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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

BLOG DE POESIA - Pr Marcos André

  

  Conheça o blog TEMPO DE PAZ, do pastor Marcos André, um blog de poesias para dar mais inspiração à vida.

    Faça uma visitinha rápida em nosso blog TEMPO DE PAZ, se gostar pode voltar a hora que quiser! 

"Tem gente que pisa nossos planos
Os que não sentem a mesma dor
Não caminham em estradas de sonhos
Nem levantam sonhos caídos na estrada
Nunca riem nem choram de amor."

Para conhecer o trabalho, visite nosso blog de poesias, clique aqui.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 6 / ANO 2 - N° 8

Isaías — Consolo e Restauração no Exílio 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO  

Isaías 40.1-2, 28-31 

1- Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. 
2- Falai benignamente a Jerusalém e bradai-lhe que já a sua servidão é acabada, que a sua iniquidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do Senhor, por todos os seus pecados.
28- Não sabes, não ouviste que o eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, nem se cansa, nem se fatiga? Não há esquadrinhação do seu entendimento.
29 - Dá vigor ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor.
30 - Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os jovens certamente cairão. 
31- Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças e subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão.

Isaías 43.16-19 
16- Assim diz o Senhor, o que preparou no mar um caminho e nas águas impetuosas, uma vereda;
17- o que trouxe o carro e o cavalo, o exército e a força; eles juntamente se deitaram e nunca se levantarão; estão extintos e como um pavio, se apagaram.
18- Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas.
19- Eis que farei uma coisa nova, e, agora, sairá à luz; porventura, não à sabereis? Eis que porei um caminho no deserto e rios, no ermo.
 
TEXTO ÁUREO
Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados. 
Isaías 53.5

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - Isaías 40.1-8
O Deus que consola
3ª feira -Isaías 43.25
Perdão
4ª feira - Isaías 46.10
Propósito
5ª feira - Isaías 45.7
Soberania
6ª feira - Isaías 45.5
Só há um Deus e Senhor

Sábado - Isaías 40.31
Esperança

OBJETIVOS

 Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: 

  • compreender que o consolo divino se revela mesmo em tempos de crise;
  • reconhecer a fidelidade de Deus, ainda que em contextos de disciplina;
  • servir ao Senhor, permanecendo fiel a Ele em meio a uma cultura marcada pelo exílio moral e espiritual. 

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 

    Prezado professor, ao trabalhar o tema desta lição, ressalte que a expatriação não representou o fim da Promessa, mas tornou-se o cenário para uma densa reinterpretação teológica.
    Os capítulos 40-55 do Livro de Isaías retratam um Deus que, mesmo diante da dor e da dispersão, continua falando, restaurando e chamando Seu povo a uma esperança ativa. Apresente a classe ao contexto desses capítulos, situando-os no período do cativeiro babilônico, mas sem pressupor a presença física do profeta Isaías nesse momento histórico — lembrando que o texto assume, de forma literária, a voz profética que se dirige aos exilados.    Incentive os alunos a perceber: a soberania divina sobre a História (Is 45.7), a universalidade da salvação (Is 49.6) e a missão contínua de Israel como testemunha de Yahweh entre as nações (Is 44.8). Reforce que, mesmo no deserto do exílio, o Senhor abre caminhos (Is 43.19) e renova a identidade dos aliançados com ternura e poder.
    Boa aula!

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
    Durante o exílio na Babilônia, a mensagem profética passou de advertências severas a palavras de alento. Embora o profeta Isaias tenha vivido no século VIII a.C,, antes da queda de Jerusalém, os capítulos 40-55 do livro que leva seu nome — preservados e transmitidos ao longo das gerações — trazem promessas que se aplicam diretamente aos exilados. Essas palavras, inspiradas pelo Espírito, fortaleceram à perseverança do povo no cativeiro, reafirmando que o Senhor é o único Deus, Criador de todas as coisas, e que Sua aliança permanece inabalável. 

 1.  O CONSOLO DIVINO NO EXÍLIO 
    O capítulo 40 de Isaías abre a segunda grande seção do livro com uma mensagem inesquecível para os expatriados: Deus continua presente e atuante, mesmo em terra estrangeira. Essa certeza é desenvolvida em três movimentos complementares: (1.1) revelando-se co-mo Aquele que fala ao coração do Seu povo; (1.2) reafirmando Sua soberania sobre as nações e a História: e (1.3) chamando os fiéis a uma esperança ativa, capaz de renovar forças e sustentar a caminhada.
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ISAÍAS VIVEU O EXÍLIO? 
Não; ele atuou entre 740 e 680 a.C., mais de um século antes do cativeiro babilônico (605-586 a.C.). Os capítulos 40-55 trazem palavras de consolo que, na visão tradicional, seriam profecias antecipadas, preservadas para. Confortar os exilados. Já na visão crítica, seriam textos produzidos por um profeta posterior, ligado à “escola de Isaías”, no próprio contexto do desterro.
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1.1. O Deus que fala ao coração do Seu povo (Is 40.1-2) 
    O início da segunda grande seção do Livro de Isaías não poderia ser mais marcante: “Consolai, consolai o meu povo [...]”. Não se trata, aqui, de mera repetição poética, mas de uma convocação divina, possivelmente dirigida a um grupo profético ou a mensageiros celestiais incumbidos de proclamar uma nova palavra. 
    A duplicação do imperativo “consolai” transmite urgência e solenidade. O Senhor não está em silêncio; Ele fala. E mais: fala “ao coração” (v. 2 - ARA) do Seu povo — expressão idiomática hebraica que comunica intimidade, afeto e transformação interior. 
    Esse consolo não é abstrato: baseia-se na certeza de que o tempo da disciplina chegou ao fim — “[...] já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada [...]”. O termo “milícia” (v. 2 - ARA) evoca a ideia de um serviço forçado, uma clara alusão ao sofrimento prolongado do exílio. Encerrada a etapa de correção, inicia-se agora o tempo de restauração. 
    Agora, Deus transforma juízo em Graça. O castigo teve caráter pedagógico, mas a aliança permanece. O consolo divino é, portanto, palavra de restauração e convite ao recomeço. 

1.2. O Deus que governa a História (Is 40.15-17, 22-23) 
    O exílio babilônico não significou que Yahweh havia abandonado Judá. Pelo contrário, o profeta Isaías (caps. 40-55) responde à crise teológica do povo — sua angústia diante da aparente supremacia dos deuses babilônicos — com afirmações contundentes sobre a soberania divina. 
    No capítulo 40 (vv. 15-17), as nações são comparadas, diante de Deus, a uma gota de água num balde ou ao pó de uma balança. Essa imagem esvazia qualquer pretensão imperial. Babilônia não é senhora da História — o Soberano de Israel é. 
    Nos versículos 22-23, Deus é descrito como “o que está assentado sobre o globo da Terra”, “o que estende os Céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar”. Essa imagem cósmica reafirma que Ele não foi vencido: continua assentado no trono da Criação e conduz 0 enredo da redenção com autoridade absoluta.

1.3. O Deus que renova a esperança (Is 40.31) 
    O versículo final do capítulo 40 é um hino à fé resiliente: “Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças [...]”. Aqui, esperar não implica passividade ou resignação, mas envolve a adoção de uma postura ativa. A imagem da águia que voa alto remete à renovação e à força; o correr e o caminhar simbolizam continuidade, perseverança e avanço, mesmo no deserto existencial. 
    Essa esperança não se fundamenta em otimismo humano, mas no caráter do Altíssimo — eterno, incansável e fiel. A mensagem é clara: mesmo em tempos de esgotamento, é possível continuar caminhando se a confiança estiver firmada em Deus. 
    O consolo divino, portanto, não conduz à inércia, mas à resistência espiritual, sustentada por uma fé que se move na direção da Promessa — sempre avante. 

 2.  A REAFIRMAÇÃO DA IDENTIDADE E VOCAÇÃO DE ISRAEL 
    Se, no exílio, Yahweh reanimou o Seu povo (Tópico 1), agora Ele lembra que sua identidade e missão permanecem inalteradas. Deus reafirma essa verdade: apresentando o Servo do Senhor como modelo de chamado e serviço (2.1); garantindo que a eleição divina permanece, mesmo em tempos de disciplina (2.2); e renovando a vocação missionária de Israel como testemunha e “luz dos gentios” (2.3). 

2.1. O Deus que convoca o Seu Servo no exílio (Is 42; 49; 50; 53) 
    A figura do Servo do Senhor é um dos temas centrais de Isaías 40-55. Nos Cânticos do Servo, ele aparece com dupla dimensão: coletiva — representando Israel como nação escolhida — e individual — apontando para um mediador messiânico. 
    Esses cânticos antecipam, de forma profética, verdades que iluminam o contexto do exílio. Esse enviado fiel é chamado pelo Altíssimo, capacitado pelo Espírito, rejeitado pelos homens, mas, ao final, exaltado em glória. 
    O profeta apresenta essa convocação em quatro retratos complementares: 
  • Capítulo 42 — líder compassivo e não violento, que não levanta a voz nem quebra o caniço rachado.
  • Capítulo 49 — mensageiro que, apesar da frustração com resultados limitados, recebe de Deus a missão ampliada: ser luz para as nações.
  • Capítulo 50 — discípulo obediente, que ouve é suporta o sofrimento.
  • Capítulo 53 — o clímax: Servo sofredor, que leva as iniquidades e “justifica a muitos”. 
    Essa visão do sofrimento redentor redefine a missão de Israel: mesmo humilhado, o povo é chamado a ser sinal vivo de salvação — não pela glória do poder, mas pela humildade e pelo serviço.

2.2. O Deus que preserva a eleição no tempo da correção (Is 43.1) 
    A disciplina do exílio não cancela a aliança. Isaías 431 reafirma a identidade dos filhos de Abraão: “[...] Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome; tu és meu”. 
    O verbo remir (hb. ga'al) evoca a figura do “resgatador: remidor” familiar — aquele que não abandona o parente ferido (cf. Lv 25.25; Rt 3.9). O ato de chamar pelo nome é símbolo de eleição e de pacto preservado. 
    Em outras palavras, ainda ferido, Israel continua sendo propriedade do Senhor. O tratamento divino foi corretivo, não destrutivo. A declaração “tu és meu” expressa um vínculo irrevogável. Esse é o fundamento da esperança: Deus permanece fiel, mesmo quando o Seu povo não é.

2.3. O Deus que renova a vocação missionária (Is 44.8; 49.6) 
Mesmo no cativeiro, o Senhor confirma Israel como testemunha do Seu nome: 
  • Em Isaias 44.8, Ele declara: “[...] Vós sois as minhas testemunhas [...]”, em contraste com a futilidade dos ídolos. 
  • Em Isaías 49.6, Ele amplia o alcance dessa missão: “[...] Também te dei para luz dos gentios [...]”. O sofrimento não anula a vocação — pelo contrário, a expande. 
A eleição de Israel não foi concebida como privilégio, mas como chamado ao serviço. Mesmo no exílio, em meio ao caos nacional, o povo permanece sendo o portador da verdade sobre Yahweh. Esse mandato torna-se ainda mais relevante no ambiente pluralista da Babilônia, onde a fidelidade ao Senhor é um testemunho eloquente diante das nações. 

 3.  A PROMESSA DE REDENÇÃO E RETORNO 
    Após reafirmar a identidade e a vocação de Israel (Tópico 2), o Deus da aliança prepara o livramento. Essa promessa se apresenta em três dimensões: um novo êxodo que supera o passado (3.1); a escolha de um governante estrangeiro como instrumento de libertação (3.2); e uma salvação que se estende a todas as nações, com perspectiva escatológica (3.3).

3.1. O Deus que abre um novo êxodo (Is 43.16-19) 
    A libertação futura é descrita com imagens do passado: Aquele que abriu caminho no mar agora abrirá caminho no deserto. Isaías 43.16-19 apresenta essa nova travessia. O mesmo Deus que libertou Israel do Egito promete libertar o povo do cativeiro babilônico. 
    Contudo, o Senhor adverte que os aliançados não devem fixar-se nas lembranças antigas (v. 18), pois aquilo que Ele está para realizar será maior do que tudo o que viveram antes (v. 19). O deserto se tornará estrada; o ermo, manancial. Essa libertação é criadora: mais do que um simples retorno geográfico, representa um renascimento espiritual e nacional. 

3.2. O Deus que levanta Seu instrumento de libertação (Is 45.1-7) 
    De forma surpreendente, o Senhor levanta um rei pagão como Seu “ungido” (Is 45.1). Na perspectiva tradicional, esta é uma antecipação profética feita mais de um século antes de Ciro, rei da Pérsia, surgir na História (cf. Lição 9). Ele é apresentado como agente de libertação, escolhido por Deus para restaurar O povo eleito, mesmo sem conhecer Yahweh, ele cumpre os propósitos divinos. 
    Essa escolha demonstra que o Soberano de Israel age para além das fronteiras religiosas e políticas. Sua Graça é tão abrangente que inclui até reis gentios como instrumentos de Sua Promessa.
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    O título “ungido” aplicado a Ciro, em Isaías 45.1, subverte as expectativas messiânicas e reafirma a liberdade de Deus em executar Seu plano de redenção como bem lhe apraz.
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3.3. O Deus que oferece salvação universal e escatológica (Is 53.11; 54-55) 
    Isaías 53.11 declara: “O meu Servo justificará a muitos [...]”. Essa justificação não se baseia em mérito humano, mas no sofrimento vicário do Servo. A salvação prometida transcende o retorno a Jerusalém: ela se estende até os confins da terra. 
    Nos capítulos 54 e 55, a linguagem adquire tom escatológico: Sião é restaurada, ampliada e consolada. O convite se torna universal: “Vinde, todos vós que tendes sede [...]” (Is 55.1). O retorno do exílio torna-se metáfora de uma redenção maior — uma nova criação, abrangendo todas as nações. 

CONCLUSÃO 
    O profeta Isaías, mais de um século antes do cativeiro, anunciou palavras que se tornariam fonte de consolo para os exilados. Com seu registro, ele reconstrói toda uma cosmovisão teológica a partir dos escombros da dor. Sua mensagem redefine a fé de Israel, mostrando que o sofrimento não anula a aliança, mas a aprofunda; que a sensação de fracasso dá lugar ao propósito; que no aparente abandono ressoa a reafirmação da eleição irrevogável; e que no silêncio se ouve uma palavra nova e viva. 
    Deus não está ausente — Ele age soberanamente na História. O exílio não é o túmulo da Promessa, mas o útero de uma nova criação, do qual nasce um povo mais maduro, resiliente e pronto para cumprir sua vocação missionária entre as nações. 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. Como Isaías (caps. 40-55) redefine a experiência do cativeiro babilônico para o povo de Israel? 
R.: Revelando que o exílio não anula a eleição de Israel, mas aprofunda sua relação com Deus, reafirma sua identidade como povo da aliança e renova s a você a entre as nações.

Fonte: Revista Central Gospel

Índice dos últimos conteúdos da Escola Dominical - 1º Trim 2026


Conteúdos para a aula da EBD do dia 8 de Fevereiro de 2026 - Lição 6:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado
Revista Central Gospel - Editando
Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - A iniciar
Subsídio Betel Conectar - A iniciar 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 1º de Fevereiro de 2026 - Lição 5:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Indisponível
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
_____________________________________

Conteúdos para a aula da EBD do dia 25 de Janeiro de 2026 - Lição 4:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
_____________________________________

Conteúdos para a aula da EBD do dia 18 de Janeiro de 2026 - Lição 3:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
_____________________________________

Se você deseja ajudar esse ministério de ensino, pode fazer doação de qualquer valor para a chave pix 48998079439 - Marcos André

Obs: Peço que não faça doação de valor muito elevado, pois não há necessidade. O que importa é ser cooperador(a) do ensino, independente do valor.
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 6 / 1º Trim 2026


AULA EM 8 DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 6

(Revista Editora Betel)

Tema: Oração: uma disciplina indispensável aos discípulos de Cristo
  



TEXTO ÁUREO
"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno", Hebreus 4.16.

VERDADE APLICADA
Para perseverarmos até o fim é indispensável cultivar uma vida de oração em harmonia com a Palavra de Deus e a ajuda do Espírito Santo.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que Jesus nos deixou uma oração modelo.
- Saber que Deus sabe do que precisamos antes mesmos de falarmos.
- Reconhecer que o avivamento é resultado da oração.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MATEUS 6 
5. E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 
6. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.
7. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos. 
8. Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. 
9. Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Ef 6.18 Orando em todo o tempo.
TERÇA | 1Ts 5.17 Devemos orar sem cessar.
QUARTA | Cl 4.2 Exortação à oração.
QUINTA | Mc 11.24 Devemos orar com fé.
SEXTA | 1Tm 2.8 Devemos orar em todo lugar.
SÁBADO | Jo 14.13 A oração deve ser feita em nome de Jesus.

HINOS SUGERIDOS: 110, 115, 577

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que os discípulos de Cristo orem sem cessar.    

INTRODUÇÃO 
Professor(a), o assunto desta lição é muito tratado nos dias de hoje nas igrejas sérias, por isso, vamos tentar ser o mais profundo possível, dando aos alunos conteúdos que vão além do que temos na revista, como, por exemplo, os aspectos da oração de Ezequias, e o motivo pelo qual Deus havia decidido recolhê-lo. 
Nesta lição, veremos a relevância de cultivar uma vida de oração em harmonia com a Palavra de Deus e com a ajuda do Espírito Santo. Nosso Senhor Jesus ensinou aos Seus discípulos sobre a oração. Podemos e devemos nos achegar diante do trono da Graça, pois temos um Sumo Sacerdote: Jesus Cristo. 
Notemos que Jesus, não somente ensinou, mas Ele também deu o exemplo. Jesus orava constantemente, e se Ele sendo o Messias fazia isso, nós, sendo os pecadores que somos, devemos fazer também. 
Os dias em que vivemos, são dias de muita correria, parecendo que não teremos tempo para fazer mais nada, por isso, a oração de muitos crentes são rasas, mecânicas e repetitivas, quase como uma reza. Vamos propor nesta lição, que façamos uma correção dessa postura. 

1. A relevância da oração  
O Apóstolo Paulo nos orienta a orar sem cessar, ou seja, a viver em constante oração (1Ts 5.17). É mister lembrar que a oração é uma disciplina espiritual indispensável para os discípulos de Cristo, pois nos ajuda a aprofundar o relacionamento com Deus (Fp 4.6), fortalecer a fé e as virtudes cristãs, vencer as tentações (Lc 11.4) e tomar decisões importantes, aumentando nossa intimidade com Deus (1Ts 5.21-23). 
De todos os benefícios da oração, mencionados aqui, com certeza o mais importante é "aprofundar o relacionamento com Deus". Isso porque não existe relacionamento com ninguém se não houver diálogo, e sabemos que a oração é esse diálogo com o nosso Senhor. Aquele que não conversa com o seu amigo, não tem intimidade com ele, o mesmo ocorre conosco em relação a Deus. 

1.1. Jesus nos ensina como orar. 
A vida de oração de Jesus despertou Seus discípulos a tal ponto que um deles pediu a Ele que lhes ensinasse a orar assim como João Batista ensinou aos seus discípulos (Lc 11.1). Então, de maneira assertiva, Jesus ensinou aos discípulos a orarem da maneira correta. 
Jesus ensinou eles a orarem em todos os aspectos, no que falar e como falar. Pois não era simplesmente as palavras, mas era necessário saber também o modo como orar, foi assim que Jesus instituiu a oração que agrada ao Pai, uma oração que não visava demonstrar espiritualidade, mas apenas falar ao Pai, essa é a oração em secreto, que veremos mais adiante. 
O Filho nos deu, então, o alicerce para todas as outras orações, ensinando como orar a Deus com adoração, submissão e fé. Ele nos orienta a chamar Deus de Pai (Lc 11.2), o que contribui para pensarmos em um relacionamento privilegiado com Deus, que não está distante dos Seus. 
A oração ensinada por Cristo, inicia se dirigindo a Deus como Pai e naquele momento nenhum judeu ousava chamar Deus de Pai e em nenhuma religião conhecida daquela época, a divindade era retratada assim. Se dirigir a Deus como Pai é algo muito sério para Cristo, e somente os Seus discípulos foram orientados a isso, mas veja como Jesus falava dos falsos religiosos: 
"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.", João 8.44 
Ser digno de orar a oração do Pai Nosso é um grande privilégio.

ATENÇÃO: 

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Se desejar, pode fazer um único pix, agendando o restante nas lições do trimestre, neste caso o valor fica de R$ 3,50 por lição.
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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 6 / 1º Trim 2026


AULA EM 8 DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 6
(Revista Editora CPAD)
Tema: O Filho como o Verbo de Deus

TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14).

VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Jo 1.1-3 O Verbo eterno e divino
Terça — Jo 1.14 O Verbo se fez carne
Quarta — Êx 25.8,9 Deus habita entre o povo
Quinta — Jo 1.17 Graça e verdade por Cristo
Sexta — Jo 1.18 O Filho unigênito revelou o Pai
Sábado — Cl 1.15-19 Cristo, a imagem do Deus invisível

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 1.1-5,14.
1 — No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 — Ele estava no princípio com Deus.
3 — Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 — Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 — e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
14 — E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

HINOS SUGERIDOS
20, 175 e 182 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO 
INTRODUÇÃO 
Professor(a), o evangelho escrito por João é o que mais revela a deidade de Jesus, já no seu início aparece essas verdades, e toda esta lição vai mostrar a deidade do Salvador com base neste evangelho. E neste subsídio vou deixar acréscimos que o ajudarão a ministrar uma aula com conteúdos relevantes, como, por exemplo, a forma como as Testemunhas de Jeová, distorcem a deidade de Jesus na tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada
O prólogo do Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de forma plena e completa a glória do Pai. O apóstolo João afirma que viu a glória do Deus Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa revelação marca o clímax da encarnação do Verbo — o Filho de Deus — onde o invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado em Cristo Jesus. 
Quando João afirma no início do seu evangelho que viu a glória do Deus Unigênito, estava se referindo à transfiguração de Cristo que somente ele, Tiago e Pedro haviam testemunhado. 
"E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.", Mateus 17.5 
João escreve o seu evangelho no final do primeiro século, e não faz um relato direto da transfiguração, apenas essa pequena nota: 
"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.", João 1.14 
Convém relembrar que, quando João escreve o seu evangelho, já havia entre os irmãos muitos gnósticos espalhando ensinos errôneos que afirmava que o Filho de Deus nunca poderia ter vindo em carne, pois na ideia gnóstica Deus habitou o corpo de Jesus e o deixou no momento da crucificação. Por isso, tanto o evangelho de João como suas cartas vão combater essas heresias. 

I. O VERBO COMO DEUS ETERNO 

1. O Verbo preexistente.  
O prólogo de João (dezoito versículos iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo” (Jo 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia (Gn 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de referir-se ao atributo da Eternidade que só Deus possui. 
O atributo da eternidade divina afirma que Deus não teve início e nem terá fim, e como Ele é criador do tempo, Ele não pode ser limitado pelo tempo, vemos isso em algumas passagens: 
"Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.", 2 Pedro 3.8 
A eternidade é mais um atributo imanente de Deus, isto é, que somente o Pai, o Filho e o Espírito Santo possui. 
A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho. Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno — Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (Jo 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Cl 1.17). 
Para os gnósticos Jesus recebeu o Cristo no momento do batismo nas águas, e ali Ele passou a ser o Cristo de Deus, mas não poderia jamais ser Deus, pois para eles, a divindade não viria em forma de criatura e assim, Cristo seria apenas um ser iluminado e intermediário entre Deus e as criaturas. Por isso, podemos perceber o esforço de João em apresentar Jesus como o logos divino que atuou na criação de tudo. 
Para saber mais sobre o gnosticismo: https://www.apologetica.pt/?p=135

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INTERPRETAÇÃO BÍBLICA - Jesus Lava os Pés dos Apóstolos

 


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domingo, 1 de fevereiro de 2026

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Pr Marcos André - Editor

sábado, 31 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 6 / 1º Trim 2026

   

BEM-AVENTURADOS OS QUE TÊM FOME E SEDE DE JUSTIÇA


Texto de Referência: Am 8.11

VERSÍCULO DO DIA
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos" (Mt 5.6).

VERDADE APLICADA
Deus sacia plenamente a alma daqueles que anseiam pela Sua justiça, desejando viver segundo a Sua vontade.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Ressaltar que Jesus é o Único capaz de saciar a fome e a sede da nossa alma.
✔ identificar os benefícios da Justiça de Deus.
✔ reconhecer que Deus nos fará fartos pela Vida Eterna.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja anseie pela Justiça de Deus.

LEITURA SEMANAL
Seg Dt 32.4 Justo e reto é o Senhor.
Ter Mt 4.4 Nem só de pão viverá o homem.
Qua Sl 63.1 A nossa alma tem sede de Deus.
Qui Sl 107.9 Todos os que têm fome de Deus e da Sua justiça serão saciados.
Sex 1Pe 2.24 Deus deseja que sejamos justos.
Sab Sl 9.8 Deus julga o mundo com justiça.

INTRODUÇÃO
Ao declarar a quarta Bem-Aventurança, Jesus faz conhecida a bênção reservada àqueles que desejam ardentemente viver em retidão e alinhados à vontade de Deus. A promessa é de que o nosso anseio profundo por justiça será plenamente satisfeito por Deus, que nos proporcionará a realização espiritual de viver com Ele pela Eternidade.

PONTO-CHAVE
"Nada neste mundo pode satisfazer a alma humana como a Justiça de Deus, que é um dos Seus atributos. O Senhor se alegra com o justo e abomina a injustiça."

1- COMPREENDENDO A JUSTIÇA DE DEUS
Em Mateus 5.6, Jesus declara que os que têm fome e sede de justiça serão saciados. Compreender a Justiça Divina nesse contexto é reconhecer que ela transcende a justiça humana, que muitas vezes busca retribuição. Jesus se refere a um anseio profundo de viver em conformidade com a vontade de Deus, alinhando-se aos Seus princípios de retidão, amor e santidade.

1.1. Os que têm fome e sede de justiça
Os discípulos de Cristo devem ser corretos em todos os seus negócios (Pv 11.1). Os justos, mediante a fé em Jesus Cristo (Rm 3.22-24), são pessoas que rejeitam o pecado e buscam fazer o bem. Eles anseiam viver segundo os princípios divinos, por isso buscam a justiça que reflete o caráter e a vontade de Deus no mundo. Esse desejo ardente, comparado à fome e à sede, revela uma necessidade espiritual profunda de alinhar suas vidas com a Verdade, a Bondade e a Santidade divinas.

1.2. A bênção para os que têm fome e sede de justiça
A promessa de Jesus é que os justos, movidos por um anseio sincero, serão plenamente saciados por Deus, que suprirá suas almas com paz, propósito e plenitude, satisfazendo-os de maneira que transcende as realizações humanas. As Bem-Aventuranças apontam para a felicidade dos cristãos que fazem delas um preceito de vida. Para ser eternamente farto, o verdadeiro discípulo deve ansiar pelo rico suprimento da Justiça de Deus. Porém, para receber a bênção de ser saciado, é preciso desejar essa Justiça como o faminto deseja o pão e o sedento deseja a água.

REFLETINDO
"As normas do Reino exigem que homens e mulheres tenham fome e sede de justiça. Isso é tão fundamental para a vida cristã." (D. A. Carson)

2- A NATUREZA DA JUSTIÇA DIVINA
A justiça mencionada em Mateus 5.6 transcende a ideia de mera correção de erros, pois se refere à totalidade do caráter de Deus: Santidade, Bondade e Fidelidade. Buscar essa justiça significa desejar refletir os valores de Deus, expressos nas Escrituras, em todas as áreas da vida. É um chamado à transformação interior e à prática de ações que promovam o bem, a compaixão e a equidade, em harmonia com o propósito para o qual fomos chamados (Rm 8.28).

2.1. O Evangelho de Jesus é a Justiça
A Justiça de Deus se manifesta por meio de Jesus Cristo. Encontramos nas Escrituras o padrão a ser cumprido por todas as pessoas: "A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade" (Sl 119.142). Assim, viver o Evangelho é sentir fome e sede da Justiça de Deus, uma vez que o ser humano não vive só de pão, mas de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4.4). Portanto, ao aceitar Cristo como Salvador, somos justificados (Rm 5.1), porque Ele se torna a nossa Justiça por um ato amoroso de Deus (1Co 1.30).

2.2. O chamado a uma atitude ativa
Ter fome e sede implica uma postura ativa, em vez de passiva. Não é apenas desejar a justiça, mas persegui-la com diligência, por meio da oração, da obediência à Palavra de Deus e da prática de ações justas. Esse aspecto lança luz sobre a responsabilidade do crente em viver de maneira que honre a Deus e impacte positivamente o mundo ao seu redor, sendo a luz do mundo e o sal da terra (Mt 5.13-14).

3- A PROMESSA DE SACIEDADE
Jesus revela um chamado à busca incessante pela Justiça Divina, acompanhado da certeza de que Deus satisfará plenamente aqueles que depositam esse anseio nEle. O discípulo de Cristo deve desejar essa justiça tanto quanto deseja comer e beber. Nada neste mundo deve agradar nossa alma mais do que a Justiça de Deus (1Jo 2.15-17). Conforme afirmou o apóstolo Pedro, aguardamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça, e então seremos plenamente saciados (2Pe 3.13).

3.1. A universalidade da promessa
A quarta Bem-Aventurança é dirigida a todos os que cultivam o desejo por justiça, independentemente de sua condição. Ela oferece esperança, assegurando que Deus não apenas reconhece, mas também recompensa aqueles que priorizam Seus valores. Essa promessa é um convite a todos que buscam um mundo mais justo e uma vida mais santificada garantindo que encontrarão em Deus a fonte de sua verdadeira satisfação.

3.2. O cumprimento da promessa
Para Martyn Lloyd-Jones, "fome e sede de justiça são palavras profundas e fortes ditas por Jesus, que permanecem enquanto não forem satisfeitas". Como está escrito no Salmo 42.1: "Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus". O Reto Juiz do Universo age em favor dos que O buscam e, em Seu perfeito tempo, saciará todos os bem-aventurados que têm fome e sede de justiça.

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
No cântico de Maria, o Magnificat, os espiritualmente humildes e famintos foram declarados bem-aventurados, pois Deus encheu de bens os famintos e despediu vazios os ricos. Essa fome espiritual é característica do povo de Deus, cuja ambição suprema não é material, mas espiritual. Os cristãos decidiram buscar primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça. No céu, jamais terão fome e nunca mais terão sede, pois só então Cristo, nosso pastor, nos levará às "fontes da água da vida" (John Stott. Contracultura Cristã: A Mensagem do Sermão do Monte. Editora ABU, 1982, p. 34–36.)

CONCLUSÃO
Jesus nos oferece uma promessa poderosa e um chamado transformador (Mt 5.6). A quarta Bem-Aventurança nos convida a cultivar o desejo intenso de viver em harmonia com a vontade de Deus e promover Seus princípios de retidão e amor. A certeza de que Deus saciará plenamente aqueles que anseiam por Sua justiça fortalece a nossa fé, pois Ele supre as necessidades mais profundas da alma com paz, propósito e plenitude eterna.

COMPLEMENTANDO
Ser justo é uma missão contínua que molda o caráter do crente. Ao desejar ardentemente viver segundo os valores de Deus, somos transformados interiormente e capacitados a influenciar o mundo com atos de bondade, equidade e santidade.

EU ENSINEI QUE:
A justiça mencionada em Mateus 5.6 transcende a ideia de mera correção de erros, pois se refere à totalidade do caráter de Deus: Santidade, Bondade e Fidelidade.