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terça-feira, 10 de março de 2026

AFASTAMENTO VELADO

Uma igreja cheia de crentes vazios, veja o que fazer.

    Atualmente, a Igreja de Cristo vive um problema sem precedentes na sua história, que é o que podemos chamar de "afastamento velado da presença de Deus", não por parte de novos convertidos, mas por parte dos cristãos como um todo. Classifico esse fenômeno aqui como afastamento velado, por ser silencioso e lento, de forma que não pode ser percebido pelas lideranças eclesiásticas. E para compreendê-lo e detectá-lo em nossas congregações, precisamos comparar a nossa igreja com a Igreja Primitiva de Atos dos Apóstolos. 

    Notamos ao ler as páginas do Novo Testamento que a Igreja do primeiro século tinha características bem distintas, como, por exemplo, a perseverança, pois ela atuava em meio à perseguição de todo tipo, e naquele contexto histórico, aquela igreja se fortaleceu e cresceu, permanecendo firme por séculos. Com base nessa comparação, poderíamos pensar que a igreja dos dias atuais, em países onde não há perseguições religiosas, deveria estar ganhando o mundo e crescendo de forma exponencial. No entanto, o que notamos é um afastamento velado, onde os crentes não deixam a congregação para irem na direção do mundo, mas eles levam o mundo na direção da igreja, de forma que esses cristãos praticam as ações mundanas, igual aos ímpios, e às vezes até pior. 

    Sabemos que existem exceções, mas esses crentes afastados do Senhor vão à igreja e possuem o nome no rol de membros, porém, não leem a Bíblia, não oram, não jejuam, aliás, só conhecem a palavra "jejum" por causa do "jejum intermitente" que as pessoas praticam para emagrecer. Esses crentes também são consumidores de redes sociais, de séries de streaming e jogos online, onde fazem uso compulsivo de conteúdos com alto grau de inutilidade e certo nível de esoterismo, crenças antibíblicas e até mesmo erotismo.

    Por causa desse comportamento dos crentes da atualidade, fica extremamente difícil definir quem é cristão e quem não é. Não haveria nenhum problema em os cristãos do século XXI frequentarem academias, assistirem filmes, jogarem em plataformas online, irem ao parque, fazerem turismo, etc., se eles mantivessem uma vida de santidade, de retidão, de moderação e de foco na missão que Cristo nos deixou:

"19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém.", Mateus 28.19,20 

  Por deixarem de lado essa importantíssima missão, esses crentes deixam de lado também o Espírito Santo, que é o único que pode operar neles a regeneração, processo pelo qual o servo do Reino fica mais parecido com Cristo e menos parecido com o mundo.

Sendo assim, resumidamente, o problema dos cristãos da atualidade é a falta do Espírito Santo de Deus, pois Ele é o único capaz de dar vida, direção e força à Igreja. Então, deixo aqui orientações simples para se resolver um problema dessa complexidade. E não me refiro a roupas, penteados de cabelo, barba ou maquiagem, mas a comportamento, linguajar, atitudes e essência.

Cada cristão deve buscar praticar os devocionais que são pilares da fé, sem os quais nos afastamos da presença do Espírito Santo de Deus, a saber, são quatro devocionais básicos: oração, meditação na Palavra, jejum e serviço. Vejamos cada um deles:

1º. Oração - A oração é o mais básico de todos, no entanto, é muito negligenciada. A Bíblia mostra duas formas básicas de praticar a oração. 

a) juntamente com a igreja:

"E, considerando ele nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam.", Atos 12.12

b) em secreto: 

"Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.", Mateus 6.6

Se o crente estiver com problema para conseguir tempo para a oração, deve então bolar estratégias. Sugiro separar horários pré-definidos, como por exemplo, assim que acordar, no intervalo do almoço e à noite, com isso, seria pelo menos três vezes ao dia, nos moldes de Daniel.

2º. Meditação na Palavra - A meditação na Palavra de Deus consiste em se alimentar com porções diárias das Escrituras. Esse pode ser praticado logo pela manhã, após o devocional da oração, não precisando ser uma seção grande da Palavra, mas deve ser contínuo, de forma que se torne uma rotina.

3º. Jejum - O jejum é especialmente difícil para os dias em que estamos vivendo, mas é possível que possamos tê-lo como uma prática comum. Não precisa ser diário, mas deve ser feito, pelo menos, uma ou duas vezes no mês. Lembrando que não é a quantidade de horas que importa, mas sim a qualidade dessas horas. E deve-se evitar fazer barganhas com o jejum, mas sugiro que o maior propósito desse jejum seja a adoração e a vida espiritual.

4º. Serviço Cristão -  O serviço cristão é o ato de se comprometer com o Reino de Deus, consistindo em trabalhar para o crescimento do Reino de Cristo no mundo. Não necessita ser obreiro ou graduado em seminário de teologia para se trabalhar para o Senhor. Ainda que se limpe a igreja, entregue um folheto ou opere a mesa de som, o que importa na verdade é o compromisso com a obra de Deus.

    Assim, para podermos fazer a diferença no nosso tempo, precisamos retornar ao modelo da Igreja Primitiva, perseverante, dedicada e santificada pelo Espírito de Deus. 

Pr Marcos André

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Família em Conserva - Um ataque que abriu nossos olhos para um grande mal


Muitas escolas de samba sempre atacaram a fé cristã, mas dessa vez a polêmica construída na avenida do sambódromo, serviu para nos mostrar a verdade por trás da cultura mundana do entretenimento. 

    Após o desastroso desfile de uma escola de samba do Rio de Janeiro que, ao tentar homenagear o presidente Lula, levou para a avenida uma ala em que apresentava imagens de famílias em latas de conserva, como uma crítica direta ao conservadorismo da direita no Brasil, vimos uma reação gigante por parte dos cristãos em todas as redes sociais. 

    Segundo os próprios apoiadores do presidente Lula, a homenagem foi como um "tiro no pé", pois a escola de samba foi rebaixada, o incidente gerou uma série de críticas e "memes" pela internet, e a participação do presidente na homenagem, está sob investigação do TSE para se saber se não houve campanha eleitoral antecipada. 

    Independente das argumentações políticas, devemos enxergar o que tudo isso toca a fé cristã, pois não é de hoje que os enredos questionam o conservadorismo, o patriarcado, as instituições religiosas judaico-cristãs e a família. Obviamente, o alvo principal sempre foi a Igreja de Cristo, e neste caso em particular, podemos perceber isso pelo ataque à família tradicional estampada nas alegorias da ala da escola de samba.  


    Note que a estampa nas alegorias mostra uma família tradicional, modelo que sempre foi criticado pelo presidente Lula e seus apoiadores em diversas de suas falas. Então, o que a escola atacou foi o que o governo do PT e da esquerda sempre atacaram, a família e a fé cristã.

    Não busco aqui passar algum nome político para que os crentes votem nas urnas, somente estou transmitindo o tipo de pensamento que uma ideologia política defende, uma ideologia marxista que milita contra as tradições e valores cristãos. Pois o cristão genuíno não deve manifestar apoio a um representante político que constantemente ataca sua fé e valores, constantemente defendendo pautas abortistas, ideologias de gênero, além de ataques diretos à família cristã.

    Veja essas palavras do presidente Lula na abertura do 26º encontro do Foro de São Paulo:

“Aqui, no Brasil, enfrentamos o discurso do costume, da família e do patriotismo. Ou seja, enfrentamos o discurso que a gente aprendeu a historicamente combater”, Lula
Jornal Gazeta do Povo, 30/06/23

    A farsa dos políticos da esquerda brasileira se estabelece quando chega o ano de eleições, período em que esses políticos frequentam igrejas, moderam seus discursos e até apregoam os valores cristãos. No entanto, o desfile da escola de samba em homenagem ao presidente Lula serviu para abrir os olhos da Igreja, mostrando como os ataques à nossa fé estão cada vez mais ousados e letais.  

    Os valores da esquerda estão mais próximos ao que entendemos como "mundanismo". E a verdade é que estes valores não coadunam com os valores de Cristo, por isso, a Igreja de Cristo não pode ter nenhum tipo de vínculo com essas crenças. Esse é o princípio da santidade, de estar separado do mundo, foi o Senhor Jesus quem nos transmitiu isso:

"Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.", João 17.14

    Por conta disso, tenho como dever de fé, alertar meus irmãos em Cristo que compartilham comigo o cálice do Senhor. Quero lembrar que o livro de louvores e adoração mais conhecido que existe, inicia com uma palavra de santificação:

"1 Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2 Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.", Salmos 1.1,2 

    Não é possível ser um adorador do Senhor sem seguir essa orientação inicial! 

    Portanto, os cristãos do século XXI devem buscar a santificação, deixando os entretenimentos do mundo para o mundo. Ao invés de estar conectado com as atividades promíscuas do mundo, como o carnaval, o crente deve buscar se aprimorar nos devocionais fundamentais da fé: oração, meditação da Palavra, jejum e o serviço cristão. E juntamente a isso, o cristão, ao escolher os seus representantes políticos, devem verificar que tipo de valores eles defendem, quais são os seus princípios e o que eles falam, quando não estão em campanha política.

Pr Marcos André  


quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Calvinismo x Arminianismo - Um terceiro ponto

Desde a Reforma Protestante existe uma divergência entre os cristãos, de um lado os calvinistas e de outro os arminianistas, e quem será que está certo? Qual visão devemos seguir? Conheça uma opinião que diverge um pouco dessa polarização.

    Após a enorme popularização das redes sociais no século XXI, vemos alguns temas deixarem de ser debatidos nas salas de aulas dos seminários teológicos e passarem a ser comentados e discutidos na internet. Assim, o termo "calvinismo" se popularizou para além dos ambientes acadêmicos e ganhou certa notoriedade. 

    Com a Reforma Protestante, o cristianismo mudou completamente, pois surgiu um novo seguimento cristão, que os católicos reputavam como seita, mas que cresceu de forma assustadora e se consolidou, pois esse movimento chamado de protestantismo não trazia uma novidade teológica nem uma nova doutrina ou costume, mas tinha a proposta de retornar à origem do cristianismo, retirando dele o que foi acrescentado ao longo de séculos de catolicismo romano. 

    No entanto, foi nessa nova fase do cristianismo que surgiram as correntes teológicas divergentes, a saber as duas mais conhecidas, o calvinismo e o arminianismo. Em rápidas palavras, vamos entender o que é cada uma dessas visões teológicas tão controversas entre si, serei breve e sucinto, pois o objetivo aqui não é um estudo aprofundado sobre cada uma dessas correntes teológicas, mas apenas emitir uma opinião baseada na Palavra de Deus comecemos com o calvinismo

    Surgiu no século XVI com base nas ideias do reformador francês João Calvino (1509-1564) em Genebra, Suíça. Enfatiza a soberania absoluta de Deus, a predestinação para a salvação e a autoridade das Escrituras. É conhecido pelos seus cinco pontos fundamentais, dos quais o mais importante é o que trata sobre a predestinação e a soberania de Deus. No calvinismo entende-se que Deus, devido à Sua soberania, já predestinou a todos, sendo uns para o Céu e outros para o inferno, e em decorrência disso não há sentido no livre-arbítrio, pois se Deus já predestinou cada um para o seu destino final, então a ideia de livre-arbítrio não passa de uma ilusão. Dessa forma, a pessoa que está predestinada ao Céu, não poderá resistir à Graça salvadora de Cristo.

    Agora vejamos o arminianismo: consiste numa corrente teológica cristã baseada nas ideias de Jacó Armínio (final do século XVI), que enfatiza o livre-arbítrio humano capacitado pela graça preveniente para aceitar ou rejeitar a salvação. Sendo assim, o arminianismo afirma que Deus, apesar de Sua soberania, permite ao ser humano escolher entre a salvação ou a perdição, exercendo assim o seu livre-arbítrio, dessa forma esse ser humano pode decair da Graça salvadora. Sendo assim, no arminianismo Deus, em Sua soberania, predestinou todos a serem salvos, no entanto, permitiu a cada um, o direito de escolha.

Argumentos fundamentais

    As duas correntes teológicas possuem bases bíblicas interpretativas altamente coerentes e alguns pontos desconcertantes nos debates, vejamos dois desses pontos, um calvinista e outro arminianista, começando pelo calvinismo:
    Deus conhece o futuro, isso está claramente definido pelas profecias bíblicas, então, se há um futuro conhecido, logo, tudo está determinado, e se está determinado, então foi Deus quem o determinou, e se Deus determinou, significa que o ser humano pensou que estava escolhendo, mas não estava escolhendo nada. Como base para esse tipo de argumento, vemos o caso em que Deus endurece o coração de faraó Êx. 9.12 determinando a sua decisão. Separei este, mas existe uma série de argumentos calvinistas fundamentados nas Escrituras.
    
    No caso do arminianismo, um simples argumento filosófico causa desconcerto, que é seguinte: se Deus é justo e todos serão julgados segundo as suas obras, conforme apocalipse, Ap 20.11-15, então, como haverá justiça, se os que forem condenados tiverem sido predestinados ao inferno? Como poderão ser culpados daquilo que foram destinados a fazer?

Um terceiro ponto de vista

    Quero apresentar aqui o meu ponto de vista como uma outra opção a se considerar além dos que já são conhecidos. Com isso, proponho responder à questão: Qual visão está correta? O calvinismo ou o arminianismo?
Comecemos pelo seguinte: os debates sobre a predestinação tem seu início no século V com as discussões entre Agostinho de Hipona e o monge Pelágio. A partir daí começam todas as controvérsias entre predestinação e livre-arbítrio, mas somente na Reforma Protestante é que surgem os maiores defensores de cada visão teológica, João Calvino e Jacó Armínio. O que se percebe de início, é que no princípio dos trabalhos da Igreja de Cristo não existiam esse tipo de questão. Nem sequer houve quem perguntasse a respeito do assunto. Se entendemos que, esse é um assunto de grande importância, então teria o Senhor Jesus esquecido de esclarecer sobre ele aos seus discípulos? E por que será que o Espírito Santo também não alertou os apóstolos sobre isso? 
    Convém lembrar que, quando Paulo fala que somos predestinados Rm 8.29, não está tentando comprovar nenhum argumento, pois não existia qualquer discussão sobre isso, além disso, tanto para o calvinismo quanto para o arminianismo existe predestinação. 
    Vejamos da seguinte forma, quando Jesus ordena a pregação do Evangelho até os confins da terra, Ele deu aos discípulos o que eles precisariam para o cumprimento da missão:

"E estes sinais seguirão aos que crerem: Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e sararão.", Marcos 16:17,18 

    Ou seja, eles precisariam de poder do alto. E deu o conhecimento da Palavra de Deus, por meio do Espírito Santo, pois eles precisariam para a finalidade de ensinar os irmãos a guardarem os ensinos de Jesus:

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém.", Mateus 28.19,20 

    Notamos com essas ordenanças do Senhor Jesus, que a maior preocupação era e ainda é, que a Igreja tivesse poder para o ganho de almas e conhecimento para orientar a santidade. Em nenhum momento vemos Jesus se preocupando com a questão do livre-arbítrio e predestinação. Com isso, entendemos que o debate sobre o calvinismo e arminianismo, não tinha nenhuma relevância para a salvação. E se não era importante naquele momento também não é na atualidade.
    
    Outra verdade a ser considerada é que, mesmo que o assunto tenha espaço nas redes sociais, ele ainda é um assunto dos eruditos, pois os que buscam a salvação em Cristo Jesus não estão preocupados com esse tipo de questão. Isto é, para um pai que luta pela libertação de um filho que está no vício das drogas, pouco importa se ele tem ou não o seu livre-arbítrio, e para uma mãe que busca pela restauração do seu casamento não interessa se sua igreja é calvinista ou arminiana. Por isso, as discussões sobre calvinismo e arminianismo, estão fora do Evangelho prático.
    
    E por fim, tanto a visão calvinista, quanto a visão arminiana não ferem a soberania divina e não atentam contra a salvação da alma humana. Pois, na verdade, são apenas diferentes pontos de vista da mesma verdade: Deus conhece tudo e já viu tudo até o fim, e as discussões sobre esses processos são sem finalidade prática.
    Por isso, nem os calvinistas estão certos e nem os arminianos estão com a razão, o que importa de verdade é o ganho de almas e a manutenção delas no Reino de Cristo.

Pr Marcos André 
  

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

ESCOLA DOMINICAL 2025

Mais um trimestre se findando e as Escolas Dominicais do país inteiro passando pelos mesmos problemas, a baixa frequência. 

Neste momento convém planejar a EBD para o próximo ano, por isso, deixo algumas recomendações para professores, secretários, coordenadores e superintendentes:

  • Busque fazer divulgação da EBD para a igreja, convidando os membros à cada culto para participarem;
  • envolva os obreiros da igreja nessa divulgação, para evitar que somente o pastor ou o superintendente divulgue a EBD;
  • essa divulgação pode ser no púlpito da igreja em oportunidades dada aos obreiros, ou com folhetos na porta da igreja;
  • uma boa forma de divulgar é falar de algum assunto interessante sobre a próxima aula, por exemplo: se a lição da próxima aula falar sobre;
  • utilize também as redes sociais para convidar os irmãos de sua rede de contatos para as aulas;
  • prepare bem as aulas para obter excelente qualidade no ensino, isso faz uma grande diferença para a EBD;
  • utilize o datashow para reproduzir slides que enriqueçam as aulas;
  • chegue cedo e se possível, receba os irmãos na porta da igreja, e ao final cumprimente-os na saída, isso dará tom de boa hospitalidade à EBD;
  • inicie a aula no horário certo, nem um minuto a mais, nem a menos, isso dará seriedade à EBD;
  • inicie a EBD com louvor, seja reproduzindo um arquivo de som ou com os irmãos tocando ao vivo, isso agregará importância à EBD. 
Futuramente publicaremos outras orientações.

Pr Marcos André
  

domingo, 22 de março de 2020

A COVID-19 e o contexto da Palavra de Deus

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 Uma das coisas que todos os servos de Cristo se perguntam no momento presente é se a pandemia da COVID-19 se encaixa nas profecias bíblicas e se ela está inserida no contexto de Apocalipse.
E a resposta é simples: obviamente que está, porém não está referida especificamente como um evento isolado na interpretação bíblica. Ela entra no conjunto dos eventos pré-apocalípticos, mencionados em Mateus:

 "Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino, e haverá fomes, e pestes, e terremotos, em vários lugares.", Mt 24.7

Só após eventos de níveis mundiais como este é que terá início ao tão temido e por muitos ignorado Apocalipse. Então essa ainda não é uma das pragas descritas no livro das revelações, o Apocalipse.

  Vamos entender o contexto espiritual envolvidos na pandemia.
A Bíblia tem sido cada vez mais ignorada, suas promessas e profecias vem sendo esquecidas até mesmo pelos crentes e a prática da vida cristã tem sido demonstrada muito mais nos eventos religiosos do que no interior das casas, onde o evangelho originalmente surgiu. E a própria pregação do evangelho está se tornando palestras de auto-ajuda ao invés de difusão da mensagem da cruz de Cristo. 

Com a COVID-19 entendemos que profecias como o texto de Daniel 12.24 se refere à uma peculiaridade dos últimos dias.

"E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará.", Dn 12.4

 Esse versículo descreve como será o cenário mundial para os acontecimentos dos últimos dias, pré e pós arrebatamento, pois está em Daniel 12 numa seção que trata especificamente da volta de Cristo. Veja que o versículo fala de Globalização, a característica atual do mundo, onde as fronteiras terrenas entre países são mais virtuais e culturais do que físicas. Com isso uma peste (enfermidade) alcança em poucos dias o mundo inteiro como foi com a COVID-19 e outros antes dele. Como não será com os que vierem depois?

E estamos falando de doenças, mas por que não mencionar outras possíveis catástrofes do mesmo contexto? Como por exemplo o surgimento de algum super vírus de computador que cause um bug global e derrube as bolsas do mundo inteiro. Este seria um evento possível num mundo globalizado.

Crises como essa acaba fazendo crentes e desviados no mundo inteiro repensarem suas vidas cristãs. Palavras como santidade e condenação começam a se fazer presentes nas mentes cristãs novamente. E os crentes são convidados a levar os cultos para dentro de suas casas pela facilidade que as mídias sociais nos trouxeram.

É tempo de meditar sobre a vida cristã que estamos levando, e alerto para contexto pós moderno que prepara o abalo global que a abertura dos selos e o derramar das taças mencionadas em Apocalipse trarão à Terra.

Você é um cidadão do céu ou é um cidadão do mundo? Se decida logo!!!

Ap 22.11

Pr Marcos André - Conferencista
licks1996@gmail.com
Tel 48 998079439  

sábado, 7 de dezembro de 2019

ESCOLA DOMINICAL - O Dia da Bíblia

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Celebrado no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia foi criado em 1549, na Grã-Bretanha pelo Bispo Cranmer, que incluiu a data no livro de orações do Rei Eduardo VI. O Dia da Bíblia é um dia especial, e foi criado para que a população intercedesse em favor da leitura da Bíblia. No Brasil a data começou a ser celebrada em 1850, quando chegaram da Europa e EUA os primeiros missionários cristãos evangélicos. Porém, a primeira manifestação pública aconteceu quando foi fundada a Sociedade Bíblica do Brasil, em 1948, no Monumento do Ipiranga, em São Paulo (SP).

E, graças ao trabalho de divulgação das Escrituras Sagradas, desempenhado pela entidade, o Dia da Bíblia passou a ser comemorado não só no segundo domingo de dezembro, mas também ao longo de toda a semana que antecede a data. Desde dezembro de 2001, essa comemoração tão especial passou a integrar o calendário oficial do país, graças à Lei Federal 10.335, que instituiu a celebração do Dia da Bíblia em todo o território nacional.

Hoje, as celebrações se intensificaram e diversificaram. Realização de cultos, carreatas, shows, maratonas de leitura bíblica, exposições bíblicas, construção de monumentos à Bíblia e distribuição maciça de Escrituras são algumas das formas que os cristãos encontraram de agradecer a Deus por esse alimento para a vida.

Fonte: SBB

sábado, 10 de agosto de 2019

HOMENAGEM - O maior Pai que Existe


O maior pai que existe inventou esse modelo de paternidade, onde colocamos um filho no mundo e cuidamos dele até que um dia ele cuide de nós, num perfeito exemplo de reciprocidade. 

O maior pai que já existiu nos força à responsabilidade logo no primeiro momento que ouvimos a esposa dizer, "estou grávida". A partir dali nada mais será como antes, aquele pequeno ser toma tudo que é nosso, tempo, sonhos, atenção, etc, e sabe de uma coisa? Entregamos tudo com prazer.

O maior pai do mundo, inventou a família e colocou essa relação maravilhosa entre o pai e os filhos.
Nós os pais imperfeitos faremos de tudo para não decepcionar nosso pequeno ser, que por mais que cresça será sempre cuidado por nós e tratado como uma criança. Nós, pais imperfeitos, nos esforçamos para ser o herói deles, até o dia da nossa partida, nesse dia quer estar com a cabeça bem erguida, pela certeza de ter feito o melhor que pude, o melhor que deu!

O  melhor Pai que existe nos deu o melhor Filho, o nosso maior exemplo!  

A Ele meu feliz dia dos pais.

Pr Marcos André 

segunda-feira, 27 de maio de 2019

ARTIGO - Aumento do número de suicídios na sociedade e entre os cristãos



Suicídio entre os servos de Deus, como entender e combater

Um dado alarmante que põe em alerta toda a sociedade é o crescente índice de suicídio no mundo, números atualizados dão conta de que a taxa de suicídio mundial aumentou em torno de 60 % no espaço de 40 a 50 anos sendo que o Brasil teve um crescimento de 2,3% de 2017 para 2018 e os números só aumentam, sendo a juventude brasileira a mais atingida. Nesses índices crescentes está também o suicídio entre os cristãos.

Como os líderes cristão devem lidar com essa nova frente de combate, que surge nesse período que chamamos de pós-modernidade?

Conhecendo o inimigo
É muito difícil combater um inimigo que não se conhece, e no caso do suicídio é possível traçar determinados perfis.

O suicídio geralmente é praticado por alguém que perdeu às esperanças de solução para problemas considerados sérios para a pessoa que tem a ideação suicida, ela vê no suicídio uma rota de fuga, um escape para uma determinada dor psicológica. Entre os jovens tem sido comum a ideação suicida após a exposição de situações vexaminosas em mídias sociais e outros eventos ligados às redes sociais. 

Outras situações que afligem principalmente os jovens são o aliciamento por jogos como foi o caso do notório jogo conhecido como "desafio da baleia azul", que se tornou popular após levar diversos jovens ao suicídio.
Um outro fator que também deve ser levado em conta são os transtornos mentais, muitos dos que sofrem problemas psicológicos correm o risco de desenvolverem a ideação suicida.
E um tipo de suicídio que tem ocorrido com uma certa frequência é o que acontece entre os pastores, nesse caso se mistura diversos fatores com o estresse psicológico que vem do ativismo religioso e o peso da grande responsabilidade relacionada ao cargo.  

Um fator de crescimento da taxa
Uma pergunta que muitos se fazem é: porque à décadas atrás essas taxas eram baixas e agora crescem a cada ano?
A resposta mais óbvia está no preparo dos cidadãos para enfrentar as adversidades e perdas que a vida impõe. 

Em décadas anteriores a juventude cresceu correndo atrás de pipas "aprendeu a lutar por algo"; cresceu quebrando seus piões "aprendeu a perder", cresceu jogando bola nos campinhos "aprendeu a trabalhar em equipe", e a lista de aprendizados que as gerações passadas obtiveram é enorme, apenas interagindo nas brincadeiras de rua.
Aprendizado esses que faltam na geração anterior que cresceu com os vídeo games e na geração atual que cresce online nas redes sociais.
São jovens que entregamos à sociedade, sem nenhum preparo para enfrentar a crueldade do jogo da vida.

Um fator de esperança
Entre os jovens e adultos cristãos existe um fator preponderante, o ensino religioso e a fé em Cristo. A grande mensagem do evangelho é a esperança de solução para o problema, esperança essa que está em Jesus. Mas nesse caso surge uma nova questão: por que a taxa de suicídio entre jovens cristãos também tem aumentado?
Além dos fatores de despreparo expostos aqui, no caso dos cristãos, esse aumento também se deve pela alteração no ensino religioso. Numa enorme quantidade de igrejas no nosso país, se ensina um evangelho sem mensagem, ou com outro tipo de mensagem que não é aquela que conduz ao encontro com Cristo, o encontro que pode dar a esperança que alguém precisa para não tomar a decisão final.
São líderes que precisam de quantidades de pessoas ofertando e dizimando para manterem os caixas, por isso estão preocupados com a quantidade de presença nos cultos e no quanto isso pode dar de retorno em ofertas. 

Quando um ministério sério ensina a genuína Palavra de Deus, as vidas se sentem confortadas e muitos decidem repensar suas ideações suicidas e outras ideações que afetam suas vidas e famílias. 

Como o líder cristão e a igreja devem agir
Eis aqui algumas sugestões a se colocarem em prática:

1. divulgar amplamente o assunto e colocar a igreja a par dos acontecimentos e das orientações, envolver toda a congregação;
2. incentivar o estudo bíblico,principalmente a participação na Escola Dominical, pois o conhecimento da sã doutrina fortalece o foco e aumenta a fé e a esperança;
3. orientar os pais a observarem o comportamento de seus filhos em casa e a serem amigos de seus filhos, não deixar que se isolem em seus mundos; 
4. orientar os membros da igreja a cuidarem uns dos outros e caso observem algo de errado nas atitudes dos irmãos que possa ser um indício de ideação suicida, trazer a conhecimento da liderança;
5. observar as postagens dos membros, principalmente dos jovens, nas redes sociais; 
6. envolver a membresia em atividades devocionais, de oração e estudo, incentivando-os a orarem uns pelos outros;
7. promover atividades sociais para aumentar o clima familiar entre os crentes e assim aumentar a possibilidade de se observar comportamentos suspeitos; 
8. para os obreiros é aconselhável que seja previsto um período de férias eclesiásticas, principalmente para os pastores presidentes e dirigentes de congregações. 

Essas orientações não resolverão todos os problemas referentes ao assunto, mas com certeza irão ajudar muito nossos irmãos e dar um norte para se implementar trabalhos mais sérios de combate ao suicídio dentro das nossas igrejas.

Pr Marcos André
Whatsapp: 21 969786830
licks1996@gmail.com 


quarta-feira, 22 de maio de 2019

ARTIGO - A Importância da Didática para o Ensino Bíblico nos Espaços da Escola Dominical


A didática é a ciência específica da área do ensino. É a parte da pedagogia que trata dos preceitos científicos que orientam a atividade educativa de modo a torná-la mais eficiente. De acordo com o Dicionário Houaiss¹, o termo “didática” deriva da palavra grega didaktikê, que significa a arte de transmitir conhecimentos — a técnica de ensinar. A Didática é uma importante ferramenta para o trabalho realizado na Escola Dominical, tendo em vista que o ensino da Palavra de Deus não deixa de ser um ato pedagógico.

A forma como o aluno aprende é uma relação interdependente da maneira como o professor ensina. Logo, o professor que domina as técnicas de ensinar, adequadamente, consegue realizar o seu trabalho de maneira muito mais eficaz. O resultado disso são alunos satisfeitos com os conteúdos que são ministrados. Ao passo que as informações são abordadas com clareza é possível perceber que os alunos aprendem de forma prazerosa a Palavra de Deus. As metodologias de ensino utilizadas de maneira eficiente encontram aplicabilidade no cotidiano dos alunos. O professor que domina o conhecimento da didática alcança resultados satisfatórios no ato de ensinar.

1. O trabalho do professor e a qualidade do ensino
O professor que preza por um ensino de qualidade e pela efetivação da aprendizagem de seus alunos, sabe que a ministração da aula não pode ser feita de qualquer maneira. Uma aula de alto nível de qualidade requer, primeiramente, o comprometimento do professor. Antes de se apresentar para ensinar seus alunos o professor precisa dominar o conteúdo que se propõe a ensinar. Muitos pensam que apenas conhecer a Bíblia é suficiente para ensiná-la. Todavia, o ensino da Palavra de Deus requer dedicação como afirma o apóstolo Paulo (cf. Rm 12.7). E, para tanto, é importante a leitura de bons comentários e dicionários bíblicos, livros de psicologia da aprendizagem, história, didática, dinâmicas aplicadas em sala de aula e outros materiais da área da educação.

Além dos recursos materiais e metodológicos o que não pode faltar é a cobertura da oração e uma vida no altar de Deus. Na educação cristã, quaisquer conhecimentos ou recursos humanos que possam ser utilizados tornam-se irrelevantes se não estiverem lado a lado com o auxílio advindo do Espírito Santo. Portanto, o professor que deseja fazer o seu trabalho com qualidade precisa dedicar tempo para aprofundar seus conhecimentos e aprimorar a sua habilidade de ensinar.

2. Planejamento e plano de aula para a Escola Dominical
O planejamento é indispensável para a realização do trabalho do professor. Todas as ações pedagógicas com vista no funcionamento da Escola Dominical devem passar pelo crivo do planejamento. Planejar envolve delimitar tempo, espaço e recursos para executar ações do ensino. Na educação encontramos os principais tipos de planejamento e que também estão presentes nos espaços da Escola Dominical: o planejamento anual, o plano de curso, o plano de ação e o plano de aula².

O planejamento anual. Visa a organização das ações educacionais durante o período de um ano. Tais ações estão segmentadas de acordo com a faixa etária ou grupo de estudo: educação infantil, jovens e adultos, formação de professores, formação de obreiros.

Plano de curso. Envolve o planejamento de cada curso conforme o período de formação e a definição da grade curricular que lhe é necessária.

Plano de ação. Tem como finalidade a definição de ações específicas e necessárias a curto, médio e longo prazo. Estas ações podem envolver todo o curso ou apenas alguns setores e o prazo de execução depende da necessidade e do objetivo da ação.

Plano de aula. Considera o preparo das ações educativas e o curso de uma aula. Para tanto, o plano de aula está organizado das seguintes partes: objetivo, conteúdo, metodologia, recursos didáticos, avaliação e referências bibliográficas.

3. Métodos e recursos didáticos
A elaboração de uma aula de qualidade depende muito dos recursos que nela são aplicados. Para que o aluno, de fato, possa aprender é preciso que os conteúdos da lição sejam expostos da forma mais clara, objetiva e dinâmica possível. Nesta ocasião, tanto os recursos quanto os métodos são indispensáveis. Entende-se por método ou metodologia a maneira como os conhecimentos são abordados ou o caminho percorrido pelo professor para ensinar seus alunos.

O conhecimento pode ser apresentado ao aluno por diversas maneiras: oralidade, audiovisualidade, manuseio, exercícios de interatividade: trabalho em grupo, mapa conceitual, brainstorming (tempestade de ideias), simpósio, painel e outros. Já os recursos didáticos sãos os materiais ou ferramentas utilizadas como canais para exposição dos conteúdos: Datashow, quadro branco (lousa), caneta piloto, apagador, lápis de cor, caneta hidrocor, e outros³.

Considerações Finais
A partir dos conhecimentos apresentados pela Didática o professor tem à sua disposição as ferramentas técnicas apropriadas para preparar sua aula. Possuir as habilidades e competências necessárias para ensinar o conteúdo bíblico é fundamental para o professor que preza por uma aula de qualidade. A arte da didática acontece justamente quando o professor domina esses conhecimentos e proporciona ao aluno a facilidade para aprender. Para tanto, a arte de ensinar requer do professor a flexibilidade para adequar a metodologia certa na ocasião certa.

E, por fim, vale destacar que o ensino bíblico é essencialmente um ato pedagógico. Não apenas teológico, mas também pedagógico. O professor que domina a arte de ensinar e dela faz uso de maneira apropriada tem em mãos a possibilidade de oferecer um ensino em alto nível de qualidade e, consequentemente, fazer com que seus alunos desenvolvam as capacidades intelectuais necessárias para o aprendizado.

Referências:
1. HOUAISS, Antônio. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Ed. Objetiva, 2001.
2. RIBEIRO, Verônica N. C. Planejamento Educacional: Organização de Estratégias e Superação de Rotinas ou Protocolo Institucional. Divisão de Formação Docente. Universidade Federal de Uberlândia, 2014. Disponível em: http://www.difdo.diren.prograd.ufu.br.
3. LEFEVER, Marlene. Métodos Criativos de Ensino: como ser um professor eficaz. 4ª ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012.
 
Thiago Santos.
Graduado em Pedagogia pelo Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro.
Pós-graduando em Gestão Escolar Integradora pela Universidade Castelo Branco.
Editor das revistas Juniores e Pré-adolescentes do setor de Educação Cristã. CPAD.
Professor de Escola Dominical das classes Adolescentes e Jovens.

domingo, 5 de maio de 2019

ARTIGO - Impostos sobre igrejas


Em entrevista à Folha de São Paulo no dia 29 de abril, o secretário da Receita Federal Marcos Cintra chegou a anunciar que até mesmo igrejas teriam os dízimos taxados, ou seja, pagariam imposto sobre arrecadação, obviamente a fala do secretário desagradou a comunidade cristã de forma geral e ainda mais a bancada evangélica na Câmara, logo em seguida o presidente foi a público pelas redes sociais esclarecer a situação e aformou que nenhuma instituição religiosa seria taxada, especialmente as igrejas, obviamente por ter sido dos evangélicos o maior apoio que ajudou a colocar o presidente no cargo e é claro todas as instituições religiosas entram de carona nessa decisão benéfica do Governo Federal.

Não é de hoje que se pensa em taxar igrejas com impostos, porém nunca se chegou a discutir de fato em algum projeto de emenda parlamentar ou estudo mais profundo. As taxas das quais se questionam que as igrejas deveriam contribuir é o Imposto de Renda, aquele que incidiria sobre os recursos de entrada nas instituições religiosas, o IPTU que incide sobre a área construída da igreja e também o IPVA sobre os veículos da igreja, isso valendo para qualquer religião. O não arrecadamento dessas taxas está garantido pelo artigo 150 da Constituição federal, no entanto para que sejam consideradas isentas as instituições religiosas devem cumprir algumas regras estabelecidas no artigo 12 da Lei 9.532/97.

É bom que se saiba que em nenhum dos países da Europa e nos Estados Unidos também não se cobra impostos das igrejas. A argumentação nesse ponto e que alguns consideram fraca, é de que as igrejas e as instituições religiosas prestam um apoio social numa área que o estado não alcança e não domina, a espiritual. A área espiritual abrange o psico-social, onde o cidadão que exerce uma atividade espiritual tem facilidade de respeitar as pessoas e as autoridades civis além disso alguns trabalhos mais efetivos em comunidades carentes são das igrejas e instituições beneficentes cristãs e espíritas. Obviamente o argumento que alguns críticos de economia acreditam ser fraco, é na verdade bem fundamentado, sabemos que em alguns lugares considerados perigosos, onde o crime organizado enfrenta a presença da polícia, é frequentado pelos evangélicos e agentes de instituições religiosas beneficentes espíritas e católicas, além do fato de alguns de nossos pastores já terem por diversas vezes intercedidos, com sucesso, pela vida de alguns jovens já condenados pelo tráfico de drogas.

Esses fatores devem ser colocados na balança toda vez que se falar em cobrar impostos das igrejas. O Governo Federal não deve somente deixar a discussão no campo político, os números devem se apresentados e a ajuda prática mencionada aqui deve ser levada em conta.

O problema da corrupção no nosso país e em qualquer lugar do mundo não se resolve somente no campo jurídico, político ou social, deve ser considerado também o campo espiritual.

Pr Marcos André 

domingo, 28 de abril de 2019

ARTIGO - O nosso brilho diante da igreja


Um dos problemas que tem afetado o povo de Deus e em particular a juventude cristã, é o número cada vez menor de irmãos desejosos a assumirem cargos eclesiásticas na obra de Deus, a dificuldade para se encontrar obreiros é enorme e aumenta a cada dia.

Isso nos reporta a um tempo em que a maioria dos jovens crentes desejavam ser obreiros, e aos poucos esse ânimo passou para o ministério do louvor e da ministração da Palavra onde o crente pode participar sem firmar um compromisso mais profundo.

De fato muitos jovens hoje desejam ser pregadores ou cantores e quando são chamados ao ministério de serviço na casa de Deus, logo sentem o peso da responsabilidade.

As motivações para os nossos moços desejarem ser pregadores ou cantores são principalmente de ordem financeira ou psicológica:
Financeira, por haver a possibilidade de ganho financeiro com a atividade de louvar ou pregar. Alguns aos descobrirem a eloquência na forma de ministrar começam a receber convites e passam a cobrar para suas ministrações seja de louvor ou pregação.
E de ordem psicológica, por conseguirem certo reconhecimento como cantor ou pregador, existem aqueles que começam a ser classificados com cargos acima dos quais foram levantados, como alguns jovens diáconos que se tornam conhecidos como evangelistas, simplesmente por pregarem a Palavra de Deus. 

A "bola de neve" se forma quando os adolescentes e jovens da igreja observam que os cantores e pregadores são mais respeitados que os obreiros da casa, isso provoca um efeito semelhante ao que ocorre dentro das comunidades onde o tráfico domina, os jovens e crianças da comunidade observa o bandido ser mais respeitado que o pai que é trabalhador e muitos deles optam por fazer parte do tráfico tão logo possam. Assim também nossa juventude é influenciada quando honramos mais esses pseudos ministros do que os nossos diáconos, presbíteros e auxiliares.

Alguns querem brilhar no meio Gospel, porém devo relembrar algo que a ciência ensina: a estrela que mais brilha no céu, é na verdade um planeta (Vênus), e também o seu brilho é o reflexo da luz do sol. Com isso quero afirmar que os que desejam ostentar luz própria diante do povo de Deus, talvez brilhe como qualquer estrela, mas os que desejam refletir o brilho de Cristo, estes serão os que mais brilharão, refletindo a glória de Deus e seus nomes serão lembrados.

É necessário prepararmos os nossos substitutos para a Igreja que possivelmente ficará para próxima geração, caso Jesus não retorne ainda nesta. Substitutos não com brilho pessoa, mas como reflexo da glória do Senhor Jesus.

Para conseguirmos esse preparo é necessário valorizarmos os nossos obreiros e cooperadores, resgatar a importância do diácono e do presbítero, a fim de que os nossos jovens possam sentir o desejo de um dia serem também chamados de diáconos e presbíteros da casa do Senhor.

Pr Marcos André 

domingo, 14 de abril de 2019

ARTIGO - Procurando o livro da Lei


Experimentamos nestes últimos dias um grande avanço tecnológico e uma mudança comportamental muito grande da sociedade que reflete diretamente no povo de Deus, principalmente naqueles que serão nossos substitutos num futuro próximo caso Jesus tarde mais um pouco. 

A facilidade de comunicação e acesso a informação não só tem levado o conhecimento de Deus e dos comportamentos cristãos às pessoas do mundo, como também e numa proporção muito maior, tem trazido o conhecimento e o contato com o mundanismo para dentro das igrejas.

Observamos irmãos em Cristo que se parecem muito com os mundanos, em todos os aspectos, tudo isso tem levado o movimento evangélico no Brasil e nas maiorias das regiões do mundo a um lugar perigoso, o lugar comum.

As tradições de vestimentas, de dogmas e paradigmas que tanto criticamos nos anos finais do século XX era na verdade o que nos diferenciavam, o perfil de santidade que havia em nossos jovens está cada vez mais raro de se perceber. Criticamos tanto o excesso de santidade que se atribuía às vestes longas e hoje gostaríamos que nossos jovens utilizassem algumas peças a mais. Criticamos tanto o mal que a TV fazia roubando o diálogo da família nos anos 90 e agora desejamos que todos se reunissem novamente diante daquela velha TV de tubo, colorida ou preto e branco, uma vez que cada integrante da família possui sua própria TV de bolso e ficam em seus recantos da casa assistindo suas séries e programas sozinhos ou jogando online.

Essas mudanças da sociedade tem afetado a Igreja de Jesus ao passa que influencia as igrejas evangélicas, onde pastores e líderes, para não perder membros vão abrindo e sedendo espaço nos seus regimentos, isso porque muitos deles estão mais preocupados com a queda que pode acontecer na renda da igreja com a perda de tantos irmãos que não se adaptam à regimentos considerados hoje como rigorosos, mas que eram leves a vinte anos atrás.

A sociedade mudou e parece que muitas igreja estão mudando para acompanhar essa sociedade e com isso entramos no caminho das religiões comuns, que somente servem para dar o sentimento de pertencimento a um grupo e nada mais.

No entanto, o resgate dos valores cristãos não pode ser feito lançando mão de medidas extremistas ou revivendo antigas discussões de paradigmas éticos. Por exemplo, se em uma igreja não há mais batismo com o Espírito Santo, não será a mudança do regimento ou a obrigatoriedade de se buscar o dom que se levará ao avivamento.

É necessário se resgatar primeiro o ensino da Palavra de Deus e a partir daí a juventude poderá entender a necessidade dessa busca.
Assim como foi achado livro da Lei dentro do templo em Jerusalém na época do Hilquias 2 Cr 34.15 também precisamos encontrá-lo hoje em nossas igrejas.

Pr Marcos André

domingo, 10 de fevereiro de 2019

ARTIGO - Dor: a maior escola da vida


Consternados ainda pelo que ocorreu em Brumadinho (MG), temos de lidar com mortes trágicas no Rio de Janeiro. Cidadãos fluminenses sendo consumidos pela força das chuvas, e promessas flamenguistas sendo consumidas pela brutalidade do fogo. Quem aguenta tanta desgraça?

Olhando para o autor e consumador da fé, Jesus, vejo no sofrimento um caminho para uma alegria suprema. Ele nos mostrou por sua vida/morte/ressurreição que é possível esperar pelo melhor mesmo quando tudo o que se apresenta aos nossos olhos é o pior possível.

Trago uma reflexão que visa consolar os que choram e digo a cada familiar e cada cidadão que está tocado pela morte prematura destes adolescentes das categorias de base do Flamengo, bem como os funcionários também vitimados por essa tragédia – e estendendo a cada familiar da cidade do Rio que está enterrando seus entes queridos nesta semana e cada família afetada pelo crime trágico em Brumadinho (MG): chorem sim e chorem o quão precisarem, pois o choro atenua a dor e abre as portas da alma ao consolo celestial.

Não apenas usem do legítimo direito ao luto; procurem estar entre amigos e familiares neste momento. Aproveitem que os casos ganharam a mídia (sabemos que nem todas as tragédias familiares são noticiadas), e sintam cada gesto de solidariedade como uma resposta do céu para o coração que sangra neste momento.

Como diz meu pastor Neil Barreto: não há dor que dure para sempre.

Sofrer é um sinal de existência humana e pode gerar em nós uma resistência espiritual a situações maiores que exigem um maior equilíbrio emocional. Diz a Escritura: “Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar (1 Coríntios 10.13)”.

Podemos livremente trocar neste texto bíblico a palavra “tentação” pela palavra “provação” ou “sofrimento”.

Assim como o Senhor teve de lidar com traição, covardia, incredulidade mesmo após tantos sinais, ofensas, espancamento, tortura etc., somos chamados a viver num mundo caído suscetível a toda espécie de calamidade e angústia – e só subsiste que aprende na escola da dor.

Não há muito mais o que dizer. Apenas me solidarizar com todos os que estão enlutados nesta semana que termina tão acinzentada, e dizer que a paz no coração virá somente pela hombridade de reconhecer que está doendo e que precisamos de ajuda e amparo emocional.

Espero que ninguém fique desamparado neste momento e que muito em breve essas famílias tornem a ter motivos para sorrir.

A dor passa, mas a saudade fica.

Maycson Rodrigues

Fonte: Gospel Prime

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

ARTIGO - Beber ou não beber, uma reflexão sobre o sacerdócio



Viagem para Entre Rios, interior da Bahia. Eu e minha esposa Leila estávamos indo visitar seus avós. Levávamos junto conosco uma novidade. Agora eramos “crentes”. Seus avós, membros de uma tradicionalíssima igreja da Assembleia de Deus não poderiam estar mais alegres. Minha esposa era muito próxima a eles, mas, durante a adolescência, como muitos outros jovens, seguiu caminhos longe da fé.

No entanto, sua avó, a saudosa D. Domitilia, não desistiu de orar e aquele momento para ela era a resposta de Deus ao seu incessante clamor. Eu, por outro lado, não tinha nenhuma tradição evangélica. O mais próximo que cheguei da doutrina foi em meu tempo como Testemunha de Jeová, que havia sido uma das minhas experiências espirituais, antes do espiritismo, sei-cho-noiê, esoterismo… Ou seja, que teve de quase tudo um pouco e que explicarei em outro texto, se Deus permitir.
Bom, voltando à nossa viagem, era o primeiro encontro familiar como crentes batizados. Chegamos entre abraços e alegria, sempre com muita atenção daquele povo humilde e acolhedor. Depois, Leila ficou com os avós e eu saí com um tio dela. Dia quente, final de tarde, sentamos em um barzinho e, sem nenhuma cerimônia, pedi uma “gelada” e tomei. Imagina o bafafá!

Logo surgiu o comentário que o esposo “crente” da neta de Dona Domitilia e seu Zuza, estava bebendo à vista de todos. Os velhinhos ainda tentaram contemporizar: “É novo convertido”, há que ter paciência, e muita…

Durante um bom tempo em minha caminhada em Cristo eu não via problema em fazer uso de bebida alcoólica, em parte fruto de minha vivência com os Testemunhas de Jeová, em parte por não encontrar nenhuma base bíblica sólida que me convencesse. Eu achava que se fosse moderado não havia problema algum.

Depois do quase constrangimento em Entre Rios eu passei a ser um pouco mais discreto, não queria ter que aturar dedos apontando para mim por algo que eu próprio não enxergava como errado ou mal. Passei a beber em casa, normalmente um vinho acompanhado de um bom tira-gosto. Aqui ou ali, bebia alguma coisa em público.

Minha convicção sobre o tema era tão forte que cheguei até mesmo a ensinar meu filho assim, o que causou polêmica quando ele expressou essa opinião em plena aula da EBD dos adolescentes. Nem imagino a dificuldade que deve ter sido para o pobre servo do Senhor que estava à frente daquela EBD, acho que ele deve ter desejado meu escalpo naquele dia. Ser professor de jovens e adolescentes definitivamente é para os fortes…

Mas eu nunca fui muito de me importar com opinião dos outros, sempre defendi o que considero verdade e sempre fui de ter opiniões firmes, e assim me mantive durante anos e anos. Não fazia apologia de nada, nem incentivava ninguém a seguir meu comportamento, mas continuava em paz com a minha consciência e com minhas discretas práticas etílicas.
O Ponto de Virada

Só que conheci uma pessoa. Uma pessoa bondosa, amorosa, compreensiva, paciente e convincente. Seu nome: Espírito Santo. Não que eu não o conhecesse ou que Ele não estivesse comigo, mas depois do que aconteceu comigo em uma vigília que causou uma revolução absurda em minha vida, algum dia falo com mais detalhes sobre isso, eu passei a ser mais sensível à sua voz.

Um dia, lendo a Bíblia, e eu sou do tipo que gosta de ler e estudar a Bíblia toda, de preferência sem comentários de rodapé para não sofrer influencias que tirem a fluidez daquilo que leio, eu me deparei com uma passagem, aparentemente banal, no livro de Levíticos lá no capítulo 10. Era um dos únicos relatos bíblicos de Deus falando diretamente com Arão e não com Moisés. Nele, o Senhor fala com o sacerdote Arão depois da morte de seus filhos Nadabe e Abiú que levaram “fogo estranho” para o tabernáculo e foram fulminados. O texto fala assim:

“Vinho ou bebida forte tu e teus filhos não bebereis quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações, para fazerdes diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo e para ensinardes aos filhos de Israel todos os estatutos que o SENHOR lhes tem falado por intermédio de Moisés.”

Eu ali, “de boa”, fazendo meu estudo devocional em um dos livros mais áridos da Bíblia e quando este texto ganha destaque e uma voz, a daquela pessoa que falei agora a pouco, fala em meu coração:

“Você é sacerdócio real e templo do Espírito. Se na antiga aliança, que é apenas sombra das coisas futuras, um sacerdote, quando em serviço, não podia fazer uso de nenhuma bebida alcoólica, como é que você que me serve 24 horas por dia e que é templo onde eu habito, considera não haver problemas em prestar este serviço para mim tendo sua sensibilidade alterada pelo álcool?”

Sei que alguns dizem ter experiências arrebatadoras e que ouvem Deus como se estivesse ao seu lado conversando audivelmente. Este não é o meu caso. Muitas vezes eu não conseguia discernir se era Deus falando ou era apenas intuição ou doideira minha, já que sou meio louco mesmo.

Só depois de um tempo sendo ensinado, aprendi que quando esta voz interior me leva a fazer algo contra a minha própria vontade natural e a ser mais próximo de Deus em amor, perdão e renúncia, não há dúvida: Deus está falando. E foi isto que experimentei naquele dia, fazendo minha prosaica leitura bíblica.
Me aprofundando no Assunto


À medida que fui estudando com esta nova ótica fui vendo que há um ideal cristão de vida. Existem coisas que não são pecado, mas que deve ser alvo de conduta para nós. Por exemplo, você não encontrará nenhuma passagem bíblica condenando diretamente a poligamia, mas não há dúvidas que o ideal bíblico para o povo de Deus é que cada homem tenha uma, e só uma, esposa e cada esposa possua um único marido. Este mesmo princípio eu aprendi que vale para o uso de bebida alcoólica. O ideal cristão é a abstinência.

Isto está expresso na primeira carta de Paulo a Timóteo, quando fala que presbíteros e diáconos não devem ser chegados ao vinho. Embora o termo grego em si possa ser traduzido de forma mais branda, para mim é claro que se trata de uma recomendação à abstinência. Pois veja bem, na mesma carta Paulo recomenda a Timóteo que deixasse de beber apenas água e tomasse um pouco de vinho, não para fins recreativos, mas como remédio. Ora, se Paulo se dá ao trabalho de recomendar a Timóteo que beba vinho, ainda que em pequena dose e para uso medicinal, a conclusão lógica é que o seu filho na fé não fazia uso de álcool.

Para mim parece óbvio Timóteo seguia exatamente o que fora recomendado anteriormente como virtude necessária para pastores e diáconos e Paulo estava lhe abrindo uma exceção por conta de suas constantes enfermidades, notadamente no estômago, em uma época em que pouco se sabia sobre remédios e se acreditava no poder terapêutico da bebida alcoólica. Não haveria porque escrever em uma carta, com todo o custo e trabalho que era escrever e enviar uma carta na antiguidade, para recomendar aquilo que já era praticado normalmente.

No livro de Jeremias, os recabitas também fazem um voto de abster-se de qualquer bebida com álcool, tanto eles quanto suas esposas e filhos, e isto foi agradável a Deus que, mesmo após condenar todo o Judá, abençoou os sóbrios recabitas prometendo que eles sempre teriam um descendente para servir ao Senhor.

Além dos sacerdotes em serviço no templo, a Bíblia relata outros momentos onde se proibiu o uso de qualquer bebida alcoólica para homens que foram consagrados para Deus desde antes do nascimento. É o caso de Sansão que tinha o voto de nazireu que possuía como uma das exigências o abster-se de álcool. Isto era tão importante que o anjo do Senhor estendeu esta imposição à mãe. Além dele, João Batista, já no novo testamente, que era cheio do Espírito Santo desde o ventre materno, também foi orientado a não tocar em bebida alcoólica de nenhuma espécie. Para mim Sansão e João Batista, consagrados desde o ventre da mãe, são protótipos do ideal de vida cristã e apontam para nós que experimentamos o novo nascimento no Espírito Santo em Cristo Jesus.
Exercendo Sacerdócio no Templo do Senhor


É bem claro que o ideal cristão é andar de “cara limpa”, o que concorda com o que a Bíblia fala sobre um aspecto do fruto do Espírito chamado domínio próprio. Certa vez li que qualquer quantidade de álcool ingerida, por mínima que seja, diminui os reflexos da pessoa, fazendo com que ela não tenha plenas condições para dirigir. O texto diz que não se deve beber nenhuma bebida alcoólica antes de dirigir porque o ato de guiar um carro exige pensamento rápido e muita atenção. Não sei quanto a você, mas eu considero muitíssimo mais necessário ter pensamento rápido e redobrada atenção nas coisas espirituais que nos influenciam todos os dias, o dia todo.

A ciência deste mundo caído, amigo dos exageros e do hedonismo, afirma que ao beber você não está cem por cento no controle de suas ações, ainda que seja simplesmente para guiar um carro. A expressão traduzida como domínio próprio na carta de Paulo aos Gálatas significa exatamente estar no controle de si mesmo, se você não tem cem por cento de controle sobre si mesmo para guiar um carro, como pode julgar ter controle para travar batalhas espirituais como sacerdote do Senhor e soldado a serviço do Rei dos Reis?

Hoje não faço uso de nenhuma bebida alcoólica. Mas, vejo que a questão é saber o quanto eu desejo ardentemente estar cem por cento no controle de mim mesmo para poder entregar cem por cento deste controle para o meu Senhor e apreciar o agir Dele em minha vida.

Se aqueles sacerdotes que Ele levantou para servi-Lo em seu santo templo, mesmo construído por mãos humana, deveriam estar cem por cento sóbrios, muito mais é exigido de mim agora, pois eu sou sacerdote de Deus, eu sou o santo templo do Senhor. É isso que tenho vivido e ensinado às ovelhas que Ele me confiou.

Denilson Torres

Fonte: Gospel Prime