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quinta-feira, 3 de abril de 2025

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdos das Lições da EBD da Revista da Central Gospel 2º Trimestre de 2025

                                             

Lição: 1 - A Importância do Estudo da Tipologia Bíblica
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CONTEÚDOS ANTIGOS:

4º Trim 2023  1º Trim 2024  2º Trim 2024  3º Trim 2024  4º Trim 2024  1º Trim 2025
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Índice Escola Dominical - 2º Trim 2025

Conteúdos para a aula da EBD do dia 6 de Abril 25 - Lição 1:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio Betel Conectar - Editando
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quarta-feira, 2 de abril de 2025

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 1 / ANO 2- N° 5

  

João Batista, a Voz que Clama no Deserto

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TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Mateus 3.1-4,6 
1 - E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judeia 
2 - e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus. 
3 - Porque este é o anunciado pelo profeta Isaias, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas. 
4 - E este João tinha a sua veste de pelos de camelo e um cinto de couro em torno de seus lombos e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre. 
6 - (.)e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados. 

Lucas 3.15-18 
15 - E, estando o povo em expectação e pensando todos de João, em seu coração, se, porventura, seria o Cristo, 
16 - respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com uyua, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias; este vos batizará com 0 Espírito Santo e com fogo. 
17 - Ele tem a pá na sua mão, e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga. 
18 - E assim admoestando-os, muitas outras coisas também anunciava aq povo.

TEXTO ÁUREO
No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 
João 1.29

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - Mateus 3.1-6 
João inicia seu ministério pregando e batizando
3ª feira - Mateus 3.7-12 
João e sua autoridade profética
4ª feira - João 1.16-20 
João Batista dá testemunho de Jesus 
5ª feira Marcos 1.6-11 
João Batista batiza Jesus
6ª feira João 1.3-37 
De João a Jesus: a transição do ministério Sábado
Sábado - Marcos 6.23-29 
O martírio de João Batista

OBJETIVOS
    Ao término do estudo bíblico, O aluno deverá:
  • entender que João Batista prenunciou o fim da Lei e dos profetas e anunciou o Reino de Deus; 
  • conhecer as características de João Batista, um dos mais influentes personagens bíblicos; 
  • entender que Deus delega grandes missões a pessoas que demonstram coragem e humildade diante de desafios; 
  • saber que a fidelidade ao Senhor pode resultar no sacrifício da própria vida. 
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
    Prezado professor, esta lição inaugura a série de estudos biográficos deste ciclo. Pergunte aos alunos o quanto apreciam ler biografias e quais figuras históricas mais os atraem. Em seguida, mencione que as narrativas bíblicas costumam ., destacar a infância e os primeiros anos de grandes personagens, mostrando as influências que moldaram suas vidas e as de seus sucessores (Ex 2.1-10; 1 Sm 1.24-28; 2.11,18-21). Explique que a história de João Batista (Lc 1.13-17,57-66), cuja vida se entrelaça com a de jesus, começa com eventos milagrosos em seu nascimento, sinalizando sua importância como precursor do Messias, conforme narrado nas Escrituras. 

Boa aula! 

COMENTÁRIO 

Palavra introdutória 
   No Novo Testamento, três personagens importantes são identificados como João: o apóstolo, autor de um evangelho,
três epístolas e do Apocalipse (Jo 21.24; 1 Jo 1.1-3; Ap 1.1,23 João Marcos, sobrinho de Barnabé (At 12.25; CI 4.10); e João Batista, o precursor de Cristo (Lc 1.13-17; Mt 3.1-3). 
    João Batista, destacado entre todos os profetas, foi escolhido por Deus para introduzir o ministério de Jesus com grandeza e dignidade. Seu nome, que significa “favor de Deus”, remete ao profeta Elias, com quem compartilhava um estilo de vida austero e uma postura firme contra a hipocrisia e a injustiça de sua época (Mt 3.4; 11.13,14), opondo-se até mesmo ao rei Herodes (Lc 3.19,20).

 1. JORNADA PRODIGIOSA 
    Embora muitos pensem que todos os evangelhos detalhem a vida de João Batista, apenas Lucas oferece informações extensas. Ele menciona seus pais, Zacarias e Isabel (Lc 1.5), e revela sua ligação familiar com Jesus (Lc 1.36). Lucas narra ainda que, no sexto mês da gravidez de Isabel, o anjo Gabriel apareceu a Maria (Lc 1.26,27), sugerindo que Jesus e joão eram parentes próximos com uma diferença de idade aproximada de seis meses.

1.1. Concepção improvável 
    Zacarias e Isabel, justos perante Deus, sofriam por não terem filhos devido à idade avançada e à infertilidade de Isabel, condição estigmatizada na cultura judaica (Lc 1.6,7; 1 Tm 2.14,15). Durante o serviço no Templo, Zacarias foi visitado pelo anjo Gabriel, que anunciou o nascimento de João (Lc 1.8-13). 

1.2. Propósitos divinos e impactos eternos 
    Lucas descreve a mensagem do anjo a Zacarias, revelando o tríplice propósito de João Batista: ele seria a alegria de seus pais; levaria muitos israelitas de volta ao Senhor e prepararia o povo para a vinda de Cristo (Lc 1.14-17). 
    A aparição súbita de Gabriel e a notícia surpreendente que ele anunciara deixaram Zacarias em choque (Lc 1.12). Devido à sua incredulidade, o anjo declarou que ele permaneceria mudo até o nascimento do menino (Lc 1.18-20,59-64). 

1.3. Hábitos singulares de um profeta no deserto 
    A casa de Zacarias ficava na região montanhosa de Judá (Lc 1.39,40), e João cresceu no deserto, preparando-se para sua missão profética (Lc 1.80). 
    A aparência e o modo de vida de João Batista eram rústicos (Mt 3.4; Mc 1.6; Lc 7.24,25). Ele vestia uma túnica de pelos de camelo, presa por um cinto de couro, semelhante ao estilo de Elias (2 Rs 1.8), uma vestimenta que ainda é usada por beduínos e árabes pobres. Quanto à dieta, o profeta consumia gafanhotos e mel silvestre, alimentos comuns no deserto (Lv 11.22; Dt 32.13; 1 Sm 14.25-29).
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    Em várias regiões do Oriente, como Arábia, Etiópia e Palestina, os gafanhotos ainda são um alimento básico para as classes menos favorecidas, sendo uma prática antiga entre os hebreus e considerada saudável e versátil.
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1.4. Traços marcantes de uma personalidade inabalável
    João Batista era conhecido por seu rigor, coragem e seriedade; ele não hesitava em confrontar o que julgava errado. Com ousadia, o profeta repreendeu Herodes e permaneceu firme diante daqueles que, sem evidenciar arrependimento e contrição, procuravam ser batizados por ele (Mt 3.7; Lc 3.7).

 2. MINISTÉRIO IMPACTANTE 
    O ministério de João Batista estava concentrado na preparação do caminho para o Messias. Sua mensagem poderosa incluía: o chamado ao arrependimento (Mt 3.2,7,8); 0 reconhecimento da superioridade de Cristo (Mt 3.11); a crítica pública aos pecados dos fariseus (Lc 3.8); a proclamação do sacrifício redentor de Cristo e o advento do Espírito Santo (Jo 1.15,29,33,36). 

2.1. As marcas do chamado divino
    Como precursor de Jesus, João Batista desempenhou um papel singular na história bíblica, antecedendo o Messias em Seu nascimento, ministério e morte. Sua missão foi marcada por uma autoridade profética inquestionável, encerrando a era da antiga aliança e inaugurando a Era da Graça (Lc 16.16). 
    Conhecido como Batista por conduzir às águas aqueles que buscavam confessar publicamente seus pecados, João personificava o chamado ao arrependimento e à transformação espiritual (Lc 3.2,3). Atuando como um verdadeiro arauto, proclamava a mensagem de Deus com coragem e firmeza. Seu ministério se desenvolveu principalmente no deserto da Judeia, um ambiente simbólico de renovação e preparação espiritual (Mt 3.1). 

2.1.1. João Batista e Jesus: uma aliança profética 
   Segundo o texto bíblico, o relacionamento entre Cristo e João Batista foi marcado por particularidades devido à natureza de seus ministérios:
  • eles eram parentes próximos (Lc 1.34-36,56,57) — O sentido exato do termo que indica o grau de parentesco entre Maria e Isabel é desconhecido (Lc 1.36 [cuyyevíç = syngenis]). Algumas versões traduzem como prima (ARC; ACF), enquanto outras usam parenta (ARA; NVI), sugerindo que jesus e João Batista eram parentes em algum grau; 
  • João Batista foi, às vezes, confundido com Jesus (Mt 14.1,2; 16.13,14; Mc 6.14; 8.27,28);
  • Jesus comparou João a Elias (Mt 17.11-13) e o descreveu como o maior entre os nascidos de mulher (Mt 11.11; Lc 7.28), mas menor que qualquer um no Reino dos céus, destacando a grandeza do novo Reino (Mt 10.32-42);
  • Jesus também afirmou que o tempo de João era único (Mt 11.12,13; Lc 16.16), caracterizando-o como o último profeta da antiga aliança e o precursor do advento do Messias. 
2.2. O símbolo de um novo começo: batismo 
    João surge na narrativa bíblica realizando batismos no rio Jordão (Mt 3.5,6), uma prática tão marcante que deu origem à expressão “batismo de João” (At 1.22). Esse rito, mencionado nos evangelhos (Mt 3.11; Jo 1.26-30; Lc 3.3) e em Atos (10.37; 11.16; 13.24; 19.3), simbolizava arrependimento e confissão de pecados. 
    O título Batista identifica-o como “aquele que realiza O rito do batismo”. Em grego, o termo para “aquele que batiza” (βαπτιστές = baptistés) relaciona-se com o verbo baptizó (βαπτιtitw), que significa “imergir” ou “lavar”.

 3. MARCOS MINISTERIAIS DECISIVOS 
    A vida de João Batista é marcada por, pelo menos, quatro eventos significativos: 

3.1. O batismo de Jesus 
    Às margens do rio Jordão, Jesus se aproximou de João para ser batizado (Mt 3.13). Surpreso, o profeta reconheceu a superioridade de Cristo, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? (Mt 3.14). Somente após Jesus afirmar que o batismo era necessário para cumprir toda a justiça — cumprir as exigências da Lei —, o profeta concordou em descê-lo às águas (Mt 3.15). 

3.2. A transição ministerial 
    Após ser batizado por João, Jesus iniciou Seu ministério e atraiu muitos seguidores, incluindo alguns discípulos do profeta. Isso causou certa insatisfação entre os seguidores de João, mas ele os corrigiu, dizendo: E necessário que ele cresça e que eu diminua (Jo 3.22-30).
    O ministério de João Batista, conhecido como à aurora da história evangélica, foi uma preparação providencial para 0 ministério de Jesus. Os profetas Isaías (40.3-5) e Malaquias (3.1) haviam predito que o Messias seria precedido por alguém que proclamaria Sua chegada. Por isso, os quatro evangelistas relacionam João Batista à profecia de Isaías (Mt 3.3; Mc 1.2,3; Lc 3.4-6; Jo 1.23). 

3.3. A confirmação do Messias 
    Enquanto estava na prisão, João enviou dois de seus discípulos para perguntarem a Jesus se Ele era o Messias prometido, ou se deveriam esperar outro (Mt 11.1-5). Em vez de responder diretamente, o Nazareno deixou que Suas obras falassem por si: curou cegos, coxos, leprosos e surdos; ressuscitou mortos e pregou o evangelho, demonstrando, assim, ser o Messias anunciado por João (Lc 7.22,23). 

3.4. A condenação final 
    João Batista não se limitava a pregar ao povo sobre suas obrigações morais e espirituais para receber o Messias. De modo aguerrido, ele também repreendeu Herodes Antipas por seus atos perversos, especialmente pelo casamento com Herodias, esposa de seu irmão Filipe, que considerava ilícito (Lc 3.19; Mc 6.17-19). 
    Herodias, então, passou a desejar a morte de João e constantemente pressionava Herodes. Embora o tetrarca temesse João, sabendo que era um homem justo e santo, e ouvia suas palavras com perplexidade e respeito, a filha de Herodias, sob orientação da mãe, aproveitou uma ocasião especial e pediu ao rei a cabeça de João em uma bandeja (Mc 6.21-25; Mt 14.6-8).
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"O zelo de João foi cruelmente castigado, pois Antipas (Lc 3.19,20) encerrou-o em um Calabouço da fortaleza de Machaerus (ou Maqueronte), construída como um ninho de águia em uma das regiões mais agrestes da Pereia Meridional, ao oriente do mar Morto, e, logo depois, foi decapitado, a mando de Herodes, e sepultado por seus discípulos.” (FILLION, Central Gospel, 2003, p. 392).
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 4. LIÇÕES DA VIDA DE JOÃO BATISTA PARA A JORNADA DE FÉ

4.1. Autenticidade e propósito
    Como filho de Zacarias, sacerdote do Templo, João Batista herdou um legado singular (Lc 1.5; 1 Cr 24.10), mas seguiu um caminho profético fora das tradições religiosas formais (Mt 3.1-6). Esse rompimento com a estrutura sacerdotal indica uma personalidade independente e corajosa, focada mais na autenticidade espiritual do que nas convenções institucionais. 
   A coragem para seguir uma vocação legítima, mesmo que isso signifique romper com tradições estabelecidas, é uma lição de integridade e propósito. 

4.2. Humildade extraordinária 
    Apesar de sua popularidade e influência, João Batista reconheceu sua missão como preparador do caminho para Jesus. Quando seus discípulos questionaram a crescente projeção de Cristo, ele respondeu com humildade: E necessário que ele cresça e que eu diminua (Jo 3.30). 
    Essa postura ensina a centralidade da mensagem redentora em nossa vida, desafiando-nos a colocar o Senhor acima de nossas realizações. O ministério autêntico nasce da disposição de viver para a glória de Deus e não para o próprio reconhecimento (Cl 3.23,24).

4.3. Coragem inabalável 
    João Batista viveu e morreu como uma voz profética comprometida com a justiça e a retidão. Ele não hesitou em denunciar os pecados da sociedade, confrontando até mesmo Herodes Antipas por seu comportamento imoral (Mc 6.17-19). Seu exemplo ensina que a fidelidade a Deus está acima de conveniências sociais e políticas. 
    Ainda hoje, somos chamados a proclamar a verdade divina com coragem, mesmo diante de riscos e consequências adversas (2 Tm 4.2-5).

CONCLUSÃO
    João Batista dedicou sua vida a preparar o caminho para Cristo, chamando o povo ao arrependimento. Ele é um exemplo de coragem e fidelidade. No entanto, ao nos voltarmos para Jesus, contemplamos o verdadeiro esplendor: Ele é a própria Palavra, a Luz eterna e a Vida. 
    Enquanto João foi sepultado, Jesus ressurgiu, vencendo a morte como Salvador da humanidade. Que nossa fé sempre reconheça essa verdade: João mostrou o caminho, mas Cristo é o próprio Caminho, nossa esperança e redenção. 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Qual foi o tríplice propósito ministerial de João Batista? 
R.: João Batista seria a alegria de seus pais; levaria muitos israelitas de volta ao Senhor e prepararia O povo para a vinda de Cristo (Lc 1.14-17).

Fonte: Revista Central Gospel

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdos para a Escola Dominical Revista Betel - Conectar - 2º Trimestre de 2025

                                                   

Lição: 1 - PANORAMA DO LIVRO DOS SALMOS
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Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)
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CONTEÚDOS ANTIGOS:

3º Trim 2015.  4º Trim 2015. 1º Trim 2016. 2º Trim 2016. 2º Trim 2016. 4º Trim 2016  1º Trim 2017  2º Trim 2017  3º Trim 2017  1º Trim 2018  2° Trim 2018  3º Trim 2018  4º Trim 2018  1º Trim 2019  2º Trim 2019   3º Trim 2019  4º Trim 2019  1º Trim 2020  2º Trim 2020  3º Trim 2020   4º Trim 2020  1º Trim 2021  2º Trim 2021  4º Trim 2021  1º Trim 2022   2º Trim 2022  3º Trim 2022  4º Trim 2022  1º Trim 2023  2º Trim 2023  4º Trim 2023  1º Trim 2024  2º Trim 2024  3º Trim 2024  4º Trim 2024  1º Trim 2025 

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 1 / 2º Trim 2025

PANORAMA DO LIVRO DOS SALMOS
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Texto de Referência: Sl 1.1,2 

VERSÍCULO DO DIA
"Eu me deitei e dormi; acordei, porque o Senhor me sustentou", Sl 3.5.

VERDADE APLICADA
Deus é o nosso refúgio e sustentador em tempos de paz e em meio às lutas.
 
OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Explorar a amplitude dos temas e autores dos Salmos: 
✔ Mostrar as particularidades dos Salmos;
✓ Explicar a divisão do livro.
 
MOMENTO DE ORAÇÃO 
Oremos para que o povo de Deus a cada manhã, declare que Ele ocupa o primeiro lugar em sua vida. 

LEITURA SEMANAL
Seg  Sl 16.1 A confiança num Deus que nos guarda.
Ter  Sl 11.1 A nossa confiança deve estar pautada no Senhor.     
Qua S1 9.1 Louve ao Senhor de todo o seu coração.
Qui  Sl 50.1 Deus é poderoso.
Sex  Sl 66.1 Louvai ao Senhor com júbilo.  
Sáb  Sl 81.1 Cantai alegremente ao Senhor.

INTRODUÇÃO 
É inquestionável e aceito por grande parte dos teólogos o entendimento de que este livro é um dos mais lidos de toda a Bíblia. É fato que, até mesmo pessoas que não têm o costume de ler a Palavra de Deus, apreciam alguns dos 150 Salmos contidos nas Sagradas Escrituras.
 
Ponto-Chave
"É relevante notar que ainda hoje os cristãos usam e valorizam os Salmos em seus cultos, sejam com orações, hinos e canções espirituais, em suas mais variáveis formas e harmonias."

1. UM LIVRO ADMIRADO POR MUITOS
O vocábulo Salmos (do grego, "psalmoi") significa "louvores" ou "cânticos", para serem acompanhados por instrumentos de corda. Tratam-se de composições métricas do hinário do povo de Israel. Até hoje, em nossas igrejas, os Salmos são lidos em nossos cultos, ensinando-nos que podemos derramar o coração diante de Deus (Sl 62.8). 

1.1. Temas abordados nos Salmos
Os cânticos contidos neste saltério nos trazem auxílio até mesmo quando estamos nos momentos mais adversos de nossa vida. Os salmistas nos fazem compreender que Deus tem um propósito para cada um de nós e, mesmo nos momentos mais difíceis, Ele trabalha para o nosso bem (Is 64.4). Os temas dos Salmos variam da contrição dolorosa até a inabalável confiança na justiça divina. Eles expressam nossas dores, desejos, pensamentos e nossas orações por meio de temas, como: arrependimento, paz, perdão, segurança, angústia, louvor ao Senhor, sabedoria e etc.

1.2. Autores 
A Bíblia não nos dá pistas de autores de um grande número de Salmos. Daí a necessidade de estudá-lo em toda sua complexidade. Ao lermos o livro de Salmos, é imprescindível ter em mente que este livro trata-se de uma compilação composta por vários autores e foi escrito ao longo de, aproximadamente, 900 anos. Tomemos como referencial comparativo a fala da Missionária Ana Oliveira (Israel e Fatos Bíblicos de A a Z - Um guia para curiosos, Betel, 2016, p.85) que nos diz: "Com exceção de Moisés, que escreveu um Salmo, Davi compôs 73 Salmos, Salomão compôs 2 Salmos e os demais Salmos foram compostos por sacerdotes, levitas com vocação na música e responsabilidade com o culto sagrado e alguns anônimos".

Refletindo
"Os Salmos eram para os judeus, do AT, o que a Harpa Cristă é para o crente da Assembleia de Deus hoje." 
Bispo Abner Ferreira 

2. PRINCIPAIS PARTICULARIDADES DOS SALMOS 
Os salmistas inspirados por Deus se apropriaram de diversas técnicas para criar efeitos especiais em sua linguagem, como: metáforas, aliterações, metonímias entre outros, para conduzirem sua mensagem. Acreditamos que isso possa explicar o porquê vemos nos Salmos demonstrações que retratam sentimentos, ritmos e frases metafóricas.

2.1. Características da poesia hebraica
A Língua Hebraica possui uma propriedade musical diferenciada que suporta a expressão poética. A poesia hebraica, por exemplo, alcançou grande popularidade no Antigo Oriente. Se prestarmos atenção, veremos que a poesia hebraica em nada se assemelha com a das nações ocidentais, pois envolve métrica e rima de sons, todavia, há rima de pensamentos ou ideias. Sua maior característica consiste na equivalência mútua de frases ou ajustes, chamadas paralelismo, ou "rima do pensamento". Para que se tenha uma ideia da extraordinária importância da poesia hebraica, a particularidade mais evidente é a repetição de ideias, chamada de paralelismo. 

2.2. Paralelismo Hebraico
Este pensamento sobre o paralelismo como um princípio fundamental da poesia hebraica foi ecoado pela primeira vez pelo catedrático de poesia em Oxford, Inglaterra, Robert Lowth. O professor em seu tratado, De Sacra Poesi Hebraeorum Academicae de 1753, teve a percepção de classificar os tipos de paralelismo em três categorias. А) Sinonímico: acontece quando o segundo verso repete o primeiro verso com ideias semelhantes (Sl 15.1). B) Antitético: os versos propagam pensamentos contrapostos. O verso na primeira linha contraria a próxima linha do verso com uma verdade adversa (Sl 1.6; 37.21,22). C) Sintético: a afirmação da primeira linha do verso serve como apoio sobre a qual a segunda declaração se fundamenta, enriquecendo a primeira linha em seu pensamento original (Sl 19.7,8).

3. DIVISÃO DO LIVRO DOS SALMOS
Na pesquisa que nos propusemos a realizar sobre o livro de Salmos, interessa-nos dizer que é comum dividir o conjunto do livro de Salmos em cinco livros, que iniciam concomitantemente nos Salmos 1, 42, 73, 90 e 107. 

3.1. Uma divisão adotada de modo a corresponder ao pentateuco
Do ponto de vista literário, a tradição judaica, divide o livro de Salmos em cinco livros, que teria sido seguida a fim de equivalência ao Pentateuco - os cinco livros de Moisés. O Bispo Abner Ferreira (Salmos: uma referência para a vida de adoração e oração do cristão, 2020, p.33) nos diz que: "A maioria das versões bíblicas divide o livro de Salmos em cinco livros, assim como o Pentateuco apresenta cinco partes: Livro I (Salmo 1 ao 41); Livro II (Salmo 42 ao 72); Livro III (Salmo 73 ao 89); Livro IV (Salmo 90 ao 106) e Livro V (Salmo 107 ao 150).

3.2. Por que estudar o livro dos Salmos?
Ler e meditar no livro dos Salmos pode aproximar os jovens de Deus e auxiliá-los a conhecer Seu amor (Sl 136.1). Nos escritos deixados pelos salmistas, os jovens podem desfrutar de um manancial de inspiração para a adoração a Deus (Sl 29.2). Os Salmos funcionam desde a Antiguidade como um impulso motivador, sendo empregados até hoje no louvor e no culto a Deus tanto por judeus como cristãos (Sl 95.6). Como uma coletânea de belas poesias inspiradas por Deus, o livro de Salmos tem o poder de trazer paz e inspirá-los a louvarem a Deus e a confiarem nEle de todo o coração (Sl 84.12). Confiar em Deus é a atitude mais acertada que um jovem pode ter (Sl 9.10).

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Da perspectiva divina, o saltério aponta para Deus como seu autor. Considerando a autoria a partir do lado humano, pode-se identificar uma lista de mais de sete compositores. O rei Davi escreveu pelo menos 73 dos 150 Salmos. Aos filhos de Corá, são atribuídos dez (Sl 42; 44-49; 84-85;87); e Asafé contribuiu com doze (Sl 50; 73-83). Entre os outros autores, estão Salomão (Sl 72, 127, Moisés (Sl 90), Hema (Sl 88) e Etā (89). Os cinquenta Salmos restantes permanecem anônimos em sua autoria, ainda que considere que Esdras seja o autor de alguns. O período de Salmos se estende de Moisés, por volta de 1410 a.C. (Sl 90), ao período pós-exílio do fim do século VI ou começo do século V (Sl 126), que abrange cerca de 900 anos da história judaica. Fonte: (Manual Bíblico Macarthur. Thomas Nelson, 2015, p.193).

CONCLUSÃO
Pelo que se pode ver, o livro de Salmos tem por finalidade destacar a posição do homem de adorador ao único Deus, Aquele que é digno de receber toda a honra e toda a glória (Sl 96.4).
  
Complementando
O Livro de Salmos é o maior livro da Bíblia. O mesmo teve mais autores e demorou mais tempo para ser finalizado. O maior Salmo do saltério é o 119 е o menor é o 117, o qual encontra-se exatamente no meio da Bíblia.
 
Eu ensinei que:
O livro de Salmos nos ensina que fomos chamados para adorar a Deus em todos os momentos. Vê-se uma elaboração literária que nos convida a transformar as nossas ações em adoração em todo o tempo.
 
Fonte: Revista Betel Conectar

Subsídio da Lição 1

terça-feira, 1 de abril de 2025

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdos para a Revista da Escola Dominical Editora Betel - 2º Trimestre de 2025

                  

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 1 / 2º Trim 2025


AULA EM 6 DE ABRIL DE 2025 - LIÇÃO 1

(Revista Editora Betel)

Tema: O primeiro ato de adoração: reconhecendo a soberania de Deus desde o princípio

TEXTO ÁUREO
“Pela fé, Abel ofereceu a Deus maior sacrifício do que Caim, pelo qual alcançou testemunho de que era justo, dando Deus testemunho dos seus dons, e, por ela, depois de morto, ainda fala”, Hebreus 11.4.

VERDADE APLICADA
Devemos adorar ao Senhor com todo o nosso ser, conforme a vontade de Deus revelada nas Escrituras.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Identificar as diferenças entre Caim e Abel.
Ressaltar o valor da adoração.
Saber que a Queda afetou a verdadeira adoração.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

GÊNESIS 4
1 E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu, e teve a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um varão.
2 E teve mais a seu irmão Abel; e Abel foi pastor de ovelhas, e Caim foi lavrador da terra.
3 E aconteceu, ao cabo de dias, que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor.
4 E Abel também trouxe dos primogênitos das suas ovelhas e da sua gordura; e atentou o Senhor para Abel e para a sua oferta.
5 Mas para Caim e para a sua oferta não atentou. E irou-se Caim fortemente, e descaiu-lhe o seu semblante.

LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Gn 4.2 Abel, o primeiro pastor de ovelhas.
TERÇA | Gn 4.5 Caim, um homem com uma oferta recusável.
QUARTA | Gn 4.9 Caim, um homem de coração arrogante.
QUINTA | Gn 4.10 Abel, uma vítima da violência.
SEXTA | Hb 11.4 Abel, um homem de fé.
SÁBADO | 1Jo 3.12 Caim, um homem de más obras.

HINOS SUGERIDOS: 124, 243, 244

INTRODUÇÃO 
Professor(a), mais um trimestre iniciando, e o primeiro passo, além de cumprimentar os alunos pelo início desse trimestre, é apresentar a revista. Fale com a classe sobre o tema e apresente os títulos das lições, focando sobre os que podem despertar mais interesse por parte dos alunos.  
Nesta lição, abordaremos os primeiros registros bíblicos de adoração com base na história de Caim e Abel, observando a atitude de cada um deles ao ofertar e a reação de Deus diante dos ofertantes e suas ofertas. A partir de outros textos bíblicos, veremos também os princípios que devem nortear os atos de adoração do povo de Deus nos dias de hoje. A oferta de Caim e Abel, parte de um desejo deles em buscar ao Senhor, note que não foi nem uma ordem de Deus, mas uma iniciativa deles, isso mostra que a adoração é uma atitude que deve partir sempre do ser humano, ou seja, ninguém deve adorar porque lhe foi ordenado, pedido ou porque outros estão adorando, mas a adoração deve partir da gratidão e do reconhecimento da grandeza de Deus. 

1- A Queda afetou a verdadeira adoração
No capítulo 4 do Livro de Gênesis, vemos que as consequências do pecado de Adão e Eva não ficaram restritas a eles, mas se estenderam também aos seus descendentes. Isso porque, após a Queda, o pecado passou a fazer parte da humanidade (Rm 3.23). As atitudes de Caim, o primogênito do casal, evidenciam quão perverso o homem pode ser quando dominado pelo pecado. A relação harmoniosa do Jardim deixou de existir. Caim, o primeiro homem nascido de mulher, tirou a vida do próprio irmão ao se deixar dominar pela ira após Deus desaprovar sua atitude e sua oferta (Gn 4.8).

1.1. O nascimento de Caim e Abel.
Caim e Abel foram gerados após a Queda (Gn 3), quando Deus já havia prometido um Redentor da raça humana (Gn 3.15). Eva, por sua vez, alegrou-se com o nascimento de Caim, o seu primogênito (Gn 4.1). Segundo o Pr. Marcos Sant’anna da Silva, o nome “Caim” costuma ser associado à ideia de “aquisição”, Desde o início da história humana os nomes eram dados conforme os aspectos da gravidez e da família, veja:

"E conheceu Adão a Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz a Caim, e disse: Alcancei do Senhor um homem.", Gênesis 4.1

Ao escrever esse versículo, Moisés não está afirmando, mas está dando a entender que o nome Caim foi colocado por ter Eva alcançado uma grande bênção que havia sido solicitada. E note que a mesma alegria não é expressada no nascimento de Abel.
sugerindo que o nascimento daquele menino ocorreu em meio a uma grande expectativa, talvez por Adão e Eva pensarem que a promessa feita em Gênesis 3.15 se cumpriria em Caim. Ele foi o primeiro ser humano a nascer após a Queda, uma vez que Adão e Eva foram criados por Deus. Ou seja, quando Deus confrontou Adão, Eva e a serpente, Ele fez essa promessa:

"E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. ", Gênesis 3.15 (grifo meu)

Deus estava afirmando literalmente que, nasceria um filho da mulher que pisaria a cabeça da serpente. É possível que eles estivessem esperando que Caim fosse esse filho, já que ele foi quem nasceu primeiro, logo depois da profecia feita por Deus.

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