugar da fé no ato divino de justificar o pecador?
A fé ocupa um lugar central no ato divino de justificar o pecador. Ela é o gesto de plena dependência de Deus para viver neste mundo.
4. O que a doutrina bíblica da Justificação traz consigo?
A doutrina bíblica da Justificação pela fé traz consigo o livramento da condenação eterna e da culpa que o pecado impõe sobre a vida humana (Rm 8.1).
5. O que acompanha a experiência da Justificação pela fé?
A experiência da Justificação pela fé é acompanhada pelo testemunho interior do Espírito Santo, que confirma: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

Fonte: Revista CPAD Jovens

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 4 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 4



(Revista Editora Betel)

Tema: BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM POR SEUS PECADOS



Texto de Referência: Jl 2.12,13 

VERSÍCULO DO DIA 
"Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados". Mt 5.4

VERDADE APLICADA
Quem dedica a vida a Cristo e derrama lágrimas de arrependimento tem a promessa de que encontrará consolo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Enfatizar que o choro de arrependimento gera transformação; 
✔ reconhecer que o choro sincero pode ser um catalisador de mudança; 
✔ saber que um dia as nossas lágrimas cessarão.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que o nosso choro seja uma expressão de arrependimento, a fim de que possamos receber a bênção do consolo divino.

LEITURA SEMANAL
Seg Ap 21.4 Deus enxugará todas as nossas lágrimas.
Ter Rm 12.15 Chore com os que choram.
Qua Ec 3.4 Há tempo de chorar e tempo de sorrir.
Qui Jo 16.20 A tristeza se transformará em alegria.
Sex Sl 30.5 O choro é passageiro.
Sab Sl 56.8 Deus recolhe nossas lágrimas em Seu odre.

INTRODUÇÃO 
Professor(a), esta é mais uma lição que nos passa uma parte da fórmula para uma vida espiritual saudável e alegre, no entanto, apresento uma outra alternativa plausível para a interpretação do versículo estudado. Pois Jesus não cita sobre a motivação do choro da pessoa, Ele apenas afirma que os que choram serão consolados, e a lição está afirmando que o choro se refere à tristeza pelo pecado, mas pode ser que Jesus tivesse se referindo a qualquer choro que alguém possa ter, mesmo estando na presença de Deus. 
"Felizes são os que choram" é uma frase aparentemente contraditória, mas Jesus se refere ao choro de tristeza pelo pecado, que afasta o homem de Deus.
A aparente contradição mencionada aqui, está no seguinte: como poderia alguém estar chorando e ser feliz? Mas é possível sim, pois, assim como existe o choro de alegria, existe também o choro que faz bem. É um tipo de choro que realmente é triste, mas que alegra ao Criador e alegrando o Criador, Ele se aproxima do Seu filho que chora, e assim, o cristão começa a receber o consolo do Espírito de Deus. Vamos ver como isso acontece.
Podemos acrescentar como uma possibilidade, o seguinte: o choro a que Jesus se refere, pode não ser somente o choro pelo pecado, mas sim, qualquer choro que se faz diante do Senhor, um choro de alguém que busca consolo em Deus, reconhecendo que Ele é a solução.

PONTO-CHAVE
"Muitas vezes, o peso do pecado é tão insuportável que leva o pecador às lágrimas."

1- PAZ E CONSOLO PARA OS QUE CHORAM
O nosso Senhor Jesus Cristo apresenta a segunda Bem-Aventurança como uma garantia de alívio para aqueles que choram por seus próprios pecados. Essas pessoas encontrarão conforto ao se verem livres da dor das próprias transgressões.

1.1. As lágrimas sinceras geram transformação
Existe uma verdade profunda ao afirmarmos que as lágrimas sinceras podem ser um agente de transformação na vida do ser humano. O choro é uma maneira de extravasarmos sentimentos contidos, abrindo espaço para o novo de Deus em nosso íntimo. As lágrimas podem brotar de um coração angustiado não como sinal de fraqueza, mas como expressão de uma alma que clama por mudança, como o desejo de quem admite seus próprios pecados e se humilha ao pedir perdão. Já aqueles que escondem seus pecados ou tentam justificá-los diante de Deus nunca conhecerão a bênção reservada aos de coração puro (Mt 5.8).
O choro no indivíduo adulto surge normalmente diante de sua incapacidade frente às adversidades da vida, tais como, a morte; ou uma doença; um casamento destruído ou  qualquer outra coisa. Assim, quando uma pessoa vê suas esperanças indo embora, a única coisa que lhe resta é o choro. É uma forma de aliviar a alma, como se fosse uma válvula de escape. 
Porém, como dito antes, quando Jesus fala dos que choram, Ele enquadra a todos os que choram diante de Deus, por qualquer problema, esses, sim, serão consolados, pois o Senhor não resiste ao coração contrito. Sendo assim, o consolo de Deus se dará para os servos de Cristo que choram aos pés do Senhor, pois o Novo Testamento sempre nos orienta a levar nossos problemas a Deus:
"Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.", 1 Pedro 5.7
Por isso, toda vez que alguém chora diante de Deus, recebe dEle o consolo.

1.2. O choro de arrependimento
O lamento associado ao arrependimento se traduz em lágrimas de sofrimento, por meio de um processo que implica reconhecer a gravidade do erro, o desejo de se libertar da dor e da culpa por ter cometido transgressões. Durante o arrependimento, o pecador volta-se para Deus em busca de perdão e redenção. Indivíduos que buscam alívio em Deus por causa da maldade que reconhecem em seus próprios corações descobrem a serenidade que consola (Jo 14.16,26; 15.26). Não é surpreendente que existam relatos de pessoas que enfrentaram profundas crises existenciais e, ao se abrirem para o consolo do Espírito Santo, passaram a experimentar uma nova maneira de se conectar com Deus.
Sabemos que nem todas as pessoas que se convertem choram de arrependimento, no entanto, sabemos que o pecado gera tristeza, e aquele que não se entristece diante de seu próprio pecado, com certeza não está arrependido ainda. 
Quando uma pessoa pede perdão a Deus, Ele sonda o coração:
"Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo as entranhas; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.", Jeremias 17.10
Sendo assim, Ele enxerga a tristeza dentro do coração e sabe se o coração está realmente arrependido ou não.

REFLETINDO
"Não há consolo ou alegria que se compare com o que Deus dá aos que choram." D. A. Carson

2- NO CHORO, A DOR SE TRANSFORMA EM FORÇA E RESILIÊNCIA
Como são preciosas as lágrimas de quem, tendo pecado, se arrepende, muda o rumo da sua vida e retorna à Casa do Pai. Esse coração arrependido ouvirá do Pai: "[...] alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado [...]" (Lc 15.23,24).

2.1. O choro de contrição possibilita o recomeço
O choro de arrependimento sincero e humilde abre o coração para receber o consolo e a misericórdia de Deus. Quando nos permitimos expressar nossas emoções por meio do choro, reconhecendo nossas falhas, a mudança se torna uma realidade possível. O que antes causava dor pode servir de alicerce para algo novo e especial. Esse recomeço surge como um milagre que se estabelece de forma harmoniosa em nossa vida. Nesse contexto, compreendemos que a tristeza pelas consequências do pecado vem acompanhada da certeza de que Jesus deseja que o pecador arrependido volte a sorrir, assim como fez com Marta e Maria ao devolver a vida a Lázaro (Jo 11.43,44).
[...]

2.2. Chorar pelos erros libera emoções reprimidas
A complexidade da vida humana pode ser tão dolorosa que nos leva a momentos de amargura. Contudo, as lágrimas de contrição daqueles que sofrem por seus pecados têm o poder de ressignificar situações antes consideradas impossíveis de mudar. Ao reconhecermos a importância das nossas emoções e abrirmos o coração para que Deus faça morada, passamos a viver uma vida mais significativa, em que cada lágrima se torna parte da jornada. Talvez, em vez de temer o choro, devamos acolhê-lo como um velho amigo que conhece nossas fragilidades e nos conduz ao fortalecimento da alma.
Esse subtópico é bem complicado, difícil de entender e difícil de explicar. 

3- O CESSAR DAS LÁGRIMAS
O Senhor Jesus advertiu que no mundo teríamos aflições (Jo 16.33). De fato, as tribulações da vida, o pecado, as decepções e as perdas nos levam a chorar, mas a boa notícia é que Ele também assegurou que enxugará dos nossos olhos todas as lágrimas (Ap 21.4).

3.1. Choro pelo desejo de ser perdoado, redimido e salvo
Embora muitos afirmem que o mundo pertence aos fortes, devemos permanecer atentos à Palavra de Deus. O choro das Bem-Aventuranças são lágrimas derramadas por um coração que sofre por ter ofendido a Deus e ao próximo. O consolo vem da promessa de que os que choram verdadeiramente arrependidos encontrarão alívio e restauração. Somente o choro sincero nos faz atravessar o vale de lágrimas amparados pela promessa do Altíssimo: ser consolados e tomar posse da Vida Eterna.
mais importante é que cada um reconheça os seus pecados e se achegue a Deus com o coração contrito, esses alcançarão a misericórdia de Deus. Veja o que Deus fala sobre o coração entristecido:
"Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos.", Isaías 57.15
Esse versículo também faz alusão a todos os que recorrem a Deus com o coração entristecido pelas adversidades da vida. Pois o Senhor age como um pai de família, que se contrista com o choro de seus filhos, veja uma caso:
"33 Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.
34 E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.
35 Jesus chorou.", João 11.33-35

3.2. Deus seca as lágrimas e traz consolo
O salmista declarou que os que semeiam com lágrimas colherão com alegria (Sl 126.5). Diante das adversidades, devemos meditar na Palavra de Deus, que nos traz esperança e conforto. Deus não rejeita o reto, que voltará a sorrir: "Até que de riso te encha a boca, e os teus lábios, de louvor" (Jó 8.21). Assim, confiamos no que Ele disse ao rei Ezequias: "Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas. Eis que eu te sararei" (2Rs 20.5).
Semear em lágrimas, significa trabalhar mesmo diante das dificuldades, o Salmista se refere à verdade da vida, que todos os que trabalham mesmo em dificuldades serão recompensados, pois o homem colhe o que planta. E no contexto da Graça, a Palavra afirma que os que sofrem nessa terra, trabalhando para o Senhor, serão consolados no tempo presente, pelo Espírito Santo, que é o nosso Consolador, até chegar o dia em que Deus enxugará do rosto de Seus filhos, toda a lágrima:
"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.", Apocalipse 21.4
Ou seja, o consolo de Deus vem e virá para todos que choram aos pés do Senhor

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
O mundo não gosta de pessoas chorosas, pois as considera um estorvo. Contudo, o Filho de Deus afirma: "Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados". Isso não significa que o cristão deva viver em tristeza constante. Esse choro refere-se ao pesar pelo próprio pecado, à tristeza que surge quando o indivíduo passa a reconhecer a gravidade do seu pecado diante da santidade de Deus. Foi o que aconteceu com Isaías ao ter uma visão da glória divina, quando até os anjos cobriam o rosto e proclamavam: "Santo, Santo, Santo". A reação do profeta foi de profunda consternação (Is 6.5) (D. A. Carson, O Sermão do Monte: Exposição de Mateus 5–7, Vida Nova, 2022, p. 19).

CONCLUSÃO
Nas Bem-Aventuranças, o choro não é sinal de fraqueza. Ao declarar "Bem-aventurados os que choram", Jesus se refere a um choro que nasce do arrependimento e da consciência do próprio pecado.
Professor(a), leia essa conclusão e siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

Complementando
Jesus ensinou que o choro de arrependimento é abençoado (2Co 7.10) e que essa atitude conduz ao perdão e à purificação divina (Sl 30.5). Assim, o consolo não é apenas conforto momentâneo, mas a promessa da compaixão e da misericórdia de Deus para aqueles que O buscam.

Eu ensinei que:
Apenas a presença de Deus tem o poder de curar as dores, secar as lágrimas e trazer consolo ao coração que se arrepende de suas transgressões.

Fonte: Revista Betel Conectar

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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 4 / ANO 2 - N° 8

O Fim do Reino de Judá 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO  

2 Reis 25.1, 3-4, 8-10 
1- Esucedeu que, no nono ano do reinado de Zedequias, no mês décimo, aos dez do mês, Nabucodonosor, rei de Babilônia, veio contra Jerusalém, ele e todo o seu exército, e se acamparam contra ela, e levantaram contra ela tranqueiras em redor. 
3- Aos nove dias do quarto mês, quando a cidade se via apertada da fome, nem havia pão para o povo da terra, 
4- então, a cidade foi arrombada, e todos os homens de guerra fugiram de noite pelo caminho da porta que está entre os dois muros junto ao jardim do rei (porque os caldeus estavam contra a cidade em redor); e o rei se foi pelo caminho da campina. 
8- E, no quinto mês, no sétimo dia do mês (este era o ano décimo nono de Nabucodonosor, rei de Babilônia), veio Nebuzaradá, capitão da guarda, servo do rei de Babilônia, a Jerusalém. 
9- E queimou a Casa do Senhor e a casa do rei, como também todas as casas de Jerusalém; todas as casas dos grandes igualmente queimou. 
10- E todo o exército dos caldeus, que estava com o capitão da guarda derribou os muros em redor de Jerusalém.

TEXTO ÁUREO 
Então, saiu a glória do Senhor da entrada da casa e parou sobre os querubins. 
Ezequiel 10.18

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - 2 Crônicas 36.17-21
A queda do Templo
3ª feira -Ezequiel 7.23-27
Caiu Jerusalém
4ª feira - Oseias 4.4-6
Obedeça à Palavra!
5ª feira - Joel 2.12-17
É tempo de arrependimento
6ª feira - Deuteronômio 6.1-9
Amor a Deus
Sábado - Hebreus 11.1-3
Tenha fé

 OBJETIVOS

    Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de:

  • reconhecer que a obediência conduz à vida, enquanto a desobediência leva à destruição; 
  • perceber que, mesmo em meio ao caos, Deus continua falando conosco; 
  • compreender que a misericórdia do Eterno é o que nos sustenta. 
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 
    Querido professor, a destruição de Jerusalém e do primeiro Templo deve ser abordada de forma holística, integrando elementos históricos, teológicos e literários. Este evento representa um marco axial na teologia do exílio: um juízo divino diante da infidelidade do povo eleito, que inaugura uma nova compreensão da presença de Yahweh, agora desvinculada do espaço sagrado tradicional. 
  Recomenda-se enfatizar, nas práticas pedagógicas, a leitura crítica de textos proféticos — especialmente Jeremias e Ezequiel —, promovendo reflexões sobre identidade, justiça e espiritualidade em meio à ruptura cultual e territorial. 
    Boa aula!

COMENTÁRIO
Palavra introdutória
    A destruição de Jerusalém foi interpretada pelos profetas como uma manifestação do juízo divino em resposta à infidelidade de Judá (2 Rs 24.3-4). 
    Como destacado na lição anterior, Jeremias advertiu insistentemente sobre a ruína iminente, caso a nação não abandonasse a idolatria e as injustiças sociais (Jr 7.1-15; 2.8-11). Ezequiel, contemporâneo de Jeremias e exilado na Babilônia, desenvolveu uma teologia da presença divina que transcendia o Templo (Ez 10.18-19; 11.16), abrindo caminho para uma nova compreensão da relação entre Deus e Seu povo. 
    A literatura histórica reforça essa visão: a destruição foi consequência da desobediência aos estatutos do Senhor (2 Rs 24-25). Assim, a relação de causa e efeito entre pecado e exílio tornou-se uma matriz hermenêutica central na história de Israel, moldando a leitura desse período como um tempo de purificação e renovação da aliança.

 1.  O REINADO DE ZEDEQUIAS 
    Zedequias (hb. sid-gi-yã-hu) significa “Yahweh é minha justiça” — um epíteto potente que aponta para a soberania e retidão do Senhor. No entanto, a trajetória deste líder revela um contraste inquietante entre a promessa inscrita em seu nome e as decisões que tomou. 
    O reinado de Zedequias marca os últimos anos de Judá antes do exílio. Neste tópico, são apresentados seu perfil como monarca (1.1); as fragilidades de sua administração (1.2); e a trágica escolha de desobedecer à voz profética (1.3). 

1.1. Um rei nomeado pelo inimigo 
    O nome Zedequias foi atribuído por Nabucodonosor II a Matanias (2 Rs 24.17), um dos filhos de Josias (1 Cr 3.15), quando o constituiu rei de Judá no lugar de Joaquim (2 Cr 36.10; cf. Lição 3; Tópico 3.3). Ele era o mais novo dos dois filhos de Josias com sua esposa Hamutal (2 Rs 23.31; 24.18). 
    Esse jovem monarca tinha 21 anos quando ocupou o trono e exerceu o poder por 11 anos (entre 597/6 a.C. e 587/6 a.C.). Ele herdou um reino enfraquecido e territorialmente reduzido, marcado por sucessivas perdas políticas. Um dos sinais dessa decadência foi a tomada do Neguebe pelos edomitas (Jr 13.18-19), onde se lamenta a queda da glória de Judá e o fechamento das cidades do sul. 
    Desde o início, esse governante foi apenas um vassalo (subordinado) do Império Babilônico — um administrador da “massa falida” deixada por seu irmão Jeoaquim, como apontam pesquisas historiográficas. 

1.2. Um trono sem autoridade 
    O Livro de Jeremias apresenta o último rei davídico como um soberano bem-intencionado, mas vacilante (Jr 37.17-21; 38.7-28). Para enfrentar um período tão turbulento, teria sido necessário alguém com a envergadura e determinação de Josias (2 Rs 22.1-2; 23.25) — qualidades que Zedequias claramente não possuía. Faltavam-lhe habilidade política (Jr 38.5) e resiliência emocional (Jr 38.19). 
      A fragilidade de Zedequias como dirigente nacional aparece até na forma como sua gestão era contada (cf. Lição 1; Tópico 1.3). Tanto em Judá quanto na Babilônia, os anos seguiam a referência do “cativeiro de Joaquim”, seu antecessor (Ez 1.2; 8.1; 20.1; 24.1; 33.21). Issa mostra que, para muitos — livres ou cativos —, o verdadeiro líder continuava sendo Joaquim, cuja volta ao trono ainda era esperada (Jr 28.1-4).
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    ZEDEQUIAS: IRMÃO OU TIO DE Joaquim? Zedequias era irmão de Jeoaquim (1 Cr 3.15-16), pai de Joaquim (2 Rs 24.6); por isso, pode-se afirmar que ele era tio de Joaquim. Embora 2 Crônicas 36.10 o mencione como “irmão” (ARC, ARA), O relato mais preciso desse parentesco está em 2 Reis 24.17, que o identifica como “tio” (NVI, NTLH).
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1.3. A escolha que selou a ruína 
    Havia em Judá uma forte oposição ao domínio caldeu (2 Rs 24.20; 2 Cr 36.13), e em 589/8 a.C. eclodiu na região uma rebelião impulsionada por um fervor nacionalista crescente (Jr 28.1-177), alimentado pela falsa expectativa de que o Egito interviria em favor do povo (Jr 37.5-10; cf. Jr 27.1-11). 
    Jeremias opôs-se firmemente à rebelião (2 Rs 24.20; 2 Cr 36.13). Zedequias hesitava em apoiar o levante (Jr 21.17; 37.3-10, 17; 38.14-23), mas carecia de autoridade política para resistir à pressão dos nobres. 
   Em 588 a.C., no décimo mês do calendário hebraico (dezembro/janeiro), os babilônios sitiaram Jerusalém (2 Rs 25.1; Jr 52.4), dando início ao cerco que culminaria na queda da cidade (Jr 21.3-7). 
    Em sua última entrevista secreta com o profeta, então preso, Zedequias ouviu dele, mais uma vez, um apelo por rendição (Jr 38.14-24). Para o mensageiro de Yahweh, obedecer seria a única saída; resistir significaria uma catástrofe nacional.
    Mas o último rei de Judá, temeroso e indeciso (Jr 38.19), optou por resistir até o fim. Ao desconsiderar a voz de Deus, ele selou a destruição de si mesmo e de toda a capital (Jr 38.21-24). 

 2.  A QUEDA DE JERUSALÉM 
    A queda de Jerusalém foi o desfecho inevitável de anos de desobediência, alianças frágeis e rejeição à voz profética. Este tópico percorre o cerco que se prolongou por um ano e meio (2.1); o momento da invasão e destruição da cidade (2.2); e o fim trágico do rei Zedequias, símbolo do colapso do Reino do Sul (2.3). 

2.1. O cerco se fecha 
    A desobediência de Zedequias à voz de Yahweh precipitou a ruína de Jerusalém. O cerco começou no “nono ano” de seu reinado, no “décimo mês” (janeiro; cf. Jr 39.1; 52.4; Ez 24.1-2), e durou até o “décimo primeiro ano” (Jr 52.5) — cerca de um ano e meio. Esse longo período pode ser explicado por dois fatores: 
  • a possível ausência de Nabucodonosor, que havia estabelecido sua base militar em Ribla (2 Rs 25.6, 20-21) e talvez estivesse envolvido em campanhas paralelas, como o controle dos portos fenícios (hipótese de estudiosos); 
  • sua cautela diante de uma eventual intervenção egípcia em favor de Judá (Jr 37.5,11). 
    Como explica Varughese (2019), cercos costumam se prolongar até o esgotamento das provisões — e foi exatamente isso que ocorreu. Quando faltou alimento, o desespero se instalou e a rendição se tornou inevitável (Jr 52.0). 
    Esse é o retrato de Sião: uma cidade devastada por uma política hesitante e insubmissa, conduzida por um rei que ignorou os profetas e confiou em alianças frágeis. 

2.2, A invasão da cidade 
    Jerusalém ainda podia resistir por mais algum tempo, mas Zedequias, que já considerava a rendição (Jr 38.14-23), temia capitular diante dos seus nobres. Mas o desfecho já se aproximava: no “nono dia do quarto mês” de 587/6 a.C. (julho), as reservas de alimento se esgotaram, e os caldeus abriram brechas nas muralhas, invadindo a capital (2 Rs 25.3; Jr 52.6-7). Isso ocorreu no “décimo primeiro ano” do reinado de Zedequias (2 Rs 25.2; Jr 39.2; 52.5) e no “décimo nono ano” de Nabucodonosor II (2 Rs 25.8; Jr 52.12). 
    Apesar dos apelos proféticos ao arrependimento, o povo persistiu na desobediência. Foi essa recusa contínua em ouvir a voz de Deus que selou a queda da Cidade da Paz — cumprindo o juízo que, por tanto tempo, fora anunciado.

2.3. O trágico fim de Zedequias 
   Diante da invasão final, Zedequias tentou fugir para a Transjordânia, talvez em busca de apoio dos amonitas, mas foi capturado nas planícies de Jericó — o mesmo local por onde os hebreus haviam entrado na Terra Prometida (2 Rs 25.5; Jr 52.7-8). 
    De lá, o último rei judaíta foi levado a Ribla, onde enfrentou o juízo de Nabucodonosor (2 Rs 25.6). Ali, antes de ser cegado e levado em cadeias para a capital do Império (2 Rs 25.7; Jr 52.11), assistiu à execução de seus filhos diante de seus olhos (Jr 52.10). Assim, cumpriram-se duas profecias aparentemente paradoxais: ele veria o soberano caldeu (Jr 32.4), mas não veria a cidade para onde seria levado (Ez 12.13). 
    Cego, humilhado e vencido, o último monarca sobre o trono de Davi foi deportado como prisioneiro de guerra, encerrando sua vida em uma masmorra babilônica (Jr 52.11). 

 3.  A ÚLTIMA FASE DA DEPORTAÇÃO (587/6 a.C.) 
    A destruição do templo de Salomão marcou o colapso visível da aliança rompida. Este tópico aborda o incêndio do Santuário (3.1); o destino do povo remanescente (3.2); e o exílio que parecia o fim — mas revelou-se também como um novo começo sob a misericórdia de Deus (3.3).

3.1. O fim do templo de Salomão 
    Cerca de um mês após a queda de Jerusalém (2 Rs 25.8; Jr 52.12), Nebuzaradã (hb. ne-bu-zar"d-dân), comandante da guarda e alto oficial de Nabucodonosor, chegou à capital para cumprir as ordens do rei da Babilônia. Além de intervir no destino de Jeremias (Jr 39.13-14; 40,1-6), ele foi o responsável por incendiar a Cidade Santa e destruir o templo de Salomão (2 Rs 25.9; 2 Cr 36.19; Jr 52.13) — o único lugar legítimo de culto a Yahweh até então.
    Junto com o Santuário, foram também demolidos ou levados: as colunas de bronze (2 Rs 25.13, 16-17; cf. 1 Rs 7.15-22); os suportes (2 Rs 29.13; cf. 1 Rs 7.27-39); o tanque de bronze (2 Rs 25.13; cf. 1 Rs 7.23-26) e todos os utensílios litúrgicos (2 Rs 29.14-16; cf. 1 Rs 7.40-45). 
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    O majestoso templo construído por Salomão, que por cerca de quatro séculos representou o orgulho nacional e a glória espiritual de Israel, foi reduzido a cinzas. E, com ele, Jerusalém jazia em ruínas, cumprindo-se o juízo anunciado pelos profetas.
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3.2. Destinos divididos 
    Após a destruição do Templo e da cidade, oficiais eclesiásticos (2 Rs 25.18), líderes militares e civis, além de cidadãos eminentes, foram levados à presença do imperador em Ribla, onde foram sumariamente executados (2 Rs 25.18-21; Jr 52.24-27). 
    O que restou da população urbana e da elite judaíta, à medida que ainda existia, foi deportado para a Babilônia, como parte da estratégia de dominação imperial. Por outro lado, os camponeses das regiões vizinhas — especialmente os menos instruídos ou hábeis — foram deixados na terra (Jr 52.16; 2 Rs 25.12), provavelmente para trabalhar como agricultores e evitar o abandono total da região. 
    Com o desterro da nação, cumpriu-se o juízo profético anunciado desde os tempos de Manassés: “[...] Também a Judá hei de tirar de diante da minha face [...]” (2 Rs 23.27). 

3.3. Ruína e promessa 
    O exílio era a mais severa das punições previstas na aliança (Lv 26.33; Dt 28.36; Jr 25.8-11). Seu cumprimento marcou o fim do Estado de Judá: quatro séculos de história terminaram em fogo e sangue. O outrora grandioso reino foi completamente destruído; sua economia, destroçada; sua sociedade, dilacerada. Diante de tamanha ruína, tudo parecia perdido. 
    A religião judaica e a própria existência nacional de Israel poderiam ter sido extintas nesse desastre histórico. Mas não foram. Ambas sobreviveram — e isso só foi possível porque, como lembraria o profeta mais tarde: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos [...]” (Lm 3.22),

CONCLUSÃO 
A destruição do Templo e o subsequente exílio babilônico marcaram um ponto de inflexão na prática religiosa de Israel, Sem um centro sacrificial, a fé hebraica se transformou, com o surgimento de novas formas de expressão espiritual — como a oração comunitária e a exaltação da Torá como principal meio de relacionamento com Deus. 
    Esse período também consolidou o papel dos profetas e escribas, cuja teologia moldou o judaísmo pós-exílico. 
    A tragédia de 587/6 a.C. levou ainda a uma releitura da identidade de Israel como povo escolhido, fortalecendo a ideia do Remanescente fiel (Is 10.20-21) — cuja aliança com Deus dependia não da terra ou do Santuário, mas da justiça e da obediência (Mg 6.6-8) — mesmo longe de Sião. 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. 1. Qual é o nome do comandante oficial chefe dos caldeus, responsável pela destruição de Jerusalém e do Templo? 
R.: Nebuzaradã.
Fonte: Revista Central Gospel