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quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Calvinismo x Arminianismo - Um terceiro ponto

Desde a Reforma Protestante existe uma divergência entre os cristãos, de um lado os calvinistas e de outro os arminianistas, e quem será que está certo? Qual visão devemos seguir? Conheça uma opinião que diverge um pouco dessa polarização.

    Após a enorme popularização das redes sociais no século XXI, vemos alguns temas deixarem de ser debatidos nas salas de aulas dos seminários teológicos e passarem a ser comentados e discutidos na internet. Assim, o termo "calvinismo" se popularizou para além dos ambientes acadêmicos e ganhou certa notoriedade. 

    Com a Reforma Protestante, o cristianismo mudou completamente, pois surgiu um novo seguimento cristão, que os católicos reputavam como seita, mas que cresceu de forma assustadora e se consolidou, pois esse movimento chamado de protestantismo não trazia uma novidade teológica nem uma nova doutrina ou costume, mas tinha a proposta de retornar à origem do cristianismo, retirando dele o que foi acrescentado ao longo de séculos de catolicismo romano. 

    No entanto, foi nessa nova fase do cristianismo que surgiram as correntes teológicas divergentes, a saber as duas mais conhecidas, o calvinismo e o arminianismo. Em rápidas palavras, vamos entender o que é cada uma dessas visões teológicas tão controversas entre si, serei breve e sucinto, pois o objetivo aqui não é um estudo aprofundado sobre cada uma dessas correntes teológicas, mas apenas emitir uma opinião baseada na Palavra de Deus comecemos com o calvinismo

    Surgiu no século XVI com base nas ideias do reformador francês João Calvino (1509-1564) em Genebra, Suíça. Enfatiza a soberania absoluta de Deus, a predestinação para a salvação e a autoridade das Escrituras. É conhecido pelos seus cinco pontos fundamentais, dos quais o mais importante é o que trata sobre a predestinação e a soberania de Deus. No calvinismo entende-se que Deus, devido à Sua soberania, já predestinou a todos, sendo uns para o Céu e outros para o inferno, e em decorrência disso não há sentido no livre-arbítrio, pois se Deus já predestinou cada um para o seu destino final, então a ideia de livre-arbítrio não passa de uma ilusão. Dessa forma, a pessoa que está predestinada ao Céu, não poderá resistir à Graça salvadora de Cristo.

    Agora vejamos o arminianismo: consiste numa corrente teológica cristã baseada nas ideias de Jacó Armínio (final do século XVI), que enfatiza o livre-arbítrio humano capacitado pela graça preveniente para aceitar ou rejeitar a salvação. Sendo assim, o arminianismo afirma que Deus, apesar de Sua soberania, permite ao ser humano escolher entre a salvação ou a perdição, exercendo assim o seu livre-arbítrio, dessa forma esse ser humano pode decair da Graça salvadora. Sendo assim, no arminianismo Deus, em Sua soberania, predestinou todos a serem salvos, no entanto, permitiu a cada um, o direito de escolha.

Argumentos fundamentais

    As duas correntes teológicas possuem bases bíblicas interpretativas altamente coerentes e alguns pontos desconcertantes nos debates, vejamos dois desses pontos, um calvinista e outro arminianista, começando pelo calvinismo:
    Deus conhece o futuro, isso está claramente definido pelas profecias bíblicas, então, se há um futuro conhecido, logo, tudo está determinado, e se está determinado, então foi Deus quem o determinou, e se Deus determinou, significa que o ser humano pensou que estava escolhendo, mas não estava escolhendo nada. Como base para esse tipo de argumento, vemos o caso em que Deus endurece o coração de faraó Êx. 9.12 determinando a sua decisão. Separei este, mas existe uma série de argumentos calvinistas fundamentados nas Escrituras.
    
    No caso do arminianismo, um simples argumento filosófico causa desconcerto, que é seguinte: se Deus é justo e todos serão julgados segundo as suas obras, conforme apocalipse, Ap 20.11-15, então, como haverá justiça, se os que forem condenados tiverem sido predestinados ao inferno? Como poderão ser culpados daquilo que foram destinados a fazer?

Um terceiro ponto de vista

    Quero apresentar aqui o meu ponto de vista como uma outra opção a se considerar além dos que já são conhecidos. Com isso, proponho responder à questão: Qual visão está correta? O calvinismo ou o arminianismo?
Comecemos pelo seguinte: os debates sobre a predestinação tem seu início no século V com as discussões entre Agostinho de Hipona e o monge Pelágio. A partir daí começam todas as controvérsias entre predestinação e livre-arbítrio, mas somente na Reforma Protestante é que surgem os maiores defensores de cada visão teológica, João Calvino e Jacó Armínio. O que se percebe de início, é que no princípio dos trabalhos da Igreja de Cristo não existiam esse tipo de questão. Nem sequer houve quem perguntasse a respeito do assunto. Se entendemos que, esse é um assunto de grande importância, então teria o Senhor Jesus esquecido de esclarecer sobre ele aos seus discípulos? E por que será que o Espírito Santo também não alertou os apóstolos sobre isso? 
    Convém lembrar que, quando Paulo fala que somos predestinados Rm 8.29, não está tentando comprovar nenhum argumento, pois não existia qualquer discussão sobre isso, além disso, tanto para o calvinismo quanto para o arminianismo existe predestinação. 
    Vejamos da seguinte forma, quando Jesus ordena a pregação do Evangelho até os confins da terra, Ele deu aos discípulos o que eles precisariam para o cumprimento da missão:

"E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e sararão.", Marcos 16:17,18 

    Ou seja, eles precisariam de poder do alto. E deu o conhecimento da Palavra de Deus, por meio do Espírito Santo, pois eles precisariam para a finalidade de ensinar os irmãos a guardarem os ensinos de Jesus:

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém.", Mateus 28.19,20 

    Notamos com essas ordenanças do Senhor Jesus, que a maior preocupação era e ainda é, que a Igreja tivesse poder para o ganho de almas e conhecimento para orientar a santidade. Em nenhum momento vemos Jesus se preocupando com a questão do livre-arbítrio e predestinação. Com isso, entendemos que o debate sobre o calvinismo e arminianismo, não tinha nenhuma relevância para a salvação. E se não era importante naquele momento também não é na atualidade.
    
    Outra verdade a ser considerada é que, mesmo que o assunto tenha espaço nas redes sociais, ele ainda é um assunto dos eruditos, pois os que buscam a salvação em Cristo Jesus não estão preocupados com esse tipo de questão. Isto é, para um pai que luta pela libertação de um filho que está no vício das drogas, pouco importa se ele tem ou não o seu livre-arbítrio, e para uma mãe que busca pela restauração do seu casamento não interessa se sua igreja é calvinista ou arminiana. Por isso, as discussões sobre calvinismo e arminianismo, estão fora do Evangelho prático.
    
    E por fim, tanto a visão calvinista, quanto a visão arminiana não ferem a soberania divina e não atentam contra a salvação da alma humana. Pois, na verdade, são apenas diferentes pontos de vista da mesma verdade: Deus conhece tudo e já viu tudo até o fim, e as discussões sobre esses processos são sem finalidade prática.
    Por isso, nem os calvinistas estão certos e nem os arminianos estão com a razão, o que importa de verdade é o ganho de almas e a manutenção delas no Reino de Cristo.

Pr Marcos André 
  

Índice dos últimos conteúdos da Escola Dominical - 1º Trim 2026


Conteúdos para a aula da EBD do dia 8 de Fevereiro de 2026 - Lição 6:

Revistas
Revista Betel Adultos - Editando
Revista Betel Conectar - Corrigindo
Revista Central Gospel - A iniciar
Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Editando
Subsídio CPAD Jovens - A iniciar
Subsídio Betel Adultos - A iniciar
Subsídio Betel Conectar - A iniciar 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 1º de Fevereiro de 2026 - Lição 5:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Indisponível
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 25 de Janeiro de 2026 - Lição 4:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
_____________________________________

Conteúdos para a aula da EBD do dia 18 de Janeiro de 2026 - Lição 3:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 5 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 5



(Revista Editora Betel)

Tema: BEM-AVENTURADOS OS MANSOS



Texto de Referência: Mt 11.29

VERSÍCULO DO DIA
"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mt 5.5).

VERDADE APLICADA
A humildade e a submissão à vontade de Deus, em vez de arrogância e violência, conduzem à verdadeira bênção e à recompensa eterna.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Destacar o poder transformador das palavras de Jesus;
✔ reconhecer a natureza e a importância das Bem-aventuranças;
✔ identificar a didática de Jesus ao ensinar sobre a mansidão.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que Jesus nos dê um coração manso e humilde como o dEle.

LEITURA SEMANAL
Seg 1Jo 4.7 Revestindo-se de mansidão.
Ter Sl 86.15 Jesus, o exemplo perfeito de mansidão.
Qua Mq 7.18 Felizes são os mansos.
Qui Sl 136.1 Devemos corrigir com mansidão.
Sex Rm 5.8 Devemos seguir a mansidão.
Sab 1Jo 4.16 A mansidão é preciosa diante de Deus.

INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição trata de mais um motivo de felicidade para os filhos de Deus, e estou me referindo a um assunto que chama a atenção em um cristão, a mansidão. Este material de apoio vai te acrescentar conteúdos além dos que estão na revista. Aproveite.
O termo grego praus, que significa "manso", aparece algumas vezes no Novo Testamento. Duas vezes ele é empregado em referência ao próprio Jesus (Mt 11.29; 21.5) e também aparece na Primeira Carta de Pedro (1Pe 3.4). O apóstolo Paulo, ao falar do Fruto do Espírito (Gl 5.22), usou o termo grego praotēs para designar mansidão.
Já de início é bom salientar que, ser manso nos padrões bíblicos, não significa estar sempre de cabeça baixa, falando serenamente e aceitando tudo. Note que nem Jesus era assim, mas ser manso tem a ver com postura gentil e debaixo da autoridade divina. Nem sempre um cristão vai agradar a todos, pois precisamos ser mansos, mas também ter posturas firmes, que muitas vezes se confunde com arrogância.

Ponto-Chave
"Ser manso é ser humilde, gentil e submisso a Deus, buscando manter a paz mesmo em momentos de conflito."

1- OS MANSOS DE CORAÇÃO
O cristão não deve se angustiar nem se revoltar diante das tempestades da vida. Em meio a situações estressantes, devemos exercitar a mansidão e manter a calma. Para tanto, é preciso estar sempre em comunhão com Jesus, para que Ele traga quietude à nossa alma.
No mundo estressante em que vivemos, precisamos de força extra para conseguir manter a calma. Por isso precisamos da comunhão com Jesus, pois é dEle que vem a nossa força para manter o controle. E é com Jesus que aprendemos a ser mansos:
"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.", Mateus 11.29

1.1. Trilhando o caminho da mansidão
É bom estar perto de uma pessoa mansa, que tem o coração afável. Os mansos atraem a atenção por sua presença agradável e serena. São pessoas afetuosas, compreensivas e calmas. Por outro lado, os ríspidos tendem a nos afastar, pois são rudes e indelicados na maior parte do tempo. Por isso, o apóstolo Paulo nos recomenda andar como é digno da vocação com que fomos chamados, com humildade e mansidão, suportando uns aos outros em amor (Ef 4.1,2).
A mansidão é facilitadora da Obra de Deus, pois torna o trabalho menos doloroso, vejamos nas palavras do apóstolo:
"1 Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
2 Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,", Efésios 4:1,2
"Andar como é digno da vocação" significa não andar em contendas e rixas contra os irmãos, e para isso é essencial que haja mansidão. Sempre haverá um irmão na igreja ou fora dela, que vai falar ou fazer alguma coisa que não gostamos. Aí precisamos nos suportar uns aos outros. Podemos pensar da seguinte forma, se o irmão nos tratou inadequadamente, é porque ainda não foi transformado pelo Evangelho de Cristo e está pronto a perder sua salvação, então, nós que fomos alcançados precisamos ajudá-lo. 

1.2. Ser manso não significa ser covarde
A mansidão não é sinal de fraqueza ou medo; pelo contrário, é uma virtude divina. Cristo, embora sendo Todo-Poderoso, tinha um caráter manso (Mt 11.29). O bispo Abner Ferreira, em *Pregando sobre os problemas da vida – Reflexões* (v. 1, Editora Betel, 2024, p. 191), observa que não devemos entender uma pessoa mansa como covarde. Infelizmente, o manso é visto atualmente como alguém boboca, ingênuo e fácil de ludibriar. Entretanto, isso tem mais a ver com o domínio da própria bravura. A mansidão, portanto, não é característica de pessoas covardes nem passivas, mas de quem sabe canalizar a ira, mostrando-se forte nos momentos de crise.
Ser manso como Jesus significa ser humilde, mas também ser esperto, veja como Jesus coloca a questão:
"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.", Mateus 10.16
Jesus está alertando que estamos no meio de lobos, e que, embora sejamos símplices, humildes e mansos como uma pombinha, devemos ser espertos e cuidadosos como a serpente. Não podemos confiar em ninguém sem verificar antes, saber se defender e saber atacar. O crente não pode dizer sim pra tudo, nem ficar o tempo todo mantendo pose de bonzinho, nem sorridente e nem falante demais, é preciso analisar as propostas e as situações e ser firme com as palavras. Ser manso, mas também ser sério e decidido. Quando um crente é equilibrado, sério e usa poucas palavras, ele impõe respeito. 

Refletindo
"A única vingança do manso é amontoar brasas vivas sobre a cabeça do seu adversário, fazendo todo o bem que pode em retribuição ao mal que o outro lhe fez." C. H. Spurgeon

2. CULTIVANDO UM CORAÇÃO MANSO
A mansidão é resultado de uma vida governada por Deus, pela ação do Espírito Santo. Ao olhar para a vida de Jesus, contemplamos Sua mansidão, pois Ele era cheio do Espírito Santo (Lc 4.1). O apóstolo Paulo, na Segunda Carta a Timóteo, ressaltou: "E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor, instruindo com mansidão os que resistem" (2Tm 2.24,25). Aos de coração manso, Cristo deixou uma belíssima promessa: eles herdarão a terra (Mt 5.5).

2.1. O Espírito Santo nos faz mansos
A mansidão é uma virtude cristã, uma característica de quem busca ser cheio do Espírito Santo, que transforma o nosso coração e nos ajuda a manter os sentimentos sob controle. Ele nos capacita a controlar impulsos egoístas, a confiar em Deus e a refletir a mansidão de Cristo (Mt 11.29). Por meio de Sua presença, somos guiados a viver com gentileza e submissão à vontade de Deus, tornando-nos aptos a herdar a terra, uma bênção prometida em Mateus 5.5.
Não é à toa que uma das características do fruto do Espírito é a mansidão. 
"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.", Gálatas 5:22
Por isso precisamos, antes de tentar ser manso, buscar o Espírito Santo, porque Ele é quem dá o fruto em nossa vida. Existem pessoas que se passam por salvos em Cristo, tentando demonstrar mansidão sem, no entanto, ter a presença do Espírito Santo, mas eles logo são percebidos, pois até aparentam uma mansidão, mas sem as demais características do fruto do Espírito, e assim, logo a "capa" cai.

2.2. Moisés, um homem manso
Moisés foi confrontado injustamente por seus irmãos, Arão e Miriã; ainda assim, ele manteve a calma, pois era varão mui manso (Nm 12.1-3). Apesar de sua autoridade como líder de Israel, ele também demonstrava paciência e gentileza diante das rebeliões e murmurações do povo. A mansidão de Moisés não era fraqueza, mas uma força interior que se refletia na intercessão pelo povo e na obediência à vontade de Deus.
Moisés, mesmo sendo manso, teve seus momentos de fraqueza, onde se deixou levar pela ira, pois antes da conversão ele matou uma pessoa:
"E olhou a uma e a outra banda, e, vendo que ninguém ali havia, feriu ao egípcio, e escondeu-o na areia.", Êxodo 2.12
E após a conversão Moisés desferiu golpes contra a rocha, mesmo após a ordem de Deus para somente tocar nela:
"10 E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes: porventura, tiraremos água desta rocha para vós?
11 Então, Moisés levantou a sua mão e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.", Números 20.10,11
Moisés era um homem falho como todos nós, e muitos de nós faríamos as coisas erradas que ele fez, mas devemos entender que, aquela travessia no deserto, foi possível, em grande parte pela calma de Moisés, pois eté o Senhor já havia pensado em destruí-los:
"20 E falou o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo:
21 Apartai-vos do meio desta congregação, e os consumirei como num momento.
22 Mas eles se prostraram sobre os seus rostos, e disseram: Ó Deus, Deus dos espíritos de toda carne, pecará um só homem, e indignar-te-ás tu tanto contra toda esta congregação?", Números 16.20-22
A postura calma de Moisés e de Arão foram importantíssimas para a conclusão daquela obra. Todo crente que atua na liderança de grupo ou de congregação, precisa dessa mansidão, mesmo que seja falho. 

3- OS MANSOS HERDARÃO A TERRA
Davi, no Salmo 37, declarou: "Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz" (Sl 37.11). Mais tarde, no Sermão da Montanha, Jesus revela a bênção destinada aos mansos.

3.1. A natureza da mansidão
A mansidão é uma das virtudes do Fruto do Espírito, como descrito em Gálatas 5.22, a qual capacita o crente a tomar decisões sábias e equilibradas, que agradam a Deus. Uma pessoa mansa acolhe a vontade de Deus independentemente das circunstâncias, como disse Jó: "Receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal?" (Jó 2.10). A mansidão, portanto, nos leva a renunciar ao orgulho e à autossuficiência, escolhendo obedecer e servir com amor mesmo em meio aos desafios da vida.
[...]

3.2. A promessa da herança
A expressão "herdarão a terra" aponta para a bênção de receber a promessa de Deus tanto na vida presente quanto na futura. Para os mansos, isso significa encontrar paz espiritual no presente e, no futuro, participar do Reino Eterno de Deus, onde a justiça e a harmonia prevalecerão de maneira plena (Sl 37.11).
Herdar a terra como uma promessa associada a mansidão, aparece duas vezes como foi dito antes, uma nos Salmos:
"Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.", Salmos 37.11
E a outra ocorrência foi no Sermão do Monte, por isso, podemos entender essa passagem com um significado mais amplo, ou seja, "herdar a terra", significa ser bem-sucedido nesta terra em que habitamos e também como uma promessa de se alcançar a terra prometida, que é o Céu.
Pois aquele que é manso tem grande chance de ter sucesso na carreira secular, na família e na obra de Deus, porque é uma pessoa agradável, de gentil presença e mesmo quando é ofendido, mantém a postura e o foco.
Então, herdar a terra, é uma promessa para o porvir, mas que tem grande impacto no presente. 

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Sobre o exemplo de mansidão, podemos dizer que ninguém jamais foi manso como o Senhor Jesus Cristo. O maior exemplo de mansidão nos foi dado por Ele. Em um mundo onde as pessoas vivem com um nível de estresse altíssimo, muitas com os nervos à flor da pele, Ele ensinou e viveu de maneira mansa. Parece-me apropriado dizer que aprendemos a ser manso contemplando a figura de Jesus em cada detalhe. No Sermão da Montanha, Ele ensinou: "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mt 5.5). Se prestarmos bem atenção, Jesus reproduz a fala do rei Davi no Salmo 37.11, quando declara que os mansos herdarão a terra, e continua com uma menção descrita pelo profeta Jeremias (Jr 6.16): "[...] e achareis descanso para as vossas almas [...]". Vemos que, na contramão deste mundo, Jesus apresentou a mansidão como um dos componentes da felicidade plena.(Bispo Abner Ferreira. *Pregando sobre os problemas da vida – Reflexões*. Vol. 1. Editora Betel, 2024, p. 194).

CONCLUSÃO
A mansidão é uma virtude que faz parte da vida cristã. A promessa em Mateus 5.5 revela o valor da mansidão como uma atitude que combina humildade, paciência e submissão a Deus. Longe de ser um sinal de fraqueza, a mansidão reflete tanto a capacidade de controlar as próprias emoções diante de qualquer adversidade quanto a confiança que temos nas promessas divinas, o que nos faz ser bem-aventurados.
De tudo o que foi ensinado, convém dar foco no que se falou da necessidade da ajuda do Espírito Santo para ter mansidão, pois, assim como Moisés era falho, todos nós somos falhos.

Complementando
Os pré-requisitos do discipulado cristão não podem ser desempenhados sem o exercício da mansidão. Ela é necessária para que sejamos bem-sucedidos, seja em assuntos pessoais ou espirituais, e possamos lidar com os desafios e as adversidades da vida de maneira sábia e equilibrada, como agrada a Deus.

Eu ensinei que:
Vivemos em um mundo hostil, onde os violentos muitas vezes prevalecem. Porém, na contramão dessa realidade, Jesus nos ensina que há felicidade e recompensa eterna na mansidão.

Fonte: Revista Betel Conectar

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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 5 / ANO 2 - N° 8

O Clamor de um Povo Exilado 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO  

Lamentações 1.1-2 
1- Como se acha solitária aquela cidade dantes tão populosa! Tornou-se como viúva a que foi grande entre as nações; e princesa entre as províncias tornou-se tributária! 
2- Continuamente chora de noite, e as suas lágrimas correm pelas suas faces; não tem quem a console entre todos os seus amadores; todos os seus amigos se houveram aleivosamente com ela, tornaram-se seus inimigos.

Lamentações 2.9 
9- Abateram as suas portas; ele destruiu e quebrou os seus ferrolhos; o seu rei e os seus príncipes estão entre as nações onde não há lei, nem acham visão alguma do Senhor os seus profetas. 

Lamentações 3.21-23 
21- Disso me recordarei no meu coração; por isso, tenho esperança. 
22- As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim. 
23- Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.
 
TEXTO ÁUREO 
Ponha a boca no pó; talvez assim haja esperança. 
Lamentações 3.29

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - Lamentações 3.33
Disciplina
3ª feira -Lamentações 3.37-38
Soberania divina
4ª feira - Lamentações 1.8
Pecado
5ª feira - Lamentações 2.19
Clamor
6ª feira - Lamentações 3.24-25
Esperança
Sábado - Lamentações 5.21
Restauração

OBJETIVOS

    Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: 

  • compreender o contexto histórico e espiritual do Livro de Lamentações;
  • reconhecer a relação entre o pecado, o juízo e a disciplina divina no período do cativeiro babilônico;
  • perceber que o pranto sincero diante de Deus pode tornar-se caminho para a esperança e a restauração. 

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 

    Caro professor, ao introduzir esta lição, destaque que o Livro de Lamentações foi concebido para preservar a memória coletiva de Israel e promover reflexão comunitária. O pesar expresso ali não é mero desabafo emocional, mas um recurso litúrgico que molda a identidade espiritual do Remanescente: confessar a culpa, reconhecer a justiça de Deus e, paradoxalmente, sustentar a esperança escatológica.
    A personificação de Jerusalém como viúva desolada, a alternância entre vozes individuais e comunitárias e a oscilação entre luto e expectativa são recursos literários que evidenciam uma teologia encarnada do sofrimento. Explore-os didaticamente para mostrar aos alunos como esses elementos revelam a profundidade da fé em meio à dor.
    Conduza-os à percepção de que, ao estudar o exílio babilônico, não estamos apenas examinando uma tragédia antiga, mas aprendendo a interpretar nossos próprios contextos de aflição à luz da fidelidade e soberania divina.
    Excelente aula!

COMENTÁRIO
Palavra introdutória
    O Livro de Lamentações nasceu como resposta à destruição de Jerusalém e do Templo pelos babilônios. Nele, ecoa a dor de uma nação que viu sua cidade, seus líderes e todo o sistema religioso ruírem. Contudo, mais que um registro de luto, este tomo bíblico é também um texto doutrinário: o sofrimento do povo de Deus não é fruto de mero acaso geopolítico, mas um evento carregado de significado. Yahweh não surge como espectador passivo, mas como sujeito ativo da história — Juiz justo e disciplinador fie à aliança.
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    Lamentar diante de Deus é mais que registrar a dor; é reinterpretá-la à luz da fé, transformando-a em caminho para a esperança. Quando o juízo parece irreversível, a fé afirma que a História é conduzida por Aquele que disciplina visando à restauração. O clamor bíblico, assim, não se encerra no sofrimento, mas se abre para a ação misericordiosa do Senhor, alcançando até as circunstâncias mais sombrias.
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 1.  O JULGAMENTO DIVINO COMO FIDELIDADE AO PACTO 
   O tópico inicial desta lição mostra que a destruição da Cidade Santa deve ser compreendida, antes de tudo, como expressão da fidelidade de Deus à Sua aliança. Em Lamentações, o profeta reconhece que o juízo não é mero resultado de circunstâncias históricas, mas consequência direta do pecado coletivo (1.1), agravado pela corrupção das lideranças religiosas (1.2). Mesmo diante do sofrimento, permanece a convicção de que Yahweh é justo em todas as Suas ações (1.3). 

1.1. Reconhecimento do juízo divino 
    O Livro de Lamentações atesta que a queda de Jerusalém não foi resultado apenas da força militar babilônica, mas expressão direta do juízo de Yahweh sobre Judá. Jeremias articula uma teologia na qual o pecado coletivo — idolatria, injustiça e rejeição à palavra profética — aciona as cláusulas de maldição previstas na aliança (cf. Dt 28; Jr 25.8-9). Nesse cenário, Deus não aparece como mero espectador, mas como agente ativo e soberano da destruição (Lm 1.8; 2.1-5; 2 Rs 24.20). 
    Assim, o exílio não é compreendido como simples desastre político, mas como disciplina divina, cujo propósito é conduzir a nação ao arrependimento, à purificação e, por fim, à restauração.

1.2, Reconhecimento da culpa coletiva 
    O pecado do povo — e, de modo particular, de suas lideranças, profetas e sacerdotes (Lm 2.9) — trouxe consequências gravíssimas para Sião, resultando em colapso espiritual, social e político (Lm 4.13-14). Aqueles que deveriam zelar pela santidade e conduzir a comunidade judaíta segundo a Torá tornaram-se cúmplices da corrupção, do derramamento de sangue inocente e da distorção dos oráculos divinos (cf. Jr 23.11-12; Ez 22.26-27; Mg 3.11-12). 
    Como consequência, o pacto foi violado e Yahweh, fiel às Suas promessas, aplicou o Seu juízo. À luz de Lamentações, a queda de Jerusalém é interpretada como fruto direto dessa liderança pervertida, cujas falhas comprometeram e desestabilizaram toda a nação.

1.3. Reconhecimento da justiça de Deus 
    Apesar do castigo devastador, Lamentações reafirma o caráter inquestionável do Altíssimo: “Justo é o Senhor, pois me rebelei contra os seus mandamentos [...]” (Lm 1.18). Esse reconhecimento é a peça-chave para dar sentido ao caos, pois demonstra que, embora Jerusalém esteja sob severo juízo, Yahweh não age de forma arbitrária ou cruel. Ele cumpre as cláusulas da aliança que advertiam sobre as consequências da transgressão. 
    A confissão explícita de culpa revela uma espiritualidade madura: compreende-se que o sofrimento, por mais doloroso que seja, não anula a santidade nem a fidelidade de Deus. Pelo contrário, reafirma que Ele permanece justo até mesmo quando disciplina. 

 2.  O LAMENTO COMO EXPRESSÃO DE FÉ 
    O segundo ponto desta lição destaca que, no Livro de Lamentações, o choro do povo não é sinal de fraqueza, mas expressão legítima e madura de fé. Diferentemente da murmuração, esse canto de dor apresenta um povo que: busca a Deus em meio ao sofrimento (2.1); reconhece que somente Ele pode intervir e restaurar (2.2); e encontra no homem aflito um exemplo de perseverança que transforma angústia em clamor persistente (2.3). 

2.1. Lamento marcado pela fé, sem murmuração 
    Diferente da murmuração (1 Co 10.10), que nasce de um coração rebelde e descrente (Nm 14.27,29), o lamento bíblico é um clamor reverente que mantém viva a relação com Deus, mesmo em meio à dor e ao aparente silêncio dos Céus (cf. Sl 142.1-2). Ele não rejeita o Senhor, mas o busca; não rompe o vínculo, mas o reafirma. 
    No Livro de Lamentações, a queixa se transforma em oração: uma confissão que aceita o juízo divino e, ao mesmo tempo, suplica por misericórdia. Trata-se de uma expressão de fé genuína, que se recusa a ceder ao desespero niilista — visão que nega qualquer sentido ou propósito para a vida — e se ancora na esperança de que Yahweh, mesmo ao corrigir, continua ouvindo e agindo segundo Sua fidelidade. 

2.2. Lamento sustentado pelo olhar que renova 
    O povo rogou: “[...] considera e olha [...]” (Lm 5.1), constatando que sua redenção não dependia de estratégias diplomáticas nem de forças políticas, mas unicamente da intervenção soberana de Yahweh. Esse pedido carrega um significativo peso doutrinário: apela à memória de Deus, à aliança e à misericórdia que sustentam a identidade de Judá mesmo no exílio. 
    A súplica revela que, apesar do juízo e da disciplina, os exilados mantêm viva a convicção de que somente o Senhor tem poder para reverter a desolação e restaurar os dias outrora vividos (cf. Is 43.19; Jr 31.17). É, portanto, um clamor que expressa confiança, dependência e, sobretudo, um horizonte de esperança. 

2.3. Lamento do homem aflito 
    Jeremias — ou a voz do homem aflito em Lamentações 3.1-20 — representa o justo sofredor que carrega não apenas sua própria dor, mas também a angústia coletiva de Israel. Ele personifica aquele que, embora esmagado pelo juízo divino, não abandona a fé; ao contrário, transforma o luto em clamor persistente (cf. Jó 1.21-22; Sl 42.5; Hc 3.17-18). 
    Essa figura tipológica evidencia que é possível prantear sem sucumbir à desesperança: o choro torna-se ato de súplica sincera e resistente, reconhecendo tanto a justiça de Deus quanto a Sua misericórdia. O profeta das lágrimas ensina que a verdadeira espiritualidade não nega a agonia, mas a atravessa sustentada por uma fé viva.
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    O choro não é o fim da jornada interior, mas o limiar da Promessa. Quem se derrama diante de Deus não se afasta d'Ele, mas se aproxima com o coração desarmado, permitindo que a dor seja moldada pela fé. É nesse encontro, entre a fragilidade humana e a fidelidade divina, que a esperança floresce.
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 3.  A ESPERANÇA EM MEIO À DISCIPLINA 
    O terceiro ponto desta lição revela que, mesmo durante a ação corretiva, a esperança resiste. Lamentações apresenta a fidelidade de Deus como fundamento para supo o juízo: Suas misericórdias se renovam a cada manhã (3.1) Sua disciplina é instrumento de amor e restauração (3.2) e a verdadeira conversão depende inteiramente de Sua Graça soberana (3.3). Assim, a mensagem do livro aponta para um futuro redentor, no qual o pranto não tem a palavra final, mas se traduz no prelúdio da reparação prometida por Yahweh. 

3.1. Confiança na bondade do Senhor 
    Mesmo diante da dor avassaladora, Lamentações proclama, com convicção, que as misericórdias do Senhor não se esgotaram: “Novas são cada manhã [...]” (Lm 3.23; cf. 9 103.17; Is 54.10). Esse testemunho ergue-se como contrapeso ao juízo, ressaltando que o caráter de Yahweh é, por essência, fiel e compassivo, mesmo quando corrige o Seu povo. 
    A renovação diária de Sua Graça não elimina a realidade do sofrimento, mas insere nele uma expectativa escatológica: O Soberano dos Céus permanece comprometido com os aliançados. Essa certeza se torna fundamento para uma espiritualidade resiliente, capaz de perseverar no Senhor mesmo quando a realidade visível parece traduzir apenas ruína e silêncio. 

3.2. Confiança no propósito da admoestação 
    A disciplina descrita em Lamentações não deve ser vista como abandono definitivo, mas como expressão da fidelidade do Senhor, que busca reerguer o Remanescente (Lm 3.3133; cf. Hb 12.5-6; Os 6.1; Jr 23.3 - NAA). Yahweh não age movido por ira caprichosa, mas por amor zeloso, que intervém para purificar e reconduzir. 
    O severo veredito, fruto do pecado e da rebelião, serve como instrumento formativo para despertar arrependimento e renovar a comunhão quebrada. Assim, a correção divina não significa rejeição eterna; ao contrário, ela se insere no processo redentor de um Deus que, mesmo ao ferir, prepara o caminho para curar, reconciliar e restaurar. 

3.3. Dependência da Graça que converte 
    Lamentações encerra-se com uma súplica densa e humilde: "Converte-nos, Senhor, a ti, e nós nos converteremos [...]" (Lm 5.21; cf. Jr 31.18; Sl 80.3). Esse clamor reconhece que a renovação não nasce do esforço humano, mas da iniciativa soberana de Deus.
    O povo, exaurido pelo exílio e consciente de sua incapacidade espiritual, admite que somente a Graça divina pode produzir verdadeiro arrependimento e restabelecer a comunhão perdida. Essa oração final revela uma fé robusta, que não reivindica méritos próprios, mas se entrega inteiramente à dependência do agir redentor de Yahweh. 
    Assim, o livro aponta para o futuro prometido, que ultrapassa o presente juízo, firmado exclusivamente na misericórdia do Altíssimo. 
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    A disciplina divina não é castigo vazio, mas caminho pedagógico que reconduz o coração ao centro da aliança. Entre lágrimas e orações, aprendemos que o tempo da dor também é tempo de formação espiritual. O Deus que fere é o mesmo que cura; O que jul. a é o mesmo que restaura. Confiar nisso é escolher a esperança como ato de resistência.
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CONCLUSÃO 
    A mensagem central de Lamentações parece ser esta: mesmo quando o povo de Deus está sob o Seu juízo, Ele permanece justo, compassivo e soberano. O Senhor corrige não para destruir, mas para purificar e reerguer.
    A súplica final — “Converte-nos, Senhor, a ti, e nós nos converteremos [...]” (Lm 5.21) — recorda-nos que a verdadeira restauração não nasce de estratégias humanas, mas da ação graciosa do Eterno. 
   Como Igreja, somos desafiados a reconhecer nossos pecados coletivos, expressar nossas dores com honestidade diante do Pai e confiar que, mesmo em tempos de crise, Seu amor leal se renova a cada manha. 
    Lamentações nos forma espiritualmente para atravessar o “vale da sombra da morte” (cf. Sl 23.4) sem perder a fé, confessar sem perder a esperança e perseverar n'Aquele que disciplina, mas também restitui. 

ATIVIDADES PARA FIXAÇÃO
1. Qual a diferença entre lamentar diante de Deus e murmurar contra Ele? 
R.: O clamor bíblico é reverente porque busca a presença de Deus mesmo na dor, expressando fé e dependência de Sua Graça. Já a murmuração nasce da incredulidade e da rebeldia, rompendo a comunhão com Ele. 

2. Qual é a mensagem central de Lamentações para o povo de Deus? 
R.: A mensagem central consiste no fato de que, mesmo sob juízo, Deus continua justo e misericordioso, disciplinando para restaurar.

Fonte: Revista Central Gospel

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

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Pr Marcos André - Editor

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 5 / 1º Trim 2026


AULA EM 1º DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 5

(Revista Editora Betel)

Tema: A importância do jejum na vida dos discípulos de Cristo
  



TEXTO ÁUREO
"E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum", Marcos 9.29.

VERDADE APLICADA
O jejum bíblico é um exercício espiritual que expressa nosso interesse em buscar primeiro o Reino de Deus e da nossa completa dependência do Senhor.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que Jesus afirmou a relevância do jejum.
- Reconhecer o valor espiritual de jejuar e orar conjuntamente.
- Identificar o jejum como uma prática vista em toda a Bíblia.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MATEUS 4
1. Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 
2. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 
3. E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. 

MATEUS 6 
16. E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 
17. Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, 
18. para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Ed 8.21 Proclamando o jejum.
TERÇA | Dn 9.3 Buscando a Deus em oração e jejum.
QUARTA | 2Cr 20.3 A busca pelo Senhor em jejum.
QUINTA | Mt 6.16 O jejum não visa recompensas humanas.
SEXTA | Jl 2.12 Deus se agrada do jejum de Seus servos.
SÁBADO | Ne 1.4 O jejum nos fortalece espiritualmente.

HINOS SUGERIDOS: 5, 88, 370

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja de Cristo continue a jejuar em consagração a Deus.     

INTRODUÇÃO 
Professor(a), nesta aula vamos comentar sobre um devocional que ajuda a manter a vida espiritual em dia, o jejum. E vamos ver mais profundamente o que a Bíblia fala sobre esse devocional, e neste subsídio deixarei conteúdos além do que a revista traz, como, por exemplo, a questão de “jejum intermitente” que alguns crentes andam misturando com o jejum a Deus e também vamos falar sobre o jejum que agrada a Deus de verdade. 
Jesus não somente jejuou, como também ensinou a maneira correta de fazê-lo. Aliás, a Bíblia está cheia de citações de pessoas que fizeram uso desta disciplina espiritual e nos instrui quanto à maneira correta de praticá-la. Assim, por toda sua relevância, nesta lição, analisaremos essa experiência espiritual à luz da Palavra de Deus. 
Existem práticas cristãs que Jesus não ordenou que fossem feitas, mas que os crentes praticam somente porque Jesus as praticava, e o jejum é uma delas. Convém afirmar que a Bíblia não dá uma doutrina aprofundada sobre o jejum, por isso, encontramos jejuns dos mais variados, desde abstenção de alimentos, de legumes, até jejum de internet. 
As instruções de Jesus não falam tanto do aspecto prático, mas fala da condição espiritual, em como deve estar o coração do cristão ao fazer o jejum. 

1. Compreendendo o jejum  
O jejum é uma das disciplinas e práticas espirituais que têm acompanhado o povo de Deus desde o Antigo Testamento, como uma expressão de fé, contrição, total dependência de Deus, arrependimento, devoção. Veremos neste tópico a importância de conhecermos o que a Bíblia diz sobre o jejum, para evitarmos os extremos de praticar sem o necessário discernimento ou desprezar esta prática presente na vida de Jesus Cristo após o batismo em águas e na igreja primitiva. 
Como o jejum era uma prática comum aos judeus, Jesus não se ateve em ordená-lo a seus discípulos, mas apenas falou sobre o assunto, como falando para aqueles que teriam o jejum como prática habitual: 
"E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.", Mateus 6.16  

1.1. O jejum bíblico. 
O jejum bíblico pode ser definido como a abstinência de alimentos por um período de tempo com finalidades espirituais (Jl 2.12). Essa disciplina espiritual não deve ser usada para conseguir alguma coisa de Deus, como se fosse uma barganha, mas como uma expressão de humilhar-se diante de Deus (At 3.19,20). 
Para saber o que é o jejum bíblico e seu objetivo, primeiramente devemos analisar os textos que falam dele: 
"Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.", Joel 2.12 
A orientação aqui, é a prática do jejum para buscar a Deus. Vamos agora ao primeiro texto bíblico que fala sobre o jejum: 
"Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor.", Levítico 23.27 
O afligir a alma aqui, se refere ao jejum. Sendo assim, o jejum significa se humilhar, e o propósito fundamental é de se buscar a Deus.

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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 5 / 1º Trim 2026


AULA EM 1º DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 5
(Revista Editora CPAD)
Tema: O Deus Filho

TEXTO ÁUREO
“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.” (Mt 17.5b).

VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Deus Filho, é a revelação plena do Pai, centro da revelação divina e único mediador entre Deus e os homens.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Lc 1.35 A concepção virginal e a ação da Trindade
Terça — Jo 1.1-3 O Filho é Deus desde a eternidade
Quarta — Mt 17.2,3 A glória divina de Jesus na Transfiguração
Quinta — Hb 1.1-3 O Filho como revelação suprema
Sexta — At 4.12 Cristo é o único caminho de salvação
Sábado — Fp 2.9-11 Cristo exaltado acima de todo nome

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 1.31,32,34,35; Mateus 17.1-8.

Lucas 1
31 — E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.
32 — Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai.
34 — E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão?
35 — E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.

Mateus 17
1 — Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte.
2 — E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz.
3 — E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele.
4 — E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias.
5 — E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o.
6 — E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo.
7 — E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo.
8 — E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.

HINOS SUGERIDOS
156, 344 e 481 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO 
INTRODUÇÃO 
Professor(a), esta lição falará mais profundamente sobre a segunda pessoa da Trindade, o Filho. O foco central está em reafirmar a deidade de Cristo, e neste material de apoio vamos acrescentar conteúdos relevantes, como, por exemplo, o significado de “escutai-o”, dito por Deus na transfiguração de Jesus, expresso no Tópico III, subtópico 1. 
Ratificamos que a Trindade nos revela um só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. O episódio da transfiguração (Mt 17.1-8) é um dos momentos marcantes da revelação da glória do Deus Filho. Nele, Jesus — a Segunda Pessoa da Trindade — é exaltado diante de testemunhas oculares, com a aprovação explícita do Pai. Ele não é um personagem entre outros, mas o Deus encarnado. Esta lição nos conduz a contemplar a divindade, a centralidade e a missão redentora do Deus Filho. 
No episódio da transfiguração, caso houvesse ainda alguma dúvida quanto à divindade de Jesus, no coração de Pedro, Tiago e João, logo se dissipou. E é bom já iniciar comentando que a obra de Deus funciona dessa forma, se alguém tem função específica de importância para o Evangelho, então não pode ter dúvidas quanto à divindade do nosso Senhor. Por isso Jesus se revelou a eles daquela forma, e para cada um de nós, Ele pode se revelar de várias formas, para que não haja dúvidas em nosso coração quanto ao Deus que servimos. 

I. A DIVINDADE DO FILHO 

1. A Concepção Virginal de Jesus. 
A concepção do Senhor Jesus foi um ato miraculoso. Sobre isso, o anjo Gabriel explicou à virgem: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra” (Lc 1.35a). O texto afirma que Jesus seria concebido pela ação do Espírito Santo e pela sombra do poder de Deus. A expressão “sombra” (gr. episkiázō) refere-se à presença divina (Êx 40.35). Assim, o Espírito Santo está vinculado à sombra da “virtude” (gr. dýnamis), ou seja, ao poder de Deus. 
Pelo que podemos depreender das Escrituras, foi no momento descrito pelo anjo Gabriel, que a segunda pessoa da Trindade deixou a Sua glória e se fez como homem, entrando como um embrião no ventre de Maria. 
"6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, 
7 Mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;", Filipenses 2.6,7 
E assim o Senhor entrou no mundo pelo método natural, o nascimento, não mais como uma teofania e nem tão pouco em visões, mas de forma real, palpável e natural. 
Isso indica que a presença poderosa de Deus repousou sobre Maria, de modo que o menino concebido pelo Espírito Santo seria chamado de Filho de Deus (Lc 1.35b). Dessa maneira, observa-se, nesse evento, a manifestação da Trindade: o Pai, o Filho de Deus e o Espírito Santo. 
A manifestação das três pessoas da Trindade está nas Palavras do anjo: 
"E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.", Lucas 1.35 
Dessa maneira, a Trindade está envolvida na promessa do nascimento de Jesus, mostrando que Cristo vem da divindade, sendo Ele também Deus.

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